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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Abortistas

Boa tarde! O Blog Católicos Somos está de volta, pela graça de Deus!

Começo esse "retorno" com algumas informações sobre novos movimentos dos abortistas, retiradas do Site ACI Digital. Importante que nós católicos nos mantenhamos bem informados a respeito dessas manifestações, para colocar nossa posição sempre, e ajudar a outros a se decidirem contra o aborto e essa demoníaca "matança" que tem ocorrido no mundo todo, e que querem liberar no Brasil.
Abraços


WASHINGTON DC, 27 Jan. 10 (ACI) .
- Dois grupos anti-vida em Washington: a conhecida Planned Parenthood, a maior multinacional abortista do mundo, e a NARAL Pró- Choice, estão pressionando os legisladores de Washington para que aprovem uma lei que busca "acabar" com os centros pro-vida de ajuda gratuita a mulheres grávidas.
O projeto de lei para "eliminar" a mais de 45 centros de ajuda gratuitos será debatido a partir desta quarta-feira 27 de janeiro a partir das 08:00 a.m. A idéia principal desta iniciativa abortista pretende encher de travas legais a estes centros de atenção materno-infantil para fazer virtualmente impossível a realização do seu trabalho.A respeito disto, Paula Cullen, ex-diretora do Life Services of Spokane, um destes centros afetados por esta iniciativa anti-vida, assinala que "esta lei fere as mulheres grávidas, é assim de simples. Será muito importante para nossos legisladores que conheçam em primeira mão a tremenda contribuição destes centros em seus distritos"."Assim se darão conta que estas instituições serviram a suas comunidades durante anos sem queixa e que jogam um importante papel proporcionando ajuda a mulheres que enfrentam gravidezes não planejadas".
Esta regulação que propõem os partidários do aborto, concluiu Cullen, "não só não é necessária mas também é uma bofetada a estes grupos de caridade que trabalharam muito duro durante muito tempo".Em 2009, estes centros de ajuda que trabalham há 25 anos em Washington realizaram as seguintes obras:
serviram a mais de 60 mil mulheres gratuitamente.
contribuíram com serviços sociais como vestimenta, cuidado pré-natal, fraldas, etc., a mais de 34 mil mulheres.
realizaram mais de 20 mil provas gratuitas de gravidez.
realizaram mais de 6 mil exames de ultra-som gratuitos.
mais de 22 agências de serviços sociais as têm como referência no estado de Washington.
Proporcionaram, em total, mais de 15 milhões de dólares em serviços gratuitos a homens, mulheres e adolescentes.
WASHINGTON DC, 29 Jan. 10 (ACI) .
- Diversos grupos abortistas estão tentando bloquear um anúncio pró-vida que será exibido durante o "Super Bowl", o evento esportivo mais importante do país e o mais sintonizado do mundo, no qual a máxima estrela do futebol americano universitário dos Estados Unidos, Tim Tebow, agradece a sua mãe por não ter praticado um aborto quando o esperava rechaçando assim a "recomendação" de seus médicos.
O anúncio, que será irradiado pela cadeia americana CBS, foi criado pela instituição Focus on the Familiy (Enfoque à Família) e busca recordar o inalienável direito à vida que tem toda pessoa.Entretanto, para a abortista Jehmu Green, presidenta do Women's Media Center, "esta campanha coloca um tema muito controvertido em um lugar no qual todos os americanos devem estar unidos, não divididos".
Do mesmo modo, para a também ativista anti-vida, Erin Matson, vice-presidenta da Organização Nacional de Mulheres (NOW, por suas siglas em inglês) "este comercial é francamente ofensivo" e alega que "é ódio pintado de amor. Envia a mensagem de que o aborto sempre é um engano".A respeito, o próprio Tim Tebow comentou que quem rechaça este anúncio o qual defende a vida "devem ao menos respeitar que defendo o que acredito. Sempre estive convencido disto porque essa é a razão pela qual estou aqui. Minha mãe foi uma mulher muito valente".
Para Gary Schneeberger que trabalha para o Enfoque à Família, o anúncio "celebra a vida e a família" e considera ademais que "não tem nada de político ou controvertido. É uma história pessoal de amor entre uma mãe e seu filho".Comprometido com a causa pró-vidaTebow é atualmente o quarto zagueiro (Quarte Back) dos Florida Gators, equipe ao que o ano passado Tim guiou ao seu segundo campeonato nacional da NCAA (a liga universitária) e já é uma estrela nacional. Tebow nunca ocultou sua profunda fé cristã.
Tebow também manifestou sua alegria pela publicidade dada à história de sua mãe que ajudou a outras mulheres a optarem por não abortar os seus filhos não nascidos. Com efeito, a mãe de Tebow servia como missionária junto ao pai do jogador de futebol nas Filipinas quando estava grávida de Tim, o quinto dos seus filhos.Durante a gestação, a mãe contraiu uma infecção severa e os médicos propuseram que ela abortasse para salvar as duas vidas.
A mulher se opôs e superou a infecção. Tim nasceu com perfeita saúde em 14 de agosto de 1987."Há muita gente que decidiu não submeter-se a um aborto, porque escutou a história da minha mamãe, ou que foram animados porque compartilho minha fé na televisão ou nas reportagens", disse Tebow, quem está acostumado a luzir citas bíblicas no rosto durante os jogos. Tebow cresceu ajudando os seus pais na missão cristã das Filipinas. Foi educado em casa por sua mãe, quem inculcou em todos seus filhos fortes valores cristãos.
Foi além disso o primeiro atleta educado em casa em receber o Troféu Heisman, o máximo galardão para os jovens jogadores de futebol americanos.Em meados do ano passado, Tim Tebow, de 22 anos, deixou estupefatos a dezenas de repórteres quando admitiu em uma roda de imprensa que decidiu preservar sua castidade e esperar ao matrimônio para ter relações sexuais.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Recesso

Queridos irmãos,

O blog estará em recesso até dia 07 de fevereiro. Peço que Deus abençoe a todos os que acompanham nossas publicações.
Voltaremos com muita alegria, após merecido período de férias, com muitas novidades, textos edificantes, formações e informações católicas!

Abraços fraternos,
João Batista

VIDA ORIENTADA PELA PALAVRA DE DEUS

VIDA ORIENTADA PELA PALAVRA DE DEUS

Quando se trata de um uso pessoal da Palavra de Deus, para sua própria vida, o melhor é começar a utilizar a Palavra que a Igreja nos oferece através da liturgia: a liturgia das horas, a missa... Com freqüência, o Senhor, para falar, se serve da escolha da Igreja, das leituras do dia.
Escutar com os ouvidos atentos as leituras do dia com freqüência revela uma resposta a um problema particular. Uma palavra parece feita à nossa medida até o ponto de que às vezes se diz: «Isso foi escrito para mim!». Portanto, deve-se valorizar a escolha comunitária, não pessoal, feita pela Igreja na liturgia.
Depois está a escolha pessoal, ou seja, reler as passagens da Escritura que no passado tiveram importância para nós, que nos interpelaram. Com freqüência, o Senhor volta a falar através dos próprios textos para dizer-nos coisas novas e adaptadas às situações que estamos vivendo. Portanto, devem-se valorizar as palavras de Deus que no passado foram para nós indicações importantes.
Há outro meio que é utilizado na Renovação Carismática, ainda que não só nela: consiste em rezar e, depois de fazer um ato de fé, abrir a Bíblia, pensando que se vai encontrar uma resposta do Senhor, ou inclusive, dizendo que se tomará como Palavra de Deus para nós a que cai ante nossos olhos. Não é um meio que a Renovação Carismática inventou hoje. Por exemplo, é o que aconteceu com Santo Agostinho, que no momento crucial de sua conversão, abriu as cartas de São Paulo decidido a tomar como vontade de Deus a primeira passagem que lesse.
Tocou-lhe Romanos 13, onde se diz «Nada de orgias, nada de bebedeira; nada de desonestidades nem dissoluções; nada de contendas, nada de ciúmes», «revistamo-nos das armas da luz». Ao ler a passagem, experimentou como lhe penetrava uma luz e uma serenidade que lhe permitiram compreender que podia viver casto.
O mesmo aconteceu com São Francisco de Assis. Quando ainda não sabia o que fazer, foi a uma igreja e abriu três vezes o Evangelho e cada vez caiu em uma passagem que falava do envio dos apóstolos sem bastão, sem bolsa, sem dinheiro, sem duas túnicas. E ele disse: «Isto é o que o Senhor quer para nós».
Mas os exemplos se multiplicam até nossos dias. Teresa de Lisieux não sabia o que fazer, abriu a Carta aos Coríntios e nela encontrou sua vocação a ser o coração, a ser a caridade.
Eu tive muitas confirmações pessoais e também de outras pessoas que encontraram na Bíblia a Palavra de Deus. Não me canso de repetir um episódio muito interessante. Estava pregando em uma missão na Austrália, e durante o último dia veio ver-me um operário, uma pessoa muito simples, para dizer-me que tinha um problema grave em sua família. Tinha um filho de 11 anos que não estava batizado, pois sua mulher se havia tornado testemunha de Jeová e não queria o batismo. Disse-me: «O que faço? Se o batizo haverá um problema, se não o batizo não posso ficar tranqüilo, pois quando nos casamos nós dois éramos católicos». Eu lhe disse: «Deixe-me refletir esta noite».
No dia seguinte, quando chegou, disse-me: «Padre, encontrei a solução. Ontem, quando cheguei em casa, rezei, depois abri a Bíblia e me apareceu o episódio no qual Abraão leva Isaac à imolação. E vi que quando Abraão leva Isaac a imolar, não disse nada à sua mulher». Era um discernimento perfeito, pois, de fato, os rabinos dizem que Abraão não disse nada precisamente para evitar que a mulher o impedisse de obedecer a Deus. Eu mesmo batizei a criança.
Naturalmente, é preciso evitar um uso mágico da Escritura, abri-la sem ter rezado. Esta utilização da Escritura só pode ter lugar quando se vive em um clima espiritual de obediência a Deus.
Com Deus não se brinca, a Deus não se interroga de brincadeira, se interroga antes de tudo porque se está decidido a fazer o que Ele nos dará a entender. Como se pode ver, há muitos métodos, desde o público ao mais pessoal, para orientar a própria vida com a Palavra de Deus.
Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap
Pregador da Casa Pontifícia (Vaticano)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O inferno é um blefe?

No mundo em que vivemos, a televisão nos diz que não existe mais pecado e nem inferno... entretanto, as Verdades Eternas permanecem, apesar do vai-e-vem da moda... segue um texto bem informativo.
Essa pergunta foi feita ao Site Veritatis Splendor, e pode ser dúvida de mais alguém, boa leitura.
Abraços fraternos.
***



LEITOR PERGUNTA: O INFERNO É APENAS UM BLEFE?


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Mensagem postada:
Se fosse possível medir entre nós e o criador a misericórdia, o amor, a tolerãncia, a bondade, a fraternidade e etc, é claro que ficaríamos em séria desvantagem, pois DEUS é tudo, pois é o criador. Também de acordo com os seus ensinamentos, um dos mais nobres a meu ver seria amar o teu próximo como a ti mesmo, amar o teu inimigo, oferecer a outra face e tudo o mais.
Pois bem, dentro desta linha de pensamento e salvaguardando a diferença estratosférica entre os homens e o criador, seria um exagero afirmar que o inferno é apenas um blefe?
Se para DEUS, nós, míseros humanos temos condição de amar sem ressalvas........Será que DEUS em sua grandeza absoluta perderia ou admitiria perder alguma alma para o demônio?

Resposta:
Prezado Wellington

Agradecemos-lhe a visita ao nosso site e também a sua mensagem.

As suas perguntas:
1) O inferno é apenas um blefe? e
2) Será que Deus em sua grandeza absoluta perderia ou admitiria perder alguma alma para o demônio?; poderiam ser resumidas numa única pergunta:
O estado de inferno, a condenação para todo o sempre, de um ser criado à imagem e semelhança de Deus, não seria incompatível com o amor e a misericórdia infinitos de Deus?

O inferno não é incompatível com a misericórdia e o amor infinitos de Deus porque o estado de inferno não é criação, nem desejo de Deus, que quer a salvação de todos. Deus que é Amor infinito não se impõe à Sua criatura, criada à Sua imagem e semelhança, nem a força a amá-Lo, mas a convida contínua, amorosa e pacientemente, por meio de muitas graças, para que ela livremente O procure, O conheça e O ame, a fim de que, dando glória a Ele, seja plenamente feliz participando de Sua Vida Bem Aventurada para a qual ela foi criada.

É a própria criatura, criada à imagem e semelhança de Deus, seja ela ser humano, seja ela ser puramente espiritual (um anjo), que, quando se recusa a se arrepender de seu pecado mortal e de se abrir humildemente ao amor, à misericórdia de Deus, e de aceitar o perdão de Deus, se fixa livre, obstinada e definitivamente no estado de inferno. Deus não condena ninguém ao estado inferno, é a própria criatura que se condena.

Deus continua a amar e a manter na existência a criatura que se condenou ao estado de inferno. Ele está sempre pronto a perdoá-la e a acolhê-la. Mas, infelizmente, é a própria criatura que livremente se fechou em si mesma em seu orgulho, recusou as graças de Deus, não quer ser amada, acolhida e perdoada por Deus.

Vejamos o que nos ensina sobre o Inferno,
o Catecismo da Igreja Católica, Edição Típica Vaticana,

"O Inferno


1033. Não podemos estar em união com Deus se não escolhermos livremente amá-Lo. Mas não podemos amar a Deus se pecarmos gravemente contra Ele, contra o nosso próximo ou contra nós mesmos: «Quem não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia o seu irmão é um homicida: ora vós sabeis que nenhum homicida tem em si a vida eterna» (1 Jo 3, 14-15).
Nosso Senhor adverte-nos de que seremos separados d'Ele, se descurarmos as necessidades graves dos pobres e dos pequeninos seus irmãos (629). Morrer em pecado mortal sem arrependimento e sem dar acolhimento ao amor misericordioso de Deus, significa permanecer separado d'Ele para sempre, por nossa própria livre escolha. E é este estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa pela palavra «Inferno».

1034. Jesus fala muitas vezes da «gehena» do «fogo que não se apaga» (630) reservada aos que recusam, até ao fim da vida, acreditar e converter-se, e na qual podem perder-se, ao mesmo tempo, a alma e o corpo (631). Jesus anuncia, em termos muitos severos, que «enviará os seus anjos que tirarão do seu Reino [...] todos os que praticaram a iniquidade, e hão-de lançá-los na fornalha ardente»(Mt 13, 41-42), e sobre eles pronunciará a sentença: «afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno» (Mt 25, 41).

1035. A doutrina da Igreja afirma a existência do Inferno e a sua eternidade. As almas dos que morrem em estado de pecado mortal descem imediatamente, após a morte, aos infernos, onde sofrem as penas do Inferno, «o fogo eterno» (632). A principal pena do inferno consiste na separação eterna de Deus, o único em Quem o homem pode ter a vida e a felicidade para que foi criado e a que aspira.

1036. As afirmações da Sagrada Escritura e os ensinamentos da Igreja a respeito do Inferno são um apelo ao sentido de responsabilidade com que o homem deve usar da sua liberdade, tendo em vista o destino eterno. Constituem, ao mesmo tempo, um apelo urgente à conversão: «Entrai pela porta estreita, pois larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição e muitos são os que seguem por eles. Que estreita é a porta e apertado o caminho que levam à vida e como são poucos aqueles que os encontram!» (Mt 7, 13-14):

«Como não sabemos o dia nem a hora, é preciso que, segundo a recomendação do Senhor, vigiemos continuamente, a fim de que, no termo da nossa vida terrena, que é só uma, mereçamos entrar com Ele para o banquete de núpcias e ser contados entre os benditos, e não sejamos lançados, como servos maus e preguiçosos, no fogo eterno, nas trevas exteriores, onde "haverá choro e ranger de dentes"» (633).

1037. Deus não predestina ninguém para o Inferno (634). Para ter semelhante destino, é preciso haver uma aversão voluntária a Deus (pecado mortal) e persistir nela até ao fim. Na liturgia eucarística e nas orações quotidianas dos seus fiéis, a Igreja implora a misericórdia de Deus, «que não quer que ninguém pereça, mas que todos se convertam» (2 Pe 3, 9):

«Aceitai benignamente, Senhor, a oblação que nós, vossos servos, com toda a vossa família, Vos apresentamos. Dai a paz aos nossos dias livrai-nos da condenação eterna e contai-nos entre os vossos eleitos» (635)."


Conclusão:
O inferno não é um blefe. É uma realidade terrível e possível para toda a criatura, criada à imagem e semelhança de Deus, que permanecendo livre e obstinadamente em estado de pecado mortal, recusa o amor, a misericórdia e o perdão de Deus.
Assim sendo, Deus permitiria sim que uma criatura (anjo ou ser humano) se condenasse ao estado de inferno porque Ele, embora todo-poderoso, respeita a escolha e a liberdade da criatura que em definitivo recusou, por orgulho, todas as graças enviadas por Ele necessárias para o arrependimento e a conversão para o bem.
O demônio/diabo/satanás é um exemplo de criatura, um anjo originalmente bom, que de modo livre e obstinado rejeitou para todo o sempre o amor de Deus e assim está, por culpa própria, no estado de inferno do qual nunca sairá, não porque Deus não o permita ou não o queira, mas porque ele mesmo (demônio/diabo/satanás) não o quer.

Notas do Catecismo:

629. Cf. Mt 25, 31-46.

630. Cf. Mt 5, 22.29; 13, 42.50; Mc 9, 43-48.

631. Cf. Mt 10, 28.

632. Cf. Symbolum Quicumque: DS 76; Synodus Constantinopolitana. q (em 543), Anathematismi contra Origenem, 7: DS 409; Ibid, 9: DS 411; IV Concílio de Latrão, Cap. I, De fide catholica: DS 801: II Concílio de Lião, Professio fidei Michaelis Palaeologi imperatoris: DS 858; Bento XII, Const. Benedictus Deus: DS 1002; Concílio de Florença, Decr. pro Iacobitis: DS 1351: Concílio de Trento, Sess. 6ª, Decr. de iustiftcatione, canon 25: DS 1575; Paulo VI. Sollemnis Professio fidei, 12: AAS 60 (1968) 438.

633. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 48: AAS 57 (1965) 54.

634. II Concílio de Orange, Conclusio: DS 397; Concílio de Trento, Sess. 6ª. Decr: de iustificatione, canon 17: DS 1567.

635. Oração Eucarística I ou Cânone Romano, 88: Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p. 450 [Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992, 518].


Espero que a resposta tenha sido útil.
Que Deus o abençoe.
Atenciosamente,

Renato Colonna Rosman
Apostolado Veritatis Splendor

Para citar este artigo:
ROSMAN, Renato Colonna. Apostolado Veritatis Splendor: LEITOR PERGUNTA: O INFERNO É APENAS UM BLEFE?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5966. Desde 20/10/2009.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Culto aos ícones sagrados

O CULTO AOS ÍCONES SAGRADOS



As seitas fundamentalistas, travestidas de evangélicas, - desde quando acusar, caluniar, difamar, injuriar e julgar alguém é evangélico? - fazem do culto às imagens verdadeiro cavalo de batalha.

Há os analfabetos de fato; também há uma legião de analfabetos funcionais, que sabem ler letras e palavras, mas incapazes de assimilar o sentido de frases abstratas. Saber ler e escrever não são requisitos, para entender o que a Bíblia nos revela.


Como a Bíblia não é um livro ocidental, mas oriental, escrita - em hebraico, aramaico e grego, é indispensável conhecimentos históricos, geográficos, antropológicos, arqueológicos, lingüísticos, exegéticos, - teológicos etc. Para compreender a proibição das imagens é necessário conhecer o ambiente religioso antigo.

Todos os povos que se relacionavam com Israel acreditavam que a imagem não somente era um símbolo da divindade, mas que a própria divindade nela habitava maneira real. A imagem era de certa forma o mesmo Deus representado.

Na mentalidade primitiva oriental, na imagem da divindade residia um fluído pessoal divino. Quando alguém fabricava uma imagem, o deus nela habitava, já que toda imagem, de algum modo tinha uma "epiclesis", - isto é, um chamado para deus nela habitar. Era uma espécie de "clone" da divindade simbolizada na imagem:

Por isso, quando Raquel esposa de Jacó, rouba os ídolos de seu pai Labão, ele se queixa de que lhe roubaram seus deuses, não as imagens (Gn 31,30). Na história de Micas, este acusou a tribo de Dã de que lhe - roubaram o seu deus, enquanto estes marchavam só com a imagem (Jz 18,27).

Passaram-se os séculos. O ambiente grego fez com que os homens - fossem não mais escravos da magia, mas se deixaram influenciar pelo pensamento filosófico e racional. Isto contribuiu para diminuir a idéia fetiquista das imagens divinas. Aos poucos Israel foi compreendendo que Javé era o único Deus de todos os povos; que não existiam divindades distintas para outras nações.
Por isso, qualquer imagem, altar, oração ou culto que se celebrava em qualquer lugar, ou idioma, era dedicado somente a Deus. Assim o perigo de crer que se adorava a deuses estrangeiros desapareceu.

Em alguns casos o próprio Deus ordenou o fabrico de imagens sagradas. Durante a travessia do deserto, quando Javé mandou fabricar a arca da Aliança, tabernáculo sagrado destinado a guardar as tábuas da Lei, ordenou que de cada lado se pusesse uma imagem de ouro de um querubim, ser angélico, dividida metade animal, metade homem (Ex 25,18).

Por outro lado o candelabro de sete braços que se colocava no interior da Tenda Sagrada tinha gravada flores de amêndoa (Ex 25,33). Estes fatos não são prescrições humanas. Segundo a Bíblia o próprio Deus inspirou com seu Espírito o artista Beseleel, dando-lhe habilidade e perícia para criá-las (Ex 31, 1-5).

Gedeão, um dos mais importantes juízos de Israel, fabrica com anéis e outros objetos de ouro uma imagem de Javé, a quem os israelitas prestaram culto (Jz 8,24-27). E Micasm famoso e piedoso javista, fabricou uma efígie de prata de Javé e edificou um santuário para prestar-lhe culto (Jz 17.19,11-13; 18,24-30).

E com se tudo isso não bastasse, com permissão de Javé (Nm 21,8-9), uma enorme serpente de bronze foi erguida por Moisés no deserto. A todos, picados por víboras, ao contemplá-la ficavam curados. Ela ficou exposta no templo durante duzentos anos, até que o rei Ezequias a destruísse (2Rs 18,4).
Se na antiga Aliança, Deus se revela (Ex 19,3-25) ao povo, sem imagem, na Nova Aliança considerou imprescindível ter uma para ser visto. Deus mesmo desde agora, quando não há mais perigo, revela-se aos homens mediante - uma imagem, a de Cristo, para que o vissem, olhassem, tocassem, sentissem. Paulo apóstolo que viveu durante muito tempo fiel a antiga Lei, compreendeu muito bem, a nova disposição ao falar de "Cristo a imagem do Pai" (2Cor 4,4). Em maravilhoso hino, canta que "Cristo é a imagem de Deus invisível" (Cl 1,15). Cristo Jesus dialogando com o apóstolo Filipe, antecipa-o com esta revelação: "Quem me viu, viu o Pai" (Jo 14,9).

Os ícones sagrados venerados pelo catolicismo e as igrejas cristãs Russa, Grega e Armênia, não são divinas, pois não são deuses. São símbolos de irmãs e irmãos nossos que em sua peregrinação terrestre, tornaram-se páginas vivas do Evangelho com o testemunho de vida cristã.



Para citar este artigo:

SSP, Frei Juvenal R Dias. Apostolado Veritatis Splendor: O CULTO AOS ÍCONES SAGRADOS. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/673. Desde 1/6/2003.

Aborto com Síndrome de Down

Mulheres inglesas abortam a mais de 90 por cento de bebês com Síndrome de Down

LONDRES, 28 Out. 09 (ACI) .- Um estudo publicado no British Medical Journal revelou que mais de 90 por cento dos bebês diagnosticados com Síndrome de Down são abortados na Grã-Bretanha.
O estudo, recolhido por várias agências, destaca que os diagnósticos pré-natais desta síndrome aumentaram em 71 por cento entre 1989 e 2008, principalmente devido a que cada vez mais mulheres adiam a maternidade.
Segundo os investigadores do hospital Barts e da Escola de Medicina de Londres, de não ser pelos abortos massivos das crianças com esta condição, os nascimentos de bebês com síndrome de Down teriam aumentado em 48 por cento entre 1989 e 2008, já que cada vez mais pais iniciam suas famílias tarde.
O estudo britânico revela que nove de cada dez mulheres que recebem o diagnostico de síndrome de Down durante a gravidez, termina submetendo-se a um aborto.
Fonte: ACI

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Pilula do Dia Seguinte


LIMA, 28 Out. 09 (ACI) .- O diretor do Escritório para a América Latina do Population Research Institute, Carlos Pólo, lamentou que a imprensa peruana ecoe as críticas contra o Tribunal Constitucional (TC) por sua sentença contra a distribuição da pílula do dia seguinte, sem investigar os interesses milionários de seus comercializadores no país.
"Chama poderosamente a atenção que diversos jornalistas simultaneamente acolham a mesma critica ao TC de que sua sentença é discriminatória contra as mulheres pobres. Mais ainda quando é o mesmo argumento, palavra por palavra, que se usou em outros países como o Equador e Chile recentemente", sustenta Pólo.
O perito pediu aos jornalistas que se façam a pergunta "quem ganha com sua venda ou se prejudica se esta é considerada ilegal?" assim encontrarão simplesmente uma resposta.
Para Pólo, o grande perdedor com a distribuição da pílula e a eventual proibição de sua venda é "principalmente um só laboratório: o dono da marca Postinor". Recordou que "em muitos outros países a marca Postinor pertence à Schering, líder mundial em venda de anticoncepcionais hormonais (pílulas e injetáveis) e há não muito tempo atrás Schering se fundiu com a Bayer".
"Eu o digo assim porque estranhamente no Peru essa marca é comercializada por um laboratório muito pequeno, Farmage, que se criou exclusivamente para o lançamento de Postinor no Peru", indicou.
"Farmage foi constituído para distribuir Postinor e por muito tempo foi sua única marca. Agora tem uma segunda marca para o Levonorgestrel 0.75 mg e outras marcas de pílulas combinadas. Fora do Postinor, a venda das outras marcas da Farmage é insignificante", sustentou Pólo.
"Postinor é a marca mais vendida de pílulas do dia seguinte no Peru lucrando mais de 3.5 milhões de Nuevos Soles (em torno de 1 milhão de dólares) nos últimos 12 meses", denunciou Pólo.
Só no Peru, "Bayer Schering com diferentes marca sob seu próprio nome mais as da Farmage, vende mais de 16 milhões de Nuevos Soles (mais de 5 milhões de dólares) por ano em pílulas e anticoncepcionais injetáveis. Se somarmos a esta cifra as vendas de Postinor, chega-se à cifra de quase 20 milhões de Nuevos Soles por ano. Isso constitui mais de 50 por cento do mercado dos anticoncepcionais".
Segundo o perito, disto se desprende que a eventual retirada da pílula prejudicaria a uma só empresa cujos interesses estão sendo defendidos "indiretamente" por ministros e funcionários públicos.

Fonte: ACI

Ação do Espírito Santo

Vamos aprender um pouco sobre nosso Deus?!
Segue uma rápida catequese sobre o Espírito Santo!
Abraços
********* **************
O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, que procede do Pai e do Filho.

Jesus Cristo prometeu aos apóstolos que lhes enviaria o Espírito Santo, o qual lhes recordaria e lhes ajudaria a entender tudo o que Ele lhes tinha dito.

No dia de Pentecostes estavam todos os Apóstolos reunidos em um mesmo lugar e de repente produziu-se um ruído no céu, como de um vento impetuoso que encheu toda a casa onde residiam. Apareceram línguas de fogo que posaram sobre cada um deles.

A ação do Espírito Santo nos Apóstolos tornou-os fortes, audazes e santos para anunciar o Evangelho com fidelidade a todo o mundo.

A Igreja ficou constituída em templo do Espírito Santo; Ele a santifica e faz com que os batizados se unam à Santíssima Trindade.

Quem é o Espírito Santo?
O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, que procede do Pai e do Filho, que o enviaram ao mundo para vivificar e santificar os homens.

Quando Jesus enviou o Espírito à sua Igreja?
Jesus enviou o Espírito Santo a sua Igreja no dia de Pentecostes em forma de línguas de fogo, sobre os Apóstolos e Maria Santíssima.

O que indicavam as línguas de fogo?
As línguas de fogo indicavam que o Espírito Santo vinha para nos santificar por meio da luz da verdade e do calor do amor.

Como o Espírito Santo nos santifica?
O Espírito Santo nos santifica por meio da graça, das virtudes e de seus dons.

O que são os dons do Espírito Santo?
Os dons do Espírito Santo são disposições permanentes, infundidas por Deus, que fazem o homem dócil, para seguir os impulsos do Espírito Santo.

Quais são os dons do Espírito Santo?
Os dons do Espírito Santo são: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Benzedeiras?

O que a Igreja fala sobre as benzedeiras?


A Igreja não autoriza as benções por pessoas leigas; logo, essas benzedeiras não fazem algo legal e deve ser evitado.
A mesma condenação pesa sobre os adivinhos, necromantes, cartomantes, búzios, etc; devem ser totalmente evitados, pois é uma prática que é pecado contra o primeiro mandamento, pois busca-se poder ou informação sem a vontade de Deus.
(...)
A Igreja condena todo tipo de sincretismo (mistura) religioso, pois as crenças dessas seitas, candomblé, macumba, etc, não se coadunam com a fé da Igreja católica.
Felipe Aquino
fonte: Cleofas

prática da cremação de defuntos


ROMA, 03 Nov. 09 (ACI) .- A Conferência Episcopal Italiana (CEI), publicará em breve um código atualizado sobre os ritos fúnebres no qual esclarecerá a doutrina da Igreja sobre a cremação de defuntos e o destino das cinzas.
O manual será revisado e aprovado pela CEI em sua próxima reunião de 9 de novembro, que se realizará em Assis.
O documento deixará claro, entre outras coisas, que a doutrina católica não se opõe à cremação dos mortos; mas sim é contrária a que as cinzas se conservem em urnas nas casas ou sejam pulverizadas ao vento, pois desta forma se viola a obra de misericórdia que obriga os católicos a proporcionarem santa sepultura aos defuntos.
A CEI recordará no documento que a incineração foi aprovada em 1963 pelo Papa Paulo VI, ao considerar que é uma prática que não contradiz a doutrina da Igreja sobre a ressurreição, pois não afeta a alma do defunto "nem impede à onipotência de Deus reconstruir o corpo".
O Episcopado italiano, entretanto, explica que é contrária à devoção católica a norma aprovada pelo governo italiano o 2001, que permite que as cinzas possam ser guardadas em uma urna na casa das pessoas ou que sejam pulverizadas no vento, na terra ou na água.
O documento explicará que o manter as cinzas em casa não só termina com o importante rito de acompanhar o defunto até o cemitério, "que une à comunidade de crentes"; mas sim o lógico é que as cinzas repousem no cemitério, o "lugar dos mortos" e não na casa dos familiares, que é o "o lugar dos vivos".
Pulverizar as cinzas, segundo os Bispos italianos, responde a um rito pagão, que supostamente simboliza a união do morto com a "grande alma da mãe terra", e que se opõe à obrigação cristã, estabelecida pelo mesmo Senhor Jesus, de dar sepultura aos defuntos.
Segundo cifras oficiais, na Itália se cremam 10 por cento dos defuntos; mas a cifra vem aumentando.
Fonte: ACI Digital

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO!!!

Queridos irmãos,


Sempre me lembro de uma historinha de São Francisco que escutei um dia, e nem sei se realmente é verdadeira, mas gosto muito dela, por isso reproduzo:
Um dia, São Francisco avisou aos irmãos de comunidade que iriam à cidade evangelizar, e saíram todos eles, eram muitos, e foram andando, andando, andando... quando estavam voltando, um dos irmãos perguntou: mas não íamos evangelizar? só andamos pela cidade e estamos voltando... não abordamos a ninguém... e São Francisco lhe disse: nossa presença é que evangeliza, olhe pra trás. E quando ele olhou, viu que, atrás dos irmãos que caminhavam, vinham muitas pessoas que os seguiam.
Essa pequena história me toca muito, pois lembra que não são necessárias palavras para evangelizar, basta que estejamos com Deus, busquemos o amor, a oração e a santidade. A evangelização se dá por nossas atitudes, nossos sorrisos, pelo amor que o irmão sentirá em nosso olhar.
Desejo que em 2010 sua vida seja uma oração e uma evangelização.
Coloque na sua lista de ano novo, propósitos como: confessar-se mais vezes, comungar mais, rezar o terço, rezar mais pelos irmãos, pela conversão dos pecadores, pela santificação dos sacerdotes, pelas almas do purgatório, ajudar aos necessitados, evangelizar, participar de algo (um grupo de oração, um movimento ou pastoral da Igreja)... enfim, busque a Santidade!
Que possamos, como formiguinhas, começar desde os primeiros momentos desse novo ano que Deus nos presenteia, a construção do Reino de Deus já aqui na terra!
Um 2010 repleto do Amor de Deus para você e sua família.
Abraços fraternos,
João Batista

Anticatolicismo é o novo passatempo nos EUA, diz arcebispo de Nova York

Anticatolicismo é o novo passatempo nos EUA, diz arcebispo de Nova York


NOVA YORK, terça-feira, 3 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- "The Gospel in the Digital Age" (O Evangelho na era digital) é o nome do novo blog do arcebispo de Nova York, um instrumento comunicativo que lhe dá a voz que o New York Times negou.

Entre o dia 10 de outubro e 2 de novembro, Dom Timothy M. Dolan publicou dez posts, mas um deles, com o título "Anticatolicismo", causou grande impacto, pois reproduz um artigo cuja publicação foi rejeitada pelo jornal mais famoso da cidade.

O arcebispo considera, em seu artigo, que o anticatolicismo converteu-se em um novo “passatempo nacional”, algo que foi confirmado por professores e acadêmicos, como Philip Jenkins, que o define como "o último preconceito aceitável".

O artigo do arcebispo dá exemplos deste “anticatolicismo” presente no New York Times. Por exemplo, no dia 14 de outubro, o jornal denunciava 40 casos de abusos sexuais de crianças em uma pequena comunidade ortodoxa judaica do Brooklyn no último ano.

Segundo o prelado, a atitude do jornal diante desse caso não nada a ver com a que no passado manteve perante a Igreja Católica, quando houve casos de abusos de sacerdotes. O prelado reconhece que não tem a intenção nem o direito de criticar a comunidade judaica, mas denuncia “este tipo de indignação seletiva”.

Outro caso apareceu no jornal nova-iorquino dia 16 de outubro, quando publicou uma história em primeira página, como todo um desenvolvimento interno (dando mais espaço que à guerra no Afeganistão ou ao genocídio no Sudão) ao triste caso de um sacerdote franciscano que há 25 anos manteve um relacionamento com uma mulher, de que nasceu um filho.

“Nenhum clérigo de outra religião diferente da católica jamais mereceu tanta atenção”, reconhece.

No dia 21 de outubro, assinala Dom Dolan, o NYT dedicou sua manchete principal à decisão da Santa Sé de dar boas-vindas aos anglicanos que pediram a união com Roma.

O jornal atacou duramente a decisão como proselitista em momentos difíceis para o anglicanismo, apesar do cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, ter enfatizado que “não estamos pescando no lago anglicano”.

Por último, o prelado menciona o exemplo “mais explosivo”, um artigo de opinião de Maureen Dowd, publicado por esse jornal no domingo 25 de outubro, em que se fazem acusações que nenhum editor permitiria se fosse contra expoentes islâmicos, judeus ou afroamericanos.

A colunista lança todo tipo de acusações contra a Igreja Católica, que vão desde a Inquisição até o Holocausto, desde os preservativos até a obsessão por sexo e a pederastia de sacerdotes ou a opressão de mulheres, sem se esquecer dos sapatos de Bento XVI ou do fato de que, quando jovem, tenha sido recrutado à força (igualmente a todos os conterrâneos compatriotas) no Exército alemão.

E tudo isso por quê?, questiona o arcebispo. Porque a autora, como reconhece em seu artigo, não está contente com a maneira como está-se realizando a atual visita apostólica de representantes vaticanos às religiosas dos Estados Unidos.

Um “preconceito” assim, explica, não tem justificativa em “uma grande publicação de hoje”.
Após reconhecer que estes casos, “infelizmente”, não se limitam ao New York Times, Dom Dolan assegura que “a Igreja não está acima da crítica”.

“Nós, católicos, já somos muito bons para criticá-la. Isso o aceitamos e o esperamos. A única coisa que pedimos é que esta crítica seja justa, racional e adequada. É o que se espera para qualquer pessoa. A suspeita e os preconceitos contra a Igreja converteram-se no passatempo nacional que deveria ser ‘suspenso pelo mal tempo’”, concluiu.

Em outros posts de seu blog, o arcebispo enfrenta questões da vida diária, social e litúrgica, desde questões raciais e caritativas, até a defesa da vida humana ameaçada pelo aborto ou pela guerra.
Fonte: Zenit

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Católicos nunca podem legitimar um crime execrável como o aborto


CÁDIZ, 23 Out. 09 (ACI/Europa Press)
O bispo do Cádiz e Ceuta, Dom Antonio Ceballos Atienza, afirmou que os católicos "nunca", conforme com o direito natural, podem legitimar o aborto, o qual considerou "um crime execrável" e acrescentou que "a destruição da vida humana nunca pode ser justificada em favor da defesa do direito da mulher de decidir sobre sua maternidade".
Em um comunicado, Dom Ceballos acrescentou que "o Estado que outorga a qualificação de direito a algo que, em realidade, é um atentado contra o direito fundamental à vida, perverte a elementar ordem de racionalidade que se encontra na base da sua própria legitimidade".
Segundo o juízo do Bispo de Cádiz e Ceuta, "ante as situações difíceis e dolorosas pelas quais a mulher passa ante uma gravidez não desejada, a solução não pode residir na eliminação da vítima inocente, o filho concebido, ao que se priva de modo cruel e desumano do direito natural de nascer e viver".
Por isso, para Dom Ceballos Atienza, os poderes públicos, partidos políticos e instituições sociais, que têm que trabalhar com vocação de serviço em ordem ao bem comum, devem oferecer meios de amparo à maternidade, especialmente perante as situações de desamparo da mulher. Na opinião do prelado, é "um dever de consciência" dos cristãos, que consideram a vida como um dom de Deus, e as "pessoas de boa vontade" opor-se ao aborto.
Para o Bispo do Cádiz e Ceuta, os políticos que verdadeiramente se considerem cristãos e vivam sua fé em comunhão com a Igreja têm um compromisso e responsabilidade moral maior, não devendo permanecer indiferentes nem colaborar ativamente com seu voto para que tal Lei seja passada no Parlamento. Assim, acrescentou que as convicções morais e a consciência pessoal, devem imperar ante a disciplina partidária.
Igualmente, D. Ceballos Atienza assinalou que os profissionais da saúde, se a projetada Lei for passada, deverão postular-se ativamente ante o aborto com a objeção de consciência.
Do mesmo modo, manifestou que "um país no qual os seus dirigentes governam e legislam sem respeitar os valores morais da imensa maioria da população, antes bem legitimando as reivindicações de grupos minoritários, está na fronteira do totalitarismo" e recordou que "o direito à vida não é uma concessão do Estado, é um direito anterior ao Estado mesmo".

PAPA AGREDIDO

A AUTORIDADE PAPAL FICA DE PÉ


Padre Elílio Faria Mattos Jr.


O episódio ocorrido na noite de Natal deste ano, na Basílica de São Pedro em Roma é, de certa forma, um símbolo dos tempos atuais. O Papa, Vigário de Nosso Senhor Jesus Cristo na Terra, cai. A mitra, símbolo de sua autoridade, rola no chão. A férula, que representa a sua missão de pastor universal, é derrubada pelo homem moderno, desorientado, confuso e como que fora de si. Louca ou não, a jovem de 25 anos que provocou o incidente bem representa o mundo de hoje, que joga por terra a autoridade e as palavras do Romano Pontífice, que, nas palavras da grande Santa Catarina de Siena, é «o doce Cristo na Terra». A jovem é louca? Não sei. Mas sei que o é, e muito, o mundo que rejeita Deus e o seu Cristo para abraçar o vazio e caminhar nas trevas.

Bento XVI se ergue rápido e continua seu caminho. Celebra a Santa Missa, que é o que há de mais sublime sobre a face da Terra, rende o verdadeiro culto a Deus e conserva-se em seu lugar, como pastor colocado à frente do rebanho pelo Pastor Eterno, bispo e guarda de nossas almas (cf. IPd 2,25). Na homilia, o Santo Padre cita a regra de São Bento. Hoje, Bento, aquele de Núrsia, fala pela boca de Bento, o Papa: «Nihil Deo praeponere» - nada antepor a Deus. É a este nosso mundo que Bento XVI dirige essas palavras carregadas de verdade. É a esta nossa cultura agnóstica, relativista, pragmática, corrupta, materialista e niilista que o Papa exorta. Cultura que, nas palavras de alguns, se gaba de ser «pós-moderna»… Cultura que rejeita cultivar a verdade… Cultura que há tanto deixou de ser cultura…


«Nada antepor a Deus». Bento XVI já havia dito aos bispos da Igreja: «No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus… Conduzir os homens para Deus, para o Deus que fala na Bíblia: tal é a prioridade suprema e fundamental da Igreja e do Sucessor de Pedro neste tempo» (Carta aos bispos, 10 de março de 2009).


Depois da queda, o Papa se coloca de pé e age como se nada tivesse acontecido. Assim tem sido seu pontificado: muitas vezes incompreendido pelos homens, inclusive católicos – e por que não dizer: sobretudo católicos? -, Bento XVI não desiste de levar a cabo sua missão, como Cristo a caminho do Calvário, a fim de oferecer a Deus a consciência pura do dever cumprido. Como se nada acontecesse, como se incompreensões, ultrajes e rebeliões, ainda que disfarçadas e silenciosas, não houvessem; como se o desprezo a Cristo não lhe ferisse o coração; como se a recusa de Deus não lhe contristasse a alma, Bento XVI se dirige ao altar da Cruz. Está apoiado na esperança que não decepciona.


Se a autoridade do Sucessor de São Pedro é jogada no chão pelos homens atuais, isso não significa que ela tenha caído do lugar que lhe reservou Deus. Cristo também caiu - e por três vezes -, mas está de pé. Traz, sim, as marcas da paixão, mas está de pé para sempre: “Vi um Cordeiro de pé, como que imolado”(Ap 5,6). O Papa está de pé, e com ele a Igreja que lhe foi confiada, e assim ficará até a vinda gloriosa de Nosso Senhor, que disse: «Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. As portas do inferno nunca prevalecerão contra ela» (Mt 16, 18). «Non praevalebunt» - as forças negativas do mal, ainda que deixem certas marcas, nunca hão de vencer o Bem, que é Deus. E é Deus quem sustenta na Terra a sua Igreja e o Papa que colocou à frente do rebanho de Cristo!
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Retirado do Blog Apelos do Ceu

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Os movimentos são presentes de Deus para a Igreja

Que bela forma o Papa Bento vê os movimentos da Igreja!!!!
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Os movimentos são presentes para a Igreja, diz Papa

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 23 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI elogiou o cardeal Josef Cordes por ter acolhido a inspiração dos novos movimentos na Igreja e destacou a contribuição positiva oferecida por ele.

O pontífice escreveu uma carta, na semana passada, ao presidente do Conselho Pontifício Cor Unum, por ocasião do seu 75º aniversário.

“Já não me lembro como nos conhecemos”, afirma o Papa, recordando a longa história de amizade com o cardeal, que inclui sua pertença compartilhada à conferência de bispos da Alemanha antes que ambos fossem chamados a servir a Cúria Romana.

“Com valentia e criatividade, no início do seu trabalho em Roma, você abriu novos caminhos para levar os jovens a Cristo”, destaca o Santo Padre.

Bento XVI sublinhou sua contribuição na gênese e no crescimento das Jornadas Mundiais da Juventude, sua participação pastoral e seu compromisso com os movimentos, em sua função no Conselho Pontifício para os Leigos.

“O movimento carismático, Comunhão e Libertação e o Caminho Neocatecumenal têm muitas razões para agradecer-lhe”, indica o Papa.

“Enquanto no começo os organizadores e coordenadores da Igreja tinham muitas reservas com relação aos movimentos – constata – você percebeu imediatamente a vida que brotava deles, o poder do Espírito Santo que dá novos caminhos e, de maneiras imprevistas, mantém a Igreja jovem.”

Integração
O Papa destaca: “Você reconheceu o caráter pentecostal desses movimentos e trabalhou apaixonadamente até que foram bem-vindos pelos pastores da Igreja”.

O pontífice reconhece a habilidade do cardeal para ver que “o orgânico é mais importante que a organização”.

Afirma que o prelado viu que nos movimentos “havia homens que estavam profundamente tocados pelo espírito de Deus e que, dessa maneira, cresciam novas formas de autêntica vida cristã e autênticas maneiras de ser Igreja”.

O Santo Padre continua: “Certamente, estes movimentos precisavam ser ordenados e levados ao interior do todo; precisavam aprender a reconhecer seus limites e fazer parte da realidade comunitária da Igreja em sua própria constituição junto ao Papa e aos bispos”.

“Precisavam de guia e purificação para serem capazes de alcançar a forma da sua verdadeira maturidade”, indica.

“No entanto, são presentes pelos quais precisamos agradecer”, acrescenta Bento XVI; e conclui: “Não seria possível pensar na vida da Igreja da nossa época sem incluir nela estes presentes de Deus”.

Se o Natal é verdadeiro, “tudo muda”, assegura Bento XVI


Na Missa do Galo na basílica de São Pedro

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 25 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- Se realmente Jesus nasceu há mais de dois mil anos, “tudo muda”, afirmou Bento XVI na Missa do Galo, para explicar como o Natal tem uma importância decisiva na vida de cada pessoa.

A homilia da celebração eucarística, presidida na Basílica de São Pedro, converteu-se, portanto, em uma exortação a deixar o primeiro lugar na própria existência a Deus.

Na celebração, que neste ano começou às 22h, o bispo de Roma, ao meditar sobre o mistério que se viveu em Belém há mais de dois mil anos, assegurou que a notícia do nascimento de Jesus “não pode nos deixar indiferentes”. “Se é verdadeira, mudou tudo. Se é verdadeira, diz respeito a mim também”.

Deus, a prioridade

“A maioria dos homens não considera prioritárias as coisas de Deus. Estas não nos premem de forma imediata. E assim nós, na grande maioria, estamos prontos a adiá-las”, reconheceu.

“Antes de tudo faz-se aquilo que se apresenta como urgente aqui e agora. No elenco das prioridades, Deus encontra-Se frequentemente quase no último lugar. Isto – pensa-se – poder-se-á realizar sempre”, assegurou.

Mas “se alguma coisa na nossa vida merece a nossa pressa sem demora, isso só pode ser a causa de Deus”, afirmou, citando a famosa máxima da Regra de São Bento: “Nada antepor à obra de Deus”.

“Deus é importante, a realidade absolutamente mais importante da nossa vida”, disse.”O tempo empregue para Deus e, a partir d’Ele, para o próximo nunca é tempo perdido. É o tempo em que vivemos de verdade, em que vivemos o ser próprio de pessoas humanas”.

“Mas a maior parte de nós, homens modernos, vive longe de Jesus Cristo, d’Aquele que Se fez homem, de Deus que veio para o nosso meio. Vivemos em filosofias, em negócios e ocupações que nos enchem totalmente e a partir dos quais o caminho para a manjedoura é muito longo.”
Deus vem ao encontro

Agora, “sozinhos, não poderíamos chegar até Ele. O caminho supera as nossas forças. Mas Deus desceu. Vem ao nosso encontro. Percorreu a parte mais longa do caminho. Agora pede-nos: Vinde e vede quanto vos amo”.

“O sinal de Deus é a sua humildade. O sinal de Deus é que Ele Se faz pequeno; torna-Se menino; deixa-Se tocar e pede o nosso amor.”

“Quanto desejaríamos nós, homens, um sinal diverso, imponente, irrefutável do poder de Deus e da sua grandeza! Mas o seu sinal convida-nos à fé e ao amor e assim nos dá esperança: assim é Deus. Ele possui o poder e é a Bondade.”

“Convida a tornarmo-nos semelhantes a Ele. Sim, tornamo-nos semelhantes a Deus, se nos deixarmos plasmar por este sinal; se aprendermos, nós mesmos, a humildade e deste modo a verdadeira grandeza; se renunciarmos à violência e usarmos apenas as armas da verdade e do amor.”

O pontífice concluiu sua meditação com esta oração: “Senhor Jesus Cristo, Vós que nascestes em Belém, vinde a nós! Entrai em mim, na minha alma. Transformai-me. Renovai-me. Fazei que eu e todos nós, de pedra e madeira que somos, nos tornemos pessoas vivas, nas quais se torna presente o vosso amor e o mundo é transformado”.

Papa agredido por mulher com problemas psíquicos


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 25 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- Não teve consequências para Bento XVI a queda provocada por uma mulher com problemas psíquicos, no início da Missa do Galo, na basílica de São Pedro, no Vaticano.

O cardeal Roger Etchegaray, de 87 anos, no entanto, também envolvido no incidente, sofreu uma fratura do fêmur e terá de ser operado.

Em uma reconstituição dos fatos oferecida aos jornalistas, o padre Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, explicou que na missa de Natal, “durante a procissão de entrada da celebração, uma pessoa mentalmente instável, Susanna Maiolo, de 25 anos, de nacionalidade italiana e suíça, pulou a barreira e, apesar da intervenção dos seguranças, conseguiu chegar até o Santo Padre e agarrá-lo pelo pálio, fazendo-o perder o equilíbrio e cair”.

“O Papa pôde levantar-se rapidamente e retomar a procissão. Toda celebração se desenvolveu sem nenhum outro problema”, acrescentou o porta-voz vaticano.

“Infelizmente, no meio do caos, o cardeal Etchegaray caiu, sofrendo uma fratura do fêmur. Ele foi hospitalizado na Policlínica Gemelli e suas condições são boas, mas, apesar disso, terá de ser operado nos próximos dias”.

“Maiolo, que não estava armada e manifesta sintomas de desequilíbrio psíquico, foi hospitalizada em um centro de saúde para ser submetida a tratamento”.

O padre Lombardi disse ainda que este incidente não provocou mudanças na agenda do Papa para as próximas celebrações.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Feliz Natal!!!!


Desejo a você, caro amigo e cara amiga que esteve nos acompanhando por mais esse ano, que nesse Natal, o Menino Jesus renasça em seu coração, no coração de sua família e de todos os seus queridos!


Nós Cristãos estamos na constante espera daquEle que voltará, Nosso Senhor Jesus Cristo. Enquanto esperamos, nos preparemos para celebrar dignamente o Natal. Ainda dá tempo de fazer sua oração, confessar-se e preparar-se para esse momento tão sublime de nossa fé: o Nascimento do Nosso Salvador!


Não deixemos que o Papai Noel seja o motivo desse Natal, mas que o Aniversariante do dia seja lembrado e esteja presente nessa bela festa!


Desejo um Santo Natal a você e sua família!


Abraços fraternos,

João Batista

O Culto das Relíquias

O CULTO DAS RELÍQUIAS

A relíquia do grande São João Bosco está na Canção Nova no dia de hoje; mas qual é o sentido de venerar uma relíquia?

Santo Agostinho dizia que os corpos dos Santos são instrumentos dos quais se serve o Espírito Santo para realizar suas obras. Por isto os seus restos mortais são honrados desde o início da Igreja. Por exemplo, as Atas do Martírio de S. Policarpo († 156) de Esmirna, dizem que após a morte do mártir, entregue ao fogo, os fiéis foram recolher as suas cinzas.

A veneração é confirmada pela convicção de que os corpos dos Santos foram templos do Espírito Santo e instrumentos por Este utilizados para produzir boas obras. A certeza de que os homens e as mulheres ressuscitarão no fim dos tempos, incutiu nos cristãos, desde os primeiros séculos, o grande apreço aos despojos mortais dos Santos, pela dignidade de terem sidos templos do Espírito Santo durante a vida presente:

“Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, então, os membros de Cristo e os farei membros de uma prostituta? De modo algum!… Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?” (1Cor 6,15-20).

Se houve no passado, e ainda pode haver enganos e abusos em relação às relíquias, isto não anula a sua legitimidade.

Uma relíquia é um fragmento de osso ou um objeto que tenha alguma relação com um(a) Santo(a), aos quais os católicos prestam veneração ou reverência.

O costume das relíquias dos santos vem desde o início do cristianismo. Primeiramente os mártires foram cultuados; o povo de Deus recolhia seus corpos e os sepultava com reverência. As sepulturas dos mártires eram visitadas por peregrinos; muitos queriam ser sepultados junto a um mártir, pois julgavam que este mais intercederia por eles no Céu.

A Sagrada Escritura oferece fundamento à prática cristã da veneração das relíquias.

No Antigo Testamento, vemos grande respeito notável no sepultamento dos homens de Deus, como Abraão (cf. Gn 25,9s), Jacó (cf. Gn 50, 12s), José (cf. Gn 50, 24-26; Ex. 14, 19), Davi (cf. 1Rs 2,10)… Ora, isto mostra um respeito profundo pelos restos mortais das pessoas. Era considerado grande caridade sepultar os mortos. Tobit os sepultava até correndo risco de morte:

“Quando o rei Senaquerib, fugindo da Judéia ao castigo com que Deus o ferira por suas blasfêmias, mandou assassinar, na sua ira, um grande número de israelitas, Tobit sepultou os seus cadáveres. (Tb 1, 21)”.

“Quando o sol se pôs, ele foi e o sepultou. Seus vizinhos criticavam-no unanimemente. Já uma vez ordenaram que te matassem, precisamente por isso, e mal escapaste dessa sentença de morte, recomeças a enterrar os cadáveres! Mas Tobit temia mais a Deus que ao rei, e continuava a levar para a sua casa os corpos daqueles que eram assassinados, onde os escondia e os sepultava durante a noite. (Tb 2,3-9)”.


A Bíblia mostra também como Deus, mediante o manto de Elias, se dignou realizar um milagre: Eliseu, ferindo as águas do Jordão com essa relíquia do grande profeta, conseguiu separá-las em duas bandas:

“Apanhou o manto que Elias deixara cair, e voltando até o Jordão, parou à beira do rio. Tomou o manto que Elias deixara cair, feriu com ele as águas, dizendo: Onde está o Senhor, o Deus de Elias? Onde está ele? Tendo ferido as águas, estas separaram-se para um e outro lado, e Eliseu passou.” (2Rs 2,14)

Lemos também que os ossos de Eliseu, postos em contato com um cadáver, tornaram-se instrumentos para a ressurreição do mesmo:

“Eliseu morreu e foi sepultado. Guerrilheiros moabitas faziam cada ano incursões na terra. Ora, aconteceu que um grupo de pessoas, estando a enterrar um homem, viu uma turma desses guerrilheiros e jogou o cadáver no túmulo de Eliseu. O morto, ao tocar os ossos de Eliseu, voltou à vida, e pôs-se de pé.” ( 2Rs 13,21).

No Novo Testamento há também muitas passagens que dão base sólida à veneração das relíquias. Nos Atos dos Apóstolos São Lucas narra milagres e exorcismos ocorridos com relíquias de São Paulo ainda em vida:

“Deus realizava milagres extraordinários por intermédio de Paulo, de modo que lenços e outros panos que haviam tocado o seu corpo, eram aplicados aos doentes; então afastavam-se destes as moléstias e eram expulsos os espíritos malignos”. (At 19,11s)

Os fiéis estimavam e guardavam tais objetos com profunda veneração. O Evangelho de São Mateus conta o caso daquela mulher hemorroísa que foi curada tocando o manto de Cristo:

“Eis que uma mulher que, havia doze anos, sofria de um fluxo de sangue, se aproximou dele por trás e Lhe tocou a orla do manto. Dizia consigo: “Se eu tocar ainda que seja apenas as suas vestes, serei curada”. Jesus voltou-se então e, vendo-a, lhe disse: “Tem confiança, minha filha, a tua fé te salvou”. (Mt 9,20ss)

Nas comunidades visitadas ou catequizadas por São Pedro, São Paulo, São João ou fiéis guardavam tudo que lhes pudesse lembrá-los (suas cartas e os seus despojos mortais, os objetos de uso). Os cristãos eram estimulados a este costume ao lerem o elogio do Senhor a Maria de Betânia, quando ela ungiu o Seu corpo pouco antes de sua morte:

“Ela me fez uma obra; …embalsamou antecipadamente o meu corpo para a sepultura. Em verdade vos digo: onde quer que for pregado no mundo este Evangelho, será narrado o que ela acaba de fazer para se conservar a lembrança dessa mulher” (Mc 14,6-9; Mt 26, 9-12; Jo 12,7).

A Tradição da Igreja, desde os primeiros séculos, conservou e venerou as relíquias como símbolos dos santos mártires e confessores chamados à Casa do Pai. Algumas relíquias que se referem a Cristo são conhecidas e veneradas desde o século IV; outras foram trazidas para o Ocidente pelos Cruzados no século XII (muitas sem documentação sólida). Podemos considerar algumas com um certo fundamento.


A Cruz de Cristo - Segundo São Cirilo de Jerusalém, em 348 havia ali um grande fragmento da Santa Cruz, como atesta ele em suas Catequeses Batismais (4, 10; 10, 19; 13, 4):

“Até a presente data pode ser visto entre nós… mas, em virtude dos extratos que a fé multiplicou, foi distribuído em pequenos fragmentos por toda a terra”.

Pode-se acreditar que Santa Helena, mãe do Imperador Constantino, no século IV, após pesquisas na Terra Santa, encontrou a Cruz de Cristo e depositou um pedaço relativamente grande da Cruz em seu palácio “Sessorianum”, que veio a ser posteriormente a basílica da Santa Cruz em Roma.


A Escada Santa ou escada do palácio de Pilatos em Jerusalém, segundo a tradição, acha-se perto da basílica de São João do Latrão, em Roma.

O Santo Sudário de Turim, que revestiu o corpo de Cristo é certamente a relíquia mais importante da Paixão do Senhor, e tem sido estudado pelos cientistas. Cada vez mais vai ficando provada a sua autenticidade.


O Presépio de Jesus em Belém era conhecido pelos cristãos do século III, como testemunha Orígenes († 250) (Contra Celsum 1.31). A partir do século VII só existem fragmentos, dos quais os mais notáveis são os da basílica de Santa Maria Maior em Roma.


A Casa Santa da Sagrada Familia, tida como transferida pelos anjos de Nazaré para Loreto (Itália), em 1298, é outra relíquia valiosa que é estudada; pode ser que os cruzados a tenham trazido da Terra Santa em barcos.


O Véu de Verônica é outra relíquia estimada pelo povo cristão, que segundo uma tradição, está no santuário do Santo Rosto de Monoppello, na Itália. O Papa Bento XVI foi o primeiro Papa a visitar este santuário, onde estaria o véu com que uma mulher, Verônica teria enxugado o rosto de Cristo. (Zenit.org, Vaticano, 31 ago 06)


O Sangue de São Januário (S. Gennaro) - que foi bispo e mártir e cuja memória litúrgica é no dia 19 de setembro, é outra relíquia impressionante. Ele derramou o seu sangue por Cristo no início do século IV. Era bispo de Benevento, sofreu o martírio no ano 305 em Nápoles, junto com os seus companheiros, durante a perseguição do imperador romano Diocleciano. Foi condenado às feras do anfiteatro de Pozzuoli, juntamente com os companheiros de fé. Por causa do atraso de um juiz, teria sido decapitado e não dado como alimento às feras.


O grande São Jerônimo concebia a defesa do culto das relíquias. Os autores posteriores, tanto medievais como modernos, só confirmaram e desenvolveram as idéias do S. Doutor. S. Tomás de Aquino (†1274), por exemplo, assim escreveu:


“É evidente que devemos venerar os Santos de Deus como membros de Cristo, filhos e amigos de Deus e intercessores nossos. Por isto havemos de venerar as suas relíquias em memória deles; principalmente há de ser venerados os seus corpos, templos e órgãos do Espírito Santo, que os habitava e por esses corpos agia; aliás, serão configurados ao Corpo de Cristo pela ressurreição gloriosa. Por isto também o próprio Deus honra tais relíquias realizando milagres em presença das mesmas” (Suma Teológica III, qu. 25, art. 6).


Está claro que o culto das relíquias não visa objetos materiais como tais; toda a veneração a estes prestada é relativa; ela se refere, sim, aos santos e, em última análise, ao Senhor Jesus, fonte de toda a santidade.


Fonte: Cléofas

Um Natal sem Jesus?




UM NATAL SEM JESUS




Um Natal sem a presença de Deus, que veio estar conosco, só pode ser um Natal sem graça, mas mesmo os descrentes ainda participam das migalhas da festa da fé. Dizem que o Natal deste ano vai ser bom, com mais dinheiro na praça e comes e bebes mais em conta. São as pequenas alegrias da superficialidade de ver a felicidade na facilidade de ter mais.




No comércio já é Natal, o Natal de presentes, de luzes e enfeites pendurados em árvores de plástico, de um Papai Noel importado da França que tomou o lugar do Menino Jesus, Deus presente para nós. A figura do Papai Noel tem sua origem em São Nicolau, um bispo do século IV que levava presentes às crianças pobres.




No meu tempo de menino na Suíça, no dia seis de dezembro, um visitante vestido de São Nicolau trazia pequenos presentes às crianças. Antes, um ajudante dele censurava nossas traquinagens, as quais misteriosamente conhecia. No Natal mesmo, quem mandava os presentes era o Menino Jesus. Os enfeites do Natal comercial podem esconder o sentido da festa para muitos, mas também ajudam a lembrar o dia da chegada do Salvador, dia de festa para todos, até mesmo para quem festeja o aniversário sem lembrar o Aniversariante.




A Igreja nos convida a preparar o aniversário de Jesus com o tempo do Advento, que nos faz lembrar o tempo anterior à vinda do Salvador, especialmente os dezoito séculos da história do povo eleito a fim de preparar o ambiente para Sua chegada. O Natal é festa de presentes, pequenos gestos de amor. Para lembrar o maior momento da história da humanidade, o grande acontecimento da manifestação do amor de Deus que veio estar conosco, se fez presente para nós. O presente maior é a presença. Num mundo de trevas surgiu uma luz.




A religião cristã é a religião da presença de Deus no mundo dos homens. Agora, dois mil anos depois, muitos ainda andam na escuridão, mesmo em países onde quase todos se dizem cristãos. No Brasil, no maior país católico do mundo, apenas uma minoria dos católicos participa da vida da Igreja. Na maioria das cidades, nem 10% dos jovens participam da Santa Missa no domingo, dia do Senhor. Pode conferir na sua paróquia. De vinte jovens, dezoito ou dezenove não dão valor ao encontro com Jesus e não procuram seguir Seus ensinamentos. Muitos deles preferem festas com bebidas e drogas piores. Procuram os prazeres da promiscuidade.




Numa cidade onde fui pároco havia mais jovens no "brega" do sábado que na Missa do domingo. Que tipo de família vão construir? Que tipo de sociedade? Sem a firmeza da fé, muitos ficam presas fáceis de traficantes, estragam seu futuro e deixam de fazer a sua parte na construção de um mundo melhor. Mais vale acender uma vela que ficar a queixar-se das trevas. O mundo está cheio de pessoas que perdem tempo com reclamações contra os outros. Faltam jovens que tenham a coragem de viver pessoalmente o que pregam aos outros.




Só teremos um Brasil melhor com brasileiros melhores. O mundo só será melhor com homens e mulheres melhores. O problema maior está na falta de formação cristã. Falta de conhecimento dos fundamentos racionais da fé. Aí está a sua missão, jovem cristão: Fazer brilhar a luz de Cristo para quem ainda caminha nas trevas. Ajudar a amar a Deus acima de tudo e amar o próximo como a si mesmo. Como dizer isso a pessoas que não têm certeza nem sobre a existência de Deus, Criador de todas as coisas? Não sabem que a família humana é a obra-prima do Criador que nos colocou no mundo para cuidar da Sua obra.




A fé não é apenas questão de razão, mas não é contra a razão. Neste mundo de ciência e tecnologia precisamos superar as contradições entre fé e razão, entre religião cristã e ciência. Missão não é questão de propaganda, mas a missão dos cristãos é fazer com que a mensagem de Jesus possa ser conhecida por todos que desejam viver na verdade. Temos argumentos e devemos usá-los, mas o que conta mesmo é o exemplo. “Nisto todos poderão saber que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”




Jesus é a luz do mundo e quer que você seja também. Desde já desejo um Feliz Natal para você que é chamado a fazer brilhar a sua luz num mundo de trevas.




Dom Cristiano Jakob KrapfBispo de Jequié/BA




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Recebido pelo Grupo MSG Cristãs




Natal – No colo de uma mãe, a salvação da humanidade.


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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Beatificação de João Paulo II e Pio XII

Que bela notícia nessa semana do Natal!
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VATICANO, 19 Dez. 09 (ACI) .- Em um "magnífico" presente de Natal para milhões de católicos, o Papa Bento XVI assinou e autorizou a promulgação dos decretos que reconhecem as virtudes heróicas dos Servos de Deus João Paulo II e Pio XII, abrindo seu caminho para a beatificação. Para que sejam beatos, só falta o reconhecimento oficial de um milagre obrado pela intercessão de cada um deles.
Na extensa relação de novos beatos e veneráveis publicada esta manhã pelo Escritório de Imprensa da Santa Sé, se especifica que o Santo Padre autorizou a Congregação para as Causas dos Santos, a promulgar, entre outros, os decretos referentes:"Às virtudes heróicas do Servo de Deus Pio XII (Eugenio Pacelli) Supremo Pontífice, nascido em Roma em 2 de março de 1876 e morto em Castelgandolfo em 9 de outubro de 1958".
Do mesmo modo, "às virtudes heróicas do Servo de Deus João Paulo II (Karol Wojtyla) nascido em 18 de maio de 1920 em Wadowice (Polônia) e morto em Roma em abril de 2005". Com a assinatura destes decretos, o que faz falta para a beatificação de ambos os pontífices é o reconhecimento oficial por parte da Congregação para as Causas dos Santos de um milagre obrado por sua intercessão.
Fonte: ACI Digital

Bento XVI: Natal não é um conto para crianças

Bento XVI: Natal não é um conto para crianças

O Papa afirma que os cristãos devem empenhar-se na paz

CIDADE DO VATICANO, domingo, 20 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- “Hoje, como nos tempos de Jesus, o Natal não é um conto para crianças, mas a resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da paz verdadeira.”

Assim afirmou hoje o Papa Bento XVI, ao introduzir a oração mariana do Ângelus com os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Comentando as leituras deste 4º domingo do Advento, especialmente a passagem do profeta Miqueias, que trata sobre a vinda do Messias, o Papa explicou que o Natal é “uma profecia de paz para cada homem”.

Esta profecia empenha os cristãos “adentrar-se no que está fechado, nos dramas, frequentemente desconhecidos e escondidos, e nos conflitos do contexto no qual vivem, com os sentimentos de Jesus, para ser, em todos os lugares, instrumentos e mensageiros de paz”.

Os cristãos, acrescentou, devem “levar amor onde há ódio, perdão onde há ofensa, alegria onde há tristeza e verdade onde há erro, segundo as belas expressões de uma conhecida oração franciscana”.

“‘Ele mesmo será a paz!’ – afirmou. Cabe a nós abrir, destrancar as portas para acolhê-lo. Aprendamos de Maria e José: coloquemo-nos com fé ao serviço do desígnio do Senhor. Ainda que não compreendamos plenamente, confiemo-nos à sua sabedoria e bondade. Busquemos primeiro o Reino de Deus e a Providência nos ajudará.”

O pontífice referiu-se especialmente à situação da Terra Santa e de Belém, a cidade natal de Jesus Cristo, “uma cidade-símbolo da paz, na Terra Santa e no mundo inteiro”.

“Infelizmente, em nossos dias, esta não representa uma paz alcançada e estável, mas uma paz fatigosamente buscada e esperada.”

No entanto, sublinhou o Papa, “não se resigna jamais a esta situação e por isso, também este ano, em Belém e no mundo inteiro, se renovará na Igreja o mistério do Natal”.
Fonte: Zenit

Renasce o Controle Populacional

Infelizmente, aqui se aplica aquela frase de Jesus: "tenho pena deles (todos nós) pois estão no mundo mas não são do mundo"... quem é do mundo, o Maligno, é o dono dessa mentalidade pérfida...

Segue texto de publicação do Zenit para conhecimento.

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Renasce o controle populacional

A vida humana vista como um problema na emissão de carbono
Por Pe. John Flynn, L.C.

ROMA, domingo, 20 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- A cúpula do clima de Copenhague trouxe uma enxurrada de opiniões sobre questões ambientais. Entre elas está um retorno inquietante da posição malthusiana de ver o controle da população humana como uma das soluções para os problemas do mundo.

De acordo com um artigo de opinião de Diane Francis, publicado no dia 8 de dezembro no jornal canadense National Post, é necessário que se instale mundialmente a política chinesa de um filho por casal.

Francis afirma que isso iria reduzir a população mundial atual de 6,5 bilhões para 3,43 bilhões, em 2075. Embora a ação seja mais extrema do que a maioria, ela não está sozinha na defesa do controle populacional.

Pouco antes da reunião de Copenhague, Optimum Population Trust, da Grã-Bretanha, lançou um esquema de compensação de carbono, de acordo com o jornal The Guardian, em notícia publicada no dia 3 de dezembro.

Segundo explicava John Vidal, redator de meio ambiente do jornal, isso permite aos consumidores ricos compensar seu estilo de vida de viagens em jatos privados financiando a anticoncepção nos países mais pobres.

Segundo Vidal, os cálculos de Trust mostram que as 10 toneladas de carbono emitidas por um voo de Londres a Sydney poderiam ser compensadas evitando o nascimento de uma criança em um país como o Quênia.

Parece que o neocolonialismo ainda está vivo nas atitudes de alguns ambientalistas que não veem qualquer problema em fazer que as nações em desenvolvimento contenham sua população para que as emissões de carbono dos países mais ricos sejam compensadas.

Ao lançamento do programa seguiu um relatório publicado em agosto por Trust: "Menos Emissores, Menos Emissões, Menos Custo: Reduzir as emissões futuras de carbono investindo em Planejamento Familiar".

As conclusões do estudo afirmavam: "a análise de custo/benefício revelou que o planejamento familiar é consideravelmente mais barato do que muitas tecnologias que visam a diminuir a emissão de carbono".

"Com base nos resultados do estudo, propõe-se que os métodos de planejamento familiar sejam considerados uma ferramenta básica na estratégia de contenção das emissões de carbono”, defende o relatório.

Previsão de desastres

O Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) juntou-se ao coro malthusiano com a publicação de seu Informe de Estado da População Mundial 2009.

O informe impulsionava um maior acesso à "saúde reprodutiva". Este termo das Nações Unidas há de se entender incluindo o acesso a preservativos, contraceptivos e ao aborto.

“Alcançado um ponto onde a humanidade está beirando o desastre", afirmou Thoraya Ahmed Obaid, diretora executiva do UNFPA, no lançamento do relatório, em Londres, no dia 18 de novembro.

O relatório foi apresentado pela imprensa com títulos como: "ONU: Lutar contra as mudanças climáticas com preservativos livres" (Associated Press, Nov. 18).

"Controle de Natalidade: A maneira mais eficaz de reduzir as emissões de gases de efeito estufa", alardeou no dia 19 de novembro a manchete do jornal Times de Londres, em uma matéria sobre o relatório.

Junto a este chamado à saúde reprodutiva nas nações em desenvolvimento, e para confundir mais, havia outras declarações que contradiziam a tese de que menos gente nos países mais pobres distanciaria o mundo do precipício do desastre ambiental.

"A responsabilidade principal para o atual acúmulo de gases de efeito estufa é dos países desenvolvidos", o relatório admitiu.

"A relação entre a população e a mudança climática é, na maioria dos casos, complexa e indireta", de acordo com a análise feita pelo relatório.

O melhor guia para a questão da população e do meio ambiente veio em um relatório especial publicado através da revista The Economist na edição do dia 31, em outubro.

No editorial que acompanha o relatório, a revista apontou que a tendência da baixa fertilidade nos países em desenvolvimento já é avançada. "A queda atualmente da fertilidade é muito grande e muito rápida", publicou.

Imoral

De acordo com o edital, nós podemos limitar o impacto humano sobre o meio ambiente de três formas: política demográfica, tecnologia e governança. Com respeito à população, não há muito mais a ser feito, argumentou a revista. Apenas uma "coação ao estilo chinês" poderia trazer uma mais rápida redução na fertilidade.

Notadamente, para uma publicação que não defende nenhuma forma de religião, o editorial também acrescentou que: "forçar os pobres a ter menos filhos do que eles desejam porque os ricos consomem demasiados recursos do mundo seria uma atitude imoral".

O próprio relatório propõe que a forma de lidar com as emissões de carbono e as preocupações ambientais não é tentar reduzir a fertilidade e sim alterar o crescimento econômico de modo que seja menos poluente e com menos recursos.

O sociólogo britânico Fran Furedi explorou o retorno do malthusianismo em uma artigo escrito para o site Spiked. Seu comentário, no dia 7 de dezembro, atacou duramente as propostas da Optimum Population Trust por ser "um organização malthusiana quase zumbi dedicada à causa da redução humana".

"Durante a maior parte da história, a vida humana tem sido valorizada e vista como possuidora de uma qualidade especial que não poderia ser reduzida", observou Furedi.

Furedi baseava seus comentários em uma perspectiva humanista e não em uma perspectiva religiosa. “Não há uma única qualidade na perda da vida humana”, argumentou.

Ele também perguntou por que os outros humanistas não se demonstravam interessados em defender a vida humana e defender os ideais desenvolvidos no Renascimento e no Iluminismo.

Perdendo a fé

"Um mundo que pode colocar um sinal de igualdade entre um bebê e o carbono é um mundo que perdeu a fé na humanidade", lamentou Furedi.

Outro comentário interessante foi publicado no dia 9 de dezembro pelo site australiano On Line Opinion, escrito por Farida Akhter, de Bangladesh. Segundo o artigo, ela é a diretora-executiva de uma organização que trabalha com comunidades em Bangladesh e também dirige uma editora feminista.

Akhter refletia sobre o Informe de Estado do UNFPA e dizia que é uma abordagem simplista considerar que as mulheres podem resolver os problemas ambientais simplesmente reduzindo sua fertilidade.

Lançar como objetivo as nações em desenvolvimento simplesmente não tem sentido, afirmou. Citando dados do relatório da UNFPA, indica que os 500 milhões de pessoas mais ricas do mundo são os responsáveis por 50% das emissões mundiais de dióxido de carbono.

Então, continuou, mesmo que o crescimento populacional seja reduzido nos países mais pobres, a sua contribuição para a redução das emissões de carbono ou para o consumo de recursos não será significativa.

"Não vamos tornar as mulheres alvo de contraceptivos com o intuito de resolver a mudança climática", concluiu.

Um sentimento partilhado por Jennie Bristow, editora da publicação britânica Abortion Review.
Ela também escreveu um artigo para Spiked sobre o tema “população e ecologia”, no dia 6 de outubro.

Bristow defendia o aborto e a contracepção, mas também enfatizava que a história está cheia de exemplos onde estas práticas têm sido imposta às mulheres por parte de autoridades que queriam decidir quantos filhos deveriam nascer.

Respeito

Seu ensaio era crítico à posição pró-vida, mas também argumentava que "devem-se responder sérias questões sobre até que ponto é genuíno o compromisso pela livre eleição entre aqueles que gostariam que as mulheres elegessem em última instância não ter filhos, ou não mais que um certo número de filhos”.

É certo que temos uma responsabilidade com o meio, assinala Bento XVI em sua encíclica "Caritas in Veritate".

O que está em jogo, porém, é algo mais do que apenas as questões ecológicas, diz o Papa. O respeito pela natureza também inclui o respeito pela vida humana. "Os deveres que temos para com o ambiente estão ligados com os deveres que temos para com a pessoa considerada em si mesma e em relação com os outros", afirma (n º 51).

Se os dois se opõem, há "uma grave antinomia da mentalidade e do costume atual, que avilta a pessoa, transtorna o ambiente e prejudica a sociedade", prossegue o pontífice.
Uma contradição proposta por poucas vozes no debate sobre como enfrentar os atuais temas de meio ambiente.
Fonte: Zenit

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

CHEGOU A HORA DE REVOGAR O CELIBATO SACERDOTAL?

Simples e direta essa resposta... por isso publico no blog, para terem um argumento quando colocarem esse tipo de pergunta.
Abraços
João Batista

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CHEGOU A HORA DE REVOGAR O CELIBATO SACERDOTAL?

Por Catholic Answers - http://www.catholic.com
Tradução: Carlos Martins Nabeto


- Os recentes escândalos não indicam que a disciplina da Igreja Católica sobre o celibato deveria ser revogada? (Anônimo)

A falha de alguns sacerdotes em viver celibatariamente não é um argumento válido contra o celibato, da mesma forma como a falha de alguns ministros protestantes em serem fiéis às suas respectivas esposas não é um argumento válido contra a monogamia.


Para citar este artigo:
HTTP://WWWCATHOLICCOM, Catholic Answers -. Apostolado Veritatis Splendor: CHEGOU A HORA DE REVOGAR O CELIBATO SACERDOTAL?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5932. Desde 10/12/2009.

Os milagres de Cristo são reais ou apenas simbólicos?

Os milagres de Cristo são reais ou apenas simbolicos?
É claro que para a Igreja os milagres de Jesus são auténticos e verdadeiros; todos foram reais; nada é simbólico de acordo com o Magistério da Igreja, a Biblia e a Sagrada Tradição.
Os milagres de Jesus, especialmente a sua Ressurreição, são as provas inequívocas de sua divindade. São João disse no final do seu Evangelho: "Fez Jesus, na presença de seus discípulos, muitos outros milagres, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos, para que creais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e para que crendo, tenhais a vida em seu nome." (Jo 20,31).
Veja por exemplo o que diz o Catecismo da Igreja:
§1335 - O milagre da multiplicação dos pães, quando o Senhor proferiu a bênção, partiu e distribuiu os pães a seus discípulos para alimentar a multidão, prefigura a superabundância deste único pão de sua Eucaristia (cf. Mt 14, 13-21; 15,32-39).
O Concilio Vaticano II , na Constituição Dogmática 'Dei Verbum" disse no §19:19 - "A Santa Mãe Igreja firme e constantemente creu e crê que os quatro mencionados Evangelhos, cuja historicidade afirma sem hesitação, transmitem fielmente aquilo que Jesus, Filho de Deus, ao viver entre os homens, realmente fez e ensinou para salvação deles, até o dia em que foi elevado (cf. At 1, l-2).
Os Apóstolos, após a ascensão do Senhor, transmitiram aos ouvintes aquilo que ele dissera e fizera, com aquela mais plena compreensão de que gozavam, instruídos que foram pelos gloriosos acontecimentos concernentes a Cristo e esclarecidos pela luz do Espírito da verdade.
Os autores sagrados escreveram os quatro Evangelhos, escolhendo certas coisas das muitas transmitidas ou oralmente ou já por escrito, fazendo síntese de outras ou explanando-as com vistas à situação das igrejas, conservando enfim a forma de proclamação, sempre de maneira a transmitir-nos verdades autênticas a respeito de Jesus.
Pois foi esta a intenção com que escreveram, seja com fundamento na própria memória e recordações, seja baseado no testemunho daqueles que foram desde o princípio testemunhas oculares e que se tornaram ministros da Palavra, para que conheçamos a solidez daqueles ensinamentos que temos recebido (Lc 1, 2-4)."
Prof. Felipe Aquino
Data Publicação: 23/10/2007
Fonte: Cleofas