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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sofisma


Sofisma

“Sofisma”, segundo o Aurélio, é um “argumento aparentemente válido, mas, na realidade, não conclusivo, e que supõe má-fé por parte de quem o apresenta”; “argumento falso formulado de propósito para induzir outrem a erro”; “engano, logro, burla, tapeação”. Permita-me, paciente leitor(a), apresentar-lhe três sofismas bem fresquinhos.

Sofisma 1

Na polêmica em torno das experiências com células-tronco a custo do assassinato de embriões humanos, muito se disse contra a Igreja. O mesmo dir-se-á quando o Governo Lula tentar aprovar o aborto no Brasil (a questão das células-tronco foi apenas um ensaio). Mete-se a ripa na Igreja também quando esta se coloca de modo crítico quanto ao reconhecimento civil da união entre homossexuais como sendo um “casamento”. Acusou-se essa bruxa velha de medieval, obscurantista e de querer impor seus pontos de vista reacionários aos não-católicos e não-crentes. Pura lorota. A Igreja não está querendo impor nada a ninguém nem é contra ninguém. A questão é de outra ordem.

Todas essas questões polêmicas são de ordem moral e dizem respeito ao modo como uma sociedade humana se compreende, se articula e delineia o seu futuro. Aqui estão envolvidas questões seríssimas: Que é a vida humana? Quando se inicia? Qual a sua dignidade? Quanto vale? Quem, quando e como deve protegê-la? Qual o sentido do sofrimento e da dor? Que é a família? Qual a sua função? Sobre quais valores se assenta? Qual a relação entre a família e o conjunto da sociedade? Qual o papel da família na geração e educação dos seres humanos, membros de uma sociedade e portadores de uma dignidade e de direitos inalienáveis?

Note-se não se trata simplesmente de moral cristã, mas de uma ética que envolve qualquer ser humano decente e qualquer sociedade humana que deseje manter o mínimo de dignidade e responsabilidade quanto ao seu futuro. Ninguém pode ficar isento de tentar dar respostas a essas questões. E são questões que marcarão o destino e a qualidade de toda a nossa sociedade.

Ora, a Igreja é portadora de uma mensagem, aquela de Jesus Cristo. Essa mensagem contém fortíssimas implicações morais às quais ela não pode renunciar sem ser infiel ao seu Senhor. É verdade que os cristãos não podem e não devem impor sua moral ao conjunto da sociedade, mas podem e devem manifestar-se e procurar fazer-se ouvir na busca da construção de uma ética civil, ou seja, um mínimo ético comum à grande maioria da sociedade.

Em que se basearia tal ética? Na busca de auscultar a consciência, no respeito pelo mais fraco, na afirmação do valor inalienável da vida humana, na renúncia ao utilitarismo como critério último de ação e avaliação, na busca honesta da superação de um subjetivismo descomprometido com o bem comum e com o interesse da coletividade. São alguns critérios.

Os nossos deputados, brincando de deus, aprovaram os experimentos que matarão embriões humanos. A Igreja continuará afirmando que não concorda. Não impõe seu parecer, mas dialoga e explica seus motivos. É seu direito e seu dever. Quem não gostar dela, paciência. Mas ninguém tem o direito de calá-la. É questão de ser fiel ao Cristo, não de ser popular ou agradar à maioria…

Sofisma 2


O Fantástico, da Rede Globo, mostrou, no Domingo passado, uma pesquisa ampla para convencer que a Igreja não tem o apoio da Igreja. Explico-me: a Igreja oficial estaria sozinha na defesa de seus retrógrados princípios morais. A grande maioria dos católicos é a favor do aborto, dos preservativos, das relações pré-matrimoniais, da pesquisa com células-tronco embrionárias, do “casamento gay”. É a hierarquia que é quadrada e obscurantista. Eis o que a Globo quis passar.

Convém recordar que a verdade não é questão de maioria. Para os cristãos, a Verdade é Cristo e vive-se na Verdade quando se vive o seu Evangelho. Ora, não é o Cristo que deve se converter ao mundo, mas o mundo que se deve abrir ao Evangelho. Quando Jesus disse ser o Pão da vida, a grande maioria dos discípulos o abandonou. Mas, o Senhor não fez pesquisa de opinião para mudar sua doutrina. Muito pelo contrário: “Vós também quereis ir embora?”

Além do mais, católico não é quem diz que é católico. Católico é aquele que, com humildade e esforço, procura deixar seu pensamento mundano para abraçar o pensamento de Cristo. O católico é aquele que vai à Missa aos domingos, que se esforça para viver o Evangelho, que se engaja na vida da comunidade dos irmãos em Cristo e que crê que a Igreja é conduzida pelo Espírito do Cristo ressuscitado. Esses católicos não são da turma que o Fantástico entrevistou, católicos de certidão de batismo, de missa de sétimo dia e de formatura. Porque a Igreja não é dona, mas serva da Verdade, porque não possui a Verdade, mas é por ela possuída, não voltará atrás por temor de pesquisas de opinião. Ela, nossa Mãe católica, somente deve ter medo de uma coisa: de ser infiel ao seu Senhor! Se a Globo – como a Veja, a IstoÉ, a Época e cia – pretendeu pressionar ou intimidar a Igreja, perdeu tempo, verbo e dinheiro…

Sofisma 3

Após a aprovação da pesquisa que matará embriões humanos, uma “cientista” afirmou, triunfante, no Jornal Nacional: “Saímos da Idade Média para a era tecnológica!” Com tristeza, podemos constatar o seguinte: essa senhora não sabe um dedo de história! A Idade Média não é o que ela insinuou. Não é Idade das trevas, não é Idade contrária à razão, não é Idade contrária ao progresso. Somente os estúpidos, com vocação para papagaio – eterno repetidores do que não sabem – podem afirmar isso. Ainda com tristeza constatamos a ilusão de pensar que entramos, de salto, na era tecnológica porque vamos pesquisar assassinando vidas humanas. Os meios de comunicação têm criado um mito em torno das promessas das células-tronco embrionárias. Vamos ver o que a dura realidade mostrará… Pena que à custa de vidas inocentes… Mas, o mais triste mesmo, é essa “cientista” considerar um progresso louvável sacrificar vidas humanas. Pobre civilização, a nossa, construída sobre tais valores.
Fonte: Blog Apelos do Ceu

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Nossa Senhora Aparecida




Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida



A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).


Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram. Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu.




João Alves lançou a rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Lançou novamente a rede e apanhou a cabeça da mesma imagem. Daí em diante, os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores.


Durante 15 anos seguidos, a imagem ficou com a família de Felipe Pedroso, que a levou para casa, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para rezar. A devoção foi crescendo no meio do povo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante da imagem.




A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. A família construiu um oratório, que logo se tornou pequeno. Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).


No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.



A 8 de setembro de 1904, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi coroada, solenemente, por D. José Camargo Barros. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor.Vinte anos depois, a 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município. E, em 1929, nossa Senhora foi proclamada RAINHA DO BRASIL E SUA PADROEIRA OFICIAL, por determinação do Papa Pio XI.




Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena.Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, atual Basílica Nova.Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, "maior Santuário Mariano do mundo".

O padre Francisco da Silveira, que escreveu a crônica de uma Missão realizada em Aparecida em 1748, qualificou a imagem da Virgem Aparecida como “famosa pelos muitos milagres realizados”. E acrescentava que numerosos eram os peregrinos que vinham de longas distâncias para agradecer os favores recebidos. Mencionamos aqui três grandes prodígios ocorridos por intercessão de Nossa Senhora Aparecida.



O primeiro prodígio, sem dúvida alguma, foi a pesca abundante que se seguiu ao encontro da imagem. Não há outras referências sobre o fato, a não ser aquela da narrativa do achado da imagem: “E, continuando a pescaria, não tendo até então pego peixe algum, dali por diante foi tão abundante a pesca, que receosos de naufragarem pelo muito peixe que tinham nas canoas, os pescadores se retiraram as suas casas, admirados com o que ocorrera”.




Entretanto, o mais simbólico e rico de significativo, sem dúvida, foi o milagre das velas pela sua íntima relação com a fé. Aconteceu no primitivo oratório do Itaguaçu, quando o povo se encontrava em oração diante da imagem. Numa noite, durante a reza do Terço, as velas apagaram-se repentinamente e sem motivo, pois não ventava na ocasião. Houve espanto entre os devotos e, quando Silvana da Rocha procurou acendê-las novamente, elas se acenderam por si, prodigiosamente.



Significativo também é o prodígio das correntes que se soltaram das mãos de um escravo, quando este implorava a proteção da Senhora Aparecida. Existem muitas versões orais sobre o fato. Algumas são ricas em pormenores. O primeiro a mencioná-lo por escrito foi o padre Claro Francisco de Vasconcelos, em 1828.







quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Nossa Senhora do Rosário

Hoje é dia de Nossa Senhora do Rosário!
Que Ela nos cubra com suas bênçãos e que não esqueçamos dessa sagrada devoção!
Abraços
JB


NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO



Esta festa foi instituída pelo Papa Pio V em 1571, quando celebrou-se a vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto. Nesta batalha os cristãos católicos, em meio a recitação do Rosário, resistiram aos ataques dos turcos otomanos vencendo-os em combate.A celebração de hoje convida-nos à meditação dos Mistérios de Cristo, os quais nos guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus.



A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Desta forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nossos e, para a contagem, o Doutor da Igreja São Beda, o Venerável (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.



Na história também encontramos Maria que apareceu a São Domingos e indicou-lhe o Rosário como potente arma para a conversão: "Quero que saiba que, a principal peça de combate, tem sido sempre o Saltério Angélico (Rosário) que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério".



Essa devoção, propagada principalmente pelos filhos de São Domingos, recebe da Igreja a melhor aprovação e foi enriquecida por muitas indulgências. Essa grinalda de 200 rosas - por isso Rosário - é rezado praticamente em todas as línguas, e o saudoso Papa João Paulo II e tantos outros Papas que o precederam recomendaram esta singela e poderosa oração, com a qual, por intercessão da Virgem Maria, alcançamos muitas graças de Jesus, como nos ensina a própria Virgem Santíssima em todas as suas aparições.



Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Estupidez em nome de Deus?

Ainda falando na defesa da vida, segue uma resposta brilhante do Pe Henrique para o André Petry da revista Veja. Infelizmente isso não é publicado, então, façamos nossa parte, encaminhando o e-mail, publicando em outros blogs, para mostrar a verdade aos que ainda insistem no erro.
João Batista
**************
Caro(a) internauta, aqui vão dois textos: um, da revista VEJA; o outro, minha resposta, enviada ao Autor por e-mail. Espero que ajude a refletir.

Estupidez em nome de Deus

André Petry


“É quase inacreditável, mas, às vésperas de
votar o assunto, existem senadores dispostos
a levar em conta os argumentos de autoridades
religiosas e proibir a pesquisa de células-tronco”

O Congresso Nacional está para votar nos próximos dias um projeto fundamental: a lei que vai autorizar (ou proibir) a pesquisa científica com as células-tronco de embriões humanos. As células-tronco, com seu notável potencial de reprodução e especialização, são a esperança mais promissora da medicina atual para encontrar a cura de doenças graves como diabetes, esclerose, infarto, distrofia muscular, Alzheimer, Parkinson. De um lado, batalhando pela autorização da pesquisa com as células-tronco embrionárias, está a comunidade científica. Em peso. De outro, contra a pesquisa, estão os religiosos, principalmente os representantes dos católicos e evangélicos. As autoridades religiosas até admitem as pesquisas com células-tronco, desde que sejam as células extraídas da medula óssea ou do cordão umbilical, e não de embriões humanos. A Igreja diz que pesquisar com embriões é uma ofensa à vida, tal como o aborto. Afinal, a manipulação impediria o embrião de crescer. Seria, portanto, como matar alguém. A questão é que as células-tronco mais potentes e versáteis são justamente as embrionárias, razão pela qual pesquisá-las tende a ser muito mais eficiente.

É quase inacreditável, mas, às vésperas de votar o assunto, existem senadores dispostos a levar em conta os argumentos de autoridades religiosas e proibir a pesquisa. Sim, querem proibir a pesquisa que pode salvar vidas e reduzir o sofrimento humano – e tudo, é claro, “em nome de Deus”. Ora, mas que Deus é esse? Que Deus irônico nos daria talento, dom e fé para chegar perto das descobertas mais sensacionais da vida, mas nos proibiria de exercer nosso talento, nosso dom e nossa fé? Era tudo só para Deus ver? Que Deus mordaz nos daria condições de prolongar a vida e reduzir o sofrimento, mas, apesar da generosa doação, nos proibiria de fazê-lo, obrigando-nos a permanecer, mesmo doentes ou à beira da morte, infensos à intervenção humana, feito relíquias de redoma, apenas para que nosso Criador, egoísta e genial, pudesse contemplar Sua obra intocada? Que Deus mórbido e tirânico exigiria de nós, Suas criaturas, a resignação com o sofrimento e a dor apenas para que ficasse patente o respeito que Lhe devotamos?

Do bispo de Alexandria, que colocou abaixo o mais efervescente centro de ciência e cultura dos primórdios da era cristã até o inquisidor que calou Galileu Galilei, a Igreja Católica sempre reagiu poderosamente quando os avanços científicos punham à prova seus dogmas e sua moral. Foi assim no passado. Com variações de tom e intensidade, é assim hoje em dia, quando as autoridades eclesiásticas, por exemplo, chegam ao ponto de, tateando entre a irresponsabilidade e o crime, torpedear o uso de camisinha para evitar a transmissão da aids. Com essas posições, a Igreja está a favor da vida humana ou de sua moral religiosa? Não surpreende que os igrejeiros sejam contra a pesquisa de células-tronco embrionárias, que estejam novamente no clima do obscurantismo medieval, minando a ideologia da razão e do progresso. O estarrecedor é que o Senado, como instituição, laica aliás, seja capaz de pensar do mesmo modo. Seria bom que o Brasil deixasse essas tolices apenas aos fundamentalistas cristãos de George W. Bush. Por sinal, Bush proibiu a pesquisa de células-tronco embrionárias nos Estados Unidos, mas, como isso ainda vai render muito dinheiro, já tem até republicano querendo mudar de idéia. Até eles.

(Texto aparecido na Revista VEJA 1857, de 09/06/04, p. 138)

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Uma resposta:

Senhor André Petry,

Li sua coluna na VEJA. O senhor é simplório. O senhor é irresponsável. O senhor é sofista.

Não se trata aqui de acusações feitas ao sabor da paixão. São acusações que lhe faço com tranqüilidade, com plena convicção e serenamente.

O senhor é simplório. É-lo porque seu raciocínio na defesa das pesquisas com células-troco derivadas de embriões evita considerar problemas éticos seríssimos. O senhor “joga para a galera”, escamoteando questões urgentes. Para os cristãos, Sr. Petry, o embrião é um ser humano. E não só para os cristãos. Para muitos “laicos”, cientistas ou não, para muitos filósofos, o embrião é já uma vida plenamente humana. Aqui está o ponto, meu senhor! Mas, o senhor, demagogicamente, foge desta questão. A Igreja não é contra a vida. Defende-a! Mas, não de modo irresponsável e amoral, como o senhor. De modo demagógico, o senhor afirma: “querem proibir a pesquisa que pode salvar vidas e reduzir o sofrimento humano”. O senhor acha ético, acha decente, acha humano, matar embriões humanos para curar outros seres humanos? Quem é o senhor ou a comunidade científica, para escolher entre uma vida humana e outra? Quem é o senhor, para determinar o aniquilamento de embriões indefesos? Depois, o senhor também poderia propor que exterminássemos os retardados mentais, os anciãos e os analfabetos pobres, que gastam o dinheiro do Governo, dinheiro que poderia servir para salvar vidas de outras pessoas mais úteis para o sistema produtivo… É sempre o mesmo princípio: escolher quem deve viver e quem deve morrer, não é? O senhor é simplório demais! O senhor passa por cima de qualquer consideração ética, em nome de uma “ideologia da razão e do progresso”. Belo positivismo cretino e ultrapassado! Que “razão”, Sr. Petry? A razão atéia, imanentista, do homem medida de todas as coisas? Sua “ideologia da razão e do progresso” levou à guilhotina, ao nazismo, ao stalinismo e à crise ética na qual o mundo atual se debate. Nenhum filósofo sério acredita mais numa “ideologia da razão e do progresso”. O senhor ficou preso numa dobra temporal entre os séculos XVIII e XIX!


Seu artigo parece ser cheio de compaixão por quem sofre e tem a vida truncada por males tristes como diabetes, esclerose, Alzheimer, Parkinson… No entanto, a questão não é tão simples, como o senhor quer fazer crer ou, o que é pior, crê de verdade. O sofrimento na vida, ainda que em si seja negativo e deva ser evitado, pode ser integrado numa dimensão positiva, que nos amadurece, abre-nos para um novo sentido da existência e faz-nos descobrir novos valores. Devemos fazer o possível para evitar o sofrimento, sobretudo o alheio, mas não a qualquer preço e, sobretudo, não às custas de vidas humanas – ainda que de embriões! O que nos faz felizes, em última análise, não é a ausência de sofrimento, mas uma existência realizada, integrada, coerente com os valores mais profundos, pelos quais nosso coração anela. Mas, penso que o senhor não poderá compreender isso. O senhor é simplório… Ao menos pelo que mostrou no seu raciocínio. Se for verdade que pelo dedo se conhece o gigante…


Além de simplório, o senhor é sofista. Seus argumentos são furados. Não é acusando a Igreja de modo apaixonado e descabido que o senhor prova a sustentabilidade do seu ponto de vista. A Igreja cometeu erros históricos, como também teve momentos e ocasiões de acertos louváveis. Ela não é e nunca foi sistematicamente contra a ciência. Não esqueça – sei que o senhor sabe – que muitos cristãos deram grande contribuição no campo das artes, das ciências e do pensamento humano. O senhor não é tolo; o senhor sabe.
Quando a Igreja defende a proibição do uso dos embriões na pesquisa em questão, é por motivos éticos. O senhor pode discordar dela, mas faça-o com dignidade e argumentos inteligentes, com respeito por uma instituição que, ao contrário do que o senhor afirma, não tateia “entre a irresponsabilidade e o crime”. A questão, meu senhor, é que as considerações sobre o certo e o errado, o permitido e o proibido no mundo atual não envolvem ética, mas somente um maldito pragmatismo desumano e desavergonhado, como se a razão prática e pragmática fosse o único critério de moralidade. É este, exatamente, o seu raciocínio medíocre, quando insinua que tudo quanto a razão humana possa compreender e dominar seja, por si só, aceitável. E ainda usa o nome de Deus para afirmar semelhante despropósito. Se assim é, a bomba atômica e tudo mais quanto a razão criou, deve ser louvado, porque dom de Deus!
É interessante também como o senhor usa a palavra fé. Fé em quem? Na razão? No senhor mesmo? Vê-se que o senhor não entende nada de religião! Aliás, não sei como escreveu “Deus” com “D” maiúsculo. Seria mais coerente escrevê-lo com minúscula, pois um deus inócuo, que somente saberia dizer amém ao homem e à sua razão brilhante. Recordo-me de Max Horkheimer e Theodor W. Adorno no início de sua Dialética do Esclarecimento: “O iluminismo, no sentido mais amplo de pensamento em contínuo progresso, perseguiu sempre o objetivo de tirar dos homens o medo e de os tornar senhores. Mas a terra inteiramente iluminada resplende como triunfal desventura”. A Igreja não é contra a razão nem contra a ciência, mas os cristãos sabem que a razão e a ciência não esgotam a realidade. Para além da razão prática, da razão pragmática, da razão científica, há uma razão ético-filosófica e uma razão teológica. Esses níveis de razão devem colocar-se em fecundo diálogo e tensão, sob pena de desumanizar a humanidade. Por isso, sr. Petry, acuso-o de simplório e sofista!

O senhor recorda que o Congresso é uma instituição laica. É verdade. Laica e representativa da sociedade brasileira, cuja maioria é de fé cristã. O Congresso não pode reger-se simplesmente por um colegiado de “cientistas” iluminados, que decidem sobre o bem e o mal. A Igreja católica e as comunidades evangélicas, como quaisquer outros seguimentos da sociedade, têm o direito de se manifestar e fazer pressão, sobretudo quando se trata de um assunto que envolve a vida e a dignidade humana. Compreenda o senhor que aqui, nesta específica questão, estão em jogo vidas humanas, não somente as dos pacientes que seriam beneficiados com a pesquisa, mas também a dos embriões. Haverá outros modos de pesquisar as células-tronco, sem matar, sem exterminar uns seres humanos em favor de outros.


Finalmente, o senhor é irresponsável, pois apresenta suas idéias sem levar em conta que pode estar contribuindo não só para minorar sofrimentos de uns, mas também para assassinar outros. E usando uma revista de ampla divulgação nacional, com argumentos absolutamente levianos. Para o senhor, as palavras de Jesus – em quem o senhor também não deve acreditar: “Sereis julgados por cada palavra inútil que disserdes!” Nesta coluna, o senhor disse várias.

O senhor, nobre iluminado, trata a religião e os religiosos como obscurantistas e, num golpe de falácia, equipara-os a Geroge W. Bush. Eu poderia compará-lo a Stalin, a Mengele e a outros “cientistas”. Mas, não farei isso. Dói-me também encontrar no seu escrito o preconceito barato em relação à Idade Média, cujo clima – na sua visão iluminada – era de obscurantismo. O senhor repete o velho preconceito iluminista. Não surpreende, para quem endeusa a “ideologia da razão e do progresso”.

Senhor, não pude deixar de escrever-lhe. Poucas vezes um texto causou-me tanta indignação. E aqui – creia-me – não se trata de um tolo fanático ou obscurantista, mas de alguém muito aberto em relação aos passos da ciência e muito crítico em relação à realidade. Espero que o senhor seja mais cauteloso no que escreve e um pouco mais profundo no que defende.

Atenciosamente,

Pe. Henrique Soares da Costa
Maceió - AL

Padre Henrique

Aborto e PT

Partilho com você hoje um e-mail recebido do Padre Luiz Carlos Lodi - que de Roma continua lutando contra o aborto aqui no Brasil.
Segue para conhecermos um pouco mais do que anda ocorrendo em nossa política.

Abraços pró vida a todos os leitores.
****



O partido do aborto
(PT pune dois deputados acusados de combaterem a causa abortista)

“Ubi PT, ibi abortus” (onde está o PT, lá está o aborto), já dizia um velho provérbio chinês criado pelo Professor Humberto Leal Vieira, presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família e membro da Pontifícia Academia Pró-Vida.

A história do aborto no Brasil confunde-se com a história do PT e de outros partidos de índole comunista, como o PC do B e o PPS.

Coube ao PT em 1989 a “glória” de ter instalado no município de São Paulo o primeiro (des)serviço de aborto financiado com o dinheiro público (Portaria 692/89). Isso ocorreu enquanto Luiza Erundina (do PT) era prefeita e enquanto Eduardo Jorge (do PT) era secretário de saúde.
Em 1991, o mesmo Eduardo Jorge, desta vez como deputado federal do PT por São Paulo, proporia, juntamente com Sandra Starling (deputada federal do PT por Minas Gerais) um projeto (PL 20/91) que pretendia obrigar todos os hospitais do SUS a imitarem o mau exemplo da capital paulista.

Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, o PT sempre liderou de longe a autoria de projetos abortistas, em nível tanto federal, como estadual e municipal. Para se ter uma idéia da liderança petista, em 2002 havia oito projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional com o objetivo de legalizar e/ou favorecer a prática do aborto. Seis eram de autoria do PT, um do PTB e um do PPB!

Com a ascensão de Lula à presidência da República, o que era ruim ficou pior. Em 2004, o Ministro da Saúde Humberto Costa lançou a Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Abortamento, toda ela voltada para fomentar a impunidade do aborto. Em 2005, ele fez uma reedição piorada da Norma Técnica “Prevenção e Tratamento dos Agravos da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes”, editada pela primeira vez em 1998 pelo então Ministro José Serra. No mesmo ano foi editada a Portaria 1145/2005, com a novidade de conter um formulário pronto, apto para a falsificação de estupros e o aborto em série.

Em 27 de setembro de 2005, a secretária especial de Políticas para Mulheres Nilcéa Freire entregou à Câmara dos Deputados o anteprojeto de descriminalização do aborto elaborado por uma Comissão Tripartite, em cuja participação a CNBB não foi admitida. A proposta normativa do governo, consagrando o aborto como um direito inalienável de toda mulher, e propondo sua total liberação, foi adotada em 04 de outubro de 2005 pela deputada Jandira Feghali (PC do B/RJ), como substitutivo ao Projeto de Lei 1135/91. A oposição pró-vida, porém, foi muito grande, e a votação do projeto ficou para o próximo mandato.

Em 22 de maio de 2006, o Partido dos Trabalhadores, em seu 13º Encontro Nacional, aprovou as “Diretrizes para a Elaboração do Programa de Governo do Partido dos Trabalhadores (Eleição presidencial de 2006)”, contendo como propósito para o segundo mandato a “descriminalização do aborto e a criminalização da homofobia” (item 35). Em 27 de setembro, atendendo às propostas do 13º Encontro Nacional do PT, o presidente Lula inclui em seu programa de governo 2007- 2010 a legalização do aborto: “criar mecanismos nos serviços de saúde que favoreçam a autonomia das mulheres sobre o seu corpo e sua sexualidade e contribuir na revisão da legislação” (Programa Setorial de Mulheres, p. 19).

No segundo mandato, o governo Lula insistiu, sobretudo por meio do novo Ministro da Saúde José Gomes Temporão, em aprovar o Projeto de Lei 1135/91, dizendo e repetindo que “o aborto é uma questão de saúde pública”. A proposta, porém, foi rejeitada duas vezes: na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados por 33 votos a zero (em 07/05/2008) e na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) por 57 votos contra 4 (09/07/2008). Inconformado com a derrota, em 13/08/2008, o deputado José Genoíno (PT/SP) apresentou um recurso (Recurso 0201/08) para que o projeto abortista fosse apreciado pelo plenário da Câmara. Dos 66 deputados que assinaram o recurso, 31 (46,97%) eram do PT.

No 3º Congresso do Partido dos Trabalhadores (PT), ocorrido entre agosto e setembro de 2007, foi aprovada a resolução “Por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais”, que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”.

No 10º Encontro Nacional das Mulheres do PT realizado em Brasília nos dias 17 e 18 de maio de 2008, foi aprovada uma resolução propondo a instalação de uma Comissão de Ética para os parlamentares antiabortistas, com “orientação para expulsão daqueles que não acatarem e não respeitarem as resoluções partidárias relativas aos direitos e à autonomia das mulheres”.

No dia 11 de novembro de 2008, os deputados Luís Bassuma (PT/BA) e Henrique Afonso (PT/AC) receberam a notificação da Comissão de Ética do Diretório Nacional do Partido. Em 17 de setembro de 2009, ambos foram punidos. O motivo alegado é que eles “infringiram a ética-partidária ao ‘militarem’ contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT a respeito da descriminalização do aborto”[1]. Esse foi o entendimento unânime do Diretório Nacional. Os dois tiveram seus direitos partidários suspensos: Luiz Bassuma por um ano e Henrique Afonso por 90 dias. Segundo a decisão, Bassuma será imediatamente substituído pela Bancada Federal na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF). Quando a Henrique Afonso, ele não será reconduzido à mesma Comissão. Bassuma recebeu ainda a recomendação de retirar os projetos de lei de sua autoria “que contrariam a resolução do 3º Congresso” (aborto).

Como entender a punição dos dois deputados

A presença de políticos antiaborto dentro do PT sempre foi muito importante. Não para a causa pró-vida, mas para a causa abortista. O Partido permitia que eles fizessem algum discurso em defesa da vida e até, em certos casos, que votassem contra o aborto. Mas impunha como condição que a atuação deles fosse periférica, superficial, de modo a não impedir a aprovação de um projeto pró-aborto nem a rejeição de um projeto pró-vida.

Assim, o PT permitiu que Hélio Bicudo (PT/SP) em 23/04/1996, votasse a favor da PEC 25A/95, que pretendia incluir em nossa Constituição o direito à vida “desde a sua concepção”. Seu voto foi um entre 32 que votaram “sim” contra 356 que votaram “não”. Como não havia perigo de que a proposta pró-vida fosse aprovada, o Partido não se importou com aquele voto dissidente.

O PT ainda permitiu que o mesmo Hélio Bicudo fizesse um solene discurso contra o aborto em 28/08/1997, quando estava para ser votado o PL 20/91. No entanto, misteriosamente ele se ausentou na hora da votação. Sua ausência foi decisiva para que o projeto abortista fosse aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

De maneira análoga, o PT permitiu que a deputada Ângela Guadagnin (PT/SP) em 6/3/2001 emitisse, como relatora, um parecer favorável ao PL 947/1999, que pretendia instituir o Dia do Nascituro. No entanto, ela estranhamente não compareceu no dia 25/04/2001, quando o projeto estava para ser votado. Sem a presença da relatora, não pôde haver votação. E assim, essa proposição pró-vida foi sendo protelada indefinidamente até ser arquivada.

Os petistas “pró-vida” sempre contribuíram para que se criasse a falsa idéia de que o PT não é um partido abortista. A presença deles interessava ao Partido, a fim de atrair os votos dos cristãos. Por que então Luiz Bassuma e Henrique Afonso foram punidos?

Porque eles foram longe demais. Bassuma ousou apresentar um projeto para revogar a não punição do aborto em caso de estupro (PL 5364/2005), desarquivou o “Estatuto do Nascituro” (PL 478/2007) e propôs a proibição do abortivo conhecido como “pílula do dia seguinte” (PL 1413/2007). Henrique Afonso atreveu-se a propor a sustação da aplicação da Norma Técnica do aborto no SUS (PDC 42/2007).

A decisão do Diretório Nacional deixou claro que dentro do PT só se admite uma militância pró-vida do tipo “faz-de-conta”. Tudo o que ultrapassa a mera ficção e põe em risco a causa abortista do Partido deve ser punido.

E o respeito à consciência?

O respeito à consciência dentro do PT é algo excepcional, como se vê no artigo 13, XV do seu Estatuto: “São direitos do filiado: ... excepcionalmente, ser dispensado do cumprimento de decisão coletiva, diante de graves objeções de natureza ética, filosófica ou religiosa, ou de foro íntimo, por decisão da Comissão Executiva do Diretório correspondente, ou, no caso de parlamentar, por decisão conjunta com a respectiva bancada, precedida de debate amplo e público”.

A consciência de cada filiado fica portanto submetida à decisão do Partido. Se o PT não permitir, o filiado não pode agir segundo sua consciência.

Conclusão:

De tudo o que ocorreu, fica que evidente que um cristão não pode votar no PT e muito menos filiar-se a esse partido. Não se trata de uma questão de simples preferência partidária. Trata-se literalmente de uma questão de vida ou morte, ou seja, de defesa do direito humano fundamental à vida, em favor dos mais inocentes e indefesos.
Um partido que faz todo o possível para que esse direito não seja reconhecido pelo Estado e não permite aos seus filiados que promovam eficazmente esse direito, não cumpre um requisito fundamental para poder ser votado, ao menos se existem outros partidos que defendam esse direito ou, pelo menos, deixem os seus filiados defendê-lo.

Não se trata de fazer política partidária, mas do dever de dar aos outros, a todo o povo, a necessária informação sobre radicais incompatibilidades de um partido político ou de um determinado político com as convicções mais fundamentais da ética cristã e mesmo natural. A história (de governos eleitos pelo povo, que desprezaram os direitos humanos fundamentais) não ensinou já o suficiente a responsabilidade de cada um pelo seu voto? Por isso, existe o dever de se informar e de informar os outros.


Roma, 3 de outubro de 2009

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 45675024-970 Anápolis GO
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Retirada dos Crucifixos

Retirada dos crucifixos tornaria o Brasil melhor?

Para cardeal, laicidade não autoriza repressão de ideias ou manifestações religiosas
SÃO PAULO, sexta-feira, 21 de agosto de 2009 (ZENIT.org).
O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, afirma a laicidade do Estado, invocada de forma frequente e equivocada, “não autoriza a repressão de ideias ou manifestações religiosas”.

Em artigo na edição desta semana do jornal O São Paulo, Dom Odilo comenta sobre uma uma ação civil pública, proposta no dia 31 de julho, para obrigar a União a retirar os símbolos religiosos de locais de ampla visibilidade e de atendimento ao público nas repartições dos órgãos federais no Estado de São Paulo.

O argumento da ação é que o Estado brasileiro é ‘laico’ e, por isso, a presença de tais símbolos seria contrária à Constituição. Dom Odilo esclarece que não há nada no texto constitucional que proíba a presença de símbolos religiosos nos espaços do Estado.

“Entendamos bem a laicidade do Estado: trata-se da clara separação entre Estado e Igreja, ao contrário daquilo que vigorava antes da República, quando o Brasil tinha no catolicismo sua religião ‘oficial’, explica o arcebispo.

O Estado brasileiro “não tem uma religião oficial, mas respeita a todas e deixa ao cidadão a liberdade da escolha; e também respeita a liberdade de ter ou não ter uma religião. A Igreja católica aceita isso, sem problemas”.

Por outro lado –prossegue o cardeal–, “a laicidade do Estado também significa que este não interfere nas Igrejas e religiões, de modo indevido, respeitando a sua autonomia interna para se organizarem, resguardados os princípios constitucionais”.

Dom Odilo considera que, “com demasiada frequência e facilidade, e de modo equívoco, é invocada a laicidade do Estado”. “Ela, certamente, não autoriza a repressão de ideias ou manifestações religiosas, a não ser que essas sejam claramente criminosas, como seria a incitação à violência ou a promoção de atos desonestos.”

“Nem poderia dar base à discriminação de cidadãos que confessam uma religião, negando-lhes o livre acesso às funções públicas, ou ao seu exercício; nem autoriza a desqualificação preconceituosa dos posicionamentos e ideias de cidadãos, pelo fato de serem membros de tal ou qual religião; nem poderia ser alegada para impor a toda a sociedade uma espécie de pensamento ‘oficial’, como único válido e com direito a ser levado em conta.”

Segundo o arcebispo de São Paulo, a presença de símbolos religiosos em espaços públicos “faz parte da história e da cultura do povo e de suas livres manifestações; até agora, isso não foi visto como desrespeito ou ofensa à liberdade religiosa”.

“Ao contrário, a sua exclusão obrigada dos espaços públicos do Estado, de um momento para outro, poderia, isso sim, suscitar constrangimento e uma sensação de desrespeito a muitos brasileiros, e não somente católicos.”

Além disso –prossegue o cardeal–, “como a experiência mostrou durante mais de cem anos de República, a manutenção de símbolos religiosos em espaços públicos não levou o Brasil a ter uma religião oficial. Resta perguntar, se o Brasil ficaria melhor com a retirada dos símbolos religiosos”.
Fonte: ZENIT.org

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Aborto / Toffoli

Infelizmente informo aos leitores que se manifestaram, que por 58 votos a favor, 9 contra e 3 abstenções, o Senado aprovou ontem a indicação de José Antonio Dias Toffoli para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar disso, nossa batalha continua! fiquemos firmes e confiantes em Deus!
Segue uma explicação sobre o aborto para a Igreja Católica, é pela falta de informação que muitos católicos ainda cometem erros e não lutam por seus direitos, em especial pelo direito à VIDA. Vamos mudar isso, levando informação aos nossos parentes, amigos e conhecidos! Divulgue a Verdade, pois é ela que liberta!
***
QUAL A POSIÇÃO DA IGREJA CATÓLICA SOBRE O ABORTO


Um assunto que vem sendo amplamente discutido pela sociedade é a questão do aborto. Pessoas contrárias e favoráveis se degladiam nos mais variados lugares, em debates e até mesmo em supermercados.

Na verdade, o assunto veio à tona quando a ONU abriu, a 5 de setembro de 1994, a Conferência Mundial sobre População e Desenvolvimento, na cidade do Cairo (Egito). O objetivo do encontro era firmar um documento que garantisse à humanidade do próximo século um melhor padrão de dignidade e qualidade de vida. Contudo, o aborto tratado como método de planejamento familiar tornou-se o centro das questões e, ainda hoje, vários anos após o encerramento da Conferência, a polêmica continua.

Certamente a posição contrária ao aborto manifestada pela Igreja Católica durante a Conferência do Cairo (e também mantida durante toda a sua história) demonstra sua fidelidade à Palavra de Deus que defende a vida. Vejamos por que:

O aborto é uma afronta direta ao Quinto Mandamento: “Não matarás (Ex 20.13).

A ciência prova que a vida começa durante a fecundação do óvulo; nesse momento já existe vida, o que faz que aquele ser seja dotado de alma e conhecido de Deus (Jr 1,5).

Ao contrário do que pregam os defensores do aborto, não é de hoje que a Igreja condena o aborto. Trata-se de preceito bíblico: em Ex 1,8-21, lemos que quando os hebreus começaram a se multiplicar no Egito, o faraó incentivou o aborto, mas as parteiras não seguiram essa recomendação porque “temiam a Deus”.

O mais antigo catecismo usado pelos cristãos, a Didaqué, escrito no final do século I d.C., expressa claramente: “Não mate a criança no seio de sua mãe, nem depois que ela tenha nascido” (Did 2,2b).

Certamente o maior dom que Deus concedeu aos homens é a Vida. Torna-se inadmissível, portanto, que um cristão seja favorável ao aborto.

Aos que defendem que a mulher tem o direito de dispor de seu corpo, decidindo se deve ou não abortar, perguntamos: Será que o bebê que está naquele ventre faz parte do corpo da mãe? Ora, todos sabem que o embrião ou o feto não é um órgão da mãe, mas sim um outro ser humano.


Às mulheres que não desejam criar o filho que carregam no ventre, aconselhamos a doá-lo assim que o tiver. Não são poucos os casais que não podem ter filhos. Certamente não faltarão interessados!
O que ocorre neste caso é que é muito mais fácil matar um ser que ainda não conhece e que, portanto, não lhe foi dedicado amor, do que tê-lo e doá-lo, pois depois de dar à luz, dificilmente a mãe venha a sentir ódio daquele ser tão pequeno e frágil.


Também é comum apelar-se para o aborto quando se sabe, por exames médicos, que o embrião ou feto possui alguma enfermidade que o levará à morte assim que for concebido. Por que não crer na providência de Deus? Quantos casos conhecemos de pais que, mesmo sabendo que seus filhos eram portadores de males fatais, resolveram tê-los e as crianças sobreviveram e muitas delas sem seqüelas?
E quanto às que morreram? É bom saber que muitas crianças no país morrem por falta de transplante de órgãos do tamanho que precisam. Uma criança que morre logo após o parto pode doar seus órgão para crianças até 4 anos! É a morte que não gera outra morte, mas a Vida!


Dessa forma, podemos afirmar que o aborto, antes de ser um assunto religioso, trata-se de um direito humano: o direito à Vida!

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Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).


Para citar este artigo:


NABETO, Carlos Martins. Apostolado Veritatis Splendor: QUAL A POSIÇÃO DA IGREJA CATÓLICA SOBRE O ABORTO? . Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/1554/qual-a-posicao-da-igreja-catolica-sobre-o-aborto-

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

URGENTE: INDICAÇÃO PARA O STF

Essa é para os Brasileiros, façamos a nossa parte para impedir que essa pessoa assuma o cargo, facilitando a liberação do aborto e do casamento homossexual aqui no Brasil, vamos nos mobilizar, ligar, mandar e-mail, encaminhar esse e-mail, para que todos se mobilizem!

Um abraço
João Batista

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URGENTE: GRAVÍSSIMA INDICAÇÃO PARA O
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL


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A Situação da Defesa da Vida é um serviço de pesquisas, documentação e notícias.


Entretanto, diante da gravidade para as questões da defesa da vida que a indicação do nome do Sr. José Antonio Dias Toffoli, Advogado Geral da União, apresenta para preencher o cargo de Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, pedimos não apenas a leitura, mas também o posicionamento dos que receberem esta mensagem junto aos Senadores brasileiros que irão votar a indicação.


O Sr. Toffoli será sabatinado pelo Senado Federal nesta quarta feira dia 30 de setembro de 2009.


De acordo com o art. 101, parágrafo único, da Constituição Federal, os ministros do Supremo Tribunal Federal são nomeados, para exercício vitalício, pelo presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal.


Na história do Brasil, poucas vezes o Senado recusou o nome indicado pelo presidente da República. Uma delas foi quando o presidente Floriano Peixoto indicou o médico Cândido Barata Ribeiro para o cargo. Na votação, prevaleceu o entendimento dos senadores João Barbalho, Campos Sales e Rui Barbosa de que a pessoa indicada não tinha o "notável saber jurídico" exigido para o cargo pela Constituição.


O Sr. Toffoli não preenche os requisitos para ocupar o cargo de Ministro do STF. Não possui notório saber jurídico, não tem cursos de pós graduação, não tem livros publicados, foi duas vezes reprovado em concursos para a magistratura de primeira instância, não tem reputação ilibada, e possui duas condenações na Justiça.


Os leitores poderão examinar, mais adiante, a este respeito, um e-mail sobre o Sr. Toffoli enviado pelo Senador Álvaro Dias a um professor universitário, um discurso do mesmo Senador Álvaro Dias sobre a indicação do Sr. Toffoli, e algumas considerações do jornalista Reinaldo Azevedo sobre os motivos da presidência para indicá-lo ao STF. A nomeação de Toffoli é resultado apenas de sua militância partidária no Partido dos Trabalhadores, por ter sido durante muitos anos advogado do PT e assessor jurídico nas campanhas do Lula. Ainda jovem, em outra atipicidade da indicação, Toffoli, se confirmado, deverá permanecer por cerca de 30 anos como Ministro do Supremo Tribunal Federal, antes que venha a aposentar-se.


Soma-se a tudo isto ser notório que, devido à dificuldade de obter a legalização do aborto através da via legislativa, o Supremo Tribunal Federal está sendo utilizado para obter-se o mesmo objetivo. Durante o julgamento sobre a constitucionalidade a experimentação com embriões, o Ministro Relator, Carlos Ayres de Brito, já preparou a jurisprudência para a eventualidade da casa debruçar-se sobre q questão do aborto, defendendo em seu voto que


"A CONSTITUIÇÃO, SOBRE O INÍCIO DA VIDA HUMANA, É DE UM SILÊNCIO DE MORTE. A NOSSA MAGNA CARTA, QUANDO FALA DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, É SEMPRE DE UM SER HUMANO JÁ NASCIDO".


O Ministro Marco Aurélio, durante o mesmo julgamento, afirmou também que já estava maduro o tempo em que o STF poderia examinar não somente o aborto em casos de anencefalia, mas a própria constitucionalidade da proibição do aborto em si, e que ele esperava não aposentar-se do cargo sem que isto se tivesse realizado.


José Antonio Dias Toffoli, agora indicado pela Presidência da República para ocupar a vaga do Ministro Meneses Direito, é claramente a favor da legalização do aborto e dos chamados "direitos
reprodutivos":


"DEFENDO A IDEIA DE QUE O ESTADO
OFEREÇA UMA POLÍTICA DE SAÚDE PÚBLICA
QUE PROCURE EVITAR O ABORTO, MAS QUE
TAMBÉM DÊ CONDIÇÕES DIGNAS E SEGURAS ÀS MULHERES QUE DECIDAM ABORTAR".


Como advogado geral da União, Toffoli também defendeu o casamento gay:


"Ao ser questionado sobre o tema, Toffoli disse: 'ESSA É UMA POSIÇÃO DA INTERPRETAÇÃO DAS LEIS DO BRASIL. ESTÁ CLARA NA CONSTITUIÇÃO A PROIBIÇÃO DE DISCRIMINAÇÃO DE QUALQUER ESPÉCIE'. O advogado continua dizendo que 'A CONSTITUIÇÃO ATENDE TAMBÉM À REALIDADE DO HOMOSSEXUALISMO'. Ele ressalta que 'O ESTADO E A AGU TÊM DE SE PAUTAR PELA CONSTITUIÇÃO, QUE PROÍBE DISCRIMINAÇÃO DE QUALQUER ESPÉCIE', finaliza o advogado".


Aqui o entendimento do sr. Toffoli é produto de uma distorção ideológica. A Constituição proíbe qualquer discriminação em relação aos direitos fundamentais, de modo que, v.g., o direito de propriedade ou à educação, garantido aos heterossexuais, não pode ser negado aos homossexuais. Mas em lugar algum da Constituição está escrito que seja direito fundamental uma pessoa casar-se com outra do mesmo sexo. Pelo contrário, a Constituição implicitamente veda este tipo de união. a Constituição Federal dispõe que

"para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento".


Quanto a isso, não há discriminação: tanto os homossexuais, quanto os heterossexuais, estão proibidos de casar-se com pessoas de seu mesmo sexo -- a proibição do casamento homossexual vale para todas as pessoas, independentemente de seus gostos sexuais.


A sabatina que deverá subsidiar a confirmação da indicação do Sr. Toffoli ao STF será realizada esta quarta feira dia 30 de setembro pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. Em seguida, o plenário da casa votará a indicação.


O Senador Francisco Dornelles apresentou, na quarta feira dia 23 de setembro de 2009, à Comissão de Constitucionalidade e Justiça do Senado, relatório favorável à indicação do Sr.
Toffoli.


Pedimos aos leitores que possam manifestar-se em tempo junto aos Senadores brasileiros, por telefone, fax e correio eletrônico.


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MENSAGEM ENCAMINHADA PELO SEN. ALVARO
DIAS EM 22 DE SETEMBRO DE 2009

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O Dr. Toffoli não reúne condições de chegar ao Supremo. Já me manifestei da tribuna do Senado contra essa indicação.

Participei, também, de um debate na Radio CBN quando observei que o indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal - José Antonio Dias Toffoli - não tem notório saber jurídico e nem conduta ilibada. Do seu currículo não consta nenhum mestrado e muito menos doutorado. Não escreveu nenhum livro e tem duas condenações na Justiça. Portanto, não reúne as condições previstas na Constituição para exercer a elevada função de ministro da nossa maior Corte de Justiça.

Foi indicado pela sua militância partidária, como advogado do PT e assessor jurídico nas campanhas do Lula. Entendo que é preciso evitar a invasão da política partidária na mais alta corte do país.


O Supremo Tribunal Federal exige escolhas adequadas. Há no país nomes mais apropriados para o cargo. Cito o exemplo do Paraná. O Estado fechou em torno do nome do jurista Edson Luiz Fachin, este sim, de notório saber jurídico e reputação ilibada. Mas o Lula preferiu indicar o advogado do PT.


Creio que dessa vez a sabatina será realmente de questionamentos.
Diferentemente do que acontecia quando o presidente indicava por mérito e notório saber jurídico. Vou levar na devida consideração a sua manifestação por ocasião da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e da votação em plenário.


A Agência Senado repercutiu o meu pronunciamento contra a indicação de Toffoli na noticia que se encontra abaixo.


Cordialmente, Alvaro Dias


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DISCURSO DO SENADOR ÁLVARO DIAS NO SENADO BRASILEIRO SOBRE A INDICAÇÃO DO SR.TOFFOLI

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No epicentro de uma crise que atinge as instituições públicas brasileiras, semeando o descrédito que se generaliza e provoca o inconformismo nacional, o Presidente da República assumiu o risco de indicar alguém que poderá, inclusive, contribuir para o desgaste do Poder Judiciário.

Nessa escolha ficou patente que Sua Excelência preferiu fugir do rol de nomes que o mundo jurídico celebra com satisfação. Ao invés de pinçar um reconhecido doutrinador ou um promotor de notória atuação, enfim, um magistrado vocacionado para a posição, sua opção foi atender aos reclames da esfera político-partidária.

O Supremo Tribunal Federal não pode ser menosprezado. A Corte suprema não se presta a abrigar aqueles que se alinham, eventualmente, ao governo da hora. Ademais, notório saber jurídico, a meu ver, é o pressuposto básico indispensável para a indicação. Se fosse uma espécie de vestibular, seria a matéria eliminatória.

O itinerário jurídico do aspirante à Suprema Corte é objeto de muitos questionamentos. Reprovações consecutivas como as que ocorreram com Toffoli em concursos para a magistratura no Estado de São Paulo já motivaram o Tribunal de Justiça daquele Estado a vetar nomes sugeridos pela OAB para integrar aquela Corte. Seu currículo não figura na plataforma Lattes, na qual juristas detalham seus cursos e obras. Não possui mestrado nem doutorado e não é autor de nenhum livro. Portanto, não posso aplaudir. Sua escolha é infeliz.

O Brasil possui renomados juristas. A dificuldade, nesse caso, seria escolher qual deles é o mais preparado e talentoso para exercer a função. A escolha deve eleger e premiar o talento, o preparo, a probidade e não o companheirismo.

Não basta desfrutar de prestígio e reconhecimento nas hostes governamentais para estar credenciado a integrar a mais alta Corte do País.

Não é suficiente ser um bom advogado, tem que ser o melhor.


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POSIÇÃO DO JORNALISTA REINALDO AZEVEDO NA REVISTA VEJA


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É um fato intrinsecamente escandaloso que Lula o indique para uma vaga no Supremo. Porque, como é NOTÓRIO, falta-lhe o notório saber - ao menos para o cargo em questão. Os motivos já são conhecidos.

A "reputação ilibada" já vinha esfolada pelo fato de Toffoli ter sido o advogado do PT e de Lula quando o partido pagou Duda Mendonça com dólares clandestinos depositados no exterior. Não há "talvez" nesta história. Isso é fato. A tramóia do que se conhece como mensalão, como se sabe, começou na campanha eleitoral.

Basta recuperar os eventos. Toffoli deixou a Casa Civil quando José Dirceu caiu. E voltou a advogar para o PT e para Lula.


Reeleito o presidente, foi recompensado com o cargo de advogado geral da União. Sua contribuição até ali para assumir aquele posto?
Fidelidade ao PT.


A condenação, em primeira instância, pela Justiça do Amapá não ajuda a desenhar o perfil de alguém apto para o cargo. É claro que conto com a possibilidade de que Toffoli tenha sido injustiçado e de que a sentença seja produto de erro ou coisa pior.


Mas também existe a possibilidade inversa: a de que o juiz do Amapá esteja certo.


Sendo assim, considerando que estamos falando de um posto privilegiado a que apenas 11 brasileiros podem chegar, o primeiro direito que tem de ser protegido aí é o de os brasileiros terem um ministro apto para o cargo e digno da distinção.


Ou será que inexiste outro nome que consiga conciliar rigor intelectual e ficha absolutamente limpa?


É evidente que existe. Se a escolha recai sobre Toffoli, a despeito desses óbices todos, então é forçoso reconhecer, sem escapatória, que ele está sendo indicado por causa de seus vínculos políticos.

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CORREIO ELETRÔNICO DOS SENADORES


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TELEFONES E FAXES DOS SENADORES

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PRESIDENTE DA COMISSÃO DE CONSTITUCIONALIDADE E JUSTIÇA

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SENADOR DEMÓSTENES TORRES

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SENADOR WELLINGTON SALGADO DE OLIVEIRA

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TITULARES DA COMISSÃO DE CONSTITUCIONALIDADE E JUSTIÇA

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ALMEIDA LIMA

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OSMAR DIAS

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OSVALDO SOBRINHO

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ROMEU TUMA

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SÉRGIO GUERRA

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SERYS SLHESSARENKO

Tel.:(61) 3303-2291/2292 Fax: (61) 3303-2721


TASSO JEREISSATI

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VALTER PEREIRA

Tel.:(61) 3303-2222/2224 Fax: (61) 3303-1750


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DEMAIS SENADORES VOTANTES

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Adelmir Santana

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Arthur Virgílio

Tel.:(61) 3303-1413/1301 Fax: (61) 3303-1659


Augusto Botelho

Tel.:(61) 3303-2041 a 2048/3664 Fax: (61) 3303-1931


César Borges

Tel.:(61) 3303-2212 a 2217 Fax: (61) 3303-2982


Cícero Lucena

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Cristovam Buarque

Tel.:(61) 3303-2281 Fax: (61) 3303-2874

Delcídio do Amaral Gomez

Tel.:(61) 3303-2451 a 2455 Fax: (61) 3303-1926


Eduardo Azeredo

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Efraim Morais

Tel.:(61) 3303-2425 a 2429 Fax: (61) 3303-1841


Eliseu Resende

Tel.:(61) 3303.4621 / 4791 Fax: (61) 3303.2746


Epitácio Cafeteira Afonso Pereira

Tel.:(61) 3303.1402 /(61) 3303.4073 Fax: (61) 3303.1946


Fátima Cleide Rodrigues da Silva

Tel.:(61) 3303-2391 a 2397 Fax: (61) 3303-1882


Fernando Collor

Tel.:3303-5783/5786 Fax: 3303-5789


Flávio Arns

Tel.:(61) 3303-2401 a 3303-2407 Fax: (61) 3303-1935


Flávio Torres

Tel.:(61) 3303 - 2301 ou 2302 / (85) 3468 - 2500


Flexa Ribeiro

Tel.:3303-2342 Fax: 3303-2731


Garibaldi Alves Filho

Tel.:(61) 3303-2371 a 2377 Fax: (61) 3303-1813


Geraldo Mesquita Júnior

Tel.:(61) 3303-1078/1278/1279 Fax: (61) 3303-3029


Gerson Camata

Tel.:(61) 3303-3204/3235 Fax: (61) 3303-3613


Gilberto Goellner

Tel.:(61) 3303.2271 Fax: (61) 3303.1647


Gim Argello

Tel.:3303-1161, 3303-1547 Fax: 3303-1650


Heráclito Fortes

Tel.:(61) 3303-2131 a 2134 Fax: (61) 3303-2975


Inácio Arruda

Tel.:(61)3303-5791 / (61)3303-5793 Fax: (61)3303-5798


Jarbas Vasconcelos

Tel.:(61) 3303-3245 Fax: (61) 3303- 1977


Jefferson Praia

Tel.:(61) 3303.2061 a 2067 Fax: (61) 3303.2737


João Durval

Tel.:(61) 3303-3173 Fax: (61) 3303-2862


João Pedro

Tel.:(61) 3303-1166 Fax: (61) 3303-1167


João Ribeiro

Tel.:(61) 3303-2163/2164 Fax: (61) 3303-1848


João Tenório

Tel.:(61) 3303-4093/4095 Fax: (61) 3303-2961


João Vicente Claudino

Tel.:(61) 3303-2415 / 4847 / 3055 Fax: (61) 3303-2967


José Agripino

Tel.:(61) 3303-2361/2362 Fax: (61) 3303-1816


José Nery

Tel.:(61) 3303-2104 Fax: (61) 3303-1635


José Sarney

Tel.:(61) 3303-3429/3430 Fax: (61) 3303-1776


Lobão Filho

Tel.:(61) 3303-2311 a 2314 Fax: (61) 3303-2755


Magno Malta

Tel.:(61) 3303-4161/5867 Fax: (61) 3303-1656


Mão Santa

Tel.:(61) 3303-2333/2335 Fax: (61) 3303-5207


Marcelo Crivella

Tel.:(61) 3303-5225/5730 Fax: (61) 3303-2211


Marconi Perillo

Tel.:(61) 3303-1962 Fax: (61) 3303.1877


Maria do Carmo Alves

Tel.:(61) 3303-1306/4055 Fax: (61) 3303-2878


Marina Silva

Tel.:(61) 3303-2184 Fax: (61) 3303-2859


Mário Couto

Tel.:(61) 3303-3050 Fax: (61) 3303-2958


Marisa Serrano

Tel.:(61) 3303-1128 / 3153 Fax: (61) 3303-1920


Mauro Fecury

Tel.:(61) 3303-3069 Fax: (61) 3303-1782


Mozarildo Cavalcanti

Tel.:(61) 3303- 4078 / 3315 Fax: (61) 3303-1548


Neuto De Conto

Tel.:(61) 3303- 4041 Fax: (61) 3303- 4197


Papaléo Paes

Tel.:(61) 3303-3253/3258/3262/3277 Fax: (61) 3303-3293


Paulo Duque

Tel.:61-3303.2431 a 2437 Fax: 61-3303.2736


Raimundo Colombo

Tel.:(61) 3303-4206 e 3303-4207 Fax: (61) 3303-1822


Renato Casagrande

Tel.:(61) 3303-1129/1134/1456 Fax: (61) 3303.1974


Renan Calheiros

Tel.:(61) 3303-2261/2263 Fax: (61) 3303-1695


Roberto Cavalcanti

Tel.:(61) 3303-2231 Fax: (61) 3303-2218


Romero Jucá

Tel.:3303-2111 a 2117 Fax: (61) 3303-1653


Rosalba Ciarlini

Tel.:(61) 3303 1777 Fax: (61) 3303 1701


Sadi Cassol

Tel.:61-3303.2071 -2078 Fax: 61-3303.2078


Sérgio Zambiasi

Tel.:(61) 3303-1207/1607 Fax: (61) 3303-2944


Tião Viana

Tel.:(61) 3303-4546/2953/2954 Fax: (61) 3303-2955


Valdir Raupp

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Dia de São Miguel, São Gabriel e São Rafael


Hoje é dia dos Santos Anjos: Miguel, Gabriel e Rafael.

Entendamos um pouco o papel desses amigos de Deus e nossos na história, pelo post abaixo, do prof. Felipe Aquino.


***


O auxílio dos anjos


O Papa Bento XVI disse que: “Eliminaríamos uma parte do Evangelho se deixássemos fora esses seres enviados por Deus, que anunciaram sua presença entre nós e que são um sinal dela”. E pediu a intercessão dos anjos “para que nos sustenham no empenho de seguir Jesus até nos identificarmos com Ele” (Zenit.org, março 2009).


A Bíblia e a Tradição da Igreja mostram amplamente que os anjos têm participação ativa na história da salvação dos homens, nos momentos em que Deus quer.


“Não são eles todos espíritos ao serviço de Deus, enviados a fim de exercerem um ministério a favor daqueles que hão de herdar a salvação?”, pergunta o autor da Carta aos Hebreus, capítulo1, versículo 14.


E nisso crê e isso ensina a Igreja; sabemos que é tarefa desses seres celestes bons a proteção dos homens e a sua salvação. Diz o Salmo: “Mandou aos seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te levarão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra” (Sl 90/91,11-12).


O próprio Jesus, falando das crianças e recomendando que não se lhes desse escândalo, faz referência aos “seus anjos” (cf. Mt 18,10). Ele atribui também aos anjos a função de testemunhas no supremo juízo divino sobre a sorte de quem reconheceu ou negou Cristo: “Todo aquele que se declarar por Mim diante dos homens, também o Filho do Homem se declarará por ele diante dos anjos de Deus. Aquele, porém, que Me tiver negado diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus” (Lc 12,8-9; cf. Ap 3,5).


Se os esses seres celestes tomam parte no juízo de Deus, logo, estão interessados pela vida do homem. Isso se pode ver também no discurso escatológico em que Jesus os faz intervir em Sua vinda definitiva no fim da história (cf. Mt 24,31; 25,31-41).


Muitas vezes, a Bíblia fala da ação dos anjos pela defesa do homem e sua salvação: o Anjo de Deus liberta os Apóstolos da prisão (cf. At 5,18-20) e antes de tudo Pedro, que estava ameaçado de morte por parte de Herodes (cf. At 12, 15-10). Guia a atividade deste a respeito do centurião Cornélio, o primeiro pagão convertido (cf. At 10,3-8. 12-13), e a atividade do diácono Filipe no caminho de Jerusalém para Gaza (cf. At 8,26-29).


Foi um anjo que encontrou Agar no deserto (cf. Gn 16); os anjos tiraram Lot de Sodoma; assim como foi um anjo que anunciou a Gedeão que devia salvar o seu povo; um anjo anunciou o nascimento de Sansão (cf. Jz 13); e o anjo Gabriel instruiu a Daniel (cf. 8,16). Este mesmo anjo anunciou o nascimento de São João Batista e a encarnação de Jesus; esses seres enviados por Deus também anunciaram a mensagem aos pastores (cf. Lc 2,9) e a missão mais gloriosa de todas, a de fortalecer o Rei dos Anjos em Sua Agonia no Horto das Oliveiras (cf. Lc 22, 43).


Os anjos estão presentes na história da humanidade desde a criação do mundo (cf. Jó 38,7); são eles que fecham o paraíso terrestre (cf. Gn 3, 24); seguram a mão de Abraão para não imolar Isaac (cf. Gen 22,11); a Lei é comunicada a Moisés e ao povo por ministério deles (cf. At 7,53); são eles que conduzem o povo de Deus (cf. Ex 23, 20-23); eles anunciam nascimentos célebres (cf. Jz 13); indicam vocações importantes (cf. Jz 6, 11-24; cf. Is 6,6); são eles que assistem aos profetas (cf. 1 Rs 19,5).


Da mesma forma que os anjos acompanharam a vida de Jesus, acompanharam também a vida da Igreja, beneficiando-a com a sua ajuda poderosa e misteriosa (cf. At 5, 18-20; 8,26-29; 10,3-8; 12,6-11; 27,23-25). Eles abrem as portas da prisão (cf. At 5, 19); encorajam Paulo (cf. At 27,23 s); levam Filipe ao carro do etíope (cf. At 8,26s), entre outros.


A Igreja confessa a sua fé nos anjos da guarda, venerando-os na liturgia com uma festa própria e recomendando o recurso à sua proteção com uma oração frequente, como na invocação do “Anjo de Deus”. São Basílio Magno, doutor da Igreja, escreveu: “Cada fiel tem ao seu lado um anjo como tutor e pastor, para o levar à vida” (cf. 5. Basilius, Adv. Eunonium, III, 1; cf.Sto. Tomas, Summa Theol. 1, q. II, a.3).


São Jerônimo, doutor da Igreja, afirmou que: "A dignidade de uma alma é tão grande, que cada um tem um anjo guardião desde seu nascimento".


A Igreja honra com culto litúrgico três anjos. O primeiro é Miguel Arcanjo (cf. Dn 10,13-20; Ap 12,7; Jd 9). O seu nome exprime a atitude essencial dos espíritos bons. “Mica-El” significa, de fato: “Quem como Deus?”. O segundo é Gabriel: figura ligada sobretudo ao mistério da encarnação do Filho de Deus (cf. Lc 1,19-26). O seu nome significa: “O meu poder é Deus” ou “poder de Deus”. O terceiro arcanjo chama-se Rafael. “Rafa-El” significa: “Deus cura”; o conhecemos pela história de Tobias (cf. Tb 12,15-20), entre outros.


O famoso Bossuet dizia que: "Os anjos oferecem a Deus as nossas esmolas, recolhem até os nossos desejos, fazem valer também diante de Deus os nossos pensamentos... Sejamos felizes de ter amigos tão prestativos, intercessores tão fiéis, intérpretes tão caridosos".


Os santos todos foram devotos desses seres celestes. Os anjos assistem a Igreja que nasce e os Apóstolos, prepararão o Juízo Final e separarão os bons dos maus. São eles que protegem Jesus na infância (cf. Mt 1, 20; 2, 13.19); são eles que O servem no deserto (cf. Mc 1, 12); e O reconfortam na agonia mortal (cf. Lc 22, 43); eles poderiam salvar o Senhor das mãos dos malfeitores se assim Cristo quisesse (cf. Mt 26, 53).


Toda a vida de Jesus Cristo foi cercada da adoração e do serviço dos anjos. Desde a Encarnação até a Ascensão eles O acompanharam. A Sagrada Escritura diz que quando Deus "introduziu o Primogênito no mundo afirmou: "Adorem-no todos os Anjos de Deus" (cf. Hb 1, 6). Alguns teólogos acham que isso motivou a queda dos anjos maus, por não aceitarem adorar a Deus Encarnado na forma humana.


A Igreja continua a repetir o canto de louvor que eles entoaram quando Jesus nasceu: "Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência divina" (cf. Lc 2, 14).


A Bíblia não só os apresenta como nossos guardiães, mas também como nossos intercessores. O anjo Rafael diz: "Ofereci orações ao Senhor por ti" (Tob 12, 12). "A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus" (Ap 8,4).


Santo Ambrósio, doutor da Igreja, declarou: "Devemos rezar aos anjos que nos são dados como guardiães" (De Viduis, IX); (cf. S. Agostinho, Contra Fausto, XX, 21).


A Igreja acredita que, no dia do batismo, cada cristão é confiado a um anjo que o acompanha e o guarda em sua caminhada para Deus, iluminando-o e inspirando-o.


Na Festa do Anjo da Guarda (2 de outubro), a Igreja põe diante dos nossos olhos o texto do Êxodo que diz:


"Assim diz o Senhor: Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde, porque não suportará as vossas transgressões e nele está o meu nome. Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários. O meu anjo irá à tua frente e te conduzirá à terra dos amorreus, dos hititas, dos ferezeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuzeus, e eu os exterminareis" (Ex 23,20-23).


Além de tudo isso, a Bíblia frequentemente mostra os poderes dos anjos na natureza, e afirma São Jerônimo que eles manifestam a onipotência de Deus (cf. S. Jerônimo, En Mich., VI, 1, 2; P. L., IV, col. 1206).

Felipe Aquino



quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Decálogo para ler a Bíblia


Decálogo para ler a Bíblia com proveito



Por Dom Mario de Gasperín Gasperín, bispo de Querétaro


QUERÉTARO, segunda-feira, 14 de setembro de 2009 (ZENIT.org-El Observador).- Por ocasião do mês da Bíblia, o bispo de Querétaro, Dom Mario de Gasperín Gasperín, biblista reconhecido, escreveu um "Decálogo para ler a Bíblia com proveito", que compartilhamos a seguir, por considerá-lo de interesse geral.



Decálogo para ler a Bíblia com proveito



1. Nunca achar que somos os primeiros que leram a Santa Escritura. Muitos, muitíssimos, através dos séculos, a leram, meditaram, viveram e transmitiram. Os melhores intérpretes da Bíblia são os santos.


2. A Escritura é o livro da comunidade eclesial. Nossa leitura, ainda que seja em solidão, jamais poderá ser solitária. Para lê-la com proveito, é preciso inserir-se na grande corrente eclesial que é conduzida e guiada pelo Espírito Santo.


3. A Bíblia é "Alguém". Por isso, é lida e celebrada ao mesmo tempo. A melhor leitura da Bíblia é a que se faz na Liturgia.


4. O centro da Sagrada Escritura é Cristo; por isso, tudo deve ser lido sob o olhar de Cristo e buscando n'Ele seu cumprimento. Cristo é a chave interpretativa da Sagrada Escritura.


5. Nunca esquecer de que na Bíblia encontramos fatos e frases, obras e palavras intimamente unidos uns aos outros; as palavras anunciam e iluminam os fatos, e os fatos realizam e confirmam as palavras.


6. Uma maneira prática e proveitosa de ler a Escritura é começar com os Santos Evangelhos, continuar com os Atos dos Apóstolos e Cartas e ir misturando com algum livro do Antigo Testamento: Gênesis, Êxodo, Juízes, Samuel etc. Não querer ler o livro do Levítico de uma só vez, por exemplo. Os Salmos devem ser o livro de oração dos grupos bíblicos. Os profetas são a "alma" do Antigo Testamento: é preciso dedicar-lhes um estudo especial.


7. A Bíblia é conquistada como a cidade de Jericó: "dando voltas". Por isso, é bom ler os lugares paralelos. É um método interessante e muito proveitoso. Um texto esclarece o outro, segundo o que diz Santo Agostinho: "O Antigo Testamento fica patente no Novo e o Novo está latente no Antigo".


8. A Bíblia deve ser lida e meditada com o mesmo espírito com que foi escrita. O Espírito Santo é o seu principal autor e intérprete. É preciso invocá-lo sempre antes de começar a lê-la e, no final, agradecer-lhe.


9. A Santa Bíblia nunca deve ser utilizada para criticar e condenar os demais.


10. Todo texto bíblico tem um contexto histórico em que se originou e um contexto literário em que foi escrito. Um texto bíblico, fora do sue contexto histórico e literário, é um pretexto para manipular a Palavra de Deus. Isso é tomar o nome de Deus em vão.


Mario de Gasperín Gasperín
Bispo de Querétaro

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Igrejas Católicas Dissidentes


Igreja para ser Católica deve estar em comunhão com a Santa Sé... mesmo tendo o nome de Católica, muitas não são, e enganam muita gente.

Segue abaixo uma lista de Igrejas com nomes parecidos que podem enganar muita gente, e fiquemos alertas para não nos deixar enganar!

Abraços



Igrejas Católicas Dissidentes


- Igreja Católica Apostólica Carismática (Santa Catarina)

- Igreja Católica Apostólica Cristã- Igreja Católica Apostólica de Jerusalém

- Igreja Católica Apostólica Ecumênica Contemporânea

- Igreja Católica Apostólica Livre do Brasil

- Igreja Católica Apostólica Nacional

- Igreja Católica Apostólica Nordestina

- Igreja Católica Apostólica Tributária

- Igreja Católica Ecumênica Renovada (Lorena, SP)

- Igreja Católica - Padres Clementinos (Região Santana de São Paulo)

- Igreja dos Velhos Católicos (ou Velhos Crentes - Raskotnik)

- Santa Igreja Velha Católica

- Igreja Católica Apostólica Missionária de Evangelização

- Igreja Católica Apostólica Ecumênica

- Bispo Primaz Dom Antônio Messias

- Igreja Católica Carismática/Belem

- Igreja Episcopal Latina do Brasil

- Igreja Apostólica Episcopal

- Igreja Católica da Primeira Ordem

- Igreja Católica Ecumênica

- Igreja Católica Apostólica Carismática – Sorocaba –SP


Fonte: Cleofas

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Aprendendo a Amar - Clube da Castidade

Aprendendo a Amar - Clube da Castidade

Segue uma proposta reservada para os fortes, os corajosos, os que realmente assumiram sua fé e a vontade de Deus em suas vidas!!

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Nosso clube tem como objetivo primordial incentivar todos os membros da Igreja Católica a viver a castidade sob a perspectiva do AMOR, partimos desta premissa porque todos nós temos a capacidade de aprender a amar pelo simples fato de ser pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus e Deus é amor.
Devemos entender que a castidade não se limita a não ter relações sexuais, ela vai além e significa aprender a amar.
A castidade é:
Ordenar nossos afetos e orientá-los ao amor, de acordo com nosso estado de vida.
Aprender a amar os demais de forma sadia e como merecem ser amados.
Uma virtude e um dom que deve ser trabalhado dia a dia.
Saber que somos frágeis, fracos e que podemos cometer erros mas sempre temos a oportunidade de viver uma segunda virgindade (que significa, de agora em diante, não ter relações sexuais até o matrimônio).
A castidade NÃO é:
Reprimir sua sexualidade mas ordená-la.
Encerrar-se em si mesmo mas amar o outro de acordo com seu estado de vida.
Somente ser virgem: um casado é casto quando é fiel a seu cônjuge.
Ter uma boa moral sexual: a castidade é fazer o que está certo por amor e não por lei.
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PROMESSA DE CASTIDADE
Amado Jesus:
Hoje, em um ato de plena convicção, desejo prometer-te que vou ordenar os meus afetos e orientá-los ao amor, de acordo com o meu estado de vida.
Ajuda-me a aprender a amar, a mim mesmo e aos próximos, de forma sadia e como merecem ser amados, por isso peço que me ajudes a lutar todos os dias para viver a virtude da castidade.
Não permitas que eu tenha para com ninguém outra dívida que não seja a do amor, aquele amor que não usa o outro como um objeto de prazer, mas que eu possa reconhecer o Teu rosto em cada um, porque todas as pessoas foram feitas à Tua imagem e semelhança.
E se, em algum momento, por minha fraqueza, eu chegar a “brincar” com o amor e não for suficientemente forte para ser casto, então tem misericórdia de mim e auxilia-me para eu voltar ao caminho adequado.
Hoje, quero abrir as portas do meu coração e da minha vida para Ti –Jesus – que és Amor e te peço que fiques comigo e me ensines a amar e a ser casto, transforma o meu coração e ajuda-me a nascer de novo.
Permite que Maria seja a minha mãe, que me cubra com o seu manto e venha viver no meu coração, para que ela, que é modelo de castidade e de amor, guarde o meu coração e a minha vida para Ti.
Amém.
Aos que quiserem participar do grupo, ou deixar seu testemunho, ajudando assim a outros católicos, segue o link para inscrever-se: