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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

COMENTÁRIO SOBRE A INVEJA

COMENTÁRIO SOBRE A INVEJA

Por Emerson de Oliveira

NA HUMANIDADE há a forte tendência de invejar os que têm destaque, grande êxito ou mais bens materiais. Esta inclinação é tão forte, que a Bíblia diz: "O Espírito que habita em nós cobiça com inveja" — Tia. 4,5 (siríaco peshitta).
Diz o Catecismo:

2539 - A inveja é um vício capital. Designa a tristeza sentida diante do bem do outro e do desejo imoderado de sua apropriação, mesmo indevida. Quando deseja um grave mal ao próximo, é um pecado mortal: Sto. Agostinho via na inveja "o pecado diabólico por excelência". "Da inveja nascem o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria causada pela desgraça do próximo e o desprazer causado por sua prosperidade".

Embora o Espírito, a inclinação ou a disposição de invejar `resida' em todos nós, homens imperfeitos, isto não faz com que a inveja seja algo a ser tolerado à vista de Deus. As invejas são condenadas junto com a fornicação, a conduta desenfreada e as bebedeiras, como práticas aviltantes da carne, que impedem que alguém herde o reino de Deus. (Gál. 5,19-21) Mas, por que expressa Deus uma desaprovação tão forte da inveja?

O Catecismo diz:

2553 - A inveja é a tristeza sentida diante do bem de outrem e o desejo imoderado de dele se apropriar. É um vício capital. Porque a inveja se arraiga no egoísmo e é completamente alheia à personalidade, aos modos e aos tratos do Criador. A qualidade dominante de Deus é o amor, e ele reconhece como seus servos aprovados apenas os que manifestam tal amor.

O invejoso, a quem falta amor, recusa-se a se" alegrar com os que se alegram". (Rom. 12,15) Ele talvez até mesmo recorra à fraude, ao roubo ou a outras práticas desonestas no empenho de se apoderar do que os outros têm. Ou talvez procure rebaixar o abjeto de sua inveja, depreciando as realizações de tal pessoa por meio de indevida crítica ou por questionar sua capacidade e sua motivação.
A inveja dá assim à luz a rixa, a dissensão, as contendas, os ódios e até mesmo conflitos violentos, destruindo o que de outro modo poderiam ter sido boas relações com o próximo. É a isto que se refere Tiago 4,1. 2, onde lemos: "Donde procedem as guerras e donde vêm as lutas entre vós? Não vêm disso, a saber, dos vossos desejos ardentes de prazer sensual, que travam um combate nos vossos membros? Desejais, e ainda assim não tendes. Prosseguis assassinando e cobiçando, contudo, sois incapazes de obter."
Naturalmente, a tendência de invejar não se limita aos que procuram obter destaque e prosperidade por métodos desonestos. Por exemplo, o trabalho árduo e a eficiência são elogiáveis. Mas, alguém talvez dê muita ênfase a estes, por causa duma tendência de invejar. Como? Porque talvez trabalhe arduamente não para realizar algo meritório, mas com o desejo de ultrapassar outros no trabalho, na perícia ou na produtividade. A inveja o impele a procurar alcançar o que os outros alcançaram, e, de fato, a superá-los.
Este aspecto é reconhecido pelo escritor perspicaz de Eclesiastes: "Eu mesmo vi todo o trabalho árduo e toda a proficiência no trabalho, que significa rivalidade de um para com o outro; também isto é vaidade e um esforço para alcançar o vento." — Ecl. 4,4.
Quando a motivação de alguém no trabalho é maculada pela autoglorificação, todo interesse e simpatia da sua parte para com os outros amiúde ficam eclipsados. As limitações físicas e mentais deles recebem pouca ou nenhuma consideração. A competição e a rivalidade substituem o espírito de cooperação amigável. Talvez se use uma norma injusta de critério, de modo que a mera quantidade se torna a norma de comparação, deixando fora a consideração da qualidade ou do empenho sincero e altruísta que houve no trabalho do outro. O valor da pessoa talvez seja julgado principalmente pelo que pode produzir, em vez de pelo que é.
Certos esforços de ultrapassar os outros são prejudiciais, e os que fazem tais empenhos se 'esforçam para alcançar o vento', o mero nada. Quem divulga as suas realizações e se compara com os outros cria competição e inveja. Por tentar impressionar os outros com a sua própria superioridade, recusa-se em inveja a reconhecer as boas qualidades que os outros talvez possuam. Ele protege ciumentamente sua posição, temendo que outros possam tornar-se iguais a ele, e, talvez, até mesmo ultrapassá-lo.
Todas estas ações são contrárias à injunção bíblica dada aos cristãos: "Não fiquemos egotistas, atiçando competição entre uns e outros, invejando-nos uns aos outros." — Gál. 5,26.
Na Igreja, muitos cristãos precisam ter cuidado para que não comecem a pensar demais de si mesmos e de suas consecuções. Isto poderia levá-los a impedir que outros compartilhem de certos privilégios, só porque eles mesmos querem permanecer muito em destaque. Devem sempre lembrar-se de que Deus é Aquele que dá o aumento. A Igreja não pertence a um homem, mas a Deus. — Atos 20,28; 1 Cor. 3,7.
Relutar algum homem ou um grupo de homens que outros compartilhem das responsabilidades significaria agir contrário à orientação do espírito de Deus. O apóstolo Paulo instruiu Timóteo, como superintendente, a transmitir o que havia aprendido a "homens fiéis, os quais, por sua vez, estarão adequadamente habilitados para ensinar outros". (2 Tim. 2,2)
Portanto, o espírito correto é os padres se empenharem para ajudar outros homens na Igreja a alcançar as qualificações necessárias para servir com eles em cuidar das responsabilidades quer subconscientemente, que sua importância diminua na Igreja, agiriam não só contra os seus próprios interesses, mas também contra os interesses da Igreja inteira. É evidente que muitos homens habilitados podem realizar muito mais trabalho do que apenas um ou uns poucos.
Também, quanto mais sacerdotes habilitados a Igreja tiver, tanto maior será a totalidade das boas qualidades que podem ser conjugadas para a promoção de seus interesses espirituais.
A atitude correta para com deixar outros compartilhar os privilégios foi expressa por Moisés, quando ele disse a Josué: "Tens ciúmes em meu lugar? Não; quisera eu que todo o povo de Deus fosse profeta, porque Deus poria seu Espírito sobre eles!" — Núm. 11,29.
Deixar de mostrar esta atitude pode levar a sérias conseqüências. Durante o tempo de seu ministério terrestre, Jesus Cristo tornou isto muito claro aos seus apóstolos. Quando certo homem, evidentemente capacitado pelo Espírito de Deus, expulsou demônios à base do nome de Jesus, o apóstolo João e outros tentaram impedi-lo, porque não os acompanhava. Parece que achavam que este homem não fazia parte de seu grupo exclusivo e que sua realização de milagres, portanto, detraía da atividade deles. Quando Jesus soube disso, corrigiu-os. Depois acrescentou um forte aviso: "Quem fizer tropeçar a um destes pequenos que crêem, melhor lhe seria que se lhe pusesse em volta do pescoço uma mó daquelas que o burro faz girar e que fosse realmente lançado no mar." (Mar. 9,38-42)
Sim, tal atitude egocêntrica, conforme expressa pelos apóstolos, poderia ter levado os novos e humildes a tropeçar. Deus não faria pouco caso de tal proceder prejudicial.
Se desejarmos ter uma condição aprovada perante Deus, deveremos reconhecer a inveja pelo que é — um pecado contra Deus e o próximo, sim, a expressão dum espírito desamoroso. Em vista dos maus frutos que a inveja produz, temos bons motivos para odiá-la. Este ódio pode proteger-nos contra nos tornarmos invejosos e contra criarmos competição e inveja nos outros.
A língua hebraica tem apenas um radical para "ciúme" e "zelo". Referindo-se a humanos pecadores, certas palavras hebraicas com esta derivação podem ser traduzidas "inveja" ou "rivalidade". (Gênesis 26,14; Eclesiastes 4,4) A língua grega, porém, tem mais de uma palavra para "ciúme". A palavra zélos, assim como a sua equivalente hebraica, pode referir-se tanto ao ciúme próprio (zelo pelo que é certo) como ao ciúme impróprio (característica da pecaminosidade). Outra palavra grega, fthónos, tem um sentido puramente negativo. Em algumas versões bíblicas, ela é sempre traduzida "inveja".
Como a palavra fthónos era usada no grego antigo The Anchor Bible Dictionary declara: "Dessemelhante do homem ganancioso, o homem afligido por fthonos não necessariamente quer os bens que uma outra pessoa possui, fato que lhe causa despeito; ele simplesmente não quer que essa pessoa os possua. Ele difere do homem competitivo no sentido de que seu objetivo, dessemelhante daquele do homem competitivo, não é vencer, mas impedir que outros vençam.
"O invejoso muitas vezes nem se dá conta de que sua própria atitude é a causa principal dos seus problemas. "Uma das particularidades de fthonos", explica o mesmo dicionário, "é a falta de conhecimento de si próprio. O homem fthoneros, quando exortado a justificar sua conduta, dirá sempre a si mesmo e aos outros que as pessoas a quem ele ataca merecem isso e que a situação injusta é que o induz a criticar. Quando lhe perguntam como ele consegue falar dum amigo desse jeito, ele diz que sua crítica visa os melhores interesses do amigo".

O erudito bíblico Albert Barnes, do século 19, escreveu a respeito da inveja: "É uma das manifestações mais comuns de iniquidade e mostra claramente a profunda depravação do homem." Disse ainda: "Quem remontasse à origem de todas as guerras, e contendas, e planos do mundo — todas as tramas e objetivos, mesmo de professos cristãos, que contribuem tanto para macular sua religião e dar-lhes uma mentalidade mundana — ficaria surpreso de descobrir quanto a inveja teve parte nisso.
Dói-nos ver pessoas mais prósperas do que nós; queremos ter aquilo que os outros possuem, embora não tenhamos direito de fazer isso; e isso leva a diversas atuações culpáveis, usadas para diminuir o usufruto que eles têm dessas coisas, ou para nós mesmos as obtermos, ou para mostrar que eles não possuem tanto quanto se supõem que tenham. . . . porque assim se agradará o espírito de inveja no nosso íntimo." — Romanos 1,29; Tiago 4,5.
Em contraste, Barnes fez uma declaração interessante a respeito do amor, que "não é invejoso". (1 Coríntios 13,4, Imprensa Bíblica Brasileira) Ele escreveu: "O amor não inveja a felicidade que os outros têm, deleita-se com o bem-estar deles; e, ao passo que a felicidade deles é aumentada . . ., os que são influenciados pelo amor . . . não a diminuiriam; não os embaraçariam por terem essas posses; não minariam essa felicidade; não murmurariam, nem se lamentariam por não ser tão altamente favorecidos. . . . Se amássemos os outros — se nos alegrássemos com a sua felicidade, não os invejaríamos."
Mateus e Marcos, escritores de Evangelhos, usam a palavra grega fthónos para descrever a motivação dos responsáveis pelo assassinato de Jesus. (Mateus 27,18; Marcos 15,10) Sim, estes foram induzidos pela inveja. A mesma emoção prejudicial faz com que os apóstatas se tornem ferrenhos odiadores dos que antes eram seus irmãos. (1 Timóteo 6,3-5)
Não é de admirar que homens invejosos sejam impedidos de entrar no Reino de Deus! Deus decretou que todos os que continuam a estar "cheios de inveja . . . merecem a morte". — Romanos 1,29, 32; Gálatas 5,21.


Para citar este artigo:
OLIVEIRA, Emerson de. Apostolado Veritatis Splendor: COMENTÁRIO SOBRE A INVEJA. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5784. Desde 13/07/2009.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Filhos tornam o casamento mais feliz

FILHOS TORNAM O CASAMENTO MAIS FELIZ


Isso é o que prova uma pesquisa feita por cientistas de Glasgow, no Reino Unido. O que deixa você feliz - pensar no sorriso do seu filho, passar horas brincando com ele ou vendo aquele DVD no sofá pela 10ª vez? Pois uma pesquisa realizada em na Universidade de Glasgow, no Reino Unido, acaba de comprovar: casais que têm filhos são mais felizes.


E quanto maior o número de filhos, maior é a satisfação. O coordenador da pesquisa, Luis Angeles, acredita que o resultado é simples de entender: quando responderam sobre as coisas mais importantes de suas vidas, a maioria das pessoas casadas colocou os filhos no topo da lista. E a influência das crianças na satisfação dos pais está relacionada à maneira com que a família passa as horas de lazer e a satisfação da família com a vida social.


Confirma-se o ensinamento de Deus e da Igreja: "A tarefa fundamental da família é o serviço à vida. É realizar, através da história, a bênção originária do Criador, transmitindo a imagem divina pela geração de homem a homem. Fecundidade é o fruto e o sinal do amor conjugal, o testemunho vivo da plena doação recíproca dos esposos" (Familiaris Consortio, 28).


"O amor conjugal deve ser plenamente humano, exclusivo e aberto à nova vida" (GS, 50; HV, 11; FC, 29).


"Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas. Tais como as flechas nas mãos do guerreiro, assim são os filhos gerados na juventude. Feliz o homem que assim encheu sua aljava: não será confundido quando defender a sua causa contra seus inimigos à porta da cidade". (Sl 126,3-5) "A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais". (Cat.§ 2373).


"Os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais" (§ 2378).


O Papa João Paulo II disse:"Alguns perguntam-se se viver é bom ou se não teria sido melhor nem sequer ter nascido. Duvidam, portanto, da liceidade de chamar outros à vida, que talvez amaldiçoarão a sua existência num mundo cruel, cujos temores nem sequer são previsíveis. Outros pensam que são os únicos destinatários da técnica e excluem os demais, impondo-lhes meios contraceptivos ou técnicas ainda piores. Nasceu assim uma mentalidade contra a vida (anti-life mentality), como emerge de muitas questões atuais: pense-se, por exemplo, num certo pânico derivado dos estudos dos ecólogos e dos futurólogos sobre a demografia, que exageram, às vezes, o perigo do incremento demográfico para a qualidade da vida.


"Mas a Igreja crê firmemente que a vida humana, mesmo se débil e com sofrimento, é sempre um esplêndido dom do Deus da bondade. Contra o pessimismo e o egoísmo que obscurecem o mundo, a Igreja está do lado da vida" (Familiaris Consórtio, 30).


"Não tenham medo da vida". (João Paulo II)


Prof. Felipe AquinoComunidade Canção Nova

Nossa Senhora do Marrom Glacê


FRANCISCO ALMEIDA ARAÚJO, EX-PASTOR PROTESTANTE CONVERTIDO AO CATOLICISMO


O autor do livreto "Em Defesa da Fé", o agora diácono católico Francisco Almeida Araújo, publicou (na mesma obra) o seguinte testemunho, intitulado "Nossa Senhora do Marrom Glacê".
Nossa Senhora possui muitos títulos. Afinal, ela é Rainha por ser a Mãe do Rei dos Reis, Nosso Senhor Jesus Cristo. Como Rainha, é natural que tenha tantos títulos, sendo, no entanto, ela a única e mesma pessoa.
Esse inusitado, e até exótico título: "Nossa Senhora do Marrom Glacê " estou dando para narrar um pouco do muito amor que a Virgem Maria tem demonstrado por mim, pobre pecador. Seria longo contar todo o meu itinerário religioso. Não cabe fazê-lo aqui, nesse artigo. Pretendo contar toda a minha vida num livreto que estou preparando. Há certas passagens desse itinerário que não posso dele orgulhar-me. São tempos de contradição, paradoxais mesmo. Sei, no entanto, que Deus me permitiu tantas experiências para hoje reconhecer sua Misericórdia e poder melhor orientar alguns irmãos.
Na minha ignorância escrevi, ensinei e preguei contra a Igreja, o santo Padre, o Papa, seus Ministros, Eucaristia, a Virgem Maria...Tempos obscuros esses de cegueira espiritual. Nessa caminhada cheguei a ser ordenado Pastor protestante e professor de teologia em algumas Faculdades Protestantes.
Por que deixei de ser protestante e agora sou católico pela graça de Deus? É o que pretendo narrar aqui, mesmo que de forma muito resumida.
Tudo aconteceu por causa de um estudo que fiz sobre a Ceia do Senhor, em (I Coríntios 11,23-32) passagem que já havia pregado tantas vezes, que tinha estudado com seriedade. Ao ler os versículos 23 e 24: "Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o Pão, e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: "Isto é o meu Corpo que é entregue por vós..." Volto a afirmar: quantas vezes havia lido, estudado e pregado esse texto! Mas nesse dia foi diferente. As palavras do Senhor falaram fundo ao meu coração: "Isto é o meu Corpo".
Eu havia aprendido com meus professores de teologia, estudado nos compêndios clássicos da teologia protestante que o texto devia ser entendido com "representa" o meu corpo, "simboliza" o meu corpo. Eu havia aprendido ainda que tudo aquilo era um mero memorial, nem mesmo era sacramento, mas uma simples ordenança...Mas ali estava a Palavra de Deus dizendo claramente; "Isto é o meu Corpo".
Sem deixar transparecer tudo o que se passava em meu coração, sem nada revelar a ninguém, iniciei um estudo mais sério, mais cuidadoso, sobre o assunto. Li e reli várias vezes os Evangelhos e todo o restante do Novo Testamento em busca de uma resposta que acabasse com aquela dúvida em meu coração.
Após algum tempo de estudos, regados de lágrimas e orações, estando um dia de joelhos em meu quarto, a sós, com a Bíblia aberta sobre a cama, estudando no Evangelho de (João 6,25-71), descobri a maravilhosa verdade sobre a Eucaristia. Caí em prantos de alegria incontida. Havia, há poucas horas, me ajoelhado como um Pastor protestante, embora com o coração aflito, cheio de dúvidas, e eis que agora me levanto como Católico Apostólico Romano!
Deus seja bendito para sempre!Eu sabia que somente a Igreja Católica ensinava a verdade sobre a Eucaristia: a presença real do Cristo na Hóstia e no Vinho consagrados. É uma longa história contar como foi minha confissão para minha esposa e filhos... Todos bem integrados no Protestantismo: dois de meus filhos, os mais velhos, como co-pastores em Curitiba. Uma filha estudando teologia e um outro filho trabalhando também no meio protestante. Isso fica para o meu livrete. Também a reação dos meus irmãos Protestantes.
O que devo dizer é que sofri muito... Minha família também. Fui então procurar um Padre e confessar a ele a minha decisão e também dúvidas sobre tantos outros assuntos como: imagens, purgatório, comunhão dos Santos, virgindade perpétua de Nossa Senhora... Deus me guiou ao bom Monsenhor José Lélio Mendes Ferreira, pároco da igreja de São João Batista, em Atibaia, Estado de São Paulo. Ele me recebeu com muito amor e atenção, o que é próprio desse servo do Deus altíssimo. Apresentou-me ao piedoso e culto Bispo, meu grande bom amigo, Dom Antonio Pedro Misiara.
Fiz minha caminhada até reencontrar o Cristo na Eucaristia e ver posteriormente filhos fazendo a Primeira Comunhão. Quando deixei os Protestantes era mês de outubro. Fiquei portanto desempregado... Logo as economias se acabaram. Não conseguia emprego embora professor formado pela Universidade... Tudo porque era final de ano letivo. Sem que Mons. Lélio ou Senhor Bispo soubessem, eu e minha família ficamos sem alimentos... Como morávamos numa chácara, passamos a comer somente mandioca que ali existia. Acabaram-se as boas amigas mandiocas e ficamos dois ou três dias sem alimento algum. Rezávamos intensamente pedindo ajuda de Deus.
Com muito estudo, descobri na Palavra de Deus, a Bíblia, todas as maravilhas verdades sobre a Virgem Maria e sobre as santas doutrinas de nossa Igreja Católica. Tudo obra da graça de Deus.
Num desses dias de jejum forçado, uma de minhas filhas, a Susan (na época tínhamos oito filhos e hoje nove, graças a Deus) me disse: "Papai, estou morrendo de fome, mas sinceramente o meu maior desejo é comer um pedaço de marrom glacê ". É o doce preferido dela. Em resposta e sem pensar, lhe disse: "Pois vá ao seu quarto, dobre seus joelhos e peça à Virgem Maria uma lata de marrom glacê ". Ela respondeu firme: "Pois eu vou pedir agora mesmo, e quero ver se a Virgem Maria ouve mesmo orações" .
Um esclarecimento: já éramos católicos, mas dado ao bloqueio psicológico, devido aos anos de pregações ouvidas e livros lidos contra Nossa Senhora, não éramos capazes de rezar a "Ave Maria" ou outra oração Mariana, com convicção, com o coração. Tinha Nossa Senhora na mente, mas não sabia que faltava vir ao coração.Eu não sei, confesso-o, como transmitir aqui o que se passava comigo nesse sentido. Espero que o leitor me entenda.
Voltando ao momento em que ouvi aquela resposta de minha filha Susan, minha esposa que também a ouviu e o que havia dado como resposta à Susan, disse-me: "Você não devia ter dito isso, pois a Susan pode pedir uma lata de doce marrom glacê e não receber. Quem sabe Deus quer provar mais ainda nossa fé". Ela tinha razão e muito séria, o que contarei no meu livrete. Respondi então à minha esposa: "Vamos, então, para o nosso quarto pedir a Nossa Senhora que não permita a Susan perder sua fé, tão nova e ainda pequena".
Susan já estava fazendo o pedido em seu quarto. Eu e minha esposa nos ajoelhamos em nosso quarto, e rezamos uma "Ave Maria" e uma oração espontânea dirigida à Virgem Maria. Pedimos que guardasse a fé de Susan. É claro que não pedimos o marrom glacê.
No outro dia de manhã, alguém bate palmas lá no portão de entrada de nossa chácara. Pelo vitrô vi que era um jovem de barbas e com um crucifixo bem visível numa corrente ao pescoço. Vi logo que não eram os meus irmãos Protestantes que novamente vinham discutir Bíblia comigo, na vã tentativa de demover-me de ser católico. Meu filho Alden correu e abriu o portão. Ele, o jovem, se fazia acompanhar de também uma jovem senhora. Estavam num carro "Fusca" amarelo.
Eu, esposa e filhos já estávamos na varanda para recebê-los. O jovem então disse: "Pastor Francisco, eu sou o Padre José Carlos Brilha" (o meu bom amigo Padre Brilha!) e essa é a Magui? (apelido carinhoso de Maria Guilhermina Michele). Disse então, do prazer em conhecê-los. Ainda na varanda, Magui me disse que estava trazendo de presente para nós alguns alimentos.
Mal acabando de dizer essas palavras, abriu a porta do seu carro, do lado do motorista, reclinou o banco e de uma das caixas que se encontravam sobre o banco traseiro, retirou uma lata e olhando para minha filha Susan, Disse: "E essa lata de doce foi Nossa Senhora que lhe mandou". Era uma lata de marrom glacê!Nossa Senhora atende orações sim. Ali estava a prova. Ela atendeu o pedido de Susan.
Oito filhos, e abaixo da Susan um filho e uma filhinha. Por que logo para Susan? Sim, eu sei a resposta. Era a Mãe do Céu que queria entrar no meu coração, no coração daquela família. Não bastava tê-la em nossa mente. Aquele momento foi de lágrimas e de louvor ao Altíssimo Deus por nos ter dado tão sublime Mãe. Naquele momento, nosso amor e nossa fé na Virgem Maria cresceu profundamente. Foi como o desabrochar de uma flor.
Desde aquela data, estamos trabalhando no Reino de Deus, falando das glórias da Virgem Maria onde quer que vamos. Muitas e muitas graças eu e minha família temos recebido pelas mãos de Nossa Senhora.
Pelas mãos da Mãe do Céu viemos residir em Anápolis, Goiás, e aqui pelas mãos santas do nosso muito amado Bispo Dom Manoel Pestana Filho, esse culto e inteligente defensor da sã doutrina, nosso orientador espiritual, nosso líder da Fé, recebemos a Ordenação ao Diaconato Permanente. Somos Diácono de Cristo a serviço de Nossa Senhora. Sou Diácono da Virgem Maria. Glória a Deus!
Penso que os leitores entenderam agora a razão do título que dei à Virgem Maria neste artigo. Voltaremos, se Deus nos permitir, a falar das glórias da Virgem Maria.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Os Sacramentos

OS SACRAMENTOS

Por Leandro Martins de Jesus

Fonte: Catecismo da Igreja Católica

Com a manifestação pública da Igreja ao mundo, pela efusão do Espírito Santo no dia de Pentecostes (cf. At 2,1s), inicia-se um "novo tempo" para a humanidade, o tempo da Igreja.

Neste novo tempo, a Igreja por meio de sua liturgia é encarregada de manifestar, tornar presente e comunicar a obra de salvação do Cristo, que vive e age na Igreja, que é o seu corpo.

"No dia de Pentecostes, pela efusão do Espírito Santo, a Igreja é manifestada ao mundo. O dom do Espírito inaugura um tempo novo na "dispensação do mistério": o tempo da Igreja, durante o qual Cristo manifesta, toma presente e comunica sua obra de salvação pela liturgia de sua Igreja, "até que ele venha" (1 Cor 11,26). Durante este tempo da Igreja, Cristo vive e age em sua Igreja e com ela de forma nova, própria deste tempo novo. Age pelos sacramentos" (CIC §1076).

É por meio dos Sacramentos que a Igreja dispensa as graças de Cristo aos fiéis. A Igreja "como que o sacramento" age como sinal e instrumento, é por meio dela que o Espírito Santo dispensa o mistério salvífico de Cristo. A Igreja com suas ações litúrgicas, embora peregrina nesta terra, já participa antecipadamente da liturgia celeste "Sentado à direita do Pai" e derramando o Espírito Santo em seu Corpo que é a Igreja, Cristo age agora pelos sacramentos, instituídos por Ele para comunicar sua graça. Os sacramentos são sinais sensíveis (palavras e ações), acessíveis à nossa humanidade atual. Realizam eficazmente a graça que significam em virtude da ação de Cristo e pelo poder do Espírito Santo (CIC § 1084)

Toda a liturgia da Igreja gira em torno do sacrifício eucarístico e dos sacramentos (1), que são sete, a saber: Batismo, Confirmação ou Crisma, Eucaristia, Penitência ou Confissão, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio.
Cristo enquanto caminhou no mundo antes de sua morte e ressurreição, realizava a obra salvífica de Deus através de todas as suas palavras e ações (cf. Lc 5,17; 6,19; 8,46), atencipando dessa forma o poder do seu mistério pascal. Diz-nos S. Leão Magno, "aquilo que era visível em nosso Salvador passou para os mistérios" (Sermão 74,2 apud CIC § 1116)

Assim como a Igreja iluminada pelo Espírito Santo distinguiu o cânon das Sagradas Escrituras, de forma análoga distinguiu também o tesouro dos sacramentos, os quais são da Igreja num duplo sentido, existindo "por meio dela" e "para ela" (Igreja).

"Os sacramentos são "da Igreja" no duplo sentido de que existem "por meio dela" e "para ela". São "por meio da Igreja", pois esta é o sacramento da ação de Cristo operando em seu seio graças à missão do Espírito Santo E são "para a Igreja", pois são esses "sacramentos que fazem a Igreja"; com efeito, manifestam e comunicam aos homens, sobretudo na Eucaristia, o mistério da comunhão do Deus amor, uno em três pessoas." (cf. CIC § 1118)

Quando se diz que os Sacramentos são "sinais eficazes da graça de Deus" (cf. CIC § 1131), este fato verdadeiramente ocorre, visto agir neles (Sacramentos) o próprio Cristo, por meio de sua obra salvífica. Assim sendo, os Sacramentos atuam "ex opere operato" (pelo próprio fato de ação ser realizada), independente da justiça ou santidade de quem o confere ou de quem o recebe. Entretanto, a frutuosidade do Sacramento validamente recebido, dependerá das disposições de quem o recebe.(2)

"A partir de momento em que um sacramento é celebrado em conformidade com a intenção da Igreja, o poder de Cristo e de seu Espírito agem nele e por ele, independentemente da santidade pessoal do ministro. Contudo, os frutos dos sacramentos dependem também das disposições de quem os recebe". (cf. CIC § 1128)

É importante frisar que os sacramentos são necessários à salvação, visto serem os canais da graça de Cristo a atingir o homem, curando-o, transformando-o, conformando-o à Jesus, unindo-o de forma vital ao Salvador. (cf. CIC 1129)

NOTAS

(1) " 6. Portanto, como Cristo foi enviado pelo Pai, assim também ele enviou os apóstolos, cheios do Espírito Santo, não só porque, pregando o Evangelho a todos os homens anunciassem que o Filho de Deus com a sua morte e ressurreição nos livrou do poder de satanás e da morte e nos transferiu para o reino do Pai, mas também para que levassem a efeito, por meio do sacrifício e dos sacramentos, sobre os quais gira toda a vida litúrgica, a obra de salvação que anunciavam. Assim pelo batismo os homens são inseridos no mistério pascal de Cristo: com ele mortos, sepultados, e ressuscitados; recebem o espírito de adoção de filhos, "no qual clamam: Abba, Pai " (Rm 8,15), e se tornam assim verdadeiros adoradores que o Pai procura. Do mesmo modo, toda vez que come a ceia do Senhor, anunciam a sua morte até que venha. Por esse motivo, no próprio dia de Pentecostes, no qual a Igreja se manifestou ao mundo, "os que receberam a palavra" de Pedro "foram batizados". E "perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comum fração do pão e na oração… louvando a Deus e sendo bem vistos por todo o povo" (At 2,41-47). Desde então, a Igreja jamais deixou de reunir-se para celebrar o mistério pascal: lendo "tudo quanto nas Escrituras a ele se referia" (Lc 24,27), celebrando a eucaristia na qual "se representa a vitória e o triunfo de sua morte" e, ao mesmo tempo, dando graças "a Deus pelo seu dom inefável" (2Cor 9,15) em Cristo Jesus, "para louvor de sua glória" (Ef 1,12) por virtude do Espírito Santo." (cf. Sacrosanctum Concilium n. 6)


(2) "É claro, porém, que a frutuosidade dos sacramentos depende das disposições pessoais de quem os recebe: ninguém é santificado sem que se abra ao dom de Deus, removendo os obstáculos à graça (o apego aos pecados e as más inclinações...)" (D. Estêvão T. Bettencourt, OSB in: Curso de Iniciação Teológica por correspondência, Módulo 30, p.119)



Para citar este artigo:

JESUS, Leandro Martins de. Apostolado Veritatis Splendor: OS SACRAMENTOS.. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5660. Desde 30/03/2009.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Entendendo a doutrina das Indulgências

ENTENDENDO A DOUTRINA DAS INDULGÊNCIAS


Por Leandro Martins de Jesus

"A doutrina e o uso das indulgências vigentes na Igreja Católica há vários séculos encontram sólido apoio na revelação divina, a qual vindo dos Apóstolos "se desenvolve na Igreja sob a assistência do Espírito Santo", enquanto "a Igreja, no decorrer dos séculos, tende continuamente para a plenitude da verdade divina, até que se cumpram nela as palavras de Deus".

Muito se diz acerca da doutrina das Indulgencias, de forma a depreciar a Igreja Católica, com base em sofismas e argumentos desprovidos do real conhecimento do que se trata.

A primeira objeção às indulgências, sobretudo de base protestante, afirma que a mesma seria "perdão dos pecados" ou mesmo a "venda do perdão" [1]. Nada de mais falso e incoerente.
Ensina com exatidão o Catecismo da Igreja Católica (CIC), o que são as indulgencias:

"A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, (remissão) que o fiel bem-disposto obtém, em condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos." (CIC § 1471)

Fica claro a partir dessa definição do Catecismo que a indulgência não é o perdão dos pecados, mas sim, a "a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa". Outro fator de suma importância a ser observado é que a indulgência ocorre "pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos"

É preciso compreender que o pecado gera uma dupla conseqüência para o homem: a pena eterna (culpa) e a pena temporal (pena). A pena eterna caracteriza-se pela privação da comunhão com Deus, que ocorre com a prática do pecado grave ou mortal (também o pecado venial acarretando um "apego prejudicial às criaturas", produz a pena temporal que necessita ser expiada).
A pena eterna (culpa) é remida através do Sacramento da Confissão ou Penitência. A pena temporal caracteriza-se pela violação da ordem natural estabelecida pelo Criador (as conseqüências do pecado cometido, que devem ser reparadas).
Diz S. Tomás de Aquino: "Sendo o pecado um ato desordenado, é evidente que todo o que peca, age contra alguma ordem. E é, portanto decorrência da própria ordem que seja humilhado. E essa humilhação é a pena"
(S. Th. 1-2,q87, a.1; DI, ref.3 apud Aquino Felipe. In: O Purgatório: o que a Igreja ensina, p.44). A pena temporal é expiada através das obras de penitencia e/ou das indulgências ("obras indulgenciadas"). [2]

"As indulgencias não significam venda do perdão de pecados, como se diz freqüentemente, mas são obras que devem ser praticadas com profundo amor à Deus e total repúdio do pecado já absolvido pelo sacramento da penitencia; a fim de que o amor à Deus assim excitado apague os resquícios do pecado que costumam permanecer no cristão mesmo após a absolvição sacramental"
(D. Estêvão Bettencourt,OSB. In: PR nº 555, p.384)

As indulgências surgem na história da Igreja aproximadamente no século IX. Nos primeiros séculos do cristianismo, a absolvição dos pecados ocorria somente após o pecador prestar satisfação do pecado cometido (penitencia pública), para tirar do seu íntimo as raízes do pecado, e para isto, tinha que submeter-se a rigorosa penitência (quaresma de Jejum com o penitente vestido de sacos e silício, auto-flagelação, viver de esmolas, etc).
Havia também neste tempo os "Confessores da Fé", cristãos piedosos que encontrava-se encarcerados pelos perseguidores, aguardando o dia da execução, assim, os penitentes recorriam à intercessão destes futuros mártires da fé, que escreviam uma carta ao Bispo (chamadas de "cartas de paz"), para que a pesada penitencia (pena temporal) fosse remida pelos sofrimentos daquele mártir.

"Com este documento [a "cartas de paz"] entregue ao bispo, o penitente era absolvido da pesada penitencia pública que o confessor lhe impusera (...) a pena temporal que a penitencia satisfazia. Assim, transferia-se para o pecador arrependido, o valor satisfatório dos sofrimentos do mártir". (Aquino Felipe. In: O Purgatório: o que a Igreja ensina, p.41)

Dessa forma, a Igreja, depositária dos méritos de Cristo e dos Santos [3], gradativamente começa a aplicá-los aos penitentes, que muitas vezes não tinham condições físicas para cumprir as pesadas penitencias da época, assim, a partir do século IX começam a surgir as obras indulgenciadas, que eram obras mais brandas (visita a um Santuário, uma peregrinação, orações como o terço, esmolas, etc), às quais a Igreja pela autoridade dada por Deus [4] aplicava o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos.
As indulgências eram calculadas em dias, semanas, meses ou anos, por exemplo, uma indulgência de 40 dias equivalia a 40 dias de alguma penosa penitencia (p.ex. um jejum de 40 dias a pão e água), comutada por uma obra indulgenciada. [5]

Desde o século VI e também com o advento das obras indulgenciadas (século IX), a praxe da Igreja no tocante à absolvição dos pecadores, passa a ocorrer da seguinte forma: o pecador recorria ao Sacramento da Confissão e depois de absolvido da pena eterna (culpa), cumpriria alguma obra indulgenciada para a remissão da pena temporal devida (pena).

É imperativo que se saiba, que as comutações das pesadas penitencias para as obras indulgenciadas tem seu apoio nas Sagradas Escrituras, como se depreende do texto de Levítico 5,7.11, onde se observa comutações de obrigações dos fiéis, quando estes não tinham como cumprir o prescrito: "Se não houver meio de se obter uma ovelha ou uma cabra, oferecerá ao Senhor em expiação pelo seu pecado duas rolas ou dois pombinhos, um em sacrifício pelo pecado e o outro em holocausto.(...) Se não houver meio de se encontrarem duas rolas ou dois pombinhos, trará como oferta, pelo pecado cometido, o décimo de um efá de flor de farinha em sacrifício pelo pecado. Não lhe deitará azeite nem lhe porá incenso, porque é um sacrifício pelo pecado" (Lv 7,5.11)

Outro fator importante a ser observado, é que a obtenção das indulgências não eram (nem são) feitas de forma mecânica ou burocrática, requer-se do penitente absolvido pelo Sacramento da Confissão, total horror ao pecado, e piedoso amor à Deus, de forma a possuir reta intenção de não mais incorrer no pecado, com o auxílio da graça de Deus.

Após o Concílio Vaticano II (1962-1965), o Papa Paulo VI promoveu uma revisão da disciplina das indulgências através da Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina
em 01/01/1967 (tal revisão não invalidou nada de essencial que era aplicado anteriormente). A
s indulgencias deixaram de ser contadas em "dias, meses ou anos", passando a ser somente indulgência parcial ou plenária.

"N. 2. A indulgência é parcial ou plenária, conforme libera parcial ou totalmente da pena devida pelos pecados." (cf. Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina

"(...) "A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial totalmente da pena devida pelos pecados." Todos os fiéis podem adquirir indulgências (...) para si mesmos ou aplicá-las aos defuntos." (CIC § 1471)

A doutrina das indulgências é uma graça que Deus deu à Sua Igreja, para auxiliar na santificação de seus filhos, visando estimulá-los a uma vida fervorosa, animada pela fé, caridade e configuração ao nosso Salvador Jesus Cristo.
Com efeito, ensinou o Papa Paulo VI: "Para brevemente relembrar os principais benefícios, a usança salutar das indulgências ensina "como é triste e amargo ter abandonado o Senhor Deus". Pois os fiéis, quando se empenham em ganhar as indulgências, compreendem que por suas próprias forças não podem expiar o prejuízo que se infligiram a si mesmos e a toda a comunidade, e por isso são excitados a uma salutar humildade.
Além disso, o uso das indulgências ensina com que íntima união em Cristo estamos ligados uns aos outros e que ajuda a vida sobrenatural de cada um pode trazer aos outros, a fim de mais fácil e estreitamente se unirem ao Pai.
Assim, o uso das indulgências inflama eficazmente a caridade e de modo excelente a exerce quando se leva um auxílio aos irmãos adormecidos em Cristo.
(cf. Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina

Para saber mais acerca da Doutrina das Indulgencias, recomendo a leitura da Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina
http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_constitutions/documents/hf_p-vi_apc_01011967_indulgentiarum-doctrina_po.html do Papa Paulo VI.

Bibliografia:
AQUINO, Felipe. O Purgatório: o que a Igreja ensina. Lorena – SP: Cléofas, 2006.

BETTENCOURT, Estevão. Indulgencias: Que são? In: Pergunte e Responderemos, ano XLIX, setembro de 2008, nº 555.

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – Edição típica Vaticana. São Paulo: Loyola, 2000.

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Notas
[1] "Deve-se observar também que a Igreja nunca vendeu o perdão dos pecados, nem vendeu indulgencias. Mais: quando a igreja indulgenciava a prática de esmolas, não tencionava dizer que o dinheiro produz efeitos mágicos, mas queria apenas fomentar a caridade ou as disposições íntimas do cristão como fator de purificação interior. Não há duvida, porém, de que pregadores populares e muitos fiéis cristãos dos séculos XV/XVI usaram de linguagem inadequada ou errônea ao falar de indulgências" (D. Estêvão Bettencourt,OSB. In: PR nº 555, p.388)
[2] "Na Idade Média, a Igreja, com a certeza de que ela é a depositária dos méritos de Cristo (...) começou a aplicar isto aos seus filhos pecadores (...) entenderam que podiam aplicar esses méritos em favor dos penitentes que deviam cumprir penitências rigorosas. Assim surgiram as "obras indulgenciadas", que substituíam as pesadas penitências (...) A partir daí, a remissão da pena temporal do pecado, obtida pelas prática dessas "obras indulgenciadas", tomou o nome de "indulgência".
[3] "Em vista da expiação dos pecados, existe na Igreja um tesouro infinito de méritos que Cristo adquiriu mediante a sua Paixão e Morte; esse tesouro frutificou nos méritos da Bem – aventurada Virgem Maria e dos Santos. É o chamado "tesouro da Igreja". (D. Estêvão Bettencourt,OSB. In: PR nº 555, p.385); "Na comunhão dos santos, "existe certamente entre os fiéis já admitidos na posse da pátria celeste, os que expiam as faltas no purgatório e os que ainda peregrinam na terra, um laço de caridade e um amplo intercâmbio de todos os bens". Neste admirável intercâmbio, cada um se beneficia da santidade dos outros, bem para além do prejuízo que o pecado de um possa ter causado aos outros. Assim, o recurso à comunhão dos santos permite ao pecador contrito ser purificado, mais cedo e mais eficazmente, das penas do pecado. Esses bens espirituais da comunhão dos santos também são chamados o tesouro da Igreja, "que não é uma soma de bens comparáveis às riquezas materiais acumuladas no decorrer dos séculos, mas é o valor infinito e inesgotável que têm junto a Deus as expiações e os méritos de Cristo, nosso Senhor, oferecidos para que a humanidade toda seja libertada do pecado e chegue à comunhão com o Pai. É em Cristo, nosso redentor, que se encontram em abundância as satisfações e os méritos de sua redenção". "Pertence, além disso, a esse tesouro o valor verdadeiramente imenso, incomensurável e sempre novo que têm junto a Deus as preces e as boas obras da Bem aventurada Virgem Maria e de todos os santos que, seguindo as pegadas de Cristo Senhor, por sua graça se santificaram e totalmente acabaram a obra que o Pai lhes confiara, de sorte que, operando a própria salvação, também contribuíram para a salvação de seus irmãos na unidade do corpo místico." (CIC § 1475-1477) [destaque nosso]
[4] A indulgência se obtém de Deus mediante a Igreja, que, em virtude do poder de ligar e desligar que Cristo Jesus lhe concedeu, intervém em favor do cristão, abrindo-lhe o tesouro dos méritos de Cristo e dos santos para obter do Pai das misericórdias a remissão das penas temporais devidas a seus pecados. Assim, a Igreja não só vem em auxílio do cristão, mas também o incita a obras de piedade, de penitência e de caridade. (CIC § 1478); "Cristo confiou à sua Igreja as chaves para administrar o tesouro da redenção, como se depreende de textos, como o de Mt 16,16-19; 18,18; Jo 20,22s." (D. Estêvão Bettencourt,OSB. In: PR nº 555, p.385)
[5] "Esta praxe ficou em vigor até os tempos recentes da Igreja. Quando, antes do Concílio Vaticano II (1962-1965), se falava de "indulgencia de 100, 300 dias, um ou mais anos", não se designava um estágio no purgatório, pois neste não há dias nem anos. Com essa contagem, indicava-se o perdão da expiação que outrora alguém prestaria fazendo 100, 300 dias, um ou mais anos de penitencia rigorosa, avaliada segundo a praxe da Igreja antiga." (D. Estêvão Bettencourt,OSB. In: PR nº 555, p.387)

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Para citar este artigo:

JESUS, Leandro Martins de. Apostolado Veritatis Splendor: ENTENDENDO A DOUTRINA DAS INDULGÊNCIAS. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5663. Desde 27/03/2009.

A Medicina tem seus Limites

A Medicina tem seus Limites


Por Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho

A medicina não é uma ciência exata e tem seus limites e muitas vezes os médicos se esquecem do que está claríssimo na Bíblia, dito pelo próprio Cristo, Médico divino: “Para Deus tudo é possível” (Mt 19,26).

Toda polêmica que o caso da menina que ficou grávida aos 9 anos violentada pelo padrasto em Recife e que por autorização da mãe, teve a gestação interrompida tem como pano de fundo buscar apoio para a aprovação da hedionda e satânica lei do aborto que está para ser votada novamente.

A Folha on line de dois de dezembro de 2006 publicou o seguinte: “Vítima de estupro, menina de nove anos dá à luz no Peru.Uma menina de nove anos deu à luz um menino neste sábado, fruto de um estupro, em um hospital público de Lima, informou o ministro peruano de Saúde, Carlos Vallejos.
O bebê nasceu com 2,520 kg e 47 cm e apresenta dificuldades respiratórias. Por isso, permanece na UTI. A mãe precoce receberá ajuda psicológica, e seu filho terá toda assistência de que precisar, ressaltou o ministro Vallejos, após visitá-la."Ela permanecerá no hospital todo o tempo que for necessário até que seu filho e ela estejam em perfeitas condições”, declarou.
A garota foi vítima de abuso sexual de um primo de 29 anos, em um povoado pobre da província de Pachitea, no departamento centro-andino de Huánuco.

O caso comoveu o Peru, quando sua gestação foi revelada em setembro passado, tornando-a a mãe mais jovem do país”.

Aqui no Brasil o caminho foi assassinar duas pessoas inocentes, indefesas, cometendo-se o aborto!
Confirmando que para Deus nada é impossível este depoimento publicado pela Catolicanet: “Elisabete Arcolino Comparinni casada, quatro filhos, residente em Franca-SP, cujo milagre recebido foi responsável pela canonização de Gianna Beretta Molla, deu seu depoimento com extraordinária convicção e serenidade a CatolicaNet.
Acompanhe:
Catolicanet: Como foi a gravidez de seu quarto bebê?
Elisabete: Grávida de quatro meses, a minha bolsa rompeu e eu perdi todo o líquido amniótico e nesses casos a conduta médica é o aborto, a retirada da criança. Mas com a experiência de fé que havia tido com meu marido, que também foi um milagre da vida, ele que foi um ex-traficante de drogas e que depois recebeu a cura do vírus HIV, nos fundamentamos ‘nesse Deus que não iria nos abandonar’.
Portanto fomos dizendo não a esse aborto dia-a-dia, até um momento especial que recebemos a visita de Dom Diógenes Matthes, Bispo de Franca. Hoje, ele é bispo emérito.
Dom Díógenes então me perguntou: - ‘Você esta disposta a dar a vida por esta criança’? Eu disse que sim, mas temia pelas três crianças que estava deixando, que ficariam sem mãe. Ele então rezou um pouco comigo, foi a sua casa e retornou com o livro da Beata Gianna, ajoelhou-se diante do Santíssimo e pediu: - ‘Beata Gianna Beretta Molla a senhora já teve um milagre para ser beata, esta lhe faltando um milagre para ser santa, por isso eu vos peço, chegou a tua vez, faça esse milagre na vida dessa mãe desta família’.

Nós acreditamos nesta oração dele e começamos a rezar pela beata Gianna todos os dias. E pela graça de Deus no dia 31 de maio de 2000, contradizendo todas as teorias médicas, que afirmavam que a criança nem sobreviveria e, caso viesse a sobreviver, ficaria muito tempo na UTI e, se ainda assim, sobrevivesse ao tratamento intensivo seria uma criança com muitas e muitas sequelas.
No entanto, minha filha nasceu com um choro forte, e contrariando todas as expectativas médicas, nasceu perfeita. Hoje ela tem oito anos é uma criança normal, muito sorridente, vai a escola como qualquer criança. Seu nome é Gianna Maria, em homenagem a Gianna Beretta Mola, hoje Santa” Contra fatos não há argumentos.

Cumpre, porém, desmascarar os profetas da mentira, lutando a favor do bem, para que o mal não se difunda. Recomenda São Paulo: “A noite vai adiantada, e o dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz”. (Rm 13,12). Pensemos nisto!

Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana de 1967 a 2008.




Fonte: Cléofas

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Enquete importante

Importante enquete do Senado Federal

O Senado está querendo saber a opinião dos brasileiros sobre o PLC 122 (que castiga toda opinião contrária ao homossexualismo), perguntando se você é a favor ou contra esse projeto. Para votar, vá à enquete deste link:
http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0

Fonte: Blog do prof Felipe Aquino.

Riquezas do Vaticano

ONDE ESTÃO AS RIQUEZAS DO VATICANO


A crítica contra os templos


Freqüentemente se acusa a Igreja de ser rica por ter numerosos templos.

Os templos são sagrados porque são dedicados ao culto de Deus. Os cristãos desejam refletir na construção do amor e respeito devido a Deus. Nada pode ser mais importante que o culto divino.

Jesus Cristo freqüentava a sinagoga e, quando estava em Jerusalém, assistia ao templo e ensinava nele. Jesus põe como exemplo a uma viúva que oferece ao templo o que necessita para comer (Cf. Mc 12:44). Seu zelo foi tanto para com o Templo que expulsou os vendilhões que ali estavam (Mt 21,12-13).

Os templos não são propriedades do clero. Pertencem a todos. São o único lugar adequado onde os pobres sabem que estão em sua própria casa. Os templos são construídos com o esforço de todos os crentes, ricos e pobres e todos tem acesso igual a eles pois não se cobra a entrada.

Dar culto a Deus não é escapar das realidades do mundo. Ao contrário. Só aquele que se encontra em Deus saberá viver as exigências do amor sobrenatural que Deus nos pede para com os pobres.

Ainda olhando sob este ponto de vista puramente material, o custo de construir templos não empobrece mas enriquece. A construção gera emprego pois requer muita mão-de-obra e as Igrejas são umas das poucas obras que mesmo os pobres podem participar de sua construção e o fazem como se estivessem construindo sua própria casa, pois eles mesmos vão à Igreja com toda a família. Os pobres são os que mais vão a Igreja, afirmando ali sua dignidade e união com Deus que é Pai de todos. Os templos podem durar por séculos, sendo assim, enriquecem a várias gerações. Que seriam de nossas cidades hoje sem as belas igrejas que nossos antepassados construíram?


Os templos são lugar de oração, centro religioso da comunidade, patrimônio cultural da humanidade. Seus frutos não se podem calcular só em termos econômicos. A esperança da humanidade está em seu encontro com Deus, em sua conversão e em seu culto a Deus. É da experiência de fé que surge o novo homem capaz de trabalhar para um mundo mais justo que vença os males, entre eles a pobreza.

Se calcularmos a longevidade dos templos e as centenas e até milhares de quilômetros que durante os anos dão culto a Deus, podemos descobrir que os gastos da construção de um templo são recursos muito bem aporveitados.

Qual então, é a verdadeira razão dessa crítica contra os templos? Não será em muitos casos a mesma queixa de Judas diante do perfume daquela mulher? Jesus respondeu:

“Por que criticais a esta mulher? Pois uma ‘boa coisa’ me fez. Porque tereis sempre pobres convosco mas a mim não tereis sempre.” Mt. 26:10-11.

Jesús olhava com outros olhos e certamente não lhe faltava amor para com os pobres.

Não são os templos que mantêm a pobreza mas a corrupção, os vícios, o egoísmo, a fata de adequada produção, os salários injustos e outros fatores que são frutos do pecado. Só quando colocamos Deus por cima de tudo é que podemos nos liberar disso e muito mais. Os templos servem como lugar de encontro para esta liberação.

As riquezas do Papa


O Papa não é rico nem vive como tal. É um homem de Deus totalmente dedicado a seu minstério em serviço da humanidade. A vida do Papa é austera. Os que o vêem em seu apartamento e escritório sabem a verdade. Começa o dia na capela às 5 da manhã…

Tudo o que faz o faz para a glória de Deus e o bem das almas.

Que vive em um palácio? Vive em um antigo “palácio” no Vaticano pois sua missão não o permite viver em um apartamento da cidade. Pode-se imaginar um Papa tomando um ônibus para ir ao Vaticano todo dia? Os que dizem estas coisas não compreendem como as pessoas amam o Papa. Quando o Papa sai em público entra em cena um grande sistema para que as pessoas não pulem em cima dele.

Que viaja muito? -Sim, porque quer chegar pessoalmente com o Evangelho a todos os seus filhos. São viagens esgotantes. Não é um passeio turístico de milionário. Cada visita custa milhões, mas não é por prazer pessoal. É para o bem de milhões. Quem já esteve presente numa missa ou audiência papal sabe muito bem a graça que isto representa.

Que tem muito dinheiro e riquezas? Não é certo. O Papa é um administrador. Não são riquezas pessoais. Por acaso alguém diz que um piloto comercial é rico porque tem um grande avião em seu controle? Como pastor da Igreja Universal, o Papa é responsável pela administração do Vaticano e isto implica recursos econômicos. Esses recursos são na realidade uma quantidade muito moderada diante das reais necessidades da Igreja a serviço.

Os museus do Vaticano não são propriedades do Papa, mas da Igreja, quer dizer, de todos os batizados. São patrimônio da humanidade. Milhões os visitam a cada ano, sem consideração de religião ou falta dela.

O dinheiro do Vaticano

Como se sustenta economicamente o Vaticano?

Fala o monseñor Sebastiani, prefeito para Assuntos Econômicos da Santa Sé. CIDADE DO VATICANO, 23 julho de 1998. Extraído de Zenit http://www.zenit.org/spanish/.

“Para a Igreja as doações livres tem se revelado mais rentáveis que as taxas. Talvez a razão é psicológica. Mas se a Santa Sé tem saneado, pouco a pouco, suas próprias contas, isto tem sido graças a uma verdadeira solidariedade entre os fiéis, conferências episcopais e ordens religiosas, que começou em 1992 com a reforma do código canônico. Aqui no Vaticano temos aplicado o axioma comum a qualquer empresa bem administrada: conter os gastos e aumentar as entradas. É tudo. Inclusive, ainda este ano, temos aumentado as ajudas familiares a nossos empregados em uns 40%. Mas quem diz que temos só imensas riquezas, tesouros escondidos, cai num erro. Cuidamos muito da manutenção dos nossos imóveis, porque é melhor gastar antes que quando o imóvel fica velho. Vamos cuidando do grande patrimônio herdado do Estado italiano com o Pacto de Latrão”.


O arcebispo italiano Sergio Sebastiani, de 67 anos, 38 dos quais vividos nas nunciaturas apostólicas de meio mundo, sorri persuasivo como só os diplomatas de longa data sabem fazer. Sebastiani é, desde poucos meses, presidente da Prefeitura para Assuntos Econômicos. Em declarações dadas ao “Corriere della Sera”, o maior jornal italiano, explicou em que consiste o trabalho do organismo vaticano que dirige. “Equivale ao Ministério da Economia e Fazenda e, ao mesmo tempo, ao Tribunal de Contas do Estado - explica - mas ao fazer certas comparações não se pode esquecer que a igreja tem uma missão espiritual, não material. Aqui os recursos econômicos são só o meio, não o fim”.

Em seu sóbrio escritório, anexo a colunata de São Pedro, o monsenhor Sebastiani conta como, nos anos 67-68, como jovem secretário do cardeal Giovanni Benelli, colaborou justamente com o nascimento da Prefeitura que hoje preside. Depois, com o trabalho da Cúria, para Sebastiani abriu-se o caminho da diplomacia vaticana. “Aqui estamos todos marcados pela experiência diplomática vivida no exterior. É nosso guia mental. Mas, quem diria que ainda voltaríamos aqui? Encontrei este organismo pós-conciliar estruturado, reforçado e respeitado”.

–Monsenhor Sebastiani, como se tem pago as finanças da Santa Sé?

–Até 92, tínhamos um forte déficit. Este ano marcamos um superavit record de 19.000 milhões de liras: uma situação talvez irrepetível, devido à mudança favorável das divisas. Quer dizer, ao reforço do dólar –a divisa em que recebemos muitas ofertas - respeito a lira, a moeda que usamos nas contas.

–A diferença se deve às doações?

–Hoje recebemos um total de mais de 100 milhões de liras ao ano em doações livres, das quais 34 milhões vem dos bispos. Estes últimos, segundo o canon 1.271 do Código de Direito Canônico, tem a obrigação moral de contribuir as necessidades materiais da Igreja.

No fundo, a Santa Sé está ao serviço das comunidades eclesiais locais da mesma forma como o Estado está ao serviço dos cidadãos. As dioceses individuais, portanto, tem seus próprios assuntos econômicos mas dão uma contribuição voluntária a Roma porque, em troca, recebem um serviço. Pense em nossa atividade diplomática ou nas missões. Seguindo o mesmo princípio, a sua vez as dioceses recebem contribuições dos fiéis.”

–Quais são as conferências episcopais mais generosas para Roma?

–Em primeiro lugar está, desde alguns anos, a Conferência Episcopal Alemã, seguida da americana e italiana. Depois estão as privadas: nos Estados Unidos, criou-se associações que recolhem fundos para a Santa Sé como os Cavaleiros de Colón ou a Fundação Papal. E sabe quem dá mais? Os pobres, não os ricos. A Igreja se sustêm graças ao óbolo da viúva. Além das contribuições dos fiéis e dos bispos, chega as contribuições das congregações religiosas, pouco mais de 2.500 milhões ao ano”.

–E o óbolo de São Pedro?

–Não entra em nosso capital consolidado, mas se trata separadamente para que o Santo Padre faça com esse dinheiro o que ache mais conveniente. Não sabemos o destino exato desta soma, que de todas maneiras vem sendo usadas para obras de caridade, missões e assistência a igrejas pobres”.

–Por que a Igreja não tem uma estrutura financeira centralizada, como se sucede a nível doutrinal?

–Ao contrário do que sucede no campo doutrinal, onde o Papa tem o mandato de conservar através dos séculos o depósito da fé, na gestão dos próprios recursos, a Igreja é uma realidade descentralizada. Quer dizer, deixa a autonomia a cada administração vaticana, ainda que sob o controle da Prefeitura dos Assuntos Econômicos.

ZN980723-7 Zenit
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Para citar este artigo:

Apostolado Veritatis Splendor: ONDE ESTÃO AS RIQUEZAS DO VATICANO?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/814/onde-estao-as-riquezas-do-vaticano

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Finados

Para nós, o que é a morte?

Cardeal Geraldo Majella Agnelo



Foi feita uma pesquisa na França: “Para Você, o que é morte?” Oito pessoas sobre cem declararam-se sem opinião. Trinta e sete por cento disseram que a morte é o fim de tudo, que depois dela não existe nada. Outros trinta e três por cento falaram de uma passagem para qualquer coisa, mas não sabem dizer do que se trata; lá chegando, se verá. Somente vinte e dois por cento, isto é um em cada cinco, soube dar uma resposta cristã: a morte é a entrada na vida eterna.


Nós vamos à Igreja por muitos motivos: um pouco para rezar, um pouco para compreender o que diz a Palavra de Deus sobre este dia de finados. Esperamos ver uma clara luz sobre o mistério da morte e o depois.

Do Antigo Testamento, Jó 19,27: “Verei a Deus. Eu o verei, eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão”. Um sábio de Israel assim descreveu o destino reservado aos justos: “as almas dos justos estão nas mãos de Deus, nenhum tormento os tocará. Aos olhos dos estultos, seu fim foi visto como um desastre, a sua partida uma ruína, mas eles estão em paz”. Isso acontece porque “Deus os provou, e os encontrou dignos de si”.


O Novo Testamento traz luz de pleno conforto para nós. Jesus nos revelou “a vontade do Pai”, isto é “quem vê o Filho e nele crê, tem a vida eterna”. E mais: “Eu o ressuscitarei no último dia” (João 6,40). “Na casa do meu Pai há muitos lugares. Eu vou preparar-vos um lugar. Voltarei e vos tomarei comigo. Assim também vós estareis onde eu estou” (João 14,2-3).


O Apóstolo Paulo é muito claro: “Somos filhos de Deus. E se somos filhos, somos também herdeiros; herdeiros de Deus, co-herdeiros de Cristo”. Daí um motivo de conforto para o hoje: “Os sofrimentos do momento presente não são comparáveis às glórias eternas” (Romanos 8,16-18). Jesus também mostrou quem são os filhos de Deus destinados ao Reino. São os homens das bem-aventuranças (Mateus 5,1-11).


Não todo aquele que diz Senhor, Senhor! entrará no reino dos Céus, e Jesus precisa bem: mas “bem-aventurados os pobres em espírito, os aflitos, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os operadores de paz, os perseguidos por causa da justiça”. Por que bem aventurados? “Porque deles é o reino dos céus”.


Jesus deixou claro que são filhos de Deus os operadores de obras de misericórdia. Assim o disse com a parábola do juízo universal. O Senhor dirá a quem cumpriu as obras de misericórdia: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei em herança o reino preparado para vós desde o começo do mundo”. Por que benditos? “Porque eu tive fome e sede, era forasteiro, nú, doente, encarcerado... e me visitastes” (Mateus 25,31-46).


Para o cristão a morte permanece um mistério, mas plenamente iluminado pela fé. Conhecemos o fato: também Jesus Cristo morreu, Deus Pai o tirou da morte, e nós sabemos, porque Jesus disse, que tirará também a nós da morte. É esta a novidade do discurso cristão sobre a morte: uma novidade inaugurada pela ressurreição de Jesus. Às vezes sentimos nossos defuntos tão longe espiritualmente de nós, mas também a fé nos faz senti-los vizinhos. “Não existe um reino dos vivos e um reino dos mortos, existe o Reino de Deus; e nós, vivos ou mortos, estamos todos dentro dele (Georges Bernanós).


E nós se fossemos entrevistados com a pergunta: “O que é para Você a morte”? Eis como responderam alguns cristãos autênticos: O Papa João XXIII: “A morte é a passagem do andar de baixo para o de cima”. O dominicano Sertillanges: “No fundo, ninguém morre, porque não se sai de Deus”. O compositor Charles Gounod: “Morrer é sair da existência para entrar na vida”.


O teólogo Karl Rahner: “A morte é uma queda, que a fé interpreta como queda nos braços de Deus vivente, nosso Pai”. Santa Teresa de Lisieu: “Eu não morro, entro na vida. Não é a morte que virá buscar-me, é o bom Deus”. Concluímos: a separação de nossos caros provoca em nós tristeza austera, mas nos deixa uma esperança confiante.


Os túmulos dos nossos caros são monumentos colocados nos limites de dois mundos. O pensamento dos mortos nos estimula a rezar por eles e a refletir sobre a vida, sobre o sentido de nossa história e nossa orientação para Deus. Nossos defuntos nos querem corajosos nas provas, fortes na dor, serenos e plenos de esperança


Fonte: CNBB

Pornografia X Crianças

A ameaça da pornografia para as crianças



Por padre John Flynn, L.C.


ROMA, terça-feira, 27 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Proteger as crianças da exploração sexual é hoje prioridade para muitos governos e organizações privadas. Apesar disso, um recente informe denuncia que não se está fazendo o suficiente para tratar a ameaça que a pornografia dos adultos representa para as crianças.


"Morality in Media", uma organização sem fins lucrativos com sede em Nova York, publicou em setembro um estudo intitulado: "How Adult Pornography Contributes To Sexual Exploitation of Children" (Como a pornografia adulta contribui para a exploração sexual das crianças).


Ali se sustenta que os organismos dos governos e as organizações privadas estão ignorando as consequências do que qualificam de “exploração” da pornografia adulta na internet e em outros lugares.


A pornografia adulta é uma ameaça para as crianças de diferentes formas, afirma o informe:


–Os delinquentes utilizam pornografia adulta para preparar suas vítimas.
–Para muitos delinquentes, há uma progressão desde ver pornografia adulta até ver pornografia infantil.
–Os homens atuam com as crianças prostituídas como como veem na pornografia adulta, e os aliciadores usam pornografia adulta para instruir as crianças prostituídas.
–As crianças imitam com outras crianças o comportamento que veem na pornografia adulta.
–O vício à pornografia de adultos destrói casamentos, e os filhos nos lares com um só progenitor correm mais risco de sofrer exploração sexual.


Preparação


O autor do informe, Robert Peters, presidente de "Morality in Media", explica que há duas décadas, em sua pesquisa sobre casos judiciais, esbarrou com múltiplos exemplos de situações que implicam exploração sexual de crianças em que o acusado adulto havia mostrado ou dado pornografia de adultos à vítima menor como parte do processo de preparação.


Muitos debates têm-se centrado no tema de se a pornografia de adultos causa crimes sexuais, observa. Ainda que este assunto da causa direta ainda esteja em debate, Peters comenta que, segundo sua experiência, a utilização de pornografia de adultos por parte de depravadores para despertar e desensibilizar suas vítimas menores é de verdade uma forma como a pornografia de adultos contribui para causar dano.


Isso é mais que uma simples opinião pessoal. Um dos apêndices do informe contém mais de 100 páginas de recortes de notícias e casos judiciais que fazem referência a como os delinquentes mostraram ou deram pornografia a uma criança ou a forçaram a olhá-la.


O informe continua explicando que as pessoas que são viciadas em pornografia requerem classes mais explícitas e anômalas de material sexual conforme avança o tempo, de forma parecida a quem sofre de vício de drogas. Assim, com o tempo, há uma necessidade crescente de mais estímulo para alcançar o mesmo efeito inicial.


Peters também observa que há uma tendência cada vez maior a reproduzir sexualmente os comportamentos vistos na pornografia. Desta forma, os consumidores de pornografia não são meros consumidores passivos, mas tendem a levar à prática os comportamentos que veem.


Ameaça da mídia


Quanto às crianças, o informe explica que se uma criança entrasse em uma livraria adulta, ser-lhe-ia solicitado que saísse, posto que vai contra a lei de vender pornografia às crianças no mundo real.


Pelo contrário, se essa mesma criança está a ponto de entrar na maioria das páginas web comerciais que distribuem pornografia adulta, é possível que veja pornografia adulta gratuitamente e sem restrições. Supostamente, quando se trata de internet, os tribunais pensam que a utilização por parte dos pais de filtros é uma solução adequada para o problema, comenta o informe.


Os pais têm um papel primordial na hora de proteger as crianças do conteúdo danoso da internet, admite Peters. No entanto, a maioria das crianças pode ter acesso à internet fora de casa ou por meio de dispositivos móveis. Tudo que se necessita é que uma criança em um grupo de amigos tenha acesso sem restrições à internet para que todos tenham acesso, destaca o informe.


Peters também afirmava que em seus muitos anos de experiência um número significativo de aliciadores utiliza a pornografia não apenas para despertar e instruir suas vítimas, mas também para exercitar a si mesmos.


Uma das conclusões do informe é o pedido de que as Igrejas e outras instituições religiosas façam mais frente ao problema da pornografia de adultos.


Também os meios de comunicação e de entretenimento poderiam ajudar a apresentar a produção e o consumo de pornografia adulta como um problema real, em vez de uma questão sem nenhuma significação moral ou social.


Vida familiar


A observação do informe de que a pornografia fere a vida familiar e as crianças não é uma opinião ilhada. Da Austrália, o Sydney Morning Herald, em um artigo de 5 de março, falava do cenário de um marido viciado no pornô. O “catastrófico desajuste emocional que sofre” por este vício é um fato comum.


No ano passado, o telefone da assessoria Mensline Australia teve crescimento de 34% no volume de chamadas de homens que sentiam que a pornografia era um problema em sua relação, comentava o artigo.


A possibilidade de aceder à pornografia através de computadores e telefones tirou, por assim dizer, a barreira de entrada, quer dizer, a vergonha de visitar um sex shop para comprar uma revista ou um vídeo.


O artigo observava que também é um problema grave para as mulheres. “Há uma boa proporção de mulheres que vê o uso do pornô por seu parceiro como uma infidelidade”, afirmava o sociólogo Michael Flood. "Inclusive quando ele é honesto sobre isso, algumas mulheres consideram o uso do pornô como uma espécie de adultério”.


O nexo entre a multimilionária indústria do pornô e o apetite sexual converteu-se em algo como a relação entre as refeições extragrandes e a obesidade, sustentava a feminista Naomi Wolf em um artigo publicado a 4 de abril no Times.


“A onipresença das imagens sexuais não libera o poder de Eros, mas o diluem”, afirmava.


Um artigo publicado no jornal canadense Ottawa Citizen a 29 de maio dava mais evidências sobre as implicações disso para as crianças. Richard Poulin, professor de sociologia na Universidade de Ottawa, participou de uma conferência em Montreal intitulada: “Jovens, mídia e sexualidade”.


Ele observava que as agressões sexuais são cometidas agora por jovens. Ademais, uma pesquisa realizada entre estudantes da Universidade de Ottawa manifestou que a média de idade em que viram pela primeira vez pornografia era de 13 anos. Entre aqueles cujos pais tinham a pornografia em casa, a idade era menor, entre 10 e 11 anos.


Poulin também citava uma pesquisa que mostrava que um em cada cinco homens entre 22 e 23 anos admitia sentir-se atraído por meninas de 13 anos. “Esta não é uma tendência trivial”, indicava.


Ambiente sadio


Bento XVI abordava o tema da pornografia em seu discurso de 16 de abril de 2008 aos bispos norte-americanos, durante a visita aos EUA.


“As crianças têm direito a crescer com uma sadia compreensão da sexualidade e de seu justo papel nas relações humanas”, recomendava. “A elas se deveriam evitar as manifestações degradantes e a vulgar manipulação da sexualidade hoje tão preponderantes”.


As crianças têm o direito de ser educadas nos autênticos valores morais baseados na dignidade da pessoa humana, continuava o pontífice.


“Que significa falar da proteção das crianças quando em tantas casas se pode ver hoje pornografia e violência através dos meios de comunicação amplamente disponíveis?”, perguntava.


Ao tratar este problema, o Papa falava da necessidade urgente de determinar os valores que guiam a sociedade de hoje. Se de verdade quisermos cuidar dos jovens, todos temos de reconhecer nossa responsabilidade de promover e viver os valores morais autênticos, que permitam prosperar a todos, concluía.


Uma recordação oportuna do perigo de fechar os olhos ante um problema que se ignora com muita frequência.Comissao Defesa VidaPastoral FamiliarArquidiocese Londrina

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

SÃO SIMÃO

SÃO SIMÃO


Simão é, talvez, o mais desconhecido dos apóstolos. Aliás, na Bíblia mesmo, recebeu apelidos para ser diferenciado de Simão Pedro. Ele é chamado de Simão, "o cananeu", pelos apóstolos Mateus e Marcos.


Alguns estudiosos cristãos entendem que este "cananeu" pode ser uma referência a Canaã, a terra de Israel. Mas quando Lucas, no seu Evangelho, o chama de "o zelote", parece querer indicar que Simão pertencera ao partido judeu radical que tinha o mesmo nome. Os radicais zelotes pregavam a luta armada contra os dominadores. Como se vê, Jesus queria, mesmo, um colegiado de doze apóstolos que representassem todas as correntes políticas e religiosas da época.


Sabe-se que Simão, como todos os outros apóstolos dos primeiros tempos do cristianismo, depois do Pentecostes percorreu caminhos pregando o Evangelho sem nada levar consigo. Operou muitos milagres, curou enfermos, limpou leprosos e expulsou espíritos maus. Conta uma antiga tradição que Simão encontrou-se com o apostolo Judas Tadeu na Pérsia e, desde então, viajaram juntos. Percorreram as doze províncias do Império Persa, deixando o conhecimento histórico e religioso como foi encontrado num antigo livro da época chamado "Atos de Simão e Judas", de autor desconhecido.


Nele consta que, no dia 28 de outubro do ano 70, houve o assassinato dos dois apóstolos a mando dos sacerdotes pagãos, preocupados com a eloqüência das pregações que convertiam multidões inteiras. Outras fontes falam da pregação de Simão também no Egito, Líbia e Mauritânia. Segundo Eusébio, idôneo e célebre historiador, Simão teria sido o sucessor de Tiago na cátedra de Jerusalém, nos anos da trágica destruição da cidade santa.


Conforme um antigo registro atribuído ao famoso historiador Egesipo, Simão teria sido martirizado no ano 107, durante o governo do imperador Trajano, com cento e vinte anos de idade.


Fonte: Paulinas On-line

Recebido pelo grupo Mensagem Cristã: mailto:msg_crist%40hotmail.com

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A VIRTUDE DA CASTIDADE

A VIRTUDE DA CASTIDADE

CASTIDADE


Do latim “castitas”, de “castus”, originariamente termo da linguagem religiosa que significava: conforme aos ritos; posterior­mente foi tomado como particípio do verbo “careo” = carecer e passou a significar tam­bém: isento de, puro.


É uma virtude moral que preserva o homem de qualquer complacência indevida com a satisfação sexual.


É a expressão de uma plena vitória da vontade sobre o instinto.

É uma nota inconfundível das almas nobres e fortes.

O homem casto não é apenas aquele que não tem uma vida desregrada, mas é o que exerce pleno controle não só sobre seus atos e palavras, mas também sobre seus impulsos íntimos e seus desejos.


As reações do animal obedecem, de modo exclusivo e ine­lutável, aos estímulos dos instintos de conser­vação e reprodução. Mas nele esses instintos têm uma regulação automática e um equilíbrio natural. No homem, esse equilíbrio é exercido pela razão consciente e voluntária. E nisso re­side a nobreza do ser humano. O devasso acaba se assemelhando ao animal, escravo dos próprios instintos. O casto controla os seus ins­tintos, segundo as finalidades superiores da razão: não vive para comer, mas come para viver; não vive para o sexo, mas submete a atividade sexual à sua função imanente de transmitir o dom da vida e de permitir entre os esposos a realização da plenitude de amor humano.
A castidade é o resultado de uma autodisciplina, permanentemente exercida so­bre os pensamentos, os desejos, os sentidos num ideal de nobre austeridade voluntaria­mente aceito. A impostura dos devassos con­siste em se apresentarem como corajosos, li­bertos de todos os tabus. Na realidade, são covardes que abdicaram da luta interior e se tornaram escravos de suas paixões, porque, de fato, só os castos são fortes.


Fonte: Pe. Fernando Bastos de Ávila, S.J. - Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo, MEC - Ministério da Educação e Cultura, FENAME - Fundação Nacional do Material Escolar, 2a edição, 1975, verbete Castidade, página. 116.
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Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).

Para citar este artigo:

SJ, Pe Fernando Bastos de Ávila. Apostolado Veritatis Splendor: A VIRTUDE DA CASTIDADE. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5558/a-virtude-da-castidade

só a Igreja pode interpretar autenticamente a Bíblia



VATICANO, 26 Out. 09 (ACI) .- Ao receber aos membros do Pontifício Instituto Bíblico, com motivo do centenário de sua fundação, o Papa Bento XVI recordou que "à Igreja está confiada a tarefa de interpretar autenticamente a palavra de Deus" e pediu que "a Sagrada Escritura seja neste mundo secularizado não só a alma da teologia, mas também a fonte da espiritualidade e do vigor da fé de todos os crentes de Cristo".


O Santo Padre saudou o Cardeal Zenon Grocholewski, Prefeito da Congregação para a Educação Católica, e manifestou sua gratidão ao Padre Adolfo Nicolás Pachón, superior geral da Companhia do Jesus "que, com notável esforço desdobra investimentos financeiros e recursos humanos na gestão da Faculdade de Antigo Oriente, da Faculdade Bíblica de Roma e da sede do Instituto em Jerusalém". Também fez extensiva sua saudação ao reitor, professores e alunos do Instituto Bíblico.


Referindo-se ao centenário da fundação do Instituto por vontade do Papa Pio X, o Pontífice explicou que a data "constitui um ponto de chegada e ao mesmo tempo um ponto de partida. Enriquecidos com a experiência do passado, prossigam seu caminho com uma entrega renovada, conscientes do serviço que lhes pede a Igreja: aproximar a Bíblia à vida do Povo de Deus para que confronte adequadamente as provocações que os tempos modernos expõem à nova evangelização"."O desejo comum é que a Sagrada Escritura seja neste mundo secularizado não só a alma da teologia, mas também a fonte da espiritualidade e do vigor da fé de todos os fiéis de Cristo", indicou.


Bento XVI recordou que a constituição dogmática "Dei Verbum", do Concílio Vaticano II sublinhou no estudo bíblico "a legitimidade e a necessidade do método histórico crítico e de seus três elementos essenciais: a atenção ao gênero literário, o estudo do contexto histórico e o exame do que se costuma chamar Sitz im Lebem (a situação vital n.d.r.), (...) acrescentando outra indicação metodológica: Já que a Escritura é uma só coisa a partir do único povo de Deus, que foi seu portador através da história"."Portanto, ler a Escritura como uma unidade significa lê-la a partir da Igreja como seu lugar vital e considerar a fé da Igreja como a verdadeira chave de interpretação", explicou."


Se a exegese quiser também ser teologia deve reconhecer que a fé da Igreja é essa forma de sim-patia sem a qual a Bíblia é um livro fechado; a Tradição não fecha o acesso à Escritura, ao contrário a abre. Por outra parte, é a Igreja, com seus organismos institucionais, a que tem a palavra decisiva na interpretação da Escritura. À Igreja, efetivamente, está confiada a tarefa de interpretar autenticamente a palavra de Deus, escrita e transmitida, exercendo sua autoridade em nome de Jesus Cristo", concluiu.


Fonte: ACI

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Calendário espanhol retrata santos como transexuais


Total falta de respeito com a crença e valores alheios.


19/10/2009 - 14h46
Calendário espanhol retrata santos como transexuais

Associações espanholas de defesa dos direitos dos homossexuais lançaram um calendário com imagens baseadas em conhecidas obras de arte sacra, especialmente aparições da Virgem Maria, mas interpretadas por transexuais.
Mês de dezembro

No chamado Calendário Laico, cada mês está representado por uma livre interpretação de cenas famosas do imaginário católico, como a de Nossa Senhora de Fátima diante dos três pastores. Mas redecorada com a estética gay. As imagens mostram santas em versões drag queen, usando mantos, coroas, colares, braceletes, tendo preservativos coloridos como aplique e até vibradores no alto das coroas. Depois do sucesso de uma experiência-piloto - com 500 cópias esgotadas na parada do orgulho gay, em junho -, o calendário laico começa a circular em Madri nesta semana com tiragem de 10 mil exemplares.
Para o Coletivo de Gays, Lésbicas, Transexuais e Bissexuais de Madri (Cogam), autores do polêmico calendário, a publicação tem como objetivo reivindicar que, em um país laico, os feriados santos sejam substituídos por eventos sociais. O grupo sugere, por exemplo, que 25 de dezembro seja declarado oficialmente o dia da democracia em lugar do Natal. "E porque não?", questionou o presidente do Cogam, Miguel Ángel González, em entrevista à BBC Brasil. "Talvez muita gente prefira comemorar coisas com as que se sente mais identificada, como o dia do meio ambiente ou dia da diversidade."
Mês de junho


'Provocação' O calendário deve ser interpretado como provocação ao clero, em um país onde a Igreja, influente, difunde doutrinas contrárias ao homossexualismo e ao uso de preservativos. "Pode ser que alguém se chateie. Esperamos que nenhum fiel se sinta ofendido, porque não era a intenção, nem vemos nada de vulgar nas fotos", afirma o ativista. "Mas também não é uma provocação a onipresença da igreja e a negação da homossexualidade por parte do clero, fazendo uso dos seus ícones? A arte está para isso: para romper os esquemas." Alguns fiéis já se sentem ofendidos. O grupo católico Religião e Liberdade, fervente, disse à BBC Brasil que o calendário é uma "ofensa clara e inconstitucional". Citando o Código Penal, o vice-presidente da associação, Raúl Mayoral, alega que a publicação vulnera o artigo que prevê penas de oito a doze meses de prisão para quem ofenda os sentimentos dos membros de uma confissão religiosa.

Para os representantes da Plataforma Hazte oír (Faz-te ouvir), uma das organizadoras dos protestos nas ruas de Madri contra o aborto e contra o casamento entre gays, o calendário laico ataca os ícones e valores católicos, mas não surpreende. "Estamos fartos de ver estes tipos de agressões. Essa inquisição rosa é constante porque os homossexuais espanhóis aproveitam qualquer oportunidade para soltar qualquer barbaridade em nome da liberdade de expressão", disse à BBC Brasil Nicolás Susena, coordenador da plataforma. "Depois de ver cartazes na parada do orgulho gay com fotos do Papa Bento 16 e a frase 'cuidado com o pastor alemão' o que vamos esperar desta gente? É revoltante e me dá vergonha de ser espanhol numa sociedade deste nível."



Fonte: Uol Notícias



O grupo "America Needs Fátima" (América precisa de Fátima) está mandando e-mails de protesto diretamente ao Ministro da Justiça da Espanha contra esse calendário e pedindo que ele tome providências.

Convido-o a participar desse protesto, apesar do site ser em Inglês, é só colocar seu nome (first é o primeiro e last é o ultimo), endereço de e-mail, copiar as letras do código de segurança (security code) e clicar em "submit" que o e-mail já está pronto.


Além de mandar esse e-mail, convido-o a agir conforme Nossa Senhora pediu em Fátima, rezar o terço/rosário diariamente pedindo pela conversão de todos os pecadores.