Grupos do Google
Receba em seu e-mail as postagens Católicos Somos
E-mail:

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Filme revela estratégia usada no negócio do aborto

WASHINGTON DC, 22 Fev. 10 (ACI) .- Sob o título de Blood Money (Dinheiro Sangrento), o diretor David K. Kyle mostra a estratégia usada pelos abortistas, como a fundação americana Planned Parenthood Federation, para promover esta prática apesar de significar a morte de seres inocentes.
"A meta era de três a cinco abortos por cada jovem entre os 13 e 15 anos", relata no filme uma pessoa que foi membro da Planned Parenthood Federation, quem explica que "tínhamos um plano completo para promover o aborto e o que denominamos 'educação sexual'".
"O plano consistia em romper com a inocência natural dos jovens, separá-los dos seus pais e seus valores e convertê-los em experts em sexo em suas próprias vidas para que viessem até nós, onde daríamos pílulas anticoncepcionais de baixa dose para que as garotas ficassem grávidas ou camisinhas defeituosas", acrescenta.
O diretor do filme assinala que o aborto é um negócio apesar das trágicas conseqüências para a mulher. "Deve-se conseguir que aflore a verdade para salvar aos não nascidos", afirma.
O filme trata desde a despenalização do aborto nos Estados Unidos, com o caso Roe vs Wade, assim como a certeza científica de que a vida começa na concepção. O objeto é compreender melhor esta crua realidade que leva cada ano a que diariamente, mais de três mil mulheres americanas abortem.
O filme, que está em etapa de pós-produção, inclui entrevistas a líderes pró-vida e testemunhos de mulheres que abortaram alguma vez em sua vida.
Fonte: ACI Digital

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A nova década de um mundo envelhecido

A nova década de um mundo envelhecido
População mundial: do auge ao fracasso


Por Pe. John Flynn, L.C.


ROMA, terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).– As Nações Unidas acabaram de publicar um relatório chamando atenção sobre o rápido envelhecimento da população mundial. Pouco depois do começo do ano, o Departamento de Assuntos Econômicos publicava seu relatório “Envelhecimento da População Mundial 2009”.

Entre os principais resultados do relatório estavam os seguintes pontos:

- O envelhecimento atual não tem comparativos com a história. É esperado que, para o ano de 2045, o número de pessoas com mais de 60 anos supere o número de menores de 15. Nas regiões mais desenvolvidas, onde se tem avançado o envelhecimento, essa situação já aconteceu em 1998.

- A idade média atual do mundo é de 28 anos, com a metade da população mundial acima dessa idade e outra metade abaixo. Na metade do século a idade média chegará provavelmente aos 38 anos.

- O envelhecimento está afetando quase todos os países do mundo, devido à diminuição de fertilidade que tem se tornado quase universal.

- O envelhecimento terá uma forte impacto no desenvolvimento econômico, investimentos, mercados trabalhistas e fiscais.

- Dado que a taxa de fertilidade é pouco provável que suba novamente para os níveis elevados do passado, o envelhecimento é irreversível e as populações jovens, algo até recentemente comum, serão mais raras no século XXI.

- No âmbito mundial, existe atualmente cerca de 9 pessoas na idade de trabalho que sustentam cada pessoa idosa. Em 2050, cairá para 4, com consequências graves para o sistema de pensões. Além disso, a atual crise econômica trará um grave declínio do valor dos fundos de pensão.

Mais relatórios

Outros relatórios recentes da ONU examinam em maior profundidade os problemas demográficos de cada país. Um estudo do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP), nomeado “Rússia frente aos Desafios Demográficos”, previu que a população vai continuar a diminuir, informou em 4 de outubro Associated Press.

Segundo a UNDP, a população da Rússia baixou 6,6 milhões desde 1993, apesar do afluxo de milhões de imigrantes. O relatório advertiu que em 2025 o país poderia perder outros 11 milhões de pessoas.

As consequências de tal redução serão, segundo a UNDP, o corte de mão de obra, o envelhecimento da população e o menor crescimento econômico. Em 2007 a Russía era o nono país do mundo em população. Em 2050, as Nações Unidas estimam que a Rússia irá ocupar o posto de décimo quinto na lista, com uma população menor do que o Vietnã.

A Rússia necessita reduzir seu alto índice de abortos para contrapor a tendência de diminuição da população, advertia a ministra da Saúde do país, Tatyana Golikova, informou em 18 de janeiro France Presse.

Golikova declarou que em 2008 houve 1.714.000 nascimentos na Rússia e 1.234.000 abortos.

Em sua análise de 20 de janeiro às declarações de Golikova, o centro de geopolítica Strarfor observava que, ainda que a ministra anuncie que em 2009 houve um ligeiro aumento da população da Rússia entre 15 a 25 mil habitantes, isso se deve a causas extraordinárias.

O aumento se deve, em parte, aos incentivos do governo para que os russos voltem a seu país desde as antigas repúblicas soviéticas. Depois de vários anos desse fluxo migratório, o número de russos que querem voltar diminuiu com rapidez.

Outra causa do ligeiro aumento da população é que o grupo de idade entre 20 e 29 anos soma cerca de 17% da população e se demonstra bastante fértil. A geração nascida antes dessa, no entanto, foi muito menos.

Falta de meninas

Ainda que o Vietnã esteja a ponto de superar a Rússia, o excesso de abortos naquele país está causando graves problemas, segundo o relatório de agosto de 2009 publicado pelo Fundo de População das Nações Unidas.

O estudo “Mudanças recentes na proporção entre os sexos nos nascimentos no Vietnã. Uma Revisão de Evidências”, examinava o problema dos abortos seletivos por sexo.

Normalmente a proporção dos sexos ao nascer (definida como o número de meninos nascidos por cada cem meninas), está entre 104-106/100.

Essa proporção, explicava o informe, é, em circunstâncias normais, bastante estável ao longo do tempo, em regiões geográficas, continentes, países e raças.

Os estudos sobre a porcentagem de sexos revelaram uma mudança inesperada, que começou nos anos oitenta em alguns países asiáticos, comentava a agência das Nações Unidas. “Junto ao declínio de fertilidade, essa tendência está se estendendo por países com grandes populações da Ásia, ameaçando assim a estabilidade demográfica mundial”, continuava o relatório.

No Vietnã, a proporção entre os sexos ao nascer para o ano de 2006 foi de 110/100 crianças do sexo masculino. Segundo o relatório, a mudança na proporção começou faz cerca de uma década e atualmente está aumentando em quase um ponto por ano. Nesse ritmo atual de mudança, a proporção pode superar a marca de 115 em alguns anos, estabelecia o relatório.

Se essa tendência não se inverter, o Fundo de População adverte que em 2025 o Vietnã terá um excesso significativo de população masculina. Isso terá muitas consequências negativas para o país e afetará especialmente a população adulta jovem no momento de se casar.

O fenômeno de “falta de meninas” é bem conhecido na China. Um relatório recente confirmava a prática de abortos seletivos por sexo. A Academia Chinesa de Ciências Sociais afirmou que haverá mais de 24 milhões de homens que não poderão encontrar uma esposa no final dessa década, informou em 12 de janeiro o jornal Times.

A reportagem culpava por esse desequilíbrio a política da chinesa de ter somente um filho.

“O problema é mais grave nas zonas rurais, devido à falta de um sistema de segurança social”, indicava a reportagem. “Os camponeses idosos têm de se confiar na sua descendência”, observava.

Segundo o artigo do Times, um especialista chinês afirma que em 2006 a proporção de sexo havia aumentado para 120/100.

Declínio

No país vizinho, Japão, a população segue diminuindo. Um editorial publicado em 15 de janeiro no jornal Japan Times indicava que as estimativas do ministério de Saúde, Trabalho e Bem Estar da nação calculam que em 2009 a população diminuirá em 75 mil pessoas, que é 1,46 vezes o declínio de 2008.

Segundo o editorial, o Instituto Nacional de Investigação de População e Segurança Social estima que a população do Japão cairá dos 100 milhões em 2046 para 90 milhões em 2055. A população atual se estima em cerca de 128 milhões.

Enquanto surgem cada vez mais elementos de preocupação por envelhecimento de população do mundo e a diminuição dos índices de fertilidade, o governo dos Estados Unidos está no meio de uma dramático aumento de seu apoio à anticoncepção e ao aborto por todo o mundo.

A 8 de janeiro, a secretária de Estado, Hillary Clinton, discursou com ocasião do décimo quinto aniversário da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento que teve lugar em 1994 no Cairo, Egito.

Em sua intervenção, celebrava uma das primeiras atuações do presidente Barack Obama em seu cargo, que foi suspender as restrições de financiamento do governo federal às organizações que financiam o aborto nos países em desenvolvimento.

Também observava que os Estados Unidos renovaram seu financiamento ao Fundo de População das Nações Unidas e que o Congresso destinou 648 milhões de dólares em ajuda ao exterior para programas de planejamento familiar e saúde reprodutiva.

Prometeu ainda mais ajudas no futuro para levar ofertas de anticoncepcionais a todas as mulheres de cada nação. E também destacou o trabalho que o governo dos Estados Unidos está conduzindo junto à International Planned Parenthood Federation, conhecida por realizar milhões de abortos por ano.

O entusiasmo atual por fazer todo o possível para baixar a fertilidade está movido claramente por motivos ideológicos que não param para considerar as consequências econômicas de políticas que conduzem a um rápido declínio de fertilidade em um curto período de tempo.
Fonte: Zenit.org

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Quaresma e Abstinência de carne

Estamos num tempo forte para nossa religião: a Quaresma, que começou na última quarta feira e vai até o domingo de ramos.
A Quaresma para nós católicos é um momento de sacrifícios, de renúncias, sempre lembrando do trio: oração + jejum + caridade.
Durante a quaresma os católicos não comem carne às quartas e sextas feiras, e para muitos (inclusive recebi perguntas de dois leitores), fica ainda a dúvida sobre o que pode comer e o que não pode.
Segue então um resumo: quando se fala em abstinência de carne, não comemos carne de mamíferos (boi, porco, etc) e nem de aves (frango, pato, etc). É liberada a carne de peixes, bem como os derivados de animais (ovos, leite).

Para entendermos de onde vem isso, segue uma explicação do Veritatis.
Um grande abraço, desejando a todos os leitores uma santa quaresma, e que todos se preparem adequadamente para a Páscoa do Senhor!

A LEI DA ABSTINÊNCIA
Por Jimmy Akin

(....) O Código de Direito Canônico estabelece que "aqueles que completaram 14 anos de idade" (isto é, aqueles que já estão em seu 14º ano de vida) estão obrigados à abstinência (cânon 1251); porém, o Código não oferece uma explicação da abstinência em si. Esta explicação encontra-se, no entanto, em uma Constituição Apostólica de 1966, do Papa Paulo VI, chamada "Paenitemini" (pronuncia-se "pe-ni-te-mi-nee" em português). Eis uma tradução portuguesa da norma relevante:

"A lei da abstinência proíbe o uso de carne, mas não de ovos, derivados de leite ou condimentos feitos de gordura animal" (3,1).
O problema é que esta explicação - pelo menos na sua tradução em português - não é tão clara quanto deveria ser. Ela não menciona, por exemplo, que a lei da abstinência faz exceção ao peixe e outros frutos do mar e que isto é universalmente aceito como exceção. A razão da exceção não ser mencionada aqui é porque ela é implícita ao texto original em latim, onde se lê:

"Abstinentiae lex vetat carne vesei, non autem ovis, lacticiniis et quibuslibet condimentis etiam ex adipe animalium" (3,1).
A palavra "carne" no original latino é "carnis" (aqui declinado no ablativo como "carne"), a qual não corresponde exatamente ao significado da palavra "carne" em português. No português contemporâneo, "carne" tende a significar a carne de qualquer animal, seja ele mamífero, ave, peixe ou o que quer que seja. Mas da forma como é usada aqui, "carnis" se refere tão somente à carne de mamíferos e aves; não inclui a carne do peixe (ou mesmo de répteis, anfíbios e insetos). (...)"
Para ler o artigo todo, vá em http://www.veritatis.com.br/article/5761.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Quaresma é caminho de conversão a Cristo, diz o Papa Bento XVI


VATICANO, 17 Fev. 10 (ACI) .
Na Audiência Geral desta quarta-feira na Sala Paulo VI, o Papa Bento XVI assinalou que "iniciamos hoje, a Quarta-feira de Cinzas, o caminho quaresmal, que dura quarenta dias e que nos conduz à alegria da Páscoa do Senhor" e explicou que este tempo é um especial caminho de conversão a Cristo que "é o caminho pelo qual todos estamos chamados a caminhar na vida".
Recordando a fórmula "Converte e crê no Evangelho" da imposição das cinzas, o Santo Padre afirmou que "converter-se significa mudar a direção no caminho da vida. É ir contracorrente, onde a 'corrente' é o estilo de vida superficial, incoerente e ilusória, que freqüentemente nos arrasta, nos domina e nos faz escravos do mal ou prisioneiros da mediocridade moral".
Entretanto, prosseguiu, "com a conversão se tende à medida mais alta da vida cristã, confia-se no Evangelho vivo e pessoal, que é Jesus Cristo. Sua pessoa é a meta final e o sentido profundo da conversão, é o caminho pelo qual todos estamos chamados a caminhar na vida, deixando-nos iluminar por sua luz e sustentar por sua força que move nossos passos".
"O 'Converte e crê no Evangelho' não está apenas no início da vida cristã, mas acompanha todos seus passos, renova-se e difunde em todas suas expressões. Cada dia é momento favorável e de graça, também quando não faltam as dificuldades e a fatigas, as quedas, quando temos a tentação de abandonar o caminho do seguimento de Cristo e de nos fecharmos em nós mesmos, em nosso egoísmo, sem dar-nos conta da necessidade que temos de abrir-nos ao amor de Deus em Cristo, para viver a mesma lógica de justiça e de amor".
Bento XVI sublinhou que "frente ao medo inato do fim, e sobre tudo no contexto de uma cultura que tende em tantos modos a censurar a realidade e a experiência humana da morte, a liturgia quaresmal nos recorda, por um lado, a morte, convidando-nos ao realismo e à sabedoria, mas por outro lado, impulsiona-nos sobre tudo a acolher e a viver a novidade inesperada que a fé cristã revela na realidade da mesma morte".
"O ser humano é pó e ao pó voltará, mas é pó precioso aos olhos de Deus, porque Ele criou ao homem destinando-o à imortalidade. Também o Senhor Jesus quis compartilhar livremente com cada homem a fragilidade, em particular através de sua morte na cruz; mas precisamente esta morte, cheia de seu amor pelo Pai e pela humanidade, foi a via para a ressurreição gloriosa, por meio da qual Cristo se converteu em fonte de uma graça dada a quantos acreditam nele e participam de sua mesma vida divina".
O Papa ressaltou que a imposição das cinzas "é um convite a percorrer o tempo de Quaresma como uma imersão mais consciente e mais intensa no mistério pascal de Jesus, em sua morte e ressurreição, mediante a participação na Eucaristia e na vida de caridade, que nasce da Eucaristia e na qual encontra seu cumprimento".
"Com a imposição da cinza renovamos nosso compromisso de seguir a Jesus, deixando-nos transformar por seu mistério pascal, para vencer o mal e fazer o bem, para fazer morrer a nosso 'homem velho' ligado ao pecado e fazer nascer o 'homem novo' transformado pela graça de Deus", concluiu.
Fonte: ACI Digital

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Programa Nacional de Direitos Humanos

“Sereis como deuses...”(a promessa do Presidente Lula no seu Programa Nacional de Direitos Humanos)

Adão e Eva podiam comer de todas as árvores do jardim. A única proibição era que eles decidissem por si mesmos o que é bem e o que é mal (Gn 2,16-17).
A serpente enganou o primeiro casal dizendo que a felicidade deles estaria em desobedecer a Deus. Comendo do fruto proibido, eles estariam agindo “como deuses, versados no bem e no mal” (Gn 3,5). Ser livre para satisfazer os próprios caprichos, sem se importar com as leis que o Criador inscreveu na natureza: eis a libertação do homem!
Todos nós conhecemos as tristes consequências dessa rebelião contra Deus, dessa reivindicação de uma falsa autonomia diante do Criador.

* * *

No dia 21 de dezembro de 2009, às vésperas da Solenidade do Natal do Senhor, o presidente Lula presenteou os brasileiros com o Decreto 7037/2009[1], que aprovou o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Ao povo foi oferecido o direito de agir ignorando a Deus e não se importando com as leis naturais.
*

“Não matarás” (Ex 20,13)

Segundo Lula, seremos felizes não se respeitarmos a vida, mas se tivermos o direito de matar. Por isso o governo pretende “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos” (Eixo orientador IV, diretriz 9, objetivo estratégico III ação programática g).
Usando a inverdade de que existem casos em que o aborto é “legal” no Brasil, o Estado já vem financiando sua prática em nossos hospitais. É desejo do governo “implementar mecanismos de monitoramento dos serviços de atendimento ao aborto legalmente autorizado (sic), garantindo seu cumprimento e facilidade de acesso” (Eixo Orientador IV, diretriz 17, objetivo estratégico II, ação programática g).
*
“Homem e mulher os criou” (Gn 1,27)

Segundo Lula, a complementaridade natural dos sexos não precisa ser respeitada. Essa lei, segundo a qual somente um homem e uma mulher podem casar-se entre si, é apelidada de “heteronormatividade”. O governo se propõe “desconstruir” essa regra, reconhecendo novas formas de família. Pretende “reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares (sic) constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade (sic)” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ação programática d). Pretende ainda “apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo” e “promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos” (Idem, ações programáticas b, c).
Tão grande é a autonomia proposta pelo governo, que ninguém deve ser obrigado sequer a aceitar o próprio sexo. Quem estiver insatisfeito, pode ir ao SUS a fim de fazer uma cirurgia “transexualizadora”. O decreto promete “garantir o acompanhamento multiprofissional a pessoas transexuais que fazem parte do processo transexualizador no Sistema Único de Saúde e de suas famílias” (Eixo orientador III, diretriz 7, objetivo estratégico IV, ação programática p).
*
“Não cometerás adultério” (Ex 20,14)

Em matéria sexual, o governo oferece a felicidade através da liberdade. Todos devem ter direito à “livre orientação sexual” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V). Não deve haver liberdade, porém, para se opor ao homossexualismo. Essa conduta, apelidada de “homofobia”, deve ser combatida pelo Estado. Para isso, o governo pretende “fomentar a criação de redes de proteção dos Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), principalmente a partir do apoio à implementação de Centros de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia (sic) e de núcleos de pesquisa e promoção da cidadania daquele segmento em universidades públicas” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ação programática g).
A prostituição não deve ser combatida, mas reconhecida como uma profissão. Segundo o governo, é preciso “garantir os direitos trabalhistas e previdenciários de profissionais do sexo por meio da regulamentação de sua profissão” (Eixo Orientador III, diretriz 7, objetivo estratégico VI, ação programática n). Pretende-se ainda quebrar a imagem negativa das mulheres prostitutas: “realizar campanhas e ações educativas para desconstruir os estereótipos relativos às profissionais do sexo” (Eixo orientador III, diretriz 9, objetivo estratégico III, ação programática h).
*
“Não roubarás” (Ex 20,15)

Um dos grandes entraves do governo petista em seu apoio às invasões de terra é a ação de reintegração de posse. Por esse meio processual, o proprietário tem restituído o direito à posse de que havia sido privado pelo invasor. O decreto do presidente Lula dá a entender que se pretende dificultar o cumprimento dessas ordens judiciais: “propor projeto de lei voltado a regulamentar o cumprimento de mandados de reintegração de posse ou correlatos, garantindo a observância do respeito aos Direitos Humanos” (Eixo orientador IV, diretriz 17, objetivo estratégico VI, ação programática b). De fato, se invadir propriedade privada é um direito humano, é lógico que o governo queira mudar a lei para garantir o exercício desse direito.
*
“Amarás o Senhor teu Deus” (Dt 6,4)

Se, conforme pensa o governo, Deus é inimigo do homem por cercear sua liberdade, é necessário expulsar a Deus. Por isso o decreto prevê “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico VI ,ação programática c). A preocupação de Lula é compreensível: a presença de um crucifixo nos prédios dos Ministérios, do Congresso Nacional e dos Tribunais é incômoda para os que pretendem condenar inocentes à morte.

* * *

Como ocorreu no jardim do Éden, as promessas de Lula são ilusórias. O convite à liberdade esconde uma dura escravidão.

Se, por exemplo, são direitos humanos o aborto, o homossexualismo e a prostituição, o governo pretende punir os que ousarem falar contra esses “direitos”. O decreto prevê diversas penalidades para os meios de comunicação social que contrariarem sua ideologia: “propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas” (Eixo Orientador V, diretriz 22, objetivo estratégico I, ação programática a).

Como se vê, estamos às portas de uma ditadura.
Quem assinou o decreto?

O decreto 7037/2009 traz a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus ministros. Entre eles figura Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência da República. Conclusão de tudo isso: um cristão não pode votar no Partido dos Trabalhadores.

Anápolis, 11 de fevereiro de 2010
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

[1] Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7037.htm. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União em 22/12/2009.-- Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900Caixa Postal 45675024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nossa Senhora de Lourdes

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA EM LOURDES


Em 11 de fevereiro de 1858, na vila francesa de Lourdes, às margens do rio Gave, Nossa Mãe, Santa Maria manifestou de maneira direta e próxima seu profundo amor para conosco, aparecendo-se a uma menina de 14 anos, chamada Bernadete (Bernardita) Soubirous [1]


A história da aparição começa quando Bernadete, que nasceu em 7 de janeiro de 1844, saiu, junto com duas amigas, em busca de lenha na Pedra de Masabielle. Para isso, tinha que atravessar um pequeno rio, mas como Bernadete sofria de asma, não podia entrar na água fria, e as águas daquele riacho estavam muitas geladas. Por isso ela ficou de um lado do rio, enquanto as duas companheiras iam buscar a lenha.


Foi nesse momento, que Bernadete experimenta o encontro com Nossa Mãe, experiência que marcaria sua vida, “senti um forte vento que me obrigou a levantar a cabeça. Voltei a olhar e vi que os ramos de espinhos que rodeavam a gruta da pedra de Masabielle estavam se mexendo. Nesse momento apareceu na gruta uma belíssima Senhora, tão formosa, que ao vê-la uma vez, dá vontade de morrer, tal o desejo de voltar a vê-la”.“Ela vinha toda vestida de branco, com um cinto azul, um rosário entre seus dedos e uma rosa dourada em cada pé.
Saudou-me inclinando a cabeça. Eu, achando que estava sonhando, esfreguei os olhos; mas levantando a vista vi novamente a bela Senhora que me sorria e me pedia que me aproximasse. Ms eu não me atrevia. Não que tivesse medo, porque quando alguém tem medo foge, e eu teria ficado alí olhando-a toda a vida.
Então tive a idéia de rezar e tirei o rosário. Ajoelhei-me. Vi que a Senhora se persignava ao mesmo tempo em que eu. Enquanto ia passando as contas ela escutava as Ave-marias sem dizer nada, mas passando também por suas mãos as contas do rosário. E quando eu dizia o Glória ao Pai, Ela o dizia também, inclinando um pouco a cabeça. Terminando o rosário, sorriu para mim outra vez e retrocedendo para as sombras da grupa, desapareceu”.
Em poucos dias, a Virgem volta a aparecer a Bernadete na mesma gruta. Entretanto, quando sua mãe soube disso não gostou, porque pensava que sua filha estava inventando histórias –embora a verdade é que Bernadete não dizia mentiras–, ao mesmo tempo alguns pensavam que se tratava de uma alma do purgatório, e Bernadete ficou proibida de voltar à gruta Masabielle.
Apesar da proibição, muitos amigos de Bernadete pediam que voltasse à gruta; com isso, sua mãe disse que se consultasse com seu pai. O senhor Soubiruos, depois de pensar e duvidar, permitiu que ela voltassem em 18 de fevereiro.
Desta vez, Bernadete foi acompanha por várias pessoas, que com terços e água benta esperavam esclarecer e confirmar o narrado. Ao chegar todos os presentes começaram a rezar o rosário; é neste momento que Nossa Mãe aparece pela terceira vez.
Bernadete narra assim a aparição: “Quando estávamos rezando o terceiro mistério, a mesma Senhora vestida de branco fez-se presente como na vez anterior. Eu exclamei: ‘Aí está’. Mas os demais não a viam. Então uma vizinha me deu água benta e eu lancei algumas gotas na visão. A Senhora sorriu e fez o sinal da cruz. Disse-lhe: ‘Se vieres da parte de Deus, aproxima-te’. Ela deu um passo adiante”.
Em seguida, a Virgem disse a Bernadete: “Venha aqui durante quinze dias seguidos”. A menina prometeu que sim e a Senhora expressou-lhe “Eu te prometo que serás muito feliz, não neste mundo, mas no outro”.
Depois deste intenso momento que cobriu a todos os presentes, a notícia das aparições correu por todo o povoado, e muitos iam à gruta crendo no ocorrido embora outros zombassem disso.
Na quarta aparição, no domingo, dia 21 de fevereiro, a Santíssima Virgem lançando um olhar de tristeza sobre a multidão, disse à menina vidente: “É necessário rezar pelos pecadores”.
Em seguida, em 25 de fevereiro, a Santa Mãe disse-lhe: “Vai e toma água da fonte”, a menina pensou que lhe pedia que fosse tomar água do rio Gave, mas a Mãe indicou-lhe que procurasse no chão. Bernadete começou a escavar e a terra se abriu e começou a brotar água. Desde então aquele manancial mina água sem cessar, uma água prodigiosa onde foram alcançadas curas milagrosas de milhares e milhares de doentes. Este manancial produz cem litros de água por dia continuamente desde aquela data até hoje.
No dia seguinte, a Virgem Maria destacou: “É necessário fazer penitência”, então Bernadete começou naquele momento a fazer alguns atos de penitência. A Virgem, disse-lhe também:: “Rogarás pelos pecadores...Beijarás a terra pela conversão dos pecadores”. Como a Visão retrocedia, Bernadete a seguia de joelhos beijando a terra. Mais adiante, em 2 de março, a Virgem diz a Bernadete que diga aos sacerdotes que Ela deseja que se construa ali um templo e que sejam feitas procissões.
Em 25 de março, ao vê-la mais amável do que nunca, Bernadete pergunta várias vezes: Senhora, quer me dizer o seu nome? A Virgem sorri e por fim, com a insistência da menina, eleva suas mãos e seus olhos ao céu e exclama: “Eu sou a Imaculada Conceição”.
Na aparição do dia 5 de abril, a menina permanece em êxtase, sem se queimar com a vela que se consome entre suas mãos.Finalmente, em 6 de Julho, festa da Virgem do Carmo, Nossa Senhora apareceu mais bela e mais sorridente do que nunca e inclinando a cabeça em sinal de despedida, desapareceu. E Bernadete nunca mais voltou a vê-la nesta terra. Até essa data a Virgem apareceu a Bernadete 18 vezes, desde o dia 11 de fevereiro.
Em 1876, foi edificada ali a atual Basílica, um dos lugares de peregrinação do mundo Católico. Bernadete foi canonizada pelo Papa Pio XI em 8 de dezembro de 1933.
Desta maneira, Lourdes tornou-se um dos lugares de maior peregrinação do mundo, milhões de pessoas vão todos os anos e muitos doentes foram curados em suas águas milagrosas.
A festa de Nossa Senhora de Lourdes é celebrada no dia de sua primeira aparição, 11 de fevereiro.
Fonte: ACI Digital[1]
Veja fotos do corpo de Santa Bernadete Soubirous, que permanece incorrupto até os dias de hoje: http://www.paginaoriente.com/santosdaigreja/incorruptos.htm
Recebido por e-mail do Grupo Msg Cristãs:mailto:msg_crist%40hotmail.com

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O CAMINHO DA SANTIDADE

O CAMINHO DA SANTIDADE
Um conto dos padres do deserto diz que certo monge, vendo a morte chegar, pediu aos seus companheiros que lhe trouxessem a chave do céu: queria morrer agarrado a ela.
Um companheiro saiu correndo e lhe trouxe a Bíblia, mas não era isso que o agonizante queria. Outro teve a idéia de trazer a chave do sacrário, também não deu certo. Foi então que alguém que conhecia melhor o doente foi buscar agulha e linha. Agarrado a esses objetos prosaicos, o irmão passou mais tranqüilo para a vida eterna.
Era o alfaiate da comunidade: sua chave para o céu era a atividade diária, carinhosamente realizada para servir aos seus irmãos. A historinha nos leva a entender que o trabalho cotidiano do monge foi a sua verdadeira chave para entrar no céu. Com certeza ele também devia ter rezado muito, meditado bastante, talvez jejuado nos dias certos, e cultivado algumas dezenas de outras virtudes. No entanto ele sabia muito bem que tudo dependia de como ele havia exercido o seu maior serviço na comunidade.
O caminho da santidade pode passar por momentos extraordinários, gestos de heroísmo, façanhas memoráveis; porém passa, em primeiro lugar, por aquilo que fazemos bem ou mal no dia a dia. Todos nós reconhecemos que, em nossa vida, é muito mais pesado o dever cotidiano do que alguns momentos de esforço, difíceis sim, mas passageiros. É por isso que João Batista, o precursor, deu respostas diferentes para os diversos grupos de pessoas que lhe perguntavam: “O que devemos fazer?”
Todos deviam partilhar o que estava sobrando de suas roupas e de sua comida. A solidariedade com os necessitados e carentes é o primeiro passo para iniciar uma nova vida. Sem desprendimento não há verdadeira conversão. Depois o profeta do deserto apontou escolhas diferentes para os cobradores de impostos, que extorquiam o povo, e para os soldados que deviam aproveitar demasiadamente da sua força e das suas armas. Significa que cada um deles, naquele tempo, como também nós, hoje, devemos encontrar o nosso próprio caminho de conversão, a partir do lugar onde estamos.
No entanto, nós adoramos apontar onde os outros deveriam mudar e o que deveriam fazer para dar certo. Mais uma vez é muito mais fácil criticar os outros, ou declarar como nos comportaríamos se estivéssemos no lugar deles, do que começar a corrigir e a melhorar a nossa própria vida.
Os exemplos não faltam. Muitos sabem perfeitamente o que eles fariam se fossem o presidente ou o governador. No entanto poderiam começar a cuidar melhor das suas famílias e dos seus negócios. Mal conseguem administrar os seus lares; o que fariam se tivessem maior responsabilidade? Não muito diferente acontece na Igreja também.
Quem nunca quis dar conselhos ao padre, ao bispo e ao papa? Com toda razão, talvez, mas nem sempre quem distribui sentenças aplica os mesmos critérios para si mesmo. Com isso não quero dizer que não podemos mais falar ou criticar. Ao contrário, a correção fraterna é evangélica e salutar entre amigos e irmãos. Quando, porém, a crítica é estéril, ou é a descarga de mágoas, invejas e frustrações, ela não serve nem para quem a recebe e nem para quem a dispara.
De acordo com nossas responsabilidades, cada um de nós tem muito a melhorar, simplesmente procurando cumprir bem o que se supõe seja o seu dever, ou, ao menos, o seu trabalho cotidiano. Assim os pais poderiam caprichar mais na educação dos seus filhos. Os educadores deveriam ensinar mais humanidade e amor à vida própria e a dos outros. Quem julga, deveria julgar com justiça. Quem administra, fazê-lo com mais honestidade e lisura.
Quem comunica, buscar a verdade e não o seu próprio interesse. Quem deve evangelizar também deveria fazê-lo com alegria, entusiasmo e competência, deixando de lado outras preocupações.Todos precisamos nos agarrar mesmo às agulhas e às linhas de nossas vidas. Fazer bem o que está ao nosso alcance, no dia a dia, sempre será a melhor chave para entrar no Reino do Céu. Se isso ainda nos interessa.

Fonte: Comunidade Shalom
----------------------------------------------------------

Recebido por e-mail do grupo Mensagem Cristã: msg_crist@hotmail.com

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Na pornografia pode, no tribunal não…



by Rafael Vitola Brodbeck

Vários órgãos públicos brasileiros se defrontam, hodiernamente, com o tema dos crucifixos em suas paredes. Impregnados de um pernicioso princípio laicista, que quer não a tolerância aos vários cultos, mas, na prática, a instauração da não-religião e a oficialização do ateísmo, alguns deles inclusive já proibiram que ele, o Cristo Crucificado, morto pelos pecados dos homens, esteja em seus prédios. Invocam, muito forçosamente interpretada, a separação entre Igreja e Estado no Brasil.

Interessante é o caso, todavia, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. No início do ano passado, o Desembargador Luiz Sveiter tomou posse como presidente do referido colegiado e, como uma de suas primeiras ações, mandou retirar os crucifixos da corte. Aquele que é o Supremo Juiz, Criador do Céu e da Terra, não seria mais o grande inspirador das decisões dos homens. Ora, impedir que os crucifixos estejam no tribunal – e em qualquer órgão público do país – é ignorar a história e a cultura de nossa pátria. É desrespeitar a religião da esmagadora maioria do povo brasileiro, e jogar no lixo a riqueza da simbologia em troca da excessiva e fria austeridade de matriz notadamente puritana – vejam “A Festa de Babette” e façam a analogia…

Um ano depois – na verdade, faltaram dois dias para fechar um ano completinho –, o mesmo tribunal, pelo Órgão Especial, tomou decisão diametralmente oposta quando se tratava de usar os mesmos símbolos religiosos pelas escolas de samba do Rio de Janeiro. Na verdade, a Câmara de Vereadores da Cidade Maravilhosa, mediante a Lei Municipal 4.483/07, proibiu o uso de alguns símbolos religiosos, entre os quais o crucifixo, pelas agremiações carnavalescas, sob pena de perder a subvenção paga pela Prefeitura. O sentido da norma em tela é impedir a profanação das imagens, o uso irreverente, misturando Cristo e Nossa Senhora com mulatas seminuas e letras de moral duvidosa. O que fez o tribunal? Considerou a lei inconstitucional, o que significa dizer que as escolas de samba podem, à vontade, colocar seios, nádegas e “perseguidas” lado a lado com Jesus Cristo, a Virgem Maria e São Longuinho.

E por que isso? Porque na cabeça desse povo, os santos, as imagens, o crucifixo, são meramente a representação de nossa cultura, a expressão de nossa identidade pátria e, portanto, podem ser usados. É por tal argumento que a atriz Carol Castro fotografou nua, na Playboy, usando um terço e não achou nada de errado… É por isso que uma “rainha de bateria” disse no Caldeirão do Huck que levava uma estampa de São Jorge quando pisava na passarela e o guardava na minúscula calcinha, junto às partes baixas – e ainda foi clara quando afirmou que coloca “o santinho na ‘santinha’”, batizando com um apelido inverossímil sua cavidade reprodutiva.

As símbolos das outras religiões são só dessas religiões, mas os símbolos católicos são de todo mundo, já que todos são batizados, se dizem católicos, e nossa cultura é, ainda que alguém esperneie, profundamente irrigada pelo catolicismo.

Quer dizer, o crucifixo nas paredes do TJ do Rio não pode, mas na Sapucaí pode. O crucifixo a inspirar os julgadores cariocas não pode, mas a “acompanhar” a celebração da luxúria e da pornografia pode.

Tristes tempos os nossos. Não se quer mais dar a Jesus Cristo o seu lugar de direito. Ele, Rei universal, foi destronado por nós, que deveríamos ser seus súditos. Talvez estejamos agindo como aqueles romanos que, na sua Paixão, lhe deram uma coroa não de ouro ou cravejada de jóias, mas de espinhos que lhe fizeram sangrar a fronte. E já que ele não tem mais lugar entre os magistrados do TJ, lhe arrumaram um jeito de habitar a rua da devassidão.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Abortistas

Boa tarde! O Blog Católicos Somos está de volta, pela graça de Deus!

Começo esse "retorno" com algumas informações sobre novos movimentos dos abortistas, retiradas do Site ACI Digital. Importante que nós católicos nos mantenhamos bem informados a respeito dessas manifestações, para colocar nossa posição sempre, e ajudar a outros a se decidirem contra o aborto e essa demoníaca "matança" que tem ocorrido no mundo todo, e que querem liberar no Brasil.
Abraços


WASHINGTON DC, 27 Jan. 10 (ACI) .
- Dois grupos anti-vida em Washington: a conhecida Planned Parenthood, a maior multinacional abortista do mundo, e a NARAL Pró- Choice, estão pressionando os legisladores de Washington para que aprovem uma lei que busca "acabar" com os centros pro-vida de ajuda gratuita a mulheres grávidas.
O projeto de lei para "eliminar" a mais de 45 centros de ajuda gratuitos será debatido a partir desta quarta-feira 27 de janeiro a partir das 08:00 a.m. A idéia principal desta iniciativa abortista pretende encher de travas legais a estes centros de atenção materno-infantil para fazer virtualmente impossível a realização do seu trabalho.A respeito disto, Paula Cullen, ex-diretora do Life Services of Spokane, um destes centros afetados por esta iniciativa anti-vida, assinala que "esta lei fere as mulheres grávidas, é assim de simples. Será muito importante para nossos legisladores que conheçam em primeira mão a tremenda contribuição destes centros em seus distritos"."Assim se darão conta que estas instituições serviram a suas comunidades durante anos sem queixa e que jogam um importante papel proporcionando ajuda a mulheres que enfrentam gravidezes não planejadas".
Esta regulação que propõem os partidários do aborto, concluiu Cullen, "não só não é necessária mas também é uma bofetada a estes grupos de caridade que trabalharam muito duro durante muito tempo".Em 2009, estes centros de ajuda que trabalham há 25 anos em Washington realizaram as seguintes obras:
serviram a mais de 60 mil mulheres gratuitamente.
contribuíram com serviços sociais como vestimenta, cuidado pré-natal, fraldas, etc., a mais de 34 mil mulheres.
realizaram mais de 20 mil provas gratuitas de gravidez.
realizaram mais de 6 mil exames de ultra-som gratuitos.
mais de 22 agências de serviços sociais as têm como referência no estado de Washington.
Proporcionaram, em total, mais de 15 milhões de dólares em serviços gratuitos a homens, mulheres e adolescentes.
WASHINGTON DC, 29 Jan. 10 (ACI) .
- Diversos grupos abortistas estão tentando bloquear um anúncio pró-vida que será exibido durante o "Super Bowl", o evento esportivo mais importante do país e o mais sintonizado do mundo, no qual a máxima estrela do futebol americano universitário dos Estados Unidos, Tim Tebow, agradece a sua mãe por não ter praticado um aborto quando o esperava rechaçando assim a "recomendação" de seus médicos.
O anúncio, que será irradiado pela cadeia americana CBS, foi criado pela instituição Focus on the Familiy (Enfoque à Família) e busca recordar o inalienável direito à vida que tem toda pessoa.Entretanto, para a abortista Jehmu Green, presidenta do Women's Media Center, "esta campanha coloca um tema muito controvertido em um lugar no qual todos os americanos devem estar unidos, não divididos".
Do mesmo modo, para a também ativista anti-vida, Erin Matson, vice-presidenta da Organização Nacional de Mulheres (NOW, por suas siglas em inglês) "este comercial é francamente ofensivo" e alega que "é ódio pintado de amor. Envia a mensagem de que o aborto sempre é um engano".A respeito, o próprio Tim Tebow comentou que quem rechaça este anúncio o qual defende a vida "devem ao menos respeitar que defendo o que acredito. Sempre estive convencido disto porque essa é a razão pela qual estou aqui. Minha mãe foi uma mulher muito valente".
Para Gary Schneeberger que trabalha para o Enfoque à Família, o anúncio "celebra a vida e a família" e considera ademais que "não tem nada de político ou controvertido. É uma história pessoal de amor entre uma mãe e seu filho".Comprometido com a causa pró-vidaTebow é atualmente o quarto zagueiro (Quarte Back) dos Florida Gators, equipe ao que o ano passado Tim guiou ao seu segundo campeonato nacional da NCAA (a liga universitária) e já é uma estrela nacional. Tebow nunca ocultou sua profunda fé cristã.
Tebow também manifestou sua alegria pela publicidade dada à história de sua mãe que ajudou a outras mulheres a optarem por não abortar os seus filhos não nascidos. Com efeito, a mãe de Tebow servia como missionária junto ao pai do jogador de futebol nas Filipinas quando estava grávida de Tim, o quinto dos seus filhos.Durante a gestação, a mãe contraiu uma infecção severa e os médicos propuseram que ela abortasse para salvar as duas vidas.
A mulher se opôs e superou a infecção. Tim nasceu com perfeita saúde em 14 de agosto de 1987."Há muita gente que decidiu não submeter-se a um aborto, porque escutou a história da minha mamãe, ou que foram animados porque compartilho minha fé na televisão ou nas reportagens", disse Tebow, quem está acostumado a luzir citas bíblicas no rosto durante os jogos. Tebow cresceu ajudando os seus pais na missão cristã das Filipinas. Foi educado em casa por sua mãe, quem inculcou em todos seus filhos fortes valores cristãos.
Foi além disso o primeiro atleta educado em casa em receber o Troféu Heisman, o máximo galardão para os jovens jogadores de futebol americanos.Em meados do ano passado, Tim Tebow, de 22 anos, deixou estupefatos a dezenas de repórteres quando admitiu em uma roda de imprensa que decidiu preservar sua castidade e esperar ao matrimônio para ter relações sexuais.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Recesso

Queridos irmãos,

O blog estará em recesso até dia 07 de fevereiro. Peço que Deus abençoe a todos os que acompanham nossas publicações.
Voltaremos com muita alegria, após merecido período de férias, com muitas novidades, textos edificantes, formações e informações católicas!

Abraços fraternos,
João Batista

VIDA ORIENTADA PELA PALAVRA DE DEUS

VIDA ORIENTADA PELA PALAVRA DE DEUS

Quando se trata de um uso pessoal da Palavra de Deus, para sua própria vida, o melhor é começar a utilizar a Palavra que a Igreja nos oferece através da liturgia: a liturgia das horas, a missa... Com freqüência, o Senhor, para falar, se serve da escolha da Igreja, das leituras do dia.
Escutar com os ouvidos atentos as leituras do dia com freqüência revela uma resposta a um problema particular. Uma palavra parece feita à nossa medida até o ponto de que às vezes se diz: «Isso foi escrito para mim!». Portanto, deve-se valorizar a escolha comunitária, não pessoal, feita pela Igreja na liturgia.
Depois está a escolha pessoal, ou seja, reler as passagens da Escritura que no passado tiveram importância para nós, que nos interpelaram. Com freqüência, o Senhor volta a falar através dos próprios textos para dizer-nos coisas novas e adaptadas às situações que estamos vivendo. Portanto, devem-se valorizar as palavras de Deus que no passado foram para nós indicações importantes.
Há outro meio que é utilizado na Renovação Carismática, ainda que não só nela: consiste em rezar e, depois de fazer um ato de fé, abrir a Bíblia, pensando que se vai encontrar uma resposta do Senhor, ou inclusive, dizendo que se tomará como Palavra de Deus para nós a que cai ante nossos olhos. Não é um meio que a Renovação Carismática inventou hoje. Por exemplo, é o que aconteceu com Santo Agostinho, que no momento crucial de sua conversão, abriu as cartas de São Paulo decidido a tomar como vontade de Deus a primeira passagem que lesse.
Tocou-lhe Romanos 13, onde se diz «Nada de orgias, nada de bebedeira; nada de desonestidades nem dissoluções; nada de contendas, nada de ciúmes», «revistamo-nos das armas da luz». Ao ler a passagem, experimentou como lhe penetrava uma luz e uma serenidade que lhe permitiram compreender que podia viver casto.
O mesmo aconteceu com São Francisco de Assis. Quando ainda não sabia o que fazer, foi a uma igreja e abriu três vezes o Evangelho e cada vez caiu em uma passagem que falava do envio dos apóstolos sem bastão, sem bolsa, sem dinheiro, sem duas túnicas. E ele disse: «Isto é o que o Senhor quer para nós».
Mas os exemplos se multiplicam até nossos dias. Teresa de Lisieux não sabia o que fazer, abriu a Carta aos Coríntios e nela encontrou sua vocação a ser o coração, a ser a caridade.
Eu tive muitas confirmações pessoais e também de outras pessoas que encontraram na Bíblia a Palavra de Deus. Não me canso de repetir um episódio muito interessante. Estava pregando em uma missão na Austrália, e durante o último dia veio ver-me um operário, uma pessoa muito simples, para dizer-me que tinha um problema grave em sua família. Tinha um filho de 11 anos que não estava batizado, pois sua mulher se havia tornado testemunha de Jeová e não queria o batismo. Disse-me: «O que faço? Se o batizo haverá um problema, se não o batizo não posso ficar tranqüilo, pois quando nos casamos nós dois éramos católicos». Eu lhe disse: «Deixe-me refletir esta noite».
No dia seguinte, quando chegou, disse-me: «Padre, encontrei a solução. Ontem, quando cheguei em casa, rezei, depois abri a Bíblia e me apareceu o episódio no qual Abraão leva Isaac à imolação. E vi que quando Abraão leva Isaac a imolar, não disse nada à sua mulher». Era um discernimento perfeito, pois, de fato, os rabinos dizem que Abraão não disse nada precisamente para evitar que a mulher o impedisse de obedecer a Deus. Eu mesmo batizei a criança.
Naturalmente, é preciso evitar um uso mágico da Escritura, abri-la sem ter rezado. Esta utilização da Escritura só pode ter lugar quando se vive em um clima espiritual de obediência a Deus.
Com Deus não se brinca, a Deus não se interroga de brincadeira, se interroga antes de tudo porque se está decidido a fazer o que Ele nos dará a entender. Como se pode ver, há muitos métodos, desde o público ao mais pessoal, para orientar a própria vida com a Palavra de Deus.
Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap
Pregador da Casa Pontifícia (Vaticano)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O inferno é um blefe?

No mundo em que vivemos, a televisão nos diz que não existe mais pecado e nem inferno... entretanto, as Verdades Eternas permanecem, apesar do vai-e-vem da moda... segue um texto bem informativo.
Essa pergunta foi feita ao Site Veritatis Splendor, e pode ser dúvida de mais alguém, boa leitura.
Abraços fraternos.
***



LEITOR PERGUNTA: O INFERNO É APENAS UM BLEFE?


========
Mensagem postada:
Se fosse possível medir entre nós e o criador a misericórdia, o amor, a tolerãncia, a bondade, a fraternidade e etc, é claro que ficaríamos em séria desvantagem, pois DEUS é tudo, pois é o criador. Também de acordo com os seus ensinamentos, um dos mais nobres a meu ver seria amar o teu próximo como a ti mesmo, amar o teu inimigo, oferecer a outra face e tudo o mais.
Pois bem, dentro desta linha de pensamento e salvaguardando a diferença estratosférica entre os homens e o criador, seria um exagero afirmar que o inferno é apenas um blefe?
Se para DEUS, nós, míseros humanos temos condição de amar sem ressalvas........Será que DEUS em sua grandeza absoluta perderia ou admitiria perder alguma alma para o demônio?

Resposta:
Prezado Wellington

Agradecemos-lhe a visita ao nosso site e também a sua mensagem.

As suas perguntas:
1) O inferno é apenas um blefe? e
2) Será que Deus em sua grandeza absoluta perderia ou admitiria perder alguma alma para o demônio?; poderiam ser resumidas numa única pergunta:
O estado de inferno, a condenação para todo o sempre, de um ser criado à imagem e semelhança de Deus, não seria incompatível com o amor e a misericórdia infinitos de Deus?

O inferno não é incompatível com a misericórdia e o amor infinitos de Deus porque o estado de inferno não é criação, nem desejo de Deus, que quer a salvação de todos. Deus que é Amor infinito não se impõe à Sua criatura, criada à Sua imagem e semelhança, nem a força a amá-Lo, mas a convida contínua, amorosa e pacientemente, por meio de muitas graças, para que ela livremente O procure, O conheça e O ame, a fim de que, dando glória a Ele, seja plenamente feliz participando de Sua Vida Bem Aventurada para a qual ela foi criada.

É a própria criatura, criada à imagem e semelhança de Deus, seja ela ser humano, seja ela ser puramente espiritual (um anjo), que, quando se recusa a se arrepender de seu pecado mortal e de se abrir humildemente ao amor, à misericórdia de Deus, e de aceitar o perdão de Deus, se fixa livre, obstinada e definitivamente no estado de inferno. Deus não condena ninguém ao estado inferno, é a própria criatura que se condena.

Deus continua a amar e a manter na existência a criatura que se condenou ao estado de inferno. Ele está sempre pronto a perdoá-la e a acolhê-la. Mas, infelizmente, é a própria criatura que livremente se fechou em si mesma em seu orgulho, recusou as graças de Deus, não quer ser amada, acolhida e perdoada por Deus.

Vejamos o que nos ensina sobre o Inferno,
o Catecismo da Igreja Católica, Edição Típica Vaticana,

"O Inferno


1033. Não podemos estar em união com Deus se não escolhermos livremente amá-Lo. Mas não podemos amar a Deus se pecarmos gravemente contra Ele, contra o nosso próximo ou contra nós mesmos: «Quem não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia o seu irmão é um homicida: ora vós sabeis que nenhum homicida tem em si a vida eterna» (1 Jo 3, 14-15).
Nosso Senhor adverte-nos de que seremos separados d'Ele, se descurarmos as necessidades graves dos pobres e dos pequeninos seus irmãos (629). Morrer em pecado mortal sem arrependimento e sem dar acolhimento ao amor misericordioso de Deus, significa permanecer separado d'Ele para sempre, por nossa própria livre escolha. E é este estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados que se designa pela palavra «Inferno».

1034. Jesus fala muitas vezes da «gehena» do «fogo que não se apaga» (630) reservada aos que recusam, até ao fim da vida, acreditar e converter-se, e na qual podem perder-se, ao mesmo tempo, a alma e o corpo (631). Jesus anuncia, em termos muitos severos, que «enviará os seus anjos que tirarão do seu Reino [...] todos os que praticaram a iniquidade, e hão-de lançá-los na fornalha ardente»(Mt 13, 41-42), e sobre eles pronunciará a sentença: «afastai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno» (Mt 25, 41).

1035. A doutrina da Igreja afirma a existência do Inferno e a sua eternidade. As almas dos que morrem em estado de pecado mortal descem imediatamente, após a morte, aos infernos, onde sofrem as penas do Inferno, «o fogo eterno» (632). A principal pena do inferno consiste na separação eterna de Deus, o único em Quem o homem pode ter a vida e a felicidade para que foi criado e a que aspira.

1036. As afirmações da Sagrada Escritura e os ensinamentos da Igreja a respeito do Inferno são um apelo ao sentido de responsabilidade com que o homem deve usar da sua liberdade, tendo em vista o destino eterno. Constituem, ao mesmo tempo, um apelo urgente à conversão: «Entrai pela porta estreita, pois larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição e muitos são os que seguem por eles. Que estreita é a porta e apertado o caminho que levam à vida e como são poucos aqueles que os encontram!» (Mt 7, 13-14):

«Como não sabemos o dia nem a hora, é preciso que, segundo a recomendação do Senhor, vigiemos continuamente, a fim de que, no termo da nossa vida terrena, que é só uma, mereçamos entrar com Ele para o banquete de núpcias e ser contados entre os benditos, e não sejamos lançados, como servos maus e preguiçosos, no fogo eterno, nas trevas exteriores, onde "haverá choro e ranger de dentes"» (633).

1037. Deus não predestina ninguém para o Inferno (634). Para ter semelhante destino, é preciso haver uma aversão voluntária a Deus (pecado mortal) e persistir nela até ao fim. Na liturgia eucarística e nas orações quotidianas dos seus fiéis, a Igreja implora a misericórdia de Deus, «que não quer que ninguém pereça, mas que todos se convertam» (2 Pe 3, 9):

«Aceitai benignamente, Senhor, a oblação que nós, vossos servos, com toda a vossa família, Vos apresentamos. Dai a paz aos nossos dias livrai-nos da condenação eterna e contai-nos entre os vossos eleitos» (635)."


Conclusão:
O inferno não é um blefe. É uma realidade terrível e possível para toda a criatura, criada à imagem e semelhança de Deus, que permanecendo livre e obstinadamente em estado de pecado mortal, recusa o amor, a misericórdia e o perdão de Deus.
Assim sendo, Deus permitiria sim que uma criatura (anjo ou ser humano) se condenasse ao estado de inferno porque Ele, embora todo-poderoso, respeita a escolha e a liberdade da criatura que em definitivo recusou, por orgulho, todas as graças enviadas por Ele necessárias para o arrependimento e a conversão para o bem.
O demônio/diabo/satanás é um exemplo de criatura, um anjo originalmente bom, que de modo livre e obstinado rejeitou para todo o sempre o amor de Deus e assim está, por culpa própria, no estado de inferno do qual nunca sairá, não porque Deus não o permita ou não o queira, mas porque ele mesmo (demônio/diabo/satanás) não o quer.

Notas do Catecismo:

629. Cf. Mt 25, 31-46.

630. Cf. Mt 5, 22.29; 13, 42.50; Mc 9, 43-48.

631. Cf. Mt 10, 28.

632. Cf. Symbolum Quicumque: DS 76; Synodus Constantinopolitana. q (em 543), Anathematismi contra Origenem, 7: DS 409; Ibid, 9: DS 411; IV Concílio de Latrão, Cap. I, De fide catholica: DS 801: II Concílio de Lião, Professio fidei Michaelis Palaeologi imperatoris: DS 858; Bento XII, Const. Benedictus Deus: DS 1002; Concílio de Florença, Decr. pro Iacobitis: DS 1351: Concílio de Trento, Sess. 6ª, Decr. de iustiftcatione, canon 25: DS 1575; Paulo VI. Sollemnis Professio fidei, 12: AAS 60 (1968) 438.

633. II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 48: AAS 57 (1965) 54.

634. II Concílio de Orange, Conclusio: DS 397; Concílio de Trento, Sess. 6ª. Decr: de iustificatione, canon 17: DS 1567.

635. Oração Eucarística I ou Cânone Romano, 88: Missale Romanum, editio typica (Typis Polyglottis Vaticanis 1970), p. 450 [Missal Romano, Gráfica de Coimbra 1992, 518].


Espero que a resposta tenha sido útil.
Que Deus o abençoe.
Atenciosamente,

Renato Colonna Rosman
Apostolado Veritatis Splendor

Para citar este artigo:
ROSMAN, Renato Colonna. Apostolado Veritatis Splendor: LEITOR PERGUNTA: O INFERNO É APENAS UM BLEFE?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5966. Desde 20/10/2009.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Culto aos ícones sagrados

O CULTO AOS ÍCONES SAGRADOS



As seitas fundamentalistas, travestidas de evangélicas, - desde quando acusar, caluniar, difamar, injuriar e julgar alguém é evangélico? - fazem do culto às imagens verdadeiro cavalo de batalha.

Há os analfabetos de fato; também há uma legião de analfabetos funcionais, que sabem ler letras e palavras, mas incapazes de assimilar o sentido de frases abstratas. Saber ler e escrever não são requisitos, para entender o que a Bíblia nos revela.


Como a Bíblia não é um livro ocidental, mas oriental, escrita - em hebraico, aramaico e grego, é indispensável conhecimentos históricos, geográficos, antropológicos, arqueológicos, lingüísticos, exegéticos, - teológicos etc. Para compreender a proibição das imagens é necessário conhecer o ambiente religioso antigo.

Todos os povos que se relacionavam com Israel acreditavam que a imagem não somente era um símbolo da divindade, mas que a própria divindade nela habitava maneira real. A imagem era de certa forma o mesmo Deus representado.

Na mentalidade primitiva oriental, na imagem da divindade residia um fluído pessoal divino. Quando alguém fabricava uma imagem, o deus nela habitava, já que toda imagem, de algum modo tinha uma "epiclesis", - isto é, um chamado para deus nela habitar. Era uma espécie de "clone" da divindade simbolizada na imagem:

Por isso, quando Raquel esposa de Jacó, rouba os ídolos de seu pai Labão, ele se queixa de que lhe roubaram seus deuses, não as imagens (Gn 31,30). Na história de Micas, este acusou a tribo de Dã de que lhe - roubaram o seu deus, enquanto estes marchavam só com a imagem (Jz 18,27).

Passaram-se os séculos. O ambiente grego fez com que os homens - fossem não mais escravos da magia, mas se deixaram influenciar pelo pensamento filosófico e racional. Isto contribuiu para diminuir a idéia fetiquista das imagens divinas. Aos poucos Israel foi compreendendo que Javé era o único Deus de todos os povos; que não existiam divindades distintas para outras nações.
Por isso, qualquer imagem, altar, oração ou culto que se celebrava em qualquer lugar, ou idioma, era dedicado somente a Deus. Assim o perigo de crer que se adorava a deuses estrangeiros desapareceu.

Em alguns casos o próprio Deus ordenou o fabrico de imagens sagradas. Durante a travessia do deserto, quando Javé mandou fabricar a arca da Aliança, tabernáculo sagrado destinado a guardar as tábuas da Lei, ordenou que de cada lado se pusesse uma imagem de ouro de um querubim, ser angélico, dividida metade animal, metade homem (Ex 25,18).

Por outro lado o candelabro de sete braços que se colocava no interior da Tenda Sagrada tinha gravada flores de amêndoa (Ex 25,33). Estes fatos não são prescrições humanas. Segundo a Bíblia o próprio Deus inspirou com seu Espírito o artista Beseleel, dando-lhe habilidade e perícia para criá-las (Ex 31, 1-5).

Gedeão, um dos mais importantes juízos de Israel, fabrica com anéis e outros objetos de ouro uma imagem de Javé, a quem os israelitas prestaram culto (Jz 8,24-27). E Micasm famoso e piedoso javista, fabricou uma efígie de prata de Javé e edificou um santuário para prestar-lhe culto (Jz 17.19,11-13; 18,24-30).

E com se tudo isso não bastasse, com permissão de Javé (Nm 21,8-9), uma enorme serpente de bronze foi erguida por Moisés no deserto. A todos, picados por víboras, ao contemplá-la ficavam curados. Ela ficou exposta no templo durante duzentos anos, até que o rei Ezequias a destruísse (2Rs 18,4).
Se na antiga Aliança, Deus se revela (Ex 19,3-25) ao povo, sem imagem, na Nova Aliança considerou imprescindível ter uma para ser visto. Deus mesmo desde agora, quando não há mais perigo, revela-se aos homens mediante - uma imagem, a de Cristo, para que o vissem, olhassem, tocassem, sentissem. Paulo apóstolo que viveu durante muito tempo fiel a antiga Lei, compreendeu muito bem, a nova disposição ao falar de "Cristo a imagem do Pai" (2Cor 4,4). Em maravilhoso hino, canta que "Cristo é a imagem de Deus invisível" (Cl 1,15). Cristo Jesus dialogando com o apóstolo Filipe, antecipa-o com esta revelação: "Quem me viu, viu o Pai" (Jo 14,9).

Os ícones sagrados venerados pelo catolicismo e as igrejas cristãs Russa, Grega e Armênia, não são divinas, pois não são deuses. São símbolos de irmãs e irmãos nossos que em sua peregrinação terrestre, tornaram-se páginas vivas do Evangelho com o testemunho de vida cristã.



Para citar este artigo:

SSP, Frei Juvenal R Dias. Apostolado Veritatis Splendor: O CULTO AOS ÍCONES SAGRADOS. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/673. Desde 1/6/2003.

Aborto com Síndrome de Down

Mulheres inglesas abortam a mais de 90 por cento de bebês com Síndrome de Down

LONDRES, 28 Out. 09 (ACI) .- Um estudo publicado no British Medical Journal revelou que mais de 90 por cento dos bebês diagnosticados com Síndrome de Down são abortados na Grã-Bretanha.
O estudo, recolhido por várias agências, destaca que os diagnósticos pré-natais desta síndrome aumentaram em 71 por cento entre 1989 e 2008, principalmente devido a que cada vez mais mulheres adiam a maternidade.
Segundo os investigadores do hospital Barts e da Escola de Medicina de Londres, de não ser pelos abortos massivos das crianças com esta condição, os nascimentos de bebês com síndrome de Down teriam aumentado em 48 por cento entre 1989 e 2008, já que cada vez mais pais iniciam suas famílias tarde.
O estudo britânico revela que nove de cada dez mulheres que recebem o diagnostico de síndrome de Down durante a gravidez, termina submetendo-se a um aborto.
Fonte: ACI

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Pilula do Dia Seguinte


LIMA, 28 Out. 09 (ACI) .- O diretor do Escritório para a América Latina do Population Research Institute, Carlos Pólo, lamentou que a imprensa peruana ecoe as críticas contra o Tribunal Constitucional (TC) por sua sentença contra a distribuição da pílula do dia seguinte, sem investigar os interesses milionários de seus comercializadores no país.
"Chama poderosamente a atenção que diversos jornalistas simultaneamente acolham a mesma critica ao TC de que sua sentença é discriminatória contra as mulheres pobres. Mais ainda quando é o mesmo argumento, palavra por palavra, que se usou em outros países como o Equador e Chile recentemente", sustenta Pólo.
O perito pediu aos jornalistas que se façam a pergunta "quem ganha com sua venda ou se prejudica se esta é considerada ilegal?" assim encontrarão simplesmente uma resposta.
Para Pólo, o grande perdedor com a distribuição da pílula e a eventual proibição de sua venda é "principalmente um só laboratório: o dono da marca Postinor". Recordou que "em muitos outros países a marca Postinor pertence à Schering, líder mundial em venda de anticoncepcionais hormonais (pílulas e injetáveis) e há não muito tempo atrás Schering se fundiu com a Bayer".
"Eu o digo assim porque estranhamente no Peru essa marca é comercializada por um laboratório muito pequeno, Farmage, que se criou exclusivamente para o lançamento de Postinor no Peru", indicou.
"Farmage foi constituído para distribuir Postinor e por muito tempo foi sua única marca. Agora tem uma segunda marca para o Levonorgestrel 0.75 mg e outras marcas de pílulas combinadas. Fora do Postinor, a venda das outras marcas da Farmage é insignificante", sustentou Pólo.
"Postinor é a marca mais vendida de pílulas do dia seguinte no Peru lucrando mais de 3.5 milhões de Nuevos Soles (em torno de 1 milhão de dólares) nos últimos 12 meses", denunciou Pólo.
Só no Peru, "Bayer Schering com diferentes marca sob seu próprio nome mais as da Farmage, vende mais de 16 milhões de Nuevos Soles (mais de 5 milhões de dólares) por ano em pílulas e anticoncepcionais injetáveis. Se somarmos a esta cifra as vendas de Postinor, chega-se à cifra de quase 20 milhões de Nuevos Soles por ano. Isso constitui mais de 50 por cento do mercado dos anticoncepcionais".
Segundo o perito, disto se desprende que a eventual retirada da pílula prejudicaria a uma só empresa cujos interesses estão sendo defendidos "indiretamente" por ministros e funcionários públicos.

Fonte: ACI

Ação do Espírito Santo

Vamos aprender um pouco sobre nosso Deus?!
Segue uma rápida catequese sobre o Espírito Santo!
Abraços
********* **************
O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, que procede do Pai e do Filho.

Jesus Cristo prometeu aos apóstolos que lhes enviaria o Espírito Santo, o qual lhes recordaria e lhes ajudaria a entender tudo o que Ele lhes tinha dito.

No dia de Pentecostes estavam todos os Apóstolos reunidos em um mesmo lugar e de repente produziu-se um ruído no céu, como de um vento impetuoso que encheu toda a casa onde residiam. Apareceram línguas de fogo que posaram sobre cada um deles.

A ação do Espírito Santo nos Apóstolos tornou-os fortes, audazes e santos para anunciar o Evangelho com fidelidade a todo o mundo.

A Igreja ficou constituída em templo do Espírito Santo; Ele a santifica e faz com que os batizados se unam à Santíssima Trindade.

Quem é o Espírito Santo?
O Espírito Santo é a terceira pessoa da Santíssima Trindade, que procede do Pai e do Filho, que o enviaram ao mundo para vivificar e santificar os homens.

Quando Jesus enviou o Espírito à sua Igreja?
Jesus enviou o Espírito Santo a sua Igreja no dia de Pentecostes em forma de línguas de fogo, sobre os Apóstolos e Maria Santíssima.

O que indicavam as línguas de fogo?
As línguas de fogo indicavam que o Espírito Santo vinha para nos santificar por meio da luz da verdade e do calor do amor.

Como o Espírito Santo nos santifica?
O Espírito Santo nos santifica por meio da graça, das virtudes e de seus dons.

O que são os dons do Espírito Santo?
Os dons do Espírito Santo são disposições permanentes, infundidas por Deus, que fazem o homem dócil, para seguir os impulsos do Espírito Santo.

Quais são os dons do Espírito Santo?
Os dons do Espírito Santo são: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Benzedeiras?

O que a Igreja fala sobre as benzedeiras?


A Igreja não autoriza as benções por pessoas leigas; logo, essas benzedeiras não fazem algo legal e deve ser evitado.
A mesma condenação pesa sobre os adivinhos, necromantes, cartomantes, búzios, etc; devem ser totalmente evitados, pois é uma prática que é pecado contra o primeiro mandamento, pois busca-se poder ou informação sem a vontade de Deus.
(...)
A Igreja condena todo tipo de sincretismo (mistura) religioso, pois as crenças dessas seitas, candomblé, macumba, etc, não se coadunam com a fé da Igreja católica.
Felipe Aquino
fonte: Cleofas

prática da cremação de defuntos


ROMA, 03 Nov. 09 (ACI) .- A Conferência Episcopal Italiana (CEI), publicará em breve um código atualizado sobre os ritos fúnebres no qual esclarecerá a doutrina da Igreja sobre a cremação de defuntos e o destino das cinzas.
O manual será revisado e aprovado pela CEI em sua próxima reunião de 9 de novembro, que se realizará em Assis.
O documento deixará claro, entre outras coisas, que a doutrina católica não se opõe à cremação dos mortos; mas sim é contrária a que as cinzas se conservem em urnas nas casas ou sejam pulverizadas ao vento, pois desta forma se viola a obra de misericórdia que obriga os católicos a proporcionarem santa sepultura aos defuntos.
A CEI recordará no documento que a incineração foi aprovada em 1963 pelo Papa Paulo VI, ao considerar que é uma prática que não contradiz a doutrina da Igreja sobre a ressurreição, pois não afeta a alma do defunto "nem impede à onipotência de Deus reconstruir o corpo".
O Episcopado italiano, entretanto, explica que é contrária à devoção católica a norma aprovada pelo governo italiano o 2001, que permite que as cinzas possam ser guardadas em uma urna na casa das pessoas ou que sejam pulverizadas no vento, na terra ou na água.
O documento explicará que o manter as cinzas em casa não só termina com o importante rito de acompanhar o defunto até o cemitério, "que une à comunidade de crentes"; mas sim o lógico é que as cinzas repousem no cemitério, o "lugar dos mortos" e não na casa dos familiares, que é o "o lugar dos vivos".
Pulverizar as cinzas, segundo os Bispos italianos, responde a um rito pagão, que supostamente simboliza a união do morto com a "grande alma da mãe terra", e que se opõe à obrigação cristã, estabelecida pelo mesmo Senhor Jesus, de dar sepultura aos defuntos.
Segundo cifras oficiais, na Itália se cremam 10 por cento dos defuntos; mas a cifra vem aumentando.
Fonte: ACI Digital

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO!!!

Queridos irmãos,


Sempre me lembro de uma historinha de São Francisco que escutei um dia, e nem sei se realmente é verdadeira, mas gosto muito dela, por isso reproduzo:
Um dia, São Francisco avisou aos irmãos de comunidade que iriam à cidade evangelizar, e saíram todos eles, eram muitos, e foram andando, andando, andando... quando estavam voltando, um dos irmãos perguntou: mas não íamos evangelizar? só andamos pela cidade e estamos voltando... não abordamos a ninguém... e São Francisco lhe disse: nossa presença é que evangeliza, olhe pra trás. E quando ele olhou, viu que, atrás dos irmãos que caminhavam, vinham muitas pessoas que os seguiam.
Essa pequena história me toca muito, pois lembra que não são necessárias palavras para evangelizar, basta que estejamos com Deus, busquemos o amor, a oração e a santidade. A evangelização se dá por nossas atitudes, nossos sorrisos, pelo amor que o irmão sentirá em nosso olhar.
Desejo que em 2010 sua vida seja uma oração e uma evangelização.
Coloque na sua lista de ano novo, propósitos como: confessar-se mais vezes, comungar mais, rezar o terço, rezar mais pelos irmãos, pela conversão dos pecadores, pela santificação dos sacerdotes, pelas almas do purgatório, ajudar aos necessitados, evangelizar, participar de algo (um grupo de oração, um movimento ou pastoral da Igreja)... enfim, busque a Santidade!
Que possamos, como formiguinhas, começar desde os primeiros momentos desse novo ano que Deus nos presenteia, a construção do Reino de Deus já aqui na terra!
Um 2010 repleto do Amor de Deus para você e sua família.
Abraços fraternos,
João Batista

Anticatolicismo é o novo passatempo nos EUA, diz arcebispo de Nova York

Anticatolicismo é o novo passatempo nos EUA, diz arcebispo de Nova York


NOVA YORK, terça-feira, 3 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- "The Gospel in the Digital Age" (O Evangelho na era digital) é o nome do novo blog do arcebispo de Nova York, um instrumento comunicativo que lhe dá a voz que o New York Times negou.

Entre o dia 10 de outubro e 2 de novembro, Dom Timothy M. Dolan publicou dez posts, mas um deles, com o título "Anticatolicismo", causou grande impacto, pois reproduz um artigo cuja publicação foi rejeitada pelo jornal mais famoso da cidade.

O arcebispo considera, em seu artigo, que o anticatolicismo converteu-se em um novo “passatempo nacional”, algo que foi confirmado por professores e acadêmicos, como Philip Jenkins, que o define como "o último preconceito aceitável".

O artigo do arcebispo dá exemplos deste “anticatolicismo” presente no New York Times. Por exemplo, no dia 14 de outubro, o jornal denunciava 40 casos de abusos sexuais de crianças em uma pequena comunidade ortodoxa judaica do Brooklyn no último ano.

Segundo o prelado, a atitude do jornal diante desse caso não nada a ver com a que no passado manteve perante a Igreja Católica, quando houve casos de abusos de sacerdotes. O prelado reconhece que não tem a intenção nem o direito de criticar a comunidade judaica, mas denuncia “este tipo de indignação seletiva”.

Outro caso apareceu no jornal nova-iorquino dia 16 de outubro, quando publicou uma história em primeira página, como todo um desenvolvimento interno (dando mais espaço que à guerra no Afeganistão ou ao genocídio no Sudão) ao triste caso de um sacerdote franciscano que há 25 anos manteve um relacionamento com uma mulher, de que nasceu um filho.

“Nenhum clérigo de outra religião diferente da católica jamais mereceu tanta atenção”, reconhece.

No dia 21 de outubro, assinala Dom Dolan, o NYT dedicou sua manchete principal à decisão da Santa Sé de dar boas-vindas aos anglicanos que pediram a união com Roma.

O jornal atacou duramente a decisão como proselitista em momentos difíceis para o anglicanismo, apesar do cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, ter enfatizado que “não estamos pescando no lago anglicano”.

Por último, o prelado menciona o exemplo “mais explosivo”, um artigo de opinião de Maureen Dowd, publicado por esse jornal no domingo 25 de outubro, em que se fazem acusações que nenhum editor permitiria se fosse contra expoentes islâmicos, judeus ou afroamericanos.

A colunista lança todo tipo de acusações contra a Igreja Católica, que vão desde a Inquisição até o Holocausto, desde os preservativos até a obsessão por sexo e a pederastia de sacerdotes ou a opressão de mulheres, sem se esquecer dos sapatos de Bento XVI ou do fato de que, quando jovem, tenha sido recrutado à força (igualmente a todos os conterrâneos compatriotas) no Exército alemão.

E tudo isso por quê?, questiona o arcebispo. Porque a autora, como reconhece em seu artigo, não está contente com a maneira como está-se realizando a atual visita apostólica de representantes vaticanos às religiosas dos Estados Unidos.

Um “preconceito” assim, explica, não tem justificativa em “uma grande publicação de hoje”.
Após reconhecer que estes casos, “infelizmente”, não se limitam ao New York Times, Dom Dolan assegura que “a Igreja não está acima da crítica”.

“Nós, católicos, já somos muito bons para criticá-la. Isso o aceitamos e o esperamos. A única coisa que pedimos é que esta crítica seja justa, racional e adequada. É o que se espera para qualquer pessoa. A suspeita e os preconceitos contra a Igreja converteram-se no passatempo nacional que deveria ser ‘suspenso pelo mal tempo’”, concluiu.

Em outros posts de seu blog, o arcebispo enfrenta questões da vida diária, social e litúrgica, desde questões raciais e caritativas, até a defesa da vida humana ameaçada pelo aborto ou pela guerra.
Fonte: Zenit