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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Vaticanista denuncia preconceito anti-católico da mídia: "O-Papa-deve-ser-culpado"

Que hoje, aniversário do Papa Bento XVI, possamos dar-lhe de presente nossas orações, em meio à tanta perseguição que a Igreja sofre.
Abraços fraternos!
ROMA, 13 Abr. 10 (ACI) .- O vaticanista italiano Andrea Tornielli se referiu à carta apresentada pela agência Associated Press (AP) manipulada para tentar mostrar o Papa Bento XVI, quando era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, como encobridor de um sacerdote acusado de abusos contra menores na Califórnia.
Para o perito, esta manobra se orquestra com um novo preconceito: "O-Papa-deve-ser-culpado".
Tornielli assinala que na referida missiva de 1985, assinada pelo então Cardeal Ratzinger "aconselhava-se prudência sobre a redução ao estado laico solicitada por um sacerdote pedófilo de 38 anos que efetivamente foi demitido dois anos depois, ao cumprir 40 anos. Como já sucedeu em dias passados, a carta foi apresentada como um caso de 'encobrimento' de parte do futuro Papa a favor de um sacerdote pedófilo".
Entretanto, explica o vaticanista, "as coisas não foram assim e no transcurso das horas foi possível verificar o contexto recordando que
1) nessa época a Congregação para a Doutrina da Fé não era competente nos casos de pedofilia e na carta se fala da demissão do estado laico e não do processo,
2) a demissão do estado clerical não se decidia antes dos 40 anos de idade,
3) a solicitude foi apresentada pelo mesmo sacerdote envolvido,
4) Ratzinger solicita aprofundar no caso e dois anos depois chega a demissão do estado clerical, e
5) não houve nenhum encobrimento do culpado".
Para Tornielli, "o que mais chama a atenção não é o fato de que estas cartas (muitas terá assinado Ratzinger durante os 23 anos à frente do ex-santo Ofício) sejam publicadas, mas sim que sejam lançadas e relançadas sem verificar os contextos e procedimentos, quer dizer sem aprofundar nas circunstâncias para permitir que o leitor tenha uma idéia (da situação). Esta seria a tarefa do jornalista".
"Quem escreve –reconhece o vaticanista falando sobre si mesmo– cometeu diversos enganos em anos de profissão, não me sinto para nada em grau de dar lições ou conselhos a ninguém. Mas me parece, como leitor, que estamos diante de um preconceito já estabelecido: O-Papa-deve-ser-culpado (talvez por isso tentam levá-lo aos tribunais) e com esta óptica buscam testemunhos, documentos".
Para o vaticanista este preconceito se manifesta no fato que "apareçam estes fatos na primeira página sem verificar o caso e sem explicar as circunstâncias".
Depois de ressaltar o grande trabalho do Papa Bento XVI enfrentando os casos de abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero, Tornielli comenta que "é totalmente evidente que estamos ante um encarniçamento consertado que procura deslegitimar a autoridade moral da Igreja, do Papa, para tirar força à sua mensagem. Com isto –conclui– não procuro minimizar os escândalos que estão aos olhos de todos".
Andrea Tornielli escreve também um artigo no jornal italiano Il Giornale no qual assinala que o advogado Jeff Anderson está atrás da publicação da carta da AP, quem ademais assinalou a esta mesma agência alguns anos atrás que estava processando a Igreja por tudo o que ela tem e que já ganhou milhões de dólares em processos legais.
O vaticanista indica que "junto ao advogado Anderson, durante a conferência de imprensa em Nova Iorque no último 25 de março, dedicada ao caso do Padre Murphy, estava presente o dominicano Thomas Doyle, há anos empenhado em favorecer as vítimas de abusos, mas empenhado sobre tudo em demonstrar uma responsabilidade do vaticano".
Tornielli assinala além que "é necessário recordar que ao início dos casos de pedofilia na Alemanha se deram as denúncias do presidente do Canisius College, Padre Klaus Mertel, quem busca uma revalorização teológica da homossexualidade".
William McGurn, editor do Wall Street Journal, explica com mais profundidade o papel de Jeff Anderson em: www.acidigital.com/noticia.php?id=18661

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Encobrimento de abusos deve ser tratado com rigor dentro e fora da Igreja Católica

Encobrimento de abusos deve ser tratado com rigor dentro e fora da Igreja Católica, diz Cardeal

ROMA, 13 Abr. 10 (ACI) .- O Presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), Cardeal Angelo Bagnasco, reiterou seu apoio ao Papa Bento XVI ante a campanha difamatória mediática contra a sua pessoa e explicou que ninguém faz tanto como o Santo Padre ante os abusos cometidos por parte de alguns membros do clero e precisou que o encobrimento destes casos deve ser tratado com rigor, dentro e fora da Igreja Católica.
Em entrevista concedida ao Il Sole 24 ore, o purpurado assinalou que "a pedofilia –como tive oportunidade de dizer nestas semanas– é um crime odioso. E é ademais um pecado escandalosamente grave que trai o pacto de confiança inscrito na relação educativa; por isso sempre é algo aberrante e, se é cometido por uma pessoa consagrada, adquire uma gravidade ainda maior"."Bento XVI, a quem renovo o afeto e a proximidade do Episcopado e de toda a Igreja na Itália pelas acusações gratuitas e infamantes das que é objeto, empreendeu, e não só desde hoje, uma severa ação de auto-exame que conduza à Igreja a purificar-se a si mesma dos membros que ofuscaram dolorosamente sua imagem e credibilidade".
Mas esta "vigorosa obra de limpeza", prossegue o Cardeal, "que compreende obviamente uma leal e correta cooperação com a magistratura, não pode cancelar o sofrimento e o desencanto das vítimas: crianças e jovens que foram traídos em sua confiança espontânea. Para cada uma das pessoas violadas, a suas famílias, expresso vergonha e amargura, especialmente nos casos nos que não foram escutados por aqueles que deviam ter intervindo imediatamente".
O também Arcebispo de Gênova disse também que "os casos esclarecidos de desgoverno e de menosprezo dos fatos, quando não de encobrimento, devem ser rigorosamente seguidos dentro e fora da Igreja e, como já aconteceu em alguns casos, devem ter como efeito o afastamento e a demissão das pessoas envolvidas".

Papa Bento XVI envia 50 mil Dólares às vítimas das chuvas no Estado do Rio

Papa Bento XVI envia 50 mil Dólares às vítimas das chuvas no Estado do Rio

RIO DE JANEIRO, 13 Abr. 10 (ACI) .- Em nota de imprensa divulgada hoje, a Arquidiocese do Rio informou que o Papa Bento XVI doou 50 mil dólares às vítimas das enchentes no Estado. O comunicado foi feito ao Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, por meio de carta enviada pelo Presidente do Pontifício Conselho Cor Unum, Cardeal Paul Josef Cordes.
Com esse gesto, o Sumo Pontífice deseja prestar auxílio "àqueles que foram atingidos pelos deslizamentos provocados pela chuva torrencial que devastou algumas favelas na cidade do Rio de Janeiro", e assim "estar perto das famílias que estão sofrendo e também perto de todos que generosamente estão trabalhando na operação de emergência".
As chuvas ao longo de todo o Estado deixaram um saldo de mais de 11.000 pessoas desabrigadas e outras 245 mortas até agora.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Cardeal Bertone anuncia iniciativas do Papa contra pederastia

Cardeal Bertone anuncia iniciativas do Papa contra pederastia

Em uma coletiva de imprensa concedida no Chile

SANTIAGO, terça-feira, 13 de abril de 2010 (ZENIT.org).
- Segundo o secretário de Estado vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, anunciou no Chile, o Papa tomará iniciativas para enfrentar os atos de pederastia cometidos por membros da Igreja e “não deixará de nos surpreender”.

Em uma coletiva de imprensa concedida nessa segunda-feira no Seminário Pontifício de Santiago, o purpurado, que visita em nome do Santo Padre o país flagelado pelo terremoto, afirmou: “creio que o Papa ainda tomará outras iniciativas. Não posso antecipar, mas se estão pensando outras iniciativas. Não vai deixar de nos surpreender com essas iniciativas sobre este tema específico”.

Segundo o purpurado italiano, “também outras instituições devem tomar iniciativas concretas, de coração”, para defender a dignidade das crianças e das mães jovens.

Em resposta aos jornalistas, afirmou: “muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros demonstraram, e me disseram recentemente, que há relação entre homossexualidade e pedofilia”.

A pederastia, reconheceu, é uma patologia “que toca todas as categorias de pessoas, e percentualmente em menor medida aos sacerdotes”, mas de todos os modos, estas condutas negativas de sacerdotes “são muito graves e escandalosas”.
Fonte: Zenit

O Sinal da Cruz


O SINAL DA CRUZ
(†)-Pelo sinal da Santa Cruz,
(†) livrai-nos Deus, Nosso Senhor,
(†) dos nossos inimigos,
(†) em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém
Quantas pessoas fazem o Sinal da Cruz, ou como se costuma dizer, o “Pelo Sinal” antes das orações, ou pelo menos uma vez ao dia? A impressão que temos é que o número é bastante reduzido, especialmente entre os mais jovens. A maioria faz, e às vezes de modo displicente, como um salamaleque, o “Em nome do Pai”, ficando só no gesto, sem invocar a Santíssima Trindade.
O Sinal da Cruz é uma oração importante que deve ser rezada logo que acordamos, como a nossa primeira oração, para que Deus, pelos méritos da Cruz de Seu Divino Filho, nos proteja durante todo o dia. Com este Sinal, que é o sinal do cristão, nós pedimos proteção contra os nossos inimigos.
Que inimigos? Todos aqueles que atentem contra a nossa pessoa, para nos causar tanto males físicos, quanto espirituais. O Sinal da Cruz, feito antes de iniciarmos as nossas orações, nos predispõe a bem rezar.
† Pelo sinal da Santa Cruz: ao traçarmos a primeira cruz em nossa testa, nós estamos pedindo a Deus que protejaa nossa mente dos maus pensamentos, das ideologias malsãs e das heresias, que tanto nos tentam nos dias dehoje e mantendo a nossa inteligência alerta contra todos os embustes e ciladas do demônio;
† Livrai-nos Deus, Nosso Senhor: com esta segunda cruz sobre os lábios, estamos pedindo para que de nossa boca só saiam palavras de louvor: louvor a Deus, louvor os Seus Santos e aos Seus Anjos; de agradecimento a Deus, pois tudo o que somos e temos são frutos da Sua misericórdia e do Seu amor e não dos nossos méritos: que as nossas palavras jamais sejam ditas para ofender o nosso irmão.
† Dos nossos inimigos – esta terceira cruz tem como objetivo proteger o nosso coração contra os maus sentimentos: contra o ódio, a vaidade, a inveja, a luxúria e outros vícios; fazer dele uma fonte inesgotável de amor a Deus, a nós mesmos e ao nosso próximo; um coração doce, como o de Maria e manso e humilde como o de Jesus.
Padre Marcelo Rossi
Recebido por e-mail.

segunda-feira, 29 de março de 2010

A Igreja aceita a pena de morte?


A Igreja aceita a pena de morte?

Alguns leitores têm nos perguntado como interpretar o §2266 do Catecismo da Igreja que fala sobre a pena de morte e afirma: “… o ensinamento tradicional da Igreja reconheceu como fundamentado o direito e o dever da legítima autoridade pública de infligir penas proporcionadas à gravidade dos delitos, sem excluir, em caso de extrema gravidade, a pena de morte. ”

A Igreja, na prática, é contra a pena de morte; tanto assim que a cada caso de condenação nos EUA, o Papa pede clemência; aliás, tem pouco adiantado.

Como S. Tomás de Aquino a aceitava, em casos raros, na Idade Média, a Igreja não fechou a porta definitivamente para a possibilidade dela ser usada em “um caso de extrema gravidade”. Esse caso de “extrema gravidade” seria por exemplo comparado à legítima defesa, onde a sociedade não tivesse como se livrar do perigo de um assassino, de forma alguma, nem pela prisão perpétua. Na prática, isto parece não mais existir; especialmente por causa dos presídios de segurança máxima; o que faz a Igreja ser, na prática contra a pena de morte.

Uma prova clara disso, foi que quando da pena de morte aplicada a Sadam Hussein, o Vaticano foi contra a sua execução. A fonte de noticias www.acidigital noticiou o seguinte:

O Vaticano reitera rejeição à pena de morte após execução de Saddam Hussein
VATICANO, 2006-12-30 (ACI).- A Santa Sé reagiu ao anúncio da aplicação da pena capital ao ex-presidente do Iraque, Saddam Hussein, mediante um comunicado do Diretor da Sala de Imprensa, Pe. Federico Lombardi, S.J., quem reiterou a posição da Igreja contra a pena de morte e auspiciou o início de um tempo de reconciliação e paz para o país.

“Uma execução capital é sempre uma notícia trágica, motivo de tristeza, inclusive quando este foi culpado de graves delitos”, diz a nota do Pe. Lombardi.“A posição da Igreja católica, contrária à pena de morte, foi várias vezes reiterada”.

“A morte do culpado não é o caminho para reconstruir a Justiça e reconciliar à sociedade. Existe, pelo contrário, o perigo de que isto alimente o desejo de vingança e se semeie nova violência”, adiciona.O exposto acima deixa claro que a Igreja Católica é contra a pena de morte.


Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

terça-feira, 23 de março de 2010

cristãos devem libertar-se do complexo de inferioridade

Cardeal Rylko: "cristãos devem libertar-se do complexo de inferioridade"

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 14 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- "Para os cristãos, chegou o momento de libertar-se do falso complexo de inferioridade para com o chamado mundo leigo, para poderem ser valentes testemunhas de Cristo."
O Cardeal analisou a situação atual das sociedades ocidentais, caracterizadas pela "ditadura do relativismo", e denunciou a aparição de um "novo anti-cristianismo" que "faz passar por politicamente correto atacar os cristãos, e em particular os católicos".
Hoje, advertiu, "quem quer viver e atuar segundo o Evangelho de Cristo deve pagar um preço, inclusive nas sumamente liberais sociedades ocidentais". "Está ganhando espaço a pretensão de criar um homem novo completamente desarraigado da tradição judaico-cristã, uma nova ordem mundial", acrescentou.
Fonte: Cléofas

segunda-feira, 22 de março de 2010

A BÍBLIA NÃO PODE SER INTERPRETADA À MARGEM DA IGREJA

A BÍBLIA NÃO PODE SER INTERPRETADA À MARGEM DA IGREJA


Por pe. Disán Vázquez (México)
Tradução: Carlos Martins Nabeto
Fonte: http://www.apologetica.org


Pontos de meditação sobre a relação Bíblia-Igreja

A Bíblia não pode ser compreendida corretamente se for separada da Igreja, onde nasceu.

1. A Igreja não nasceu da Bíblia, porque a Igreja é anterior à Bíblia. Ou seja, primeiro veio a Igreja e dela nasceu a Bíblia. O mesmo se deu acerca de Israel, se nos referirmos ao Antigo Testamento (o que se deu também com a Igreja cristã, se nos referirmos ao Novo Testamento).
Quando os livros do Novo Testamento foram escritos, a Igreja já tinha sido fundada por Cristo, pois -recordemos - que Cristo morreu e ressuscitou por volta do ano 30, enquanto que os livros do Novo Testamento foram escritos muito tempo depois. Por exemplo, o Evangelho de São Marcos foi escrito por volta do ano 64; São Lucas escreveu o seu Evangelho entre os anos 65 e 80; dessas datas, mais ou menos, provém o atual Evangelho de São Mateus. Os primeiros livros do Novo Testamento são as cartas de São Paulo, escritas entre os anos 51 e 67. O último foi o Apocalipse, escrito entre os anos 70 e 95.

2. Quando a Bíblia foi escrita (em concreto, o Novo Testamento), a Igreja já era uma comunidade viva, governada pelos apóstolos e por seus sucessores, que transmitiam de viva voz a Palavra de Deus. Nem tudo o que ocorreu foi posto por escrito, nem sequer da vida e da pregação de Jesus (João 21,25; 2Tessalonicenses 2,15; 2Timóteo 1,13; 2,2; 2João 12).

3. A Bíblia é verdadeira Palavra de Deus, e devemos crer e obedecer tudo o que ela nos ensina e manda. Porém, Jesus Cristo não veio para escrever uma Bíblia. Ele veio para inaugurar o Reino de Deus e para isso fundou uma comunidade (a sua Igreja) que fosse no mundo o anúncio e o início permanente desse Reino. Aos seus apóstolos, Jesus não mandou que compartilhassem Bíblias, mas que pregassem e dirigissem a Igreja em seu Nome (Mateus 28,19; Lucas 10,16; Romanos 10,17). Aos seus discípulos, Jesus não mandou que lessem a Bíblia para que conhecessem a sua vontade, mas que seguissem a sua Igreja e as autoridades que constituiu nela (Atos 9,6-17; Mateus 18,15-17). Isto mesmo fez YHWH no Antigo Testamento (Deuteronômio 17,8-13).

Encontramos na Bíblia partes difíceis de ser entendidas e que muitos corrompem o seu sentido, razão pela qual é necessário que alguém, inserido plenamente na Igreja, ajude a compreendê-las (2Pedro 3,16; Atos 8,29-31).

4. A Igreja cristã do século I era guiada pela Palavra de Deus. Porém, esta não estava apenas nos poucos livros escritos por alguns dos apóstolos, mas também era encontrada nas palavras e atos de Jesus, na pregação dos apóstolos, na orientação que davam continuamente à pregação dos apóstolos e na orientação que davam continuamente à Igreja e que ela recolhia, conservava e vivia com fidelidade. A este conjunto de orientações vivas de Cristo e dos apóstolos (que não foram escritas) é que a Igreja chama de "Tradição", a qual se formou na própria vida da Igreja, em suas instituições, em seu cultos e - sobretudo - na sua maneira de compreender as questões estabelecidas na Bíblia.

5. A Tradição é a atmosfera e o ambiente em que esta (a Bíblia) foi escrita e é a chave para interpretá-la corretamente. A Tradição é a vida e a fé da Igreja do século I que, juntamente com a Bíblia escrita, foi conservada e transmitida fielmente.


Para citar este artigo:
(MÉXICO), pe Disán Vázquez. Apostolado Veritatis Splendor: A BÍBLIA NÃO PODE SER INTERPRETADA À MARGEM DA IGREJA. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/1537. Desde 7/14/2003.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A CULPA NÃO CONFESSADA CONSOME NOSSAS FORÇAS

Não enfrentar o mal consome a gente. Ter sabedoria para enfrentar o mal é fugir dele para não pecar. A nossa meta é não pecar. Deus não deixa de estar ao lado da pessoa em pecado, mas alguém que não enfrenta o mal e que anda de braços dados com o mal, esta pessoa não consegue enfrentar a presença do Senhor.
Você já prestou atenção que quando não estamos bem com nós mesmos e com o outro, ou quando não estamos bem com Deus a gente não gosta da Igreja? Porque entrar ali é ter que se enfrentar, é ter que olhar para aquilo que não está bem nossa vida, para aquilo que está errado. Entrar na igreja é enfrentar a presença de Deus e nós não conseguimos, porque Ele é luz, então Ele ilumina a situação que está nos incomodando. Mas chega uma hora em que não aguentamos e vamos lá pedir socorro.
“Então eu vos confessei o meu pecado, e não mais dissimulei a minha culpa. Disse: Sim, vou confessar ao Senhor a minha iniquidade. E vós perdoastes a pena do meu pecado”. A quem vamos recorrer ao sermos cercados pela angústia? Nesses momentos angustiantes ninguém consegue nos ajudar, podem até nos apoiar, mas, nessa hora, a única ajuda que é indispensável é a de Deus. A todo aquele, sem exceção: Deus diz: Já que você se arrependeu de coração do mal que fez, esta palavra é para você, “Vou te ensinar, vou te mostrar o caminho que deves seguir; vou te instruir, fitando em ti os meus olhos”.
Deus está nos dizendo que não sejamos pessoas sem freios! Deus não nos constrange, Ele não quer ninguém sendo obrigado, Ele quer o nosso coração e nos quer felizes. Quem é feliz? Feliz é aquele que é perdoado. O perdão mata o câncer da nossa alma. E por que o perdão de Deus é tão importante? Porque extirpa o veneno que nos consumia, o pecado é o câncer da alma. O câncer é uma célula com mania de imortalidade, é uma célula que não quer morrer. E o que ela faz? Ela vai consumindo todas as outras células boas que estão perto dela e, no final, ela mata a pessoa e se mata.
Existe muita gente que acabou sendo um câncer na vida da sua família e por quê? Porque ela tem um desejo de imortalidade tão grande, tem um desejo de felicidade tão grande, que foi passando por cima de todo o mundo que estava perto dela. Fez igual a célula cancerosa, só que chega uma hora em que ela experimenta as consequências do que ela fez. Ela fez um rombo na vida afetiva, na vida profissional dela. Isso é uma mania de imortalidade. O pecado faz isso com a gente. Toda vez que a gente decide ser feliz a qualquer preço, o pecado consome tudo ao nosso redor e também o nosso coração.
A felicidade não é o nosso Deus, nós não a idolatramos. Existem muitas pessoas que pensam que idolatria é ter uma imagem em casa, mas não é isso. Na minha casa eu tenho sempre diante dos meus olhos um crucifixo. E por que eu o tenho? Porque nós, seres humanos, nós somos visuais. Por isso eu preciso ter diante dos meu olhos aquilo que eu não posso esquecer, e eu não quero e não posso esquecer que Jesus Cristo derramou o Sangue por mim na cruz. Ele é o meu Senhor e o crucifixo está ali para me lembrar disso. A felicidade não é o nosso Deus, mas o Senhor faz a nossa felicidade acontecer, pois Ele mesmo é a nossa felicidade. E existe muita diferença nisso, há uma verdade aí, porque se você correr atrás da sua felicidade você vai se frustrar porque ela vai escapar de você, mas busque a Deus primeiro, busque as coisas do Alto e a felicidade virá até você.
Você quer ser feliz? Então rompa com o pecado. Porque no coração da gente não tem espaço para o pecado. Para as coisas de Deus ou é um ou outro. Rompa com o mal. Como? Confessando o seu pecado. A culpa não confessada consome as nossas forças, assim como os dias quentes do verão. O pecado nos consome dessa maneira.
Deus precisa da nossa adesão para nos dar o refrigério de que precisamos.
Márcio Mendes
Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 17 de março de 2010

O que é "Santo Daime"

Para nós Brasileiros que estamos acompanhando a trágica morte de um seguidor dessa seita, segue para conhecermos um pouco do que se trata.
Abraços fraternos
*****



Por: D.Estevão Bettencourt
Revista Pergunte e Responderemos, n.340; 1990; pg 422

“A palavra “Daime”, segundo explicam os que a professam, vem do verbo “dar” no imperativo. “Dai-me paz, saúde e felicidade”, eis a aspiração implicada por esse vocábulo. “Santo Daime” designa uma bebida (chá - ayahuasca) preparada parada mediante o cruzamento de dois vegetais da Floresta Amazônica cipó jagube e a folha chacrona.

Tal bebida é utilizada por grupos indígenas do continente americano desde a época pré-colombiana em rituais mágico-religiosos, a fim de proporcionar intuições, alívio físico e psíquico, curas… Ora, eis que no século XX habitantes negros e brancos do Brasil descobriram tal bebida e seus efeitos poderosos, e constituíram em torno dela uma corrente religiosa eclética, cujas origens passaremos a ver.

Raimundo Irineu Serra, negro, nascido em 1892 no Maranhão, foi para o Acre com 20 anos de idade, integrando o movimento migratório de nordestinos para trabalhar na extração do látex. Na Floresta Amazônica, Irineu e seus companheiros foram fundindo a sua cultura com a dos índios; aprenderam a preparar a bebida de cipó jagube e folha chacrona. O uso desse chá proporcionou a Irineu as suas “mirações”: “apareceu-lhe” uma mulher chamada Clara, que se dizia Nossa Senhora da Conceição, a Rainha da Floresta. Relatou Irineu que foi ela quem deu o nome do “Santo Daime” à bebida e ditou normas para a realização do respectivo ritual.

Teria revelado a “Senhora” que aquela bebida tinha muitos nomes, mas o verdadeiro era o próprio verbo divino “dar” - dar para os que necessitassem e pedissem -, originando assim o nome “Daime”. “Daime amor, Daime luz, Daime força” são expressões características do Santo Daime.

O Mestre Irineu passou por uma fase de iniciação no interior da floresta, incluindo jejum de alimentos e abstinência sexual, a fim de adquirir (como se dizia) poderes de mira, vidência e comunicação com os espíritos.

A doutrina revelada a Irineu se codificou nos hinos do Santo Daime, que correspondiam à Bíblia Sagrada; esses hinos, recebidos do além, são tidos como a linguagem de comunicação com o astral, onde estão todos os seres divinos. Neles se encontram expressas crenças do cristianismo, das religiões africanas e das indígenas, ou seja, de três culturas (a branca, a negra, a indígena). Evocam Jesus Cristo, Nossa Senhora da Conceição, São João Batis­ta, o patriarca São José, Tuperci, Ripi Iáiá, Currupipipiraguá, Equiôr, Tucum, Barum, Marum, Papai Paxá, B.G., Rei Titango, Rei Agarrube, Rei Tintuma, Princesa Soloína, Princesa Janaína e Marachimbé.

Os seguidores do Mestre Irineu tomaram o nome de “Povo de Juramidam”, expressão composta de Jura (= pai) e Midam (= filho). Tal é o nome que o iniciador da seita diz ter recebido das entidades divinas. Juramidam represen­ta a segunda volta de Jesus Cristo à terra, sendo assim o Povo de Juramidam o Povo de Jesus Cristo.

Mestre Irineu foi se deslocando no Estado do Acre de região em região, até que em 1945 recebeu do senador Guiomar dos Santos uma área no local denominado “Colônia Custódio Freire”, onde fundou o Centro de iluminação Cristã Luz Universal, o Alto Santo, que chegou a congregar 500 membros efetivos e receber milhares de visitantes desejosos de conhecer o Santo Daime.

A fama dessa instituição se espalhou no estrangeiro, de modo que até junho de 1980 um total de 1201 pessoas vindas do exterior haviam assinado o livro de visitantes e tomado o Santo Daime. Provinham da Argentina, da Bolívia, do Peru, da Colômbia, da Venezuela, do Chile, da Inglaterra, da França, da Itália, da Suíça, da Alemanha, de Portugal, de Israel, do Canadá e do Japão.

Outra sede do Santo Daime é a Colônia dos Cinco Mil (Acre), que no foro civil é registrada como entidade filantrópica, tendo o nome de “Centro Eclético de Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra” (CEFLURIS). Em 1976 havia na Floresta Amazônica 25 Colônias unidas entre si pela utilização do Santo Daime. As festas oficiais do Santo Daime acompanham o calendário cristão. O ano religioso começa em 6 de janeiro, em homenagem aos Três Reis do Oriente. Isso, porém, não implica compromisso como cristianismo; o Santo Daime é um sincretismo religioso, que atrai por suas promessas de “cura” e “mirações” (intuições). Não se coaduna com a fé católica.


O governo brasileiro oficializou na terça-feira (26) as regras para o uso religioso do ayahuasca, chá também conhecido como santo-daime, entre outras denominações, e utilizado principalmente em cerimônias religiosas no Norte do País. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, veta o comércio e propagandas do composto, que só poderá ser cultivado e transportado para fins religiosos e não lucrativos. Em 1985, a bebida chegou a ser proibida no País, mas liberada dois anos depois, para uso religioso. No início dos anos 90 houve nova tentativa de proibir o chá, também refutada. Em 2002, mais uma vez houve denúncias de mau uso do chá”.

D. Estevão Bettencourt.

Fonte: Blog do Prof Felipe Aquino

Fecundação assistida aumenta risco de morte dos fetos

É o que revela uma pesquisa realizada na Dinamarca

COPENHAGUE, terça-feira, 2 de março de 2010 (ZENIT.org).- Um estudo realizado no Hospital da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, revelou que os fetos que são fruto de reprodução assistida têm um risco quatro vezes maior de nascerem mortos que os que são concebidos de forma natural.

Os resultados do estudo foram publicados recentemente na revista da Sociedade Europeia de Reprodução e Embriologia Humana Human Reproduction.

A pesquisa analisou mais de 20.000 gravidezes e obteve como resultado que de cada mil mulheres que concebem de maneira assistida, com métodos como IVF (fecundação in vitro) e ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozóides) 16,2 dão à luz um bebê morto, enquanto que no mesmo número de mulheres que não utilizam esses métodos, o risco se reduz a 3,7.

Diante dos resultados, a diretora desta pesquisa, Kirsten Wisborg, disse que quem se submete a tais tratamentos “não tem de se preocupar”, devido a que “isso não necessariamente indica que o aumento do risco de morte fetal seja explicado pela infertilidade e pode ser mais devido a outros fatores como a tecnologia com a qual se aplicam o IVF e o ICSI, ou algumas diferenças fisiológicas nos casais que se submetem a esses tratamentos”.

ZENIT consultou o ginecologista espanhol Esteban Rodríguez Martín, membro da plataforma Ginecologistas pelo Direito a Viver (DAV), que assegurou que sempre a fecundação assistida “supõe um alto custo de vidas humanas”.

“Este novo trabalho de pesquisa demonstra que a ineficiência (dos métodos de reprodução assistida) não só aumenta a morte de embriões nos tubos de ensaio e nos congeladores, mas também aumenta a morte de crianças em fase final”, diz o médico.

Rodríguez assinalou a importância de que “os casais estejam informados dos riscos que as técnicas de transferência e produção artificial de embriões implicam para seus filhos”.

Amostra

A pesquisa levou em conta 20.166 mulheres grávidas, das quais 82% tinham concebido de maneira natural e 10% conceberam um ano depois da primeira tentativa. Entre o restante, 4% havia concebido com tratamento de IVF e ICSI e 4% com outras formas de tratamento.

Nessa amostra, todas as mulheres estavam grávidas pela primeira vez e esperavam apenas um filho. De cada uma se tomou um registro de sua história obstétrica, em que se analisaram fatores como o tempo que levou engravidar-se, os tratamentos utilizados e a idade.

Também se tiveram em conta alguns hábitos como tabagismo, consumo de álcool e café durante a gravidez, o estado civil, nível de educação e seu estado psicológico.

O estudo concluiu que as mulheres que mostraram menos risco de ter um bebê morto ao nascer foram as que tinham concebido de maneira natural, sem nenhum tipo de tratamento. Entre as que conceberam de forma espontânea em um lapso de 12 meses, o risco foi de 3,7 para cada 1.000, e nas que tardaram mais de um ano para conceber de forma espontânea, o risco foi de 5,4 por 1.000.

Para o doutor Esteban Rodríguez, a fecundação assistida está “derivando para a mercantilização da vida humana”.

“A indústria da produção embrionária, valendo-se de um sentimentalismo superficial e do sofrimento por não ter descendência de milhares de casais em todo o mundo desenvolvido, obstinado em atrasar e planejar artificialmente ao máximo a maternidade, coisifica os embriões, dando-lhes um trato indigno do ser humano”, denunciou.

“Congelamentos, experimentos, seleções eugenésicas, inclusive transferências a casais de mulheres unidas por vínculos afetivos homossexuais são alguns exemplos desta mercantilização e coisificação deste lucrativo negócio em que se converteu o tratamento da infertilidade”, concluiu o ginecologista.

(Carmen Elena Villa)

Fonte: Zenit.com

sexta-feira, 12 de março de 2010

Milagre atribuído a João Paulo II

Nenhuma objeção ao milagre atribuído a João Paulo II
Confirma o arcebispado francês de Aix-en-Provence
Por Jesús Colina

PARIS, quinta-feira, 11 de março de 2010 (ZENIT.org). – A análise do suposto milagre vivido por uma religiosa francesa que sofria do mal de Parkinson, atribuído à intercessão de João Paulo II, atende às exigências estabelecidas pela Congregação para as Causas dos Santos, confirmaram fontes oficiais da Igreja na França.

A Conferência Episcopal Francesa publicou nessa quarta-feira em sua página na web (http://www.cef.fr/) um comunicado do sacerdote Luc Marie Lalanne, chanceler do arcebispo de Aix-en-Provence, em que são desmentidas supostas alegações de que a irmã Marie Simon Pierre teria sofrido uma recaída em sua doença.

“Em nome da Congregação das Pequenas Irmãs das Maternidades Católicas e do Arcebispado de Aix-en-Provence, desminto categoricamente esta afirmação”, diz o padre Lalanne. “A irmã Marie Simon Pierre continua a gozar da mais perfeita saúde”, sublinha.

A religiosa de 48 anos, que oferece sua obra de caridade numa maternidade de Paris, está bem, como testemunham diversas pessoas a ela ligadas.

“Conforme declarou recentemente a assessoria de imprensa da Santa Sé, o processo romano referente a esta cura potencialmente milagrosa encontra-se em fase inicial e segue seu curso em condições normais, com toda a seriedade e precisão exigidas para as investigações que precedem o reconhecimento de um milagre”, conclui o comunicado do chanceler.

A investigação diocesana sobre a suposta cura inexplicável da irmã Marie Simon Pierre, que teria ocorrido em junho de 2005, foi conduzida em 2007 pela arquidiocese de Aix-en-Provence, em cuja jurisdição se encontra a maternidade na qual a freira trabalhava na época.

Ainda que Bento XVI tenha concedido a licença para a não observância do prazo mínimo de cinco anos exigido para a condução da causa de beatificação de João Paulo II, o processo está sendo submetido a todas as fases exigidas como em qualquer outro caso, entre as quais está previsto o reconhecimento, por uma comissão médica, de uma cura inexplicável, que em seguida deve ser reconhecida como um “milagre” por uma comissão teológica, por uma comissão de cardeais e bispos e, finalmente, pelo próprio Papa.

O postulador da causa de beatificação de Karol Wojtyła, o sacerdote polonês Slawomir Oder, explicou em 27 de março de 2007 que o caso da irmã Marie Simon Pierre foi escolhido, dentre diversos outros apresentados, por dois motivos: por ela ter sido curada de uma doença que também acometeu o Papa, e porque, uma vez curada, pôde continuar a se dedicar à “batalha pela defesa da vida” na maternidade, como fez o pontífice polonês em seu magistério e ministério.
Fonte: Zenit.com

quarta-feira, 10 de março de 2010

Historiador judeu: Pio XII não foi o "Papa de Hitler"

Historiador judeu: Pio XII não foi o "Papa de Hitler"

ROMA, 08 Mar. 10 (ACI) .- O historiador judeu nascido em Praga, Saul Friedländer, assinala em uma recente entrevista no semanário Le Point que Pio XII não foi o Papa de Hitler. Deste modo recorda a aversão do Papa Pacelli pelo nazismo e sua decisiva colaboração na encíclica Mit brennender Sorge de Pio XI na qual se deplora esta ideologia.
Friedländer ensinou história contemporânea no Instituto universitário de altos estudos internacionais de Genebra. Trabalhou também nas universidades de Los Angeles (EUA) e Tel Aviv (Israel). É autor, entre outros livros de "Hitler e os Estados Unidos", "Pio XII e o Terceiro Reich" e "Reflexões sobre o futuro de Israel".
Em entrevista concedida ao semanário Le Point dada conhecer pelo L'Osservatore Romano, o historiador judeus se refere ao "silêncio de Pio XII afirmando que se a Igreja tivesse elevado sua voz, hoje sua 'grandeza' seria recordada". Hoje se sabe que a verdadeira grandeza deste Papa esteve no seu silêncio que permitiu que ele salvasse mais de 700.000 judeus de perecer sob o regime nazista.O LOR assinala que ante diversas acusações deste tipo, "Friedländer considera que não quer transformar, como outros têm feito, a Pio XII no 'Papa de Hitler'.
Recorda, ao contrário, a aversão do Papa Pacelli pelo nazismo e sua decisiva colaboração na redação da Mit brennender Sorge", a encíclica de Pio XII que condena a ideologia nazista.
Fonte: ACI Digital

terça-feira, 9 de março de 2010

Bebê prematuro sobrevivente

Ao ler essa reportagem, fiquei pensando... essa é a beleza do amor, do lutar pela vida. Enquanto mulheres lutam para ter o direito de matar seus filhos em seu ventre, essa viu seu filho sendo submetido a 6 meses de tratamento intensivo para poder levá-lo pra casa, por ter nascido tão pequeno.
Situações como essa nos lembram que devemos lutar pela vida, a cada dia, pela nossa e pelo de cada bebê que hoje corre o risco de ser assassinado, sem ter o direito de ver o sol nascendo. Assim como esse bebê, que lutou e conseguiu sair de 275 gramas para quase quatro quilos em seis meses, e viver!
Lutemos pela vida, ao lado de Deus, que é o Deus da Vida!

BERLIM, 07 Mar. 10 (ACI) .- Um bebê menino que nasceu em 25 de junho de 2009 com 275 gramas de peso, sobreviveu logo depois de seis meses de tratamento e foi dado de alta em dezembro passado, convertendo-se no menor recém-nascido (varão) do mundo que conseguiu sobreviver.Este fato foi destacado pela imprensa ao assinalar que de acordo à experiência médica, os bebês prematuros que nascem com menos de 350 gramas de peso falecem ao pouco tempo de nascer.
Conforme indicou o porta-voz da Universidade Médica de Göttingen (UMG), Stefan Weller, o bebê nasceu na vigésima quinta semana de gestação com 275 gramas e após seis meses na unidade de cuidados intensivos, foi dado de alta em dezembro com 3,7 quilogramas de peso.
Este menino se converteu no quarto bebê do mundo que sobreviveu logo depois de nascer com um peso tão baixo, e no primeiro de sexo masculino. Segundo as estatísticas, as possibilidades de sobrevivência dos bebês prematuros são 25 por cento mais altas nas meninas.
Segundo a UMG, a mãe chegou em junho à clínica universitária por complicações na gravidez. A pesar que os médicos tentaram atrasar o parto, este teve que dar-se através de uma cesárea.Indicou-se que o menino não teve complicações severas como derrames cerebrais ou infecções letais, e que para favorecer seu desenvolvimento motor e neurológico, está sendo submetido à estimulação precoce e a controles médicos regulares.
Fonte: ACI Digital

segunda-feira, 8 de março de 2010

Um convento no Coração da Igreja

UM CONVENTO NO CORAÇÃO DA IGREJA
No coração do Vaticano, à sombra da cúpula de São Pedro, há um convento consagrado à Mãe da Igreja. Sua construção é antiga, simples, e foi adaptada, alguns anos atrás, para as necessidades de uma ordem contemplativa. A idéia de ter, dentro do Vaticano, um mosteiro contemplativo que tivesse como missão rezar pelo Papa e pela Igreja, foi de João Paulo II.
Sua inauguração se deu dia 13 de maio de 1994, memória de Nossa Senhora de Fátima. Essa tarefa é confiada, cada cinco anos, a uma diferente ordem contemplativa. A primeira comunidade internacional era composta por Clarissas provenientes de seis diferentes países: Itália, Canadá, Ruanda, Filipinas, Bósnia e Nicarágua. Sucessivamente, foram substituías pelas Carmelitas, que continuaram a rezar e a oferecer a vida pelas intenções do Papa.
Desde o dia 7 de outubro de 2004, festa de Nossa Senhora do Rosário, encontram-se no mosteiro sete Irmãs Beneditinas, de quatro diferentes nacionalidades. Uma é filipina, uma vem dos Estados Unidos, duas são francesas e três, italianas.
Com essa fundação, João Paulo II mostrava à opinião pública mundial, sem palavras, mas de maneira clara, quanto a vida contemplativa é importante e indispensável, mesmo em nossos tempos, e quanto valor ele atribuía à oração no silêncio e ao sacrifício oculto. Ele queria ter próximas de si as religiosas de clausura para que rezassem por ele e por seu pontificado, pois estava convicto de que a fecundidade de seu ministério de pastor universal e o êxito espiritual de sua imensa obra proviriam, em primeiro lugar, da oração e dos sacrifícios de outros.
O Papa Bento XVI tem a mesma convicção. Duas vezes foi celebrar a santa Missa junto às “suas irmãs”, agradecendo-lhes pela oferta de suas vidas.As palavras que dirigiu, dia 15 de setembro 2007, às Clarissas de Castel Gandolfo, valem para as irmãs de clausura do Vaticano: “Eis então, queridas Irmãs, o que o Papa espera de vós: que sejais chamas ardentes de amor, “mãos postas” que vigiam em oração incessante, totalmente separadas do mundo, para apoiar o ministério daquele que Jesus chamou para guiar a sua Igreja”.
Não é por acaso que o Papa João Paulo II escolheu ordens femininas para essa tarefa. Na história da Igreja, seguindo o exemplo da Mãe de Deus, sempre foram as mulheres a acompanhar e apoiar, com orações e sacrifícios, o caminho dos apóstolos e dos sacerdotes em suas atividades missionárias. Por isso, as ordens contemplativas consideram como próprio carisma “a imitação e a contemplação de Maria”. Madre M. Sofia Cicchetti, atual priora do mosteiro, define a vida de sua comunidade como uma vida mariana cotidiana: “Nada é extraordinário aqui. Nossa vida contemplativa e claustral somente pode ser compreendida à luz da fé e do amor de Deus. Em nossa sociedade consumista e hedonista, parece ter desaparecido tanto o sentido da beleza e do estupor perante as grandes obras que Deus realiza no mundo e na vida de cada homem e mulher, quanto a adoração pelo mistério de Sua amorosa presença junto a nós.
No contexto do mundo de hoje, nossa vida, afastada do mundo, mas não indiferente a ele, poderia parecer absurda e inútil. No entanto, podemos testemunhar com alegria que não é uma perda doar o tempo só para Deus. Lembra a todos, profeticamente, uma verdade fundamental: a humanidade deve ancorar-se em Deus. Queremos ser como “Moisés”: com os braços erguidos e o coração dilatado por um amor universal, intercedemos pelo mundo, tornando-nos, dessa forma, “colaboradoras no mistério da redenção” (cf Verbi Sponsa, 3).
Nossa tarefa se funda mais que no “fazer”, no “ser” nova humanidade. À luz de tudo isso, podemos dizer que nossa vida é rica de sentido; não é perda e desperdício, nem recusa ou fuga do mundo, mas alegre doação a Deus-Amor e a todos os irmãos sem exclusão, e aqui, no “Mater Ecclesiae”, em particular pelo Papa e seus colaboradores”. Irmã Chiara-Cristiana, superiora das Clarrissas da primeira comunidade no Vaticano, testemunha: “Quando cheguei aqui, encontrei a vocação na minha vocação: dar a vida pelo Santo Padre como Clarissa. Assim foi para todas as outras co-irmãs”.Madre M. Sofia confirma: “Nós, como Beneditinas, somos profundamente ligadas à Igreja que está no mundo inteiro, e sentimos, portanto, um grande amor pelo Papa, onde quer que estejamos.
Certamente, ser chamadas tão próximas a ele – inclusive fisicamente – neste mosteiro “original”, aprofundou o amor por ele. Procuramos transmitir isso a nossos mosteiros de origem. Sabemos que somos chamadas a ser mães espirituais em nossa vida oculta e no silêncio. Entre nossos filhos espirituais, ocupam um lugar privilegiado os sacerdotes e os seminaristas, e todos os que se dirigem a nós pedindo apoio para suas vidas e seu ministério sacerdotal. Nossa vida quer ser “testemunho da fecundidade apostólica da vida contemplativa, em imitação de Maria Santíssima, que no mistério da Igreja apresenta-se de maneira eminentemente singular como virgem e mãe” (cf LG 63).
Fonte: Revista Adoração Eucarística pela Santificação dos Sacerdotes e Maternidade Espiritual, da Congregação para o Clero

terça-feira, 2 de março de 2010

Sobre o Purgatório

ENTREVISTA COM FREI JOSUÉ PEREIRA SOBRE O PURGATÓRIO


“Obedecer a lei de Deus e fugir do pecado, é isso que determina o seu destino eterno”

Ministeriado em Cura e Libertação, Frei Josué Pereira, da Ordem dos Frades menores conventuais da Província de Brasília, explica o que é purgatório e o que acontece com a alma quando se desliga do corpo e fica neste lugar à espera da salvação.

cancaonova.com: O que é o purgatório?

Frei Josué: O purgatório é uma das realidades que acontecem depois da morte. É um dogma de fé da Igreja e quem não o aceita, não pode se dizer completamente católico.
Depois da morte, que é a separação do corpo e da alma, acontece o juízo particular. Ali, a alma é julgada por Deus e tem dois destinos: a eternidade feliz (o céu) ou a eternidade infeliz (o inferno)(…) No céu só entram os puros, e a Palavra é muito clara: “Os puros de coração verão a Deus”. O purgatório, então, é uma antessala do céu. As pessoas que morreram arrependidas de seus pecados e se confessaram, não vão para o inferno. O que as leva para lá é a culpa dos pecados, mas estes também tem as penas temporais, que é o estrago que ele próprio causou à pessoa, à sociedade e à Igreja como um todo. Então, essa pessoa tem de passar por um processo de purgamento (daí o nome purgatório; de purificação) para ver a Deus.

cancaonova.com: O que acontece com as almas enquanto estão neste lugar?

Frei Josué: Quando acontece a morte, acaba-se o chamado ‘merecimento’. Você não merece mais nada, só pode esperar na misericórdia de Deus e na oração dos vivos. As almas ficam no purgatório por um tempo, mas é claro que o tempo do Senhor é bem diferente do nosso, pois estamos falando de uma realidade pós-morte, quer dizer, num sentido atemporal.
Quando dizemos tempo, quer dizer que tem uma duração, ou seja, um início e um final. As pessoas ficam submetidas à misericórdia divina, purgando todas as penas desses pecados até poderem, livremente, ver a face de Deus na glória que nós chamamos de céu.

cancaonova.com: Como se determina esse tempo?

Frei Josué: Esse tempo é determinado de acordo a gravidade dos pecados cometidos e as suas consequências, que são as penas. Muitos santos tiveram a graça de Deus, como Santa Catarina de Gênova e o próprio São Francisco, de serem levados em êxtase ao purgatório; e todos são unânimes em dizer que é um lugar de grande sofrimento.
Mas lá existe uma coisa que não existe no inferno, a esperança. Se as almas recebem orações daqui e as aceita, claro que esse purgatório pode ser diminuído. São os mistérios da misericórdia de Deus.

cancaonova.com: Estando lá, as almas podem ainda obter salvação?

Frei Josué: Sim, elas não vão mais para o inferno. Essa é a grande alegria; por isso não se desesperam. Elas sabem que ofenderam a Deus, pois ali se tem consciência total da gravidade dos pecados. Por isso, cada vez que formos pecar aqui na terra, devemos pensar, porque é desesperador saber que Deus está ali, atrás da porta, mas você não consegue vê-Lo.
A única coisa que consola uma alma é a visão beatífica de Deus. Então, de um lado há um grande esforço de querer ver Deus; por outro, um reconhecimento profundo de que não se está preparado ainda. É um dilema, uma dor; e essa dor é purgativa, cura e faz com que ela pague todo o castigo merecido pelas penas dos seus pecados.

cancaonova.com: Todos nós passaremos por este lugar?

Frei Josué: Uma coisa muito importante é sabermos que existe o arrependimento perfeito. Um exemplo disso é Dimas, o bom ladrão que está ao lado de Cristo na crucifixão. Ele teve um arrependimento tão perfeito, que o Senhor lhe disse: “Ainda hoje estarás comigo no Paraíso”(Lc 23,43).
Por outro lado, alguns textos da Palavra de Deus como Mateus, capítulo 5, diz assim: “Entrem em acordo, sem demora, com o seu adversário, enquanto ainda estás em caminho com ele, para que se suceda que te entregue ao juiz e o juiz te entregue ao ministro e te seja posto em prisão. Em verdade eu te digo, dali não sairás antes de ter pago o último centavo” (cf. Mt 5,25-26). Este é o purgatório.


Para a maioria de nós é muito difícil, mesmo diante de confissão e tanto conhecimento, fazer um ato de arrependimento perfeito, arrepender-se de coração. Elas pensam assim: “Eu preciso ir para o céu, tenho de me arrepender”. Mas, muitas vezes, elas sentem vergonha de ter feito aquilo, mas não de ter ofendido a Deus.
A contrição perfeita, que nos livra do purgatório, é essa consciência que as almas do purgatório tem: “Eu ofendi a Deus, não podia ter feito isso. Ele me deu tanto amor, tanta graça necessária para a minha salvação, mas eu não aproveitei. Eu mereço isso, eu merecia o inferno”. É um misto de contrição e esperança. Então, se vai passar pelo purgatório ou não, depende da contrição perfeita. Por isso, é importante confessar-se sempre.

cancaonova.com: Ele pode se tornar definitivo para algumas almas?

Frei Josué: Não. Inclusive, quando Jesus voltar, ele eliminará o purgatório; só haverá o céu e o inferno.

cancaonova.com: Até mesmo os santos tem a obrigatoriedade de fazer essa passagem?

Frei Josué: O que é um santo? É aquele que praticou as virtudes em grau heróico. Muitas pessoas são santas e estão no céu, mas não são canonizadas. Quando a Igreja canoniza um santo, está dizendo que ele é um modelo perfeito, uma pessoa bem parecida com Cristo. Então, esse processo de purificação já foi pago aqui.
Eu preciso falar também que existem três realidades que nos ajudam a evitar ou até a cortar o próprio purgatório. A primeira é a caridade, pois a Palavra diz que a caridade apaga uma multidão de pecados. Então, a pessoa que é muito caridosa, faz muito bem aos pobres por amor a Jesus – e essa é a verdadeira caridade –, ela paga muito do seu purgatório aqui na terra.

Uma outra graça é aceitar os sofrimentos com paciência. Se aceita com paciência, humildade, já estão vivendo aqui o seu purgatório. Uma outra forma são as indulgências plenária ou parcial, porque elas perdoam as penas dos pecados. Se a Igreja determina que um tempo seja de indulgência e você faz algumas práticas de piedade, como uma hora de adoração e a oferece nas intenções do Santo Padre, você ganha indulgências, ou seja, o perdão das penas. O seu purgatório está sendo evitado. Você também pode aplicar essas indulgências às almas dos seus falecidos, que você deve sempre rezar por elas.

cancaonova.com: O que leva uma pessoa para o céu ou para o inferno segundo a Igreja?

Frei Josué: O que determina é a recompensa que cada um receberá das suas obras. Deus retribuirá a cada um de acordo com elas. É a prática ou não dos dez mandamentos resumidos em dois: “Amar a Deus sobre todas as coisas” e “Amar ao próximo como a si mesmo”. Obedecer a lei de Deus e fugir do pecado, é isso determina o seu destino eterno, ou seja, o céu e o inferno começam aqui, consequentemente, o nosso purgatório também.

cancaonova.com: Por que a Igreja Católica reza pelas almas do purgatório?

Frei Josué: Justamente por que a Igreja acredita, como a Palavra de Deus nos ensina, que quando uma pessoa morre, ela não pode mais fazer nada por ela mesma, pois está entregue à misericórdia de Deus e a sua própria história, pela qual ela é julgada. Mas os outros podem fazer isso por ela. É uma prática bíblica; sempre se rezou pelos mortos. Os primeiros santos foram mártires e, no túmulo deles, se fazia oração. Então, sempre houve essa questão da comunhão.

cancaonova.com: As almas do purgatório podem interceder por nós?

Frei Josué: Claro. Elas não podem fazer nada por elas mesmas, mas podem oferecer o sacrifício. E quem reza tem esse grande privilégio de receber auxílio em muitos momentos. E quando essas almas saírem do estado de purgatório e chegarem ao céu, à plenitude da salvação, verdadeiramente elas vão poder fazer mais por nós.


FONTE: Canção Nova

segunda-feira, 1 de março de 2010

Mulher que ameaçou ativista pró-vida com uma faca desiste de abortar graças a ela

Essa é pra provar que devemos sempre lutar pela vida! Mesmo que pareça que a vitória está perdida!
Abraços
João Batista

NOVA IORQUE, 19 Fev. 10 (ACI) .- Uma mulher grávida, que ameaçou com uma faca uma ativista pró-vida que se manifestava pacificamente nos subúrbios de uma clínica abortista em Duluth, Minnesota (Estados Unidos), explicou que foi graças à valente intervenção da jovem que desistiu de abortar e conservar o seu bebê.Os fatos ocorreram no último 24 de novembro de 2009 mas somente agora, no juízo que segue por esta agressão, que se conheceu a desistência de abortar de Mechelle Hall, uma mulher de 26 anos que ameaçou Leah Winandy, de 21 anos de idade com uma faca na garganta.
Ela, sua mãe Sarah Winandy e outros ativistas se manifestavam pacificamente nos subúrbios de uma clínica abortista tratando de convencer às mulheres para que não abortem a seus bebês."Obrigado por estar ali. Se você não estivesse ali, provavelmente teria seguido adiante e me arrependido para o resto de minha vida. Provavelmente teria seguido outro caminho (o aborto). Estou verdadeiramente triste pelo que fiz a ela", declarou Hall por telefone ao ser consultada sobre o que pensava de Winandy.
Por sua parte, Leah Winandy de Wisconsin comentou que "estava ali para pedir às mães que não matassem seus bebês na clínica abortista. Ela (Hall) caminhava em minha direção. Tirou uma faca e a movia enquanto me dizia 'não se aproxime de mim' e eu lhe disse 'por favor não mate seu bebê. Tenha temor a Deus'. Aproximei-me um pouco mais e lhe disse: 'olhe e escute o seu ultra-som'. Ela se apoiou sobre mim e pôs a faca na minha garganta".
O escritório do fiscal que acompanha o caso contatou Leah Winandy e perguntou se estava de acordo que Mechelle Hall recebesse como pena a liberdade condicional em vez de ser mandada para a prisão. Ela assentiu. "Perdôo Mechelle pelo que ela fez e o faço porque Deus me deu o perdão em meu coração por ela", adicionou.
Mechelle Hall explicou que saberá o sexo do bebê, que leva em seu seio desde novembro, no próximo mês de março.Por sua parte, o Diretor Nacional da Priests for Life (Sacerdotes pela Vida), Pe. Frank Pavone, disse que este caso mostra "a verdade sobre quem procura abortar e inclusive sobre os que fazem os abortos: estão confundidos e são ambivalentes. Apesar dos seus esforços por aparentar estar seguros do que fazem, não estão. Frente à retórica sobre a 'liberdade de escolher', se dirigem rumo ao aborto porque sentem que não têm liberdade nem opção".
"E a lição para os ativistas pró-vida é que aquilo que com freqüência se apresenta como ira e desgosto é o primeiro passo para a conversão. Não devemos temer estas reações", concluiu.
Fonte: ACI Digital Agência Católica de Notícias

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Filme revela estratégia usada no negócio do aborto

WASHINGTON DC, 22 Fev. 10 (ACI) .- Sob o título de Blood Money (Dinheiro Sangrento), o diretor David K. Kyle mostra a estratégia usada pelos abortistas, como a fundação americana Planned Parenthood Federation, para promover esta prática apesar de significar a morte de seres inocentes.
"A meta era de três a cinco abortos por cada jovem entre os 13 e 15 anos", relata no filme uma pessoa que foi membro da Planned Parenthood Federation, quem explica que "tínhamos um plano completo para promover o aborto e o que denominamos 'educação sexual'".
"O plano consistia em romper com a inocência natural dos jovens, separá-los dos seus pais e seus valores e convertê-los em experts em sexo em suas próprias vidas para que viessem até nós, onde daríamos pílulas anticoncepcionais de baixa dose para que as garotas ficassem grávidas ou camisinhas defeituosas", acrescenta.
O diretor do filme assinala que o aborto é um negócio apesar das trágicas conseqüências para a mulher. "Deve-se conseguir que aflore a verdade para salvar aos não nascidos", afirma.
O filme trata desde a despenalização do aborto nos Estados Unidos, com o caso Roe vs Wade, assim como a certeza científica de que a vida começa na concepção. O objeto é compreender melhor esta crua realidade que leva cada ano a que diariamente, mais de três mil mulheres americanas abortem.
O filme, que está em etapa de pós-produção, inclui entrevistas a líderes pró-vida e testemunhos de mulheres que abortaram alguma vez em sua vida.
Fonte: ACI Digital

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A nova década de um mundo envelhecido

A nova década de um mundo envelhecido
População mundial: do auge ao fracasso


Por Pe. John Flynn, L.C.


ROMA, terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).– As Nações Unidas acabaram de publicar um relatório chamando atenção sobre o rápido envelhecimento da população mundial. Pouco depois do começo do ano, o Departamento de Assuntos Econômicos publicava seu relatório “Envelhecimento da População Mundial 2009”.

Entre os principais resultados do relatório estavam os seguintes pontos:

- O envelhecimento atual não tem comparativos com a história. É esperado que, para o ano de 2045, o número de pessoas com mais de 60 anos supere o número de menores de 15. Nas regiões mais desenvolvidas, onde se tem avançado o envelhecimento, essa situação já aconteceu em 1998.

- A idade média atual do mundo é de 28 anos, com a metade da população mundial acima dessa idade e outra metade abaixo. Na metade do século a idade média chegará provavelmente aos 38 anos.

- O envelhecimento está afetando quase todos os países do mundo, devido à diminuição de fertilidade que tem se tornado quase universal.

- O envelhecimento terá uma forte impacto no desenvolvimento econômico, investimentos, mercados trabalhistas e fiscais.

- Dado que a taxa de fertilidade é pouco provável que suba novamente para os níveis elevados do passado, o envelhecimento é irreversível e as populações jovens, algo até recentemente comum, serão mais raras no século XXI.

- No âmbito mundial, existe atualmente cerca de 9 pessoas na idade de trabalho que sustentam cada pessoa idosa. Em 2050, cairá para 4, com consequências graves para o sistema de pensões. Além disso, a atual crise econômica trará um grave declínio do valor dos fundos de pensão.

Mais relatórios

Outros relatórios recentes da ONU examinam em maior profundidade os problemas demográficos de cada país. Um estudo do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP), nomeado “Rússia frente aos Desafios Demográficos”, previu que a população vai continuar a diminuir, informou em 4 de outubro Associated Press.

Segundo a UNDP, a população da Rússia baixou 6,6 milhões desde 1993, apesar do afluxo de milhões de imigrantes. O relatório advertiu que em 2025 o país poderia perder outros 11 milhões de pessoas.

As consequências de tal redução serão, segundo a UNDP, o corte de mão de obra, o envelhecimento da população e o menor crescimento econômico. Em 2007 a Russía era o nono país do mundo em população. Em 2050, as Nações Unidas estimam que a Rússia irá ocupar o posto de décimo quinto na lista, com uma população menor do que o Vietnã.

A Rússia necessita reduzir seu alto índice de abortos para contrapor a tendência de diminuição da população, advertia a ministra da Saúde do país, Tatyana Golikova, informou em 18 de janeiro France Presse.

Golikova declarou que em 2008 houve 1.714.000 nascimentos na Rússia e 1.234.000 abortos.

Em sua análise de 20 de janeiro às declarações de Golikova, o centro de geopolítica Strarfor observava que, ainda que a ministra anuncie que em 2009 houve um ligeiro aumento da população da Rússia entre 15 a 25 mil habitantes, isso se deve a causas extraordinárias.

O aumento se deve, em parte, aos incentivos do governo para que os russos voltem a seu país desde as antigas repúblicas soviéticas. Depois de vários anos desse fluxo migratório, o número de russos que querem voltar diminuiu com rapidez.

Outra causa do ligeiro aumento da população é que o grupo de idade entre 20 e 29 anos soma cerca de 17% da população e se demonstra bastante fértil. A geração nascida antes dessa, no entanto, foi muito menos.

Falta de meninas

Ainda que o Vietnã esteja a ponto de superar a Rússia, o excesso de abortos naquele país está causando graves problemas, segundo o relatório de agosto de 2009 publicado pelo Fundo de População das Nações Unidas.

O estudo “Mudanças recentes na proporção entre os sexos nos nascimentos no Vietnã. Uma Revisão de Evidências”, examinava o problema dos abortos seletivos por sexo.

Normalmente a proporção dos sexos ao nascer (definida como o número de meninos nascidos por cada cem meninas), está entre 104-106/100.

Essa proporção, explicava o informe, é, em circunstâncias normais, bastante estável ao longo do tempo, em regiões geográficas, continentes, países e raças.

Os estudos sobre a porcentagem de sexos revelaram uma mudança inesperada, que começou nos anos oitenta em alguns países asiáticos, comentava a agência das Nações Unidas. “Junto ao declínio de fertilidade, essa tendência está se estendendo por países com grandes populações da Ásia, ameaçando assim a estabilidade demográfica mundial”, continuava o relatório.

No Vietnã, a proporção entre os sexos ao nascer para o ano de 2006 foi de 110/100 crianças do sexo masculino. Segundo o relatório, a mudança na proporção começou faz cerca de uma década e atualmente está aumentando em quase um ponto por ano. Nesse ritmo atual de mudança, a proporção pode superar a marca de 115 em alguns anos, estabelecia o relatório.

Se essa tendência não se inverter, o Fundo de População adverte que em 2025 o Vietnã terá um excesso significativo de população masculina. Isso terá muitas consequências negativas para o país e afetará especialmente a população adulta jovem no momento de se casar.

O fenômeno de “falta de meninas” é bem conhecido na China. Um relatório recente confirmava a prática de abortos seletivos por sexo. A Academia Chinesa de Ciências Sociais afirmou que haverá mais de 24 milhões de homens que não poderão encontrar uma esposa no final dessa década, informou em 12 de janeiro o jornal Times.

A reportagem culpava por esse desequilíbrio a política da chinesa de ter somente um filho.

“O problema é mais grave nas zonas rurais, devido à falta de um sistema de segurança social”, indicava a reportagem. “Os camponeses idosos têm de se confiar na sua descendência”, observava.

Segundo o artigo do Times, um especialista chinês afirma que em 2006 a proporção de sexo havia aumentado para 120/100.

Declínio

No país vizinho, Japão, a população segue diminuindo. Um editorial publicado em 15 de janeiro no jornal Japan Times indicava que as estimativas do ministério de Saúde, Trabalho e Bem Estar da nação calculam que em 2009 a população diminuirá em 75 mil pessoas, que é 1,46 vezes o declínio de 2008.

Segundo o editorial, o Instituto Nacional de Investigação de População e Segurança Social estima que a população do Japão cairá dos 100 milhões em 2046 para 90 milhões em 2055. A população atual se estima em cerca de 128 milhões.

Enquanto surgem cada vez mais elementos de preocupação por envelhecimento de população do mundo e a diminuição dos índices de fertilidade, o governo dos Estados Unidos está no meio de uma dramático aumento de seu apoio à anticoncepção e ao aborto por todo o mundo.

A 8 de janeiro, a secretária de Estado, Hillary Clinton, discursou com ocasião do décimo quinto aniversário da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento que teve lugar em 1994 no Cairo, Egito.

Em sua intervenção, celebrava uma das primeiras atuações do presidente Barack Obama em seu cargo, que foi suspender as restrições de financiamento do governo federal às organizações que financiam o aborto nos países em desenvolvimento.

Também observava que os Estados Unidos renovaram seu financiamento ao Fundo de População das Nações Unidas e que o Congresso destinou 648 milhões de dólares em ajuda ao exterior para programas de planejamento familiar e saúde reprodutiva.

Prometeu ainda mais ajudas no futuro para levar ofertas de anticoncepcionais a todas as mulheres de cada nação. E também destacou o trabalho que o governo dos Estados Unidos está conduzindo junto à International Planned Parenthood Federation, conhecida por realizar milhões de abortos por ano.

O entusiasmo atual por fazer todo o possível para baixar a fertilidade está movido claramente por motivos ideológicos que não param para considerar as consequências econômicas de políticas que conduzem a um rápido declínio de fertilidade em um curto período de tempo.
Fonte: Zenit.org

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Quaresma e Abstinência de carne

Estamos num tempo forte para nossa religião: a Quaresma, que começou na última quarta feira e vai até o domingo de ramos.
A Quaresma para nós católicos é um momento de sacrifícios, de renúncias, sempre lembrando do trio: oração + jejum + caridade.
Durante a quaresma os católicos não comem carne às quartas e sextas feiras, e para muitos (inclusive recebi perguntas de dois leitores), fica ainda a dúvida sobre o que pode comer e o que não pode.
Segue então um resumo: quando se fala em abstinência de carne, não comemos carne de mamíferos (boi, porco, etc) e nem de aves (frango, pato, etc). É liberada a carne de peixes, bem como os derivados de animais (ovos, leite).

Para entendermos de onde vem isso, segue uma explicação do Veritatis.
Um grande abraço, desejando a todos os leitores uma santa quaresma, e que todos se preparem adequadamente para a Páscoa do Senhor!

A LEI DA ABSTINÊNCIA
Por Jimmy Akin

(....) O Código de Direito Canônico estabelece que "aqueles que completaram 14 anos de idade" (isto é, aqueles que já estão em seu 14º ano de vida) estão obrigados à abstinência (cânon 1251); porém, o Código não oferece uma explicação da abstinência em si. Esta explicação encontra-se, no entanto, em uma Constituição Apostólica de 1966, do Papa Paulo VI, chamada "Paenitemini" (pronuncia-se "pe-ni-te-mi-nee" em português). Eis uma tradução portuguesa da norma relevante:

"A lei da abstinência proíbe o uso de carne, mas não de ovos, derivados de leite ou condimentos feitos de gordura animal" (3,1).
O problema é que esta explicação - pelo menos na sua tradução em português - não é tão clara quanto deveria ser. Ela não menciona, por exemplo, que a lei da abstinência faz exceção ao peixe e outros frutos do mar e que isto é universalmente aceito como exceção. A razão da exceção não ser mencionada aqui é porque ela é implícita ao texto original em latim, onde se lê:

"Abstinentiae lex vetat carne vesei, non autem ovis, lacticiniis et quibuslibet condimentis etiam ex adipe animalium" (3,1).
A palavra "carne" no original latino é "carnis" (aqui declinado no ablativo como "carne"), a qual não corresponde exatamente ao significado da palavra "carne" em português. No português contemporâneo, "carne" tende a significar a carne de qualquer animal, seja ele mamífero, ave, peixe ou o que quer que seja. Mas da forma como é usada aqui, "carnis" se refere tão somente à carne de mamíferos e aves; não inclui a carne do peixe (ou mesmo de répteis, anfíbios e insetos). (...)"
Para ler o artigo todo, vá em http://www.veritatis.com.br/article/5761.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Quaresma é caminho de conversão a Cristo, diz o Papa Bento XVI


VATICANO, 17 Fev. 10 (ACI) .
Na Audiência Geral desta quarta-feira na Sala Paulo VI, o Papa Bento XVI assinalou que "iniciamos hoje, a Quarta-feira de Cinzas, o caminho quaresmal, que dura quarenta dias e que nos conduz à alegria da Páscoa do Senhor" e explicou que este tempo é um especial caminho de conversão a Cristo que "é o caminho pelo qual todos estamos chamados a caminhar na vida".
Recordando a fórmula "Converte e crê no Evangelho" da imposição das cinzas, o Santo Padre afirmou que "converter-se significa mudar a direção no caminho da vida. É ir contracorrente, onde a 'corrente' é o estilo de vida superficial, incoerente e ilusória, que freqüentemente nos arrasta, nos domina e nos faz escravos do mal ou prisioneiros da mediocridade moral".
Entretanto, prosseguiu, "com a conversão se tende à medida mais alta da vida cristã, confia-se no Evangelho vivo e pessoal, que é Jesus Cristo. Sua pessoa é a meta final e o sentido profundo da conversão, é o caminho pelo qual todos estamos chamados a caminhar na vida, deixando-nos iluminar por sua luz e sustentar por sua força que move nossos passos".
"O 'Converte e crê no Evangelho' não está apenas no início da vida cristã, mas acompanha todos seus passos, renova-se e difunde em todas suas expressões. Cada dia é momento favorável e de graça, também quando não faltam as dificuldades e a fatigas, as quedas, quando temos a tentação de abandonar o caminho do seguimento de Cristo e de nos fecharmos em nós mesmos, em nosso egoísmo, sem dar-nos conta da necessidade que temos de abrir-nos ao amor de Deus em Cristo, para viver a mesma lógica de justiça e de amor".
Bento XVI sublinhou que "frente ao medo inato do fim, e sobre tudo no contexto de uma cultura que tende em tantos modos a censurar a realidade e a experiência humana da morte, a liturgia quaresmal nos recorda, por um lado, a morte, convidando-nos ao realismo e à sabedoria, mas por outro lado, impulsiona-nos sobre tudo a acolher e a viver a novidade inesperada que a fé cristã revela na realidade da mesma morte".
"O ser humano é pó e ao pó voltará, mas é pó precioso aos olhos de Deus, porque Ele criou ao homem destinando-o à imortalidade. Também o Senhor Jesus quis compartilhar livremente com cada homem a fragilidade, em particular através de sua morte na cruz; mas precisamente esta morte, cheia de seu amor pelo Pai e pela humanidade, foi a via para a ressurreição gloriosa, por meio da qual Cristo se converteu em fonte de uma graça dada a quantos acreditam nele e participam de sua mesma vida divina".
O Papa ressaltou que a imposição das cinzas "é um convite a percorrer o tempo de Quaresma como uma imersão mais consciente e mais intensa no mistério pascal de Jesus, em sua morte e ressurreição, mediante a participação na Eucaristia e na vida de caridade, que nasce da Eucaristia e na qual encontra seu cumprimento".
"Com a imposição da cinza renovamos nosso compromisso de seguir a Jesus, deixando-nos transformar por seu mistério pascal, para vencer o mal e fazer o bem, para fazer morrer a nosso 'homem velho' ligado ao pecado e fazer nascer o 'homem novo' transformado pela graça de Deus", concluiu.
Fonte: ACI Digital

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Programa Nacional de Direitos Humanos

“Sereis como deuses...”(a promessa do Presidente Lula no seu Programa Nacional de Direitos Humanos)

Adão e Eva podiam comer de todas as árvores do jardim. A única proibição era que eles decidissem por si mesmos o que é bem e o que é mal (Gn 2,16-17).
A serpente enganou o primeiro casal dizendo que a felicidade deles estaria em desobedecer a Deus. Comendo do fruto proibido, eles estariam agindo “como deuses, versados no bem e no mal” (Gn 3,5). Ser livre para satisfazer os próprios caprichos, sem se importar com as leis que o Criador inscreveu na natureza: eis a libertação do homem!
Todos nós conhecemos as tristes consequências dessa rebelião contra Deus, dessa reivindicação de uma falsa autonomia diante do Criador.

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No dia 21 de dezembro de 2009, às vésperas da Solenidade do Natal do Senhor, o presidente Lula presenteou os brasileiros com o Decreto 7037/2009[1], que aprovou o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Ao povo foi oferecido o direito de agir ignorando a Deus e não se importando com as leis naturais.
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“Não matarás” (Ex 20,13)

Segundo Lula, seremos felizes não se respeitarmos a vida, mas se tivermos o direito de matar. Por isso o governo pretende “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos” (Eixo orientador IV, diretriz 9, objetivo estratégico III ação programática g).
Usando a inverdade de que existem casos em que o aborto é “legal” no Brasil, o Estado já vem financiando sua prática em nossos hospitais. É desejo do governo “implementar mecanismos de monitoramento dos serviços de atendimento ao aborto legalmente autorizado (sic), garantindo seu cumprimento e facilidade de acesso” (Eixo Orientador IV, diretriz 17, objetivo estratégico II, ação programática g).
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“Homem e mulher os criou” (Gn 1,27)

Segundo Lula, a complementaridade natural dos sexos não precisa ser respeitada. Essa lei, segundo a qual somente um homem e uma mulher podem casar-se entre si, é apelidada de “heteronormatividade”. O governo se propõe “desconstruir” essa regra, reconhecendo novas formas de família. Pretende “reconhecer e incluir nos sistemas de informação do serviço público todas as configurações familiares (sic) constituídas por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, com base na desconstrução da heteronormatividade (sic)” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ação programática d). Pretende ainda “apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo” e “promover ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos” (Idem, ações programáticas b, c).
Tão grande é a autonomia proposta pelo governo, que ninguém deve ser obrigado sequer a aceitar o próprio sexo. Quem estiver insatisfeito, pode ir ao SUS a fim de fazer uma cirurgia “transexualizadora”. O decreto promete “garantir o acompanhamento multiprofissional a pessoas transexuais que fazem parte do processo transexualizador no Sistema Único de Saúde e de suas famílias” (Eixo orientador III, diretriz 7, objetivo estratégico IV, ação programática p).
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“Não cometerás adultério” (Ex 20,14)

Em matéria sexual, o governo oferece a felicidade através da liberdade. Todos devem ter direito à “livre orientação sexual” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V). Não deve haver liberdade, porém, para se opor ao homossexualismo. Essa conduta, apelidada de “homofobia”, deve ser combatida pelo Estado. Para isso, o governo pretende “fomentar a criação de redes de proteção dos Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), principalmente a partir do apoio à implementação de Centros de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia (sic) e de núcleos de pesquisa e promoção da cidadania daquele segmento em universidades públicas” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico V, ação programática g).
A prostituição não deve ser combatida, mas reconhecida como uma profissão. Segundo o governo, é preciso “garantir os direitos trabalhistas e previdenciários de profissionais do sexo por meio da regulamentação de sua profissão” (Eixo Orientador III, diretriz 7, objetivo estratégico VI, ação programática n). Pretende-se ainda quebrar a imagem negativa das mulheres prostitutas: “realizar campanhas e ações educativas para desconstruir os estereótipos relativos às profissionais do sexo” (Eixo orientador III, diretriz 9, objetivo estratégico III, ação programática h).
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“Não roubarás” (Ex 20,15)

Um dos grandes entraves do governo petista em seu apoio às invasões de terra é a ação de reintegração de posse. Por esse meio processual, o proprietário tem restituído o direito à posse de que havia sido privado pelo invasor. O decreto do presidente Lula dá a entender que se pretende dificultar o cumprimento dessas ordens judiciais: “propor projeto de lei voltado a regulamentar o cumprimento de mandados de reintegração de posse ou correlatos, garantindo a observância do respeito aos Direitos Humanos” (Eixo orientador IV, diretriz 17, objetivo estratégico VI, ação programática b). De fato, se invadir propriedade privada é um direito humano, é lógico que o governo queira mudar a lei para garantir o exercício desse direito.
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“Amarás o Senhor teu Deus” (Dt 6,4)

Se, conforme pensa o governo, Deus é inimigo do homem por cercear sua liberdade, é necessário expulsar a Deus. Por isso o decreto prevê “desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União” (Eixo orientador III, diretriz 10, objetivo estratégico VI ,ação programática c). A preocupação de Lula é compreensível: a presença de um crucifixo nos prédios dos Ministérios, do Congresso Nacional e dos Tribunais é incômoda para os que pretendem condenar inocentes à morte.

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Como ocorreu no jardim do Éden, as promessas de Lula são ilusórias. O convite à liberdade esconde uma dura escravidão.

Se, por exemplo, são direitos humanos o aborto, o homossexualismo e a prostituição, o governo pretende punir os que ousarem falar contra esses “direitos”. O decreto prevê diversas penalidades para os meios de comunicação social que contrariarem sua ideologia: “propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação, prevendo penalidades administrativas como advertência, multa, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas” (Eixo Orientador V, diretriz 22, objetivo estratégico I, ação programática a).

Como se vê, estamos às portas de uma ditadura.
Quem assinou o decreto?

O decreto 7037/2009 traz a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus ministros. Entre eles figura Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência da República. Conclusão de tudo isso: um cristão não pode votar no Partido dos Trabalhadores.

Anápolis, 11 de fevereiro de 2010
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis

[1] Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D7037.htm. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União em 22/12/2009.-- Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900Caixa Postal 45675024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nossa Senhora de Lourdes

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA EM LOURDES


Em 11 de fevereiro de 1858, na vila francesa de Lourdes, às margens do rio Gave, Nossa Mãe, Santa Maria manifestou de maneira direta e próxima seu profundo amor para conosco, aparecendo-se a uma menina de 14 anos, chamada Bernadete (Bernardita) Soubirous [1]


A história da aparição começa quando Bernadete, que nasceu em 7 de janeiro de 1844, saiu, junto com duas amigas, em busca de lenha na Pedra de Masabielle. Para isso, tinha que atravessar um pequeno rio, mas como Bernadete sofria de asma, não podia entrar na água fria, e as águas daquele riacho estavam muitas geladas. Por isso ela ficou de um lado do rio, enquanto as duas companheiras iam buscar a lenha.


Foi nesse momento, que Bernadete experimenta o encontro com Nossa Mãe, experiência que marcaria sua vida, “senti um forte vento que me obrigou a levantar a cabeça. Voltei a olhar e vi que os ramos de espinhos que rodeavam a gruta da pedra de Masabielle estavam se mexendo. Nesse momento apareceu na gruta uma belíssima Senhora, tão formosa, que ao vê-la uma vez, dá vontade de morrer, tal o desejo de voltar a vê-la”.“Ela vinha toda vestida de branco, com um cinto azul, um rosário entre seus dedos e uma rosa dourada em cada pé.
Saudou-me inclinando a cabeça. Eu, achando que estava sonhando, esfreguei os olhos; mas levantando a vista vi novamente a bela Senhora que me sorria e me pedia que me aproximasse. Ms eu não me atrevia. Não que tivesse medo, porque quando alguém tem medo foge, e eu teria ficado alí olhando-a toda a vida.
Então tive a idéia de rezar e tirei o rosário. Ajoelhei-me. Vi que a Senhora se persignava ao mesmo tempo em que eu. Enquanto ia passando as contas ela escutava as Ave-marias sem dizer nada, mas passando também por suas mãos as contas do rosário. E quando eu dizia o Glória ao Pai, Ela o dizia também, inclinando um pouco a cabeça. Terminando o rosário, sorriu para mim outra vez e retrocedendo para as sombras da grupa, desapareceu”.
Em poucos dias, a Virgem volta a aparecer a Bernadete na mesma gruta. Entretanto, quando sua mãe soube disso não gostou, porque pensava que sua filha estava inventando histórias –embora a verdade é que Bernadete não dizia mentiras–, ao mesmo tempo alguns pensavam que se tratava de uma alma do purgatório, e Bernadete ficou proibida de voltar à gruta Masabielle.
Apesar da proibição, muitos amigos de Bernadete pediam que voltasse à gruta; com isso, sua mãe disse que se consultasse com seu pai. O senhor Soubiruos, depois de pensar e duvidar, permitiu que ela voltassem em 18 de fevereiro.
Desta vez, Bernadete foi acompanha por várias pessoas, que com terços e água benta esperavam esclarecer e confirmar o narrado. Ao chegar todos os presentes começaram a rezar o rosário; é neste momento que Nossa Mãe aparece pela terceira vez.
Bernadete narra assim a aparição: “Quando estávamos rezando o terceiro mistério, a mesma Senhora vestida de branco fez-se presente como na vez anterior. Eu exclamei: ‘Aí está’. Mas os demais não a viam. Então uma vizinha me deu água benta e eu lancei algumas gotas na visão. A Senhora sorriu e fez o sinal da cruz. Disse-lhe: ‘Se vieres da parte de Deus, aproxima-te’. Ela deu um passo adiante”.
Em seguida, a Virgem disse a Bernadete: “Venha aqui durante quinze dias seguidos”. A menina prometeu que sim e a Senhora expressou-lhe “Eu te prometo que serás muito feliz, não neste mundo, mas no outro”.
Depois deste intenso momento que cobriu a todos os presentes, a notícia das aparições correu por todo o povoado, e muitos iam à gruta crendo no ocorrido embora outros zombassem disso.
Na quarta aparição, no domingo, dia 21 de fevereiro, a Santíssima Virgem lançando um olhar de tristeza sobre a multidão, disse à menina vidente: “É necessário rezar pelos pecadores”.
Em seguida, em 25 de fevereiro, a Santa Mãe disse-lhe: “Vai e toma água da fonte”, a menina pensou que lhe pedia que fosse tomar água do rio Gave, mas a Mãe indicou-lhe que procurasse no chão. Bernadete começou a escavar e a terra se abriu e começou a brotar água. Desde então aquele manancial mina água sem cessar, uma água prodigiosa onde foram alcançadas curas milagrosas de milhares e milhares de doentes. Este manancial produz cem litros de água por dia continuamente desde aquela data até hoje.
No dia seguinte, a Virgem Maria destacou: “É necessário fazer penitência”, então Bernadete começou naquele momento a fazer alguns atos de penitência. A Virgem, disse-lhe também:: “Rogarás pelos pecadores...Beijarás a terra pela conversão dos pecadores”. Como a Visão retrocedia, Bernadete a seguia de joelhos beijando a terra. Mais adiante, em 2 de março, a Virgem diz a Bernadete que diga aos sacerdotes que Ela deseja que se construa ali um templo e que sejam feitas procissões.
Em 25 de março, ao vê-la mais amável do que nunca, Bernadete pergunta várias vezes: Senhora, quer me dizer o seu nome? A Virgem sorri e por fim, com a insistência da menina, eleva suas mãos e seus olhos ao céu e exclama: “Eu sou a Imaculada Conceição”.
Na aparição do dia 5 de abril, a menina permanece em êxtase, sem se queimar com a vela que se consome entre suas mãos.Finalmente, em 6 de Julho, festa da Virgem do Carmo, Nossa Senhora apareceu mais bela e mais sorridente do que nunca e inclinando a cabeça em sinal de despedida, desapareceu. E Bernadete nunca mais voltou a vê-la nesta terra. Até essa data a Virgem apareceu a Bernadete 18 vezes, desde o dia 11 de fevereiro.
Em 1876, foi edificada ali a atual Basílica, um dos lugares de peregrinação do mundo Católico. Bernadete foi canonizada pelo Papa Pio XI em 8 de dezembro de 1933.
Desta maneira, Lourdes tornou-se um dos lugares de maior peregrinação do mundo, milhões de pessoas vão todos os anos e muitos doentes foram curados em suas águas milagrosas.
A festa de Nossa Senhora de Lourdes é celebrada no dia de sua primeira aparição, 11 de fevereiro.
Fonte: ACI Digital[1]
Veja fotos do corpo de Santa Bernadete Soubirous, que permanece incorrupto até os dias de hoje: http://www.paginaoriente.com/santosdaigreja/incorruptos.htm
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