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terça-feira, 18 de junho de 2013

Imagens

IMAGENS....


Por desconhecimento, muitas vezes nossos irmãos Evangélicos nos acusam de terríveis idólatras por causa das imagens que veneramos em nossas igrejas. Esses dias mesmo, um amigo que conheci pelo blog me fez esse questionamento. Esse esclarecimento que dei a ele, gostaria de partilhar com os leitores do blog, que podem ter os mesmos questionamentos!
A respeito das imagens, somente a título de conhecimento, gostaria que verificasse em sua bíblia a passagem em Êxodo em que Deus manda Moisés fazer dois querubins (imagens) sobre a arca da Aliança - Exodo 25. Lá nos versículos 18-21 podemos ler: "Farás dois querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro, fixando-os de modo a formar uma só peça com as extremidades da tampa. Terão esses querubins suas asas estendidas para o alto, e protegerão com elas a tampa, sobre a qual terão a face inclinada. Colocarás a tampa sobre a arca e porás dentro da arca o testemunho que eu te der."

Essa passagem é só para você ver que, se Deus, Ele mesmo, mandou que se fizessem imagens, Ele não tem tanta aversão assim pelas mesmas.... queria que você entendesse que as imagens para nós católicos representam nada mais do que fotos de pessoas que para nós são importantes.


Hoje em dia, temos acesso até a fotos digitais, mandamos por e-mail, imprimimos em casa até... Há 2000 anos, antes ainda, isso não era possível. Como então guardar recordações de pessoas importantes? Somente pelo uso dos dons de artistas: as pinturas e as esculturas. Assim como tenho em casa fotos de entes queridos: parentes, mãe, pai, filhos... e sei que você também tem... alguns levam fotos dos filhos na carteira não é mesmo? Outros as tem sobre a mesa do trabalho, em porta-retratos na sala de visitas...Isso não é ruim. É uma forma de lembrar, de mostrar carinho, de sentir como se essas pessoas tão queridas dessas fotos estivessem mais perto de nós... é uma representação.


Da mesma forma que a foto, a imagem representa alguém que amamos muito. Os santos da Igreja são pessoas que queremos seguir o exemplo. Exemplo de vida, de retidão. Maria, a quem chamamos Nossa Senhora, é o exemplo de Mulher, e a primeira Cristã que a terra já teve. Como aquela que foi escolhida entre todas as mulheres para ser a mãe do Meu Senhor não merece o meu sincero reconhecimento? E mais que isso: o meu carinho.


Quando olho para a imagem de um santo, ou de Maria, a Mãe de Jesus, lembro-me de suas vidas, e do quanto preciso crescer ainda na fé, na perseverança. Ao pedir intercessão a eles, não é colocando-os na frente de Jesus, de maneira nenhuma. Assim quando peço aos irmãos de comunidade para orar por mim, não estou colocando eles entre eu e Jesus. É uma forma de intercessão.

Sabemos que Deus abomina as imagens pagãs e o culto a elas. As nossas são representações. Nós adoramos a Deus. quando entramos numa igreja Católica, nos ajoelhamos para Jesus Sacramentado que está no Altar, e só a Ele adoramos. Os santos nós Veneramos (palavra que entendemos como amar, ter como referência, exemplo de vida, respeito).

Que possamos nós católicos e evangélicos nos unir em oração e em missão na busca pela conversão de mais e mais irmãos, e deixar de lado as diferenças de pensamento, mas nos unir naquilo que temos em comum: Jesus Cristo!!!

Para mais informações sobre a Veneração de imagens, segue um texto interessante, retirado do Site ACI Digital

Paz e Bem!







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Por que os católicos veneram imagens?
Desde a antigüidade, o homem sempre usou pinturas figuras, desenhos e esculturas, entre outros, para dar a entender ou explicar algo. Estes meios servem para ajudar a visualizar o invisível; para explicar o que não se pode ser explicado com palavras. Quando o homem caiu pelo pecado e perdeu a intimidade com Deus, começou a confundir Deus com outras coisas e a render-lhe como se fossem deuses. Este culto era representado freqüentemente com esculturas ou imagens idolátricas. A proibição do Decálogo contra as imagens se explica pela função de tais representações.

Entretanto, ainda quando muitas pessoas pensam que o primeiro mandamento proíbe a veneração das imagens isto não é necessariamente assim. O culto cristão às imagens não é contrário ao primeiro mandamento porque a honra que se presta a uma imagem pertence a quem nelas é representado. Que dizer, se venera uma imagem não por ser a imagem em si, mas pelo que esta representa.
Neste sentido, Santo Tomás de Aquino em sua monumental Summa Theologiae assinala que "o culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas que as olha sob seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem a Deus encarnado. Pois bem, o movimento que se dirige à imagem em quanto tal, não se detém nela, mas tende à realidade da que é imagem".

Inclusive já no Antigo Testamento, Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens que conduziriam simbolicamente à salvação pelo Verbo encarnado, e como exemplo disso temos a serpente de bronze ou a arca da aliança e os querubins.

As primeiras comunidades cristãs representaram a Jesus com imagens de Bom Pastor, mais adiante apareceram as de Cordeiro Pascal e outros ícones representando a vida de Cristo. As imagens têm sido sempre um meio para dar a conhecer e transmitir a fé em Cristo e a veneração e amor à Santíssima Virgem e aos santos. Prova disso, são as catacumbas -a maioria localizada me Roma- onde ainda se conservam imagens feitas pelos primeiros cristãos, como as catacumbas de Santa Priscila, pintadas na primeira metade do século III.

Entretanto, com a encarnação de Jesus Cristo foi inaugurada uma nova economia das imagens.Cristo tomou e resgatou os ensinamentos do Antigo Testamento e lhe deu uma interpretação mais perfeita em sua própria pessoa. Antes de Cristo ninguém podia ver o rosto de Deus; em Cristo Deus se fez visível. Antes de Jesus as imagens com freqüência representavam a ídolos, eram usadas para a idolatria. Agora o verdadeiro Deus quis tomar imagem humana já que ele é a imagem visível do Pai.

Maria e os Santos
A igreja Católica venera aos santos mais não os adora. Adorar algo ou alguém que não seja Deus é idolatria. Há que saber distinguir entre adorar e venerar. São Paulo ensina a necessidade de recordar com especial estima aos nossos precursores na fé. Eles não desapareceram no nada mas a nossa fé nos dá a certeza do céu onde os que morreram na fé estão já vitoriosos em Cristo.

A igreja respeita as imagens da mesma forma que se respeita e venera a fotografia de um ser querido. Todos sabemos que não é o mesmo contemplar a fotografia e contemplar a própria pessoa de carne e osso. Não está, então, a tradição Católica contra a Bíblia. A Igreja é fiel a autêntica interpretação cristã desde suas origens.

A igreja procurou sempre com interesse especial que os objetos sagrados servissem ao esplendor do culto com dignidade e beleza, aceitando a variedade de matéria, forma e ornato que o progresso da técnica tem produzido ao longo dos séculos. Mais ainda: a Igreja se considerou sempre como árbitro das mesmas, escolhendo entre as obras artísticas as que melhor responderam à fé, à piedade e às normar religiosas tradicionais, e que assim seriam melhor adaptadas ao uso sagrado.


Fonte: http://www.acidigital.com/controversia/imagens.htm

Se você quiser ler mais sobre esse assunto, seguem alguns textos interessantes:

Canção Nova: A Igreja Católica e As Imagens
Shalom: Seriam as imagens, Idolos?
Veritatis: Adorar Imagens?
Cléofas: O que a Tradição diz sobre as Imagens?
Prof. Felipe: A Intercessão e o Culto dos Santos

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Não desejar a mulher do próximo


"Não combater o erro é corroborar com ele. Não defender a Verdade é suprimí-la" (Papa S. Félix).

Vamos aprender com prof. Felipe sobre esse mandamento...
Segue o texto.

Paz e Bem


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“Jesus disse: “Ouvistes o que foi dito: “Não cometerás adultério” (Ex 20,14). Eu, porém, vos digo: todo aquele que olha para uma mulher com desejo malicioso já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5,27-28). Jesus quer matar o pecado da impureza na sua raiz; no coração.

O Sexto Mandamento ensina a viver a pureza; isto é, não pecar contra a castidade. Esta significa a integração da sexualidade na pessoa. Inclui a aprendizagem do domínio pessoal, a oração, a mortificação, e vivência dos Sacramentos. A Igreja ensina que: “Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais” (Cat. §2356).

O sexo só pode ser vivido pelos casais após receberem o Sacramento do matrimônio. Qualquer uso do sexo fora do casamento celebrado na igreja, é falta grave contra este Mandamento. O prazer sexual é moralmente desordenado quando é buscado por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e de união.

O Catecismo da Igreja diz que: “Na linha de uma tradição constante, tanto o Magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado” (§2352); mas, fatores como a imaturidade afetiva, a força dos hábitos contraídos, o estado de angústia ou outros fatores psíquicos ou sociais podem diminuir a culpa da pessoa.

A fornicação é a união carnal fora do casamento entre um homem e uma mulher livres. Às vezes recebe o nome de “sexo livre”; sem compromisso, é pecaminoso. (cf. Cat. §2353)
A pornografia ofende a castidade porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si e atenta gravemente contra a dignidade daqueles que a praticam (atores, comerciantes, público), porque cada um se torna para o outro objeto de um prazer rudimentar. (cf. Cat. §2354)

O estupro é uma violência; provoca um dano grave que pode marcar a vítima por toda a vida. Mais grave ainda é o estupro cometido pelos pais e parentes (incesto) da vítima ou educadores contra as crianças que lhe são confiadas. (§2356)

A prostituição vai contra a dignidade da pessoa que se prostitui; mancha seu corpo, templo do Espírito Santo (1 Cor 3, 16; 6,19-20). É um flagelo social. A Igreja diz que é sempre gravemente pecaminoso entregar-se à prostituição; mas a miséria, a chantagem e a pressão social podem atenuar a falta da pessoa empurrada para esta prática. (cf. §2355).
 
É pecado grave contra o sexto Mandamento a prática homossexual, não a tendência. O Catecismo diz que: “Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que “os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados”. São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados” (§2357).

Prof. Felipe Aquinowww.cleofas.com.br
 http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2007/07/23/o-sexto-mandamento/

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Exemplo de Atitude, testemunho de amor à vida



A Irmã Lucy Veturse, da Bósnia, foi estuprada por soldados sérvios durante a guerra entre essas etnias da antiga Iugoslávia, após a queda do comunismo. Embora violentada e humilhada, ela não admitiu o aborto e preferiu ter que deixar a vida religiosa para criar seu filho, do que abortá-lo.

Seguem trechos* da carta emocionante que ela escreveu à sua Superiora:
"Revda. Madre Geral, Eu sou Lucy Veturse, uma das Junioristas que foram violentadas pelos milicianos sérvios ... acontecimento que atingiu a mim e às duas Irmãs Religiosas: Tatiana e Sendria. Seja´me permitido não descer a certos particulares do fato. Há experiências tão tristes na vida que não podem ser comunicadas para ninguém a não ser àquele Bom Pastor a quem me consagrei no ano passado com os três votos religiosos. "
(...)
"Escrevo, Madre, não para receber da senhora conforto, mas para que me auxilie a agradecer a Deus por me ter associado a milhares de minhas compatrícias ofendidas na honra e forçadas à maternidade indesejada. Minha humilhação junta´se à delas e, pois que não tenho outra coisa para oferecer para a expiação dos pecados cometidos pelos anônimos violentadores e para uma pacificação entre as duas opostas etnias, aceito a desonra padecida e a entrego à misericórdia de Deus."
(...)
"Deve mesmo haver alguém que comece a quebrar a corrente de ódio que deturpa, há tanto tempo, os nossos países. Ao filho que vier (se Deus quer que venha) ensinarei mesmo somente o AMOR. Ele, nascido pela violência, testemunhará, perto de mim, que a única grandeza que honra a pessoa humana, é aquela do PERDÃO".
Irmã Lucy Veturse

Que Deus dê forças a todas as mulheres do mundo que passam por essa horrenda provação, para seguir esse maravilhoso exemplo.

*para ler o texto inteiro, visite o Site Editora Cléofas
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=MORAL&id=mor0096

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Vestir-se de CAMISINHA ou de Cristo?

Esse texto diz tudo... minha sugestão de leitura de hoje.

Paz e bem

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Vestir-se: de camisinha ou de Cristo?


(...) "Vista-se! Use camisinha!" É este o eloqüente lema da campanha governamental...


Bem diferente da proposta que a Escritura apresenta aos cristãos: "Revesti-vos do Cristo Jesus e não satisfareis os desejos da carne!"


Como podemos ver, não pode haver acordo entre a mentalidade mundana do Governo e a mentalidade cristã: as perspectivas são diferentes, os caminhos são antagônicos! Eis aqui, portanto, um pequeno exemplo de dois modos de pensar e viver totalmente diferentes: o modo segundo o cristianismo e o modo segundo o mundo, o modo do Evangelho e o modo da sociedade atual.


O primeiro modo fundamenta-se em Jesus, no seu jeito de viver, no seu amor que se nos deu todo e nos pede o risco de lhe dar tudo. Esse modo de viver somente é possível, somente é compreensível para quem encontrou Jesus, quem o experimentou na estrada da existência como sua vida e seu encanto.


Quem não se apaixonou por Jesus e não vive segundo o seu Espírito, jamais compreenderá as exigências e propostas do Evangelho...


O segundo modo de viver, o do mundo atual, fundamenta-se no próprio homem, sempre sedento, sempre buscando, mas, coitado, tão quebrado interiormente, entregue a sonhos tão belos e ilusões tão loucas, dilacerado por tantos desejos e paixões...


A medida do primeiro modo de viver é o Cristo, o Homem Novo, o Homem como Deus sonhou desde o princípio, o modelo de todo ser humano autenticamente realizado, modelo tão luminoso que nos cega!


A medida do modo de pensar do mundo atual é o velho Adão, o homem quebradiço, sempre tentado a ser Deus, senhor do bem e do mal! Tentado a ser Deus, mas que não passa de pó que ao pó vai tornando...


Mas, voltemos ao preservativo do Lula, e à questão da sexualidade, de modo geral. Neste tema específico, como já afirmei, os caminhos do cristianismo e do mundo atual, pós-cristão e neo-pagão, são totalmente diferentes. Eis: para o cristianismo, a sexualidade não se reduz à genitalidade nem muito menos ao prazer erótico. Envolve, sim, o homem todo e, por isso, deve também ser colocada no âmbito da fé, sob o senhorio de Cristo.


No plano de Deus manifestado em Jesus Cristo, o sexo e o ato sexual devem ser sinal de verdadeiro amor, celebração deste, como abertura generosa e madura para o outro e para a vida, como dom e oblação responsável e comprometida, que fazem a vida feliz. Sexo, portanto, é algo profundamente humano, empenhativo, comprometedor, envolvente; é algo a ser vivido com seriedade.


A sexualidade é uma realidade profundamente positiva, mas quebrada e ambígua, como tudo que é humano. O homem é um ser ferido, desfigurado pelo pecado e somente em Cristo pode ser transfigurado à imagem do Homem Novo, verdadeiro Adão. Ora, quanto mais uma realidade é profunda, quanto mais finca suas raízes no fundo da existência humana, tanto mais tal realidade é marcada pela quebradura e ambigüidade humanas: tanto nos pode construir e fazer felizes, quanto nos pode alienar de nós mesmos e daquela imagem que Deus, desde o início, imprimiu em nós.


Precisamente por ser tão profunda na vida humana, a sexualidade é tão quebradiça e ambígua! Entregue a si mesma, à sua força cega, tiraniza e escraviza, gerando solidão desagregadora; mas, iluminada por Cristo, torna-se expressão e sinal de amor, de comunhão e de entrega que faz feliz! Portanto, na visão cristã, a sexualidade é para o homem e deve ser integrada por ele no conjunto da sua vida, deve ser caminho e instrumento do seu percurso para Deus e para os outros.


Daí, para os cristãos, a castidade (= reto uso da sexualidade, de acordo com o Evangelho) e a continência (= a livre renúncia à relação sexual temporária ou permanentemente) são valores, pois ajudam a humanizar a sexualidade, colocando-a a serviço da nossa relação com Deus, conosco e com os outros, fazendo-nos senhores de nós e, portanto, mais maduros.


Eis o motivo do “não” da Igreja à permissividade, às relações fora do casamento, ao uso indiscriminado de anticoncepcionais, à aberrante "educação" sexual que se limita à propaganda de preservativos, incentivando subliminarmente as relações sexuais irresponsáveis e prematuras. Enganam-se ou usam de má fé os que afirmam que a Igreja tem uma visão negativa ou castradora da sexualidade.


O que ela tem, inspirada pelo Evangelho, é uma visão do ser humano que não pode aceitar que seja desfigurada aquela imagem que Deus imprimiu em nós desde o princípio, quando, através de Cristo e para Cristo, nos criou, para que tragamos em nós a reflexo do Homem Novo, vencedor do pecado e da morte.


Não espero que o mundo compreenda essas coisas, mas que os cristãos e as pessoas de boa vontade – crentes ou não – compreendam os motivos da Igreja.


Pode-se não concordar com ela, mas não se pode simplesmente banalizar e desprezar com honestidade os seus motivos.


Uma coisa é certa: o critério dos cristãos não é o pensamento único globalizado, burguês-capitalista, dominante no mundo atual, mas o sempre novo, sempre incômodo e sempre fascinante Jesus de Nazaré, o Cristo, nosso Deus.


Cônego Henrique Soares da Costa.
Fonte: Site Padre Henrique
http://www.padrehenrique.com/artigos.htm#

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Pensamento para hoje


"Quando o homem se separa de Deus, não é Deus quem o persegue, mas sim os ídolos."

Joseph Ratzinger

terça-feira, 11 de junho de 2013

Juras de amor

Juras de Amor por Deus

Juras de amor por Deus
Pe. Jonas Abib
"Quero transformar numa canção, As juras de amor por ti meu Deus.
Entraste em minha vida sedutor, Já não sei viver sem teu amor.
Tudo te entreguei, nada me restou, Livre eu fiquei para te amar meu Deus.
Tudo me pediste, nada eu te neguei, Hoje eu sou feliz assim, tenho e ti meu
Deus. "


Qual católico não conhece essa linda música de Pe. Jonas? Ela nos faz pensar profundamente em nossa vida e nossos valores... esses dias, ao cantá-la na missa, tive um pensamento que depois Deus me mostrou, estava incorreto. Pensei não ser digno de cantar uma música como essa, uma vez que, ao ser escrita por um padre, e principalmente um padre tão aberto à ação de Deus e do Espírito Santo (Para quem não sabe, ele é fundador da Canção Nova, uma comunidade católica que evangeliza o Brasil e o mundo por um excelente sistema de comunicação, usando a TV, Rádio, Internet, além de livros, CDs, Shows e encontros.).
 
Mas voltando à música, me senti totalmente indigno de cantar para Deus que "tudo te entreguei, nada me restou", uma vez que não sou padre ou irmão consagrado, mas cristão leigo, casado - logo, sentia como se meu emprego, meu carro, minha família, fossem uma forma de não ter me entregue à vontade de Deus. 
 
Entretanto, a infinita bondade dEle me fez perceber que eu estava errado nesse pensamento. Ao assumir a minha vocação como leigo, ao aceitar Sua Vontade em minha vida, ao orar com minha família, ao dar testemunho de Jesus em meu trabalho e com meus amigos, também entrego tudo nas mãos dEle, não restando nada que me dê alegria longe de Deus. 
 
Aceitando as dificuldades da vida, usando meus momentos de descanso para a evangelização, buscando o estudo da Palavra, a Oração, e buscando ser Servo de Deus antes de ser funcionário, amigo ou esposo, percebo que posso cantar que Tudo Te entreguei e nada me restou!
 
Assumindo meu matrimônio com santidade e alegria, estou assumindo a vontade de Deus em minha vida, podendo cantar que Tudo me pedistes, Nada te neguei.
 
Que Deus nos abençõe hoje e sempre, e que sucite muitos padres como o Padre Jonas Abib, mas também muitos leigos que cantem a Deus com muita alegria:
 
"Quero transformar numa canção, As juras de amor por ti meu Deus. Entraste em minha vida sedutor, Já não sei viver sem teu amor. Tudo te entreguei, nada me restou, Livre eu fiquei para te amar meu Deus. Tudo me pediste, nada eu te neguei, Hoje eu sou feliz assim, tenho e ti meu Deus. "
Um ótimo dia para você!
Paz e Bem!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Amemos


Partilho com vocês hoje um mandamento... peçamos ao Espírito Santo que nos ajude a cumprí-lo num mundo competitivo como este que vivemos!

"Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê.

Temos de Deus este mandamento: o que amar a Deus, ame também a seu irmão. "
1João4,20-21

Abraços

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Um martir de hoje


Me impressionou muito essa história.

Partilho com todos os leitores!

Paz e Bem


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Um mártir de hojeEle passou 13 anos nas prisões comunistas do Vietnã, continuando uma tradição de família: entre 1698 e 1885, seus antepassados paternos sofreram muitas perseguições. Seu bisavô contava-lhe que, na idade de 15 anos, fazia 30 quilômetros a pé para levar arroz e sal ao pai, encarcerado pela fé católica. Ele é o cardeal Francisco Xavier Nguyen Van Thuan, falecido no dia 16 de setembro passado.


Nascido em 1928, em 1967 foi nomeado bispo de Nha Trang e, no início de 1975, coadjutor de Saigon. Poucos meses depois, os comunistas conquistaram Saigon, acusaram-no de participar de um "complô entre o Vaticano e os imperialistas" e prenderam-no no dia 15 de agosto de 1975, festa da Assunção de Maria.


Tinha só a roupa de corpo e o terço no bolso. Mas, dois meses depois, já começou a escrever mensagens da prisão à sua família e à comunidade cristã, sobre pedacinhos de papel que uma criança lhe trazia às escondidas.


Durante os primeiros anos, passou de uma prisão para a outra, até que foi relegado a um isolamento total por nove anos com dois guardas só para ele.


Viveu essa dura realidade, "preenchendo-a de amor", como ele mesmo se expressou. Não tinha Bíblia consigo, então escreveu mais de 300 frases do Evangelho que lembrava de cor. Cada dia, às três horas da tarde (a hora da morte de Jesus na cruz) rezava a Missa. O altar era a mão, na qual colocava algumas migalhas de pão, três gotas de vinho e uma de água.


Cantava a Missa em latim, francês e vietnamita. No início da prisão, as autoridades haviam-lhe permitido de escrever uma carta à família, para que pudesse pedir as coisas mais necessárias. Entre outras, pediu um remédio para digerir.


Os familiares entenderam o que ele realmente queria e lhe enviaram uma garrafinha de vinho de missa com a etiqueta "Remédio contra o mal de estômago". Guardava as migalhas de pão consagrado em pacotes de cigarros.


Ele testemunhou: "Quando estava na prisão, o sistema nervoso estava um pouco desgastado e, às vezes, não conseguia rezar. Então, por fim, peguei um tema só: viver o testamento de Jesus. E viver o testamento de Jesus é um assunto imenso para mim, que nunca se esgota. Então pensei: vivo o testamento de Jesus, sendo como Jesus a cada momento, cada minuto da vida para ser santo".


«Quando me isolaram dos outros companheiros na prisão, puseram cinco guardas para me vigiar, seguindo um rodízio. Dois deles sempre estavam comigo. Os seus chefes lhes haviam dito: “De quinze em quinze dias vocês serão substituídos por outro grupo, para não serem ‘contaminados’ por esse bispo perigoso”.


Após algum tempo mudaram de idéia: “Não vamos mais fazer o rodízio, senão esse bispo ‘contaminará’ todos os soldados”. No começo, os guardas não falavam comigo. Respondiam apenas sim ou não. Era realmente triste. (…) Evitavam falar comigo.


Uma noite, veio-me à mente um pensamento: “Francisco, você é muito rico, tem o amor de Cristo no coração; ame-os como Jesus amou você”. No dia seguinte comecei a querer-lhes bem ainda mais, a amar Jesus na pessoa de cada um deles, sorrindo e trocando palavras gentis.

Tratava-os com bondade, falava de suas viagens, explicava como vivem as pessoas no exterior, falava de economia, de liberdade, de tecnologia.


Isso estimulou a curiosidade deles até o ponto de quererem aprender línguas estrangeiras, como o francês e o inglês. Em suma, os meus guardas tornaram-se meus alunos!»


Foram eles que o ajudaram a confeccionar uma pequena cruz de madeira e uma corrente de ferro para carregá-la no pescoço. Daquela cruz ele nunca mais se separou e foi sua cruz de cardeal.


Foi libertado em 21 de novembro de 1988, festa da apresentação de Maria ao templo. Ele havia pedido a Nossa Senhora de sair da prisão num dia de uma festa dela.


Em 1994, foi chamado a Roma por João Paulo II que o nomeou vice-presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, do qual, em 1998, foi eleito presidente. Em 2001, foi nomeado cardeal.


Ao iniciar o retiro espiritual ao papa e à Cúria Romana no ano de 2000, ele afirmou: "Eu, Francisco, servo de Jesus Cristo, o menor entre os sucessores dos Apóstolos, não acredito que conheça muitas coisas em comparação aos senhores, exceto Jesus Cristo crucificado".



Pime

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Planejamento Familiar Católico


Quero publicar hoje um pouco sobre um método defendido pela Igreja e não divulgado pela mídia.
Essa falta da divulgação deve-se ao fato de que o anticoncepcional, a camisinha e todos os outros métodos são pagos, e muito bem pagos... dessa forma, o governo, os médicos (nem todos, claro), e as empresas que produzem esses medicamentos não possuem interesse nenhum nessa divulgação. Pelo contrário, dizem que não funciona.

Muito importante: O método billings, ou método do muco NÃO é a tabelinha.

A tabelinha funciona somente para mulheres que tem um ciclo menstrual muito regulado. Conheço casais que utilizam há anos e funciona bem para eles... mas a maior parte das mulheres não possuem o ciclo tão regulado, o que as impede de usar a tabelinha... entretanto, existe um método excelente para essas também: o método billings.

Procure mais informações no CENPLAFAM da sua cidade. Os casais católicos não precisam ir contra os preceitos da Santa Igreja por quererem "espaçar" ou "programar" o nascimento dos filhos. É possível usar um método natural, que não faz mal, não tem custo, e não é difícil de usar!!!

Paz e Bem

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MÉTODO DE PLANEJAMENTO NATURAL DA FAMÍLIA


O Método Billings ou Método da ovulação, é conhecido assim, por ter sido descoberto pelo casal Billings há mais de cinqüenta anos. Resumidamente, este método, consiste na leitura dos sinais do corpo da mulher, que se fazem presentes visivelmente ou pela sensação daquilo que está ocorrendo dentro de seu ciclo.


Com este método é possível a mulher saber exatamente o período em que está fértil ou infértil, preparada ou não a conceber uma vida se houver uma relação sexual. Para a eficácia do método, é importante a mulher aprender a se conhecer e é muito importante ainda que o homem também conheça o método, pois, é fundamental o diálogo do casal que opta pelo método natural. Sem o diálogo e o entendimento por parte dos dois, dificilmente o método funcionará. Não vá confundir este método com a antiga tabelinha.
Este método não é uma tabelinha e nem uma tabelinha atualizada. Pesquisas da Organização Mundial da Saúde apontaram 97% de eficácia do método. Pesquisas realizadas na prática (por mais de trinta anos) pelo CENPLAFAM – Confederação Nacional de Planejamento Natural da Família – comprovam que o método chega a atingir 99, 8% de eficácia.
As “falhas” que porventura aconteçam, geralmente provém de falha na utilização do método e não do método em si. E afinal das contas: Filho não é falha! É bênção! Portanto, este é o método mais seguro que se conhece.
É eficaz, natural, não faz mal à saúde do corpo e da alma, não tem contra-indicações, não mutila o corpo (como a vasectomia e a laqueadura), não provoca aborto, e tem a aprovação e bênção da Igreja e de Deus. Não é minha intenção neste livro, ensinar e detalhar o método. Já existe literatura suficiente sobre o assunto e de fácil acesso nas boas livrarias católicas. Para saber mais sobre o método, você pode entrar em contato conosco, da Comunidade Sagrada Família, através do site (...). Que a Sagrada Família te abençoe e te conceda ser feliz na escolha de sua vocação!

(Extraído do Livro: "Namoro, Tempo ou Passatempo?" de Italo Fasanella - Ed. Palavra e Prece)

Alguns livros muito esclarecedores sobre o método:



- O MÉTODO BILLINGS - Edições Paulinas.

- Amor e Fertilidade Método da ovulação (Mercedes Arzú Wilson) - Edições Loyola




Fonte: Comunidade Sagrada Família de SP
http://www.sagradafamilia.org.br/formacao5.htm

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Racismo


Provavelmente essa é mais uma daquelas histórias que recebemos por e-mail... mas... sinceramente eu bem que gostaria que fosse verdadeira!!!!


Paz e Bem!

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Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro.


Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.


"Qual o problema, senhora"?, pergunta uma comissária.


"Não está vendo? - respondeu a senhora- "vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui.Você precisa me dar outra cadeira"."


Por favor, acalme-se - disse a aeromoça -"infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível".


A comissária se afasta e volta alguns minutos depois."Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo na classe econômica.Temos apenas um lugar na primeira classe".


E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:"Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável".


E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe..."


E todos os passageiros próximos, que, estupefatos, assistiam à cena,começaram a aplaudir, alguns de pé.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Escolhas definitivas

Decida-se por Jesus!
Essa é minha mensagem de hoje...
Paz e bem

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“É preciso nadar contra a correnteza num mundo tão provisório. 
Não façam escolhas pela metade, é preciso fazer escolhas definitivas. 
 
O mundo e a Igreja estão suplicando pessoas que façam compromissos definitivos. O transitório é para pessoas que não encontraram o Cristo. 
 
Assumir por Jesus. Ele é a minha estaca” (Dom Aberto). 
 
Já fiz minha escolha definitiva, e você já se decidiu? Não tenha medo.





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Num só Espírito. Verinha
Fonte: Blog Canção Nova Formação
http://blog.cancaonova.com/cancaonovaformacao/2007/06/21/pense-com-carinho/

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A Bíblia e o Celular


Recebi essa mensagem por e-mail, e achei muito legal... quero partilhá-la com vocês nessa sexta feira.

Abraços e bom fim de semana!!


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Já Imaginou o que aconteceria se tratássemos a nossa Bíblia do jeito que nós tratamos o nosso celular ?

E se carregássemos a nossa Bíblia na nossa bolsa ou bolso ?
E se nós déssemos uma olhada nela varias vezes ao dia ?
E se voltássemos para apanhá-la quando esquecêssemos dela em casa ?
E se a usássemos para receber mensagens de texto ?
E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela ?
E se a déssemos como presente para as crianças ?
E se a usássemos quando viajamos ?
E se a usássemos em caso de emergência ?


Mais uma coisa. Ao contrario do nosso celular nós não precisamos nos preocupar com a nossa Bíblia ser desconectada pela companhia telefônica porque Jesus já pagou a conta. E o melhor de tudo, não cai a ligação !

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A Vivência Radical do Evangelho


VIVÊNCIA RADICAL DO EVANGELHO


Conhecer Jesus, ser tocado por Ele, não pode nos deixar inertes. Ele nos faz perguntas que provocam mudanças em nossas vidas. Nos Evangelhos, Jesus encontra com algumas pessoas e suas perguntas provocaram reflexões e mudanças:
Pessoais:
Jo 1, 37 – “Que procurais?” – aos dois discípulos de João.
Luc 24, 17 – “De que estais falando pelo caminho, e porque estais tristes?” – Discípulos de Emaús.

Sociais:
Mc 6, 38 – “Quantos pães tendes?” - Na 1ª multiplicação dos pães.
Mc 6, 5 – “Quantos pães tendes?” – Na 2ª multiplicação dos pães.

Engajamento e resposta
Luc 9, 18b “ Quem sou eu no dizer das multidões?”

Fundo do coração
Jo 21 – “Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?” (três vezes)
A respeito desta palavra o Papa João Paulo II nos diz: “ esta palavra mais é a minha angústia e alegria. Angústia porque eu não tenho nenhum instrumento para medir se amo mais ou não e alegria porque nada do que acontece no coração humano deixa de ressoar em mim.”
Luc 22, 48 – “ Judas, com um beijo entregas o filho do homem?” –
Jesus provoca uma decisão de vida: positiva ou negativa, amor sem limite ou traição. Devemos estar sempre atentos às provocações de Deus.
Muitas vezes ficamos decepcionados com líderes ou pessoas que largam tudo, fundam outras igrejas ... não podemos esquecer das palavras de Jesus: “Quem está de pé cuide para não cair.” Não existe caderneta de poupança, não acumulamos pontos para gastar mais tarde, Jesus quer a nossa resposta, o nosso sim a cada minuto, é o agora que importa. (...)


“Não tenhais medo! Abri, ou antes, escancarai as portas a Cristo!” João Paulo II.
LG 31 / CLF 15 “ Os leigos são chamados por Deus, para que no mundo, exercendo o seu próprio ofício, inspirados pelo espírito evangélico, concorram para a santificação do mundo a partir de dentro, como fermentos, e deste modo manifestem Cristo ao aos outros, antes de mais pelo testemunho da própria vida, pela irradiação de sua fé, esperança e caridade”.

Como se santificar no mundo:
Jesus nos dá a receita: “cumprir fielmente a vontade de Deus.”
São João da Cruz: “ Mesmo que realizes muitas coisas, não progredirás na perfeição, se não aprenderes a negar a tua vontade e sujeitar-te, deixando a preocupação de ti próprio e das tuas coisas.” (...)


Irmãos, já é tempo de acordar do sono! O demônio existe e, mais do que nunca, está “cheio de furor” contra os santos.

Se nos conservarmos firmemente unidos a Jesus nada devemos temer dos eventos e das potências desencadeadas pelo mal: ele está diante de nós como um muro insuperável contra o qual se despedaça todo poder das trevas. A este Jesus, a Igreja inteira, inebriada com o perfume de sua unção, diz com as palavras da esposa do Cântico: “ Arrasta-me contigo, corramos!” (Ct 1, 4)

As nossas armas para viver esta radicalidade que o Senhor nos chama:
· Oração
· Palavra de Deus
· Sacramentos
· Vida Comunitária
Fonte: Comunidade Católica Epifania

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Entendendo a Teologia da Libertação


Vamos entender um pouco sobre a Teologia da Libertação?

A Teologia da Libertação

Por D. Fernando Arêas Rifan
Com a visita do Santo Padre, alguns remanescentes da Teologia da Libertação levantaram de novo a voz, o que nos obriga a recordar o ensinamento do Magistério da Igreja sobre o assunto.A Teologia da Libertação surgiu como reação às escravidões sociais e econômicas, que todos lamentamos, mas enfatizando demasiadamente a linha social em detrimento da espiritual, tentando reduzir o Evangelho da salvação a um evangelho terrestre e, pior, dentro de uma análise marxista, com rejeição da doutrina social da Igreja. 
 
Daí partem para uma releitura essencialmente política da Sagrada Escritura, baseada no racionalismo e no modernismo.Na verdade, o Evangelho de Jesus Cristo é mensagem de liberdade e força de libertação. Mas a libertação é antes de tudo e principalmente libertação da escravidão radical do pecado. Seu objetivo e seu termo é a liberdade dos filhos de Deus, que é dom da graça divina. Ela exige, por uma conseqüência lógica, a libertação de muitas outras escravidões de ordem cultural, econômica, social e política, que, em última análise, derivam todas do pecado e constituem outros tantos obstáculos que impedem os homens de viver segundo a própria dignidade.Jesus viveu num tempo de opressão social do povo de Deus pelos romanos, mas não adotou o método da teologia da libertação e sim da teologia da salvação. 
 
A sua pregação das virtudes e o combate aos vícios da alma terminaram por criar uma sociedade mais justa e solidária, sem necessidade de se imiscuir na política e nas lutas sociais.
 
Na Profissão de Fé do Povo de Deus, Paulo VI exprimiu bem a fé da Igreja: "Nós professamos que o Reino de Deus iniciado aqui na Terra, na Igreja de Cristo, não é deste mundo, cuja figura passa, e que seu crescimento próprio não se pode confundir com o progresso da civilização (...) mas consiste em conhecer cada vez mais profundamente as insondáveis riquezas de Cristo, em esperar cada vez mais corajosamente os bens eternos, em responder cada vez mais ardentemente ao amor de Deus e em difundir cada vez mais amplamente a graça e a santidade entre os homens. 
 
Mas é este mesmo amor que leva a Igreja a preocupar-se constantemente com o bem temporal dos homens (...) suas necessidades, alegrias e esperanças, seus sofrimentos e seus esforços".
 
Dom Fernando Arêas Rifan
Bisbo Titular de Cedamusa
 
Administrador Apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
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Para citar este artigo:
RIFAN, D Fernando Arêas. Apostolado Veritatis Splendor: A Teologia da Libertação. Disponível em http://www.veritati/s.com.br/article/4286. Desde 29/6/2007.

terça-feira, 28 de maio de 2013

SEXO SEM COMPROMISSO
Vale a pena correr o risco?

Julio Severo



Ele a espia andando na sala. Ela é sexy. Ele avança e ela o recompensa com um sorriso sensual. Depois de algumas horas de conversa, eles acabam na cama fazendo sexo com ardente paixão. Na manhã seguinte, cada um segue sua própria vida, feliz e satisfeito.

Experimente ligar em algum programa de TV, em algum horário do dia ou da noite, e você verá, de uma maneira ou de outra, cenas desse tipo. O sexo é apresentado como diversão sem nenhuma conseqüência, risco e dor de cabeça. Mas é só na TV que se consegue criar tal realidade longe da verdade! Quando recriam a cena no mundo real, as pessoas podem terminar com muito mais do que só lembranças.

Vamos analisar essa cena e escrever um possível final da vida real.

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…Depois de algumas horas de conversa, eles acabam na cama fazendo sexo com ardente paixão.

Seis meses depois: Ela está se arrumando para trabalhar e, ao urinar, sente dor e um corrimento como pus. Ela sente dor também na região da cintura.

Oito meses depois: Ela sai da cama e dobra de dor. Não dá mais para ignorar o problema. Envergonhada de ficar face a face com o médico da família, ela vai a uma clínica e descobre que tem gonorréia. O médico lhe receita antibióticos e tudo se resolve. Ela esquece o problema.


Quatro anos mais tarde: Ela encontra o homem de seus sonhos. Eles queriam filhos sem demora e decoraram o quarto do bebê, certos de que logo estariam segurando um bebezinho no colo. Ela está agora saindo do consultório médico chorando. Ela acabou de ser informada de que não lhes será possível ter filhos. A gonorréia que ela havia contraído danificou as trompas e ela ficou estéril. Ela nem mesmo se lembra do nome do homem que lhe passou a doença, mas ela terá de viver com trauma e tristeza pelo resto de sua vida.

Ei, o que aconteceu com o final feliz? Simples: A vida real não imita os filmes e novelas. Vamos então analisar essa cena e escrever outro possível final da vida real.

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…Depois de algumas horas de conversa, eles acabam na cama fazendo sexo com ardente paixão.

Dez meses depois: Ele acabou de jogar uma partida de futebol. Ele tem se sentido cansado e com dores há dias. “Deve ser gripe”, ele pensa. Então a mente dele vaga para a grande noite que ele teve na semana passada… “Qual será o nome dela?”

Um ano depois: Ele precisa ir ao médico. A gripe parece interminável e ele não consegue se livrar dela. Ele marca uma consulta para amanhã.

No dia seguinte: Ele escuta o médico, sem conseguir acreditar. Como seria possível ele ter os sintomas da AIDS? Ele sempre usou camisinha com todas as suas parceiras. O médico explica que a camisinha não consegue proteger totalmente contra o vírus HIV. Por que ninguém o havia informado disso?

Dois anos depois: Ele está deitado na cama olhando pela janela. Seus olhos vagueiam para os pés e ele pensa no tempo em que esses mesmos pés eram mais fortes e podiam chutar uma bola de futebol com firmeza. Agora, ele fica pensando se terá forças para chutar. Ele não sabe com certeza qual de suas parceiras lhe deu o HIV. Ele fica pensando no número de mulheres para quem ele passou o vírus.

Esses finais não são tão felizes quanto os que a TV mostra, mas são as conseqüências de vida real do sexo casual. A gonorréia e a AIDS não são os únicos riscos. Ainda que não se leve em consideração o risco de sofrer um coração partido e danos emocionais, há algumas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) mais comuns que você se arrisca a contrair quando se envolve com o sexo sem compromisso matrimonial.

Para ler o texto todo, que continua, clique no link: http://www.providafamilia.org.br/doc.php?doc=doc34987
Fonte: Provida Família

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sexo Seguro???

Mais uma sobre a camisinha...
Evangelizar também é denunciar as mentiras ditas por aí... Convido a todos os blogs e sites cristãos a atuar em favor da vida, divulgando essas informações...

Quer entender por que, apesar de tanta propaganda, de tanta distribuição gratuita de camisinha por aí, a AIDS vem crescendo terrivelmente entre os jovens e adultos?

leia a matéria abaixo, e tire suas próprias conclusões.
João Batista




Descoberto método infalível para se proteger contra a AIDS

Infelizmente muitos estão sendo enganados, especialmente os nossos jovens, quando pensam que a “camisinha” previne seguramente contra a contaminação do vírus HIV da AIDS; e cria-se assim a ilusão do “sexo seguro”.

O Papa João Paulo II assim se expressou sobre a camisinha:“Além de que o uso de preservativos não é 100% seguro, liberar o seu uso convida a um comportamento sexual incompatível com a dignidade humana... O uso da chamada camisinha acaba estimulando, queiramos ou não, uma prática desenfreada do sexo... O preservativo oferece uma falsa idéia de segurança e não preserva o fundamental” (PR, nº 429/1998, pag.80).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já avisou que os preservativos não impedem totalmente a contaminação do vírus, uma vez que esses são muitíssimos menores que os poros do látex de que são feitas as camisinhas.

A revista Seleções (dezembro de 1991, pp.31-33), trouxe um artigo do Dr. Robert C. Noble, condensado de Newsweek de Nova Iorque (1/4/91), que mostra como é ilusória a crença no tal “sexo seguro” com a camisinha.A pesquisadora Dra. Susan C. Weller, no artigo A Meta-Analysis of Condom Effectiveness in Reducing Sexually Transmitted HIV, publicado na revista Social Science and Medicine, (1993, vol.36, issue 12, pp.1635-1644), afirma:“Presta desserviço à população quem estimula a crença de que o condom (camisinha) evitará a transmissão sexual do HIV. 
 
O condom não elimina o risco da transmissão sexual; na verdade só pode diminuir um tanto o risco”.“As pesquisas indicam que o condom é 87% eficiente na prevenção da gravidez. Quanto aos estudos da transmissão do HIV, indicam que o condom diminui o risco de infecção pelo HIV aproximadamente em 69%, o que é bem menos do que o que normalmente se supõe” (PR, n° 409/1996, pp. 267-274).Isto significa que, em média, três relações sexuais com camisinha têm o risco equivalente a uma relação sem camisinha. 
 
Convenhamos que é um alto risco, já que a AIDS não tem cura ainda. É uma “roleta russa”.
O Dr. Leopoldo Salmaso, médico epidemiologista no Hospital de Pádua, na Itália, afirma que:“O preservativo pode retardar o contágio, mas não acabar com ele”(idem) .Pesquisas realizadas pelo Dr. Richard Smith, um especialista americano na transmissão da AIDS, apresenta seis grandes falhas do preservativo, entre as quais a deterioração do látex devido às condições de transporte e embalagem. Afirma o Dr. Richard que:“O tamanho do vírus HIV da AIDS é 450 vezes menor que o espermatozóide. Estes pequenos vírus podem passar entre os poros do látex tão facilmente em um bom preservativo como em um defeituoso” (Richard Smith, The Condom: Is it really safe saxe?, Public Education Commitee, Seattle, EUA, junho de 1991, p.1-3)
 
A Rubber Chemistry & Technology, Washington, D.C., junho de 1992, afirma que: “Todos os preservativos têm poros 50 a 500 vezes maiores que o virus da AIDS”.Vemos, portanto, que é irresponsável, cientificamente, dizer que a camisinha garante o “sexo seguro”. O pior, ainda, é que esta falsidade vem acompanhada de um estímulo ao sexo livre, sem responsabilidade e sem compromisso, o que o faz promíscuo e vulgar.
 
A Igreja não está impedindo o combate à AIDS, pelo fato de não concordar com o uso da camisinha. Como disse o padre Lino Ciccone, professor de Teologia Moral e Bioética na Faculdade Teológica de Lugano, na Itália:“Não se faça caridade jamais às custas da verdade, nem se imponha a verdade voltando as costas à caridade”.


Prof. Felipe de Aquino
fonte: Provida Família
http://www.providafamilia.org.br/doc.php?doc=doc74708

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Invista no seu Futuro!



Tenho andado me perguntando... há quantas anda a minha fé? Se Jesus voltar hoje, estarei preparado? Ou serei um daqueles a quem Ele responderá "não vos conheço"?

O mundo nos chama, a cada dia, a viver por ele e para ele... e não digo isso somente nas questões envolvendo o "pecado", mas nas questões cotidianas mesmo, como o nosso trabalho, nosso estudo, nosso "ser profissional".

Não estou querendo dizer que precisemos parar de trabalhar ou de estudar, longe de mim dizer algo assim... mas ando me cobrando no sentido de... será que tenho sido tão bom cristão quanto tento ser bom funcionário?

Será que me dedico a estudar a Palavra de Deus tanto quanto tenho me dedicado à minha especialização?

Será que meus planos futuros - crescimento e desenvolvimento profissional, mudança de área na empresa, construção da casa, filhos, etc, etc, etc... têm envolvido Deus e a vontade Dele?

É muito importante, diria fundamental ser um bom funcionário, investir em minha profissão, em meu estudo, em meu futuro... mas... como cristãos, o futuro que importa é o da Eternidade... e, a medida que eu invisto no meu futuro "de curto prazo", não posso deixar de lado o meu futuro "de longo prazo", que aliás, nunca saberei se será realmente de longo prazo, pois o Amanhã a Deus pertence!!!

Vamos juntos investir em nosso futuro?!!
Um abraço!


João Batista

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Conseqüências da Separação



Bom seria se, por todos os nossos dias, acontecessem somente coisas que tínhamos projetado viver. No entanto, toda opção contrária à nossa vontade traz para a nossa realidade o compromisso de assimilar o novo.
É sabido que muitos casamentos correm riscos de um desfecho nada parecido com as alegrias que pensavam viver. Infelizmente, alguns casais chegam a considerar a separação conjugal como a solução de seus problemas, embora tenham feito o voto de viver juntos por toda a vida. Diante das exigências do relacionamento, podem querer abandonar o compromisso assumido, desejando, assim, recuperar o tempo que acreditam ter perdido, saindo em busca da “felicidade” que consideram ter deixado para trás.
 
Aqueles que, anteriormente, apresentavam-se abraçados em fotografias, talvez, tenham se comportado, ao longo da vida conjugal, indiferentes ou displicentes aos cuidados e carinhos necessários para a renovação do amor, sentimento que os fez investir no casamento eterno. Por mais plausíveis que sejam as razões da separação, haverá outros traumas secundários, que implicarão na vida familiar, especialmente, quando dessa relação vieram os filhos. 
 
Pois como sabemos: “Na disputa entre o mar e o rochedo quem sofre são os mariscos”. Para os filhos, – encarar a realidade de ter seus pais vivendo em casas separadas – poderá ser um problema, tendo em vista que a referência de família e o sinônimo de proteção, que todos temos, são compostos de pai, mãe e filhos. 
 
Muitos são os relatos de filhos que experimentaram os dissabores da ruptura do casamento de seus pais. Dúvidas surgem na cabeça deles diante dessa desagradável surpresa, pois a quem irão recorrer? Quem vai ajudá-los a solucionar os impasses e inseguranças que vão aparecer ao longo de suas vidas? Ou com quem deverão morar? (Isso, quando essa escolha lhes é permitida). Além de não poderem contar com o esteio familiar como antes, deverão fazer a difícil opção entre aqueles que por eles são igualmente amados. Tudo isso significaria colocar sobre seus os ombros uma responsabilidade muito além de suas próprias forças.
Em meio a tantas situações complicadas de se gerir, não será difícil perceber no comportamento deles [filhos] a presença do medo, sentimentos de revolta, raiva, incompreensão, desconforto, além da sensação de abandono, entre outros.Antes que as conseqüências dos atos dos pais repercutam na vida daqueles que se sentem impotentes diante das dificuldades dos adultos, certamente, será importante que os cônjuges falem um ao outro o que realmente desejam e esperam como contribuição para o reaquecimento da relação. 
 
Muitas vezes, nessas ocasiões a ajuda de um profissional na área da pscicologia será também de grande valia. (...)Em mar revolto, marinheiros não içam velas”. Estabelecer a disposição comum em reviver as simples coisas que foram deixadas para trás, será a chave para alcançar o sucesso no casamento.
Deus abençoe a todos, 
 
José Eduardo Moura
 
webenglish@cancaonova.com Missionário da Comunidade Canção Nova, trabalhando atualmente na na Fundação João Paulo II no Portal Canção Nova.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ordenação de Mulheres



Por que as mulheres não podem ser ordenadas?


Cristo e os apóstolos chamaram somente homens para o sacerdócio:
(1) Cristo quebrou tantos tabus em relação às mulheres: aceitou dinheiro delas, confiou a uma delas o anúncio da ressurreição, conversava publicamente com elas - o que era um escândalo para a época. Mas, não chamou nenhuma delas para o grupo dos Doze. Não era por machismo nem por medo da mentalidade da época, já que em outras coisas ele rompeu com os preconceitos. Devia haver outro motivo...
(2) Os apóstolos tiveram o mesmo comportamento. Mais ainda: no mundo grego, onde eles anunciaram o Evangelho, havia sacerdotisas... Teria sido fácil aceitar mulheres cristãs no ministério ordenado... No entanto, somente aos homens os apóstolos conferiram esse ministério. Seguiram o comportamento de Jesus...
(3) Ao longo de toda a sua história, a Igreja jamais ordenou mulheres e sempre considerou que o Senhor não as chamou para o ministério ordenado. Na Idade Média houve abadessas poderosíssimas, como a de Las Huelgas, por exemplo; houve mulheres de prestígio enorme, como Santa Catarina de Sena, que repreendeu o próprio Papa, mas nenhuma delas foi ordenada.
(4) Recentemente, o Papa João Paulo II, num documento oficial aos Bispos, a Carta Ordinatio Sacerdotalis, de 1992, confirmou como sendo doutrina de fé que a Igreja NÃO PODE, NÃO TEM AUTORIDADE, para ordenar mulheres! E o Papa explicou que tal ensinamento é DEFINITIVO, isto é jamais poderá ser modificado por nenhum papa futuro! Isto é, o Papa ensinou que a Igreja, ao não ordenar mulheres, não estava simplesmente seguindo um costume cultural, mas algo determinado pelo próprio Senhor. Isto significa que essa questão não é somente de disciplina, mas de doutrina católica. Um católico que seja fiel ao magistério da Igreja não deve mais colocar em questão a não ordenação de mulheres.


Mas, por que Cristo não ordenou mulheres?
Esta é uma questão que a teologia deve ainda aprofundar melhor. Contudo, uma primeira reposta é a seguinte: o Novo Testamento apresenta Cristo como Esposo da Igreja. Ele a desposou para sempre na cruz. Cristo é o Esposo e Cabeça da Igreja, que é seu Corpo e sua Esposa. Ora, o ministro ordenado, pelo sacramento da Ordem, é imagem e representação do Cristo Cabeça e Esposo da Igreja. Somente alguém do sexo masculino está apto para tal representação, pois, se o Filho eterno não tem sexo, enquanto Deus, enquanto ser humano concreto assumiu o sexo masculino. A ordenação das mulheres quebraria toda esta simbologia da Aliança, tão presente e importante na Sagrada Escritura. A Igreja-comunidade é esposa que, reunida sob a presidência do Cristo-Esposo, tornado presente sacramentalmente pelo ministro ordenado, oferece a Deus o sacrifício de louvor, a Eucaristia.


É importante salientar que aqui não há desrespeito aos direitos das mulheres, por dois motivos: (1) diante de Deus não temos direito algum: tudo é GRAÇA; Deus chama quem ele quer! Seria absurdo reivindicar uma vocação! e (2) o sacerdócio não deve ser visto como uma honra, um poder, mas como um serviço. Reivindicar o ministério ordenado como direito é não compreender a dinâmica da graça, nem o ministério como serviço, nem a Igreja como comunidade diversificada, na qual nem todos fazem a mesma coisa!


As mulheres têm a missão de participar ativamente da vida da Igreja, inclusive das decisões... Poderiam até ser Cardeais (que não necessita do sacramento da Ordem - um leigo pode sê-lo...). Certamente as mulheres e os leigos em geral devem ser mais ouvidos na Igreja. Para isso, não precisam ser ordenadas!


Uma última observação: a Igreja não é uma democracia, na qual a maioria vence. Ela é comunhão no Espírito do Cristo ressuscitado. A Igreja é de Cristo: estar nela é aceitar o Senhor e seu poder soberano com humildade e fé. A Igreja não pode inventar-se e reinventar-se a si mesma!


Padre Henrique

terça-feira, 21 de maio de 2013

Controle de Natalidade X Regulação Natural



Controle de Natalidade vs. Regulação Natural

Quem propõe o "controle da natalidade" por meios artificiais o fazem movidos por vários mitos à respeito dos métodos naturais de regulação da natalidade:
"são antiquados e poucos eficazes" "são muito complicados" "são inviáveis"
Mas a Verdade é outra:
Os métodos naturais, especialmente os mais modernos, têm o suporte científico mais desenvolvido e consistente.
Dado que respeitam os ritmos naturais da pessoa, uma vez aprendidos, os métodos naturais se incorporam facilmente ao ritmo da vida das pessoas.
Os métodos naturais não têm nada de inviáveis. Certamente supõem o diálogo, o autodomínio e a corresponsabilidade do casal, mas isto, em vez de uma desvantagem, é o grande benefício comparativo dos métodos naturais que nenhum método artificial poderá jamais dar: compreensão, respeito mútuo, diálogo do casal e a conseqüente contribuição ao desenvolvimento integral de cada uma das pessoas.

Segundo estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde, os métodos naturais de planejamento familiar demonstraram possuir uma ampla superioridade sobre os métodos artificiais (anticoncepcionais-abortivos) em diversos aspectos. Em tais estudos demonstrou-se que eram fáceis de aprender e de aplicar pela mulher em qualquer que fosse seu nível cultural (demonstrou-se que podem ser aprendidos e aplicados com êxito inclusive por mulheres carentes de instrução mínima), que eram aceitos com preferência aos métodos artificiais e, o mais importante, revelaram-se sumamente eficazes em evitar a gravidez. A todas estas vantagens agrega-se que por sua natureza respeitam a integridade e dignidade da pessoa humana sem lesionar seus direitos.
Um estudo multicêntrico, que abarcou importantes cidades de diversos pontos do mundo e distantes entre si (Auckland, Bangalore, Manila e El Salvador) demonstrou que 93% das mulheres férteis estava em condições de reconhecer e interpretar o momento de fertilidade desde seu primeiro ciclo menstrual (destaca que o grupo de El Salvador incluía 48% de analfabetas). O estudo conclui que as probabilidades de concepção nos períodos determinados como inférteis era de 0,004%, quer dizer, menos de meio por cento.Em contraposição aponta-se que o índice de gravidezes utilizando métodos artificiais para o controle da natalidade, varia de 1% (pílulas combinadas estrógeno-progesterona) até 20-23% em usuárias de anticoncepcionais orais.
Em um estudo realizado em Calcutá, Índia, sobre a eficácia do Método da Ovulação, informou-se de uma porcentagem próxima a 0 (zero) sobre uma população total de 19.843 mulheres pobres e de diversas crenças religiosas (57% hindús, 27% islâmicas, 21% cristãs).
As conclusões do estudo da Organização Mundial da Saúde sobre a eficácia do Método da Ovulação foram as seguintes:
Por meio de ecografia ovárica determinou-se que os sintomas do muco cervical identificam com precisão o momento da ovulação.
Todas as mulheres, de qualquer nível cultural e educacional podem aprender o método da observação do muco cervical para reconhecer quando ocorre a ovulação.
A evidência mundial sugere que os métodos de controle natal, abstendo-se da relação sexual na fase fértil identificada pelos sintomas da ovulação, são equivalentes àqueles dos anticoncepcionais artificiais.
O estudo realizado entre 20.000 mulheres pobres em Calcutá, com uma porcentagem de gravidez próxima a zero, complementado com outros estudos em países em desenvolvimento, demonstram a efetividade do Planejamento Familiar com Métodos Naturais.
Os usuários do método estavam satisfeitos com a freqüência da relação sexual sugerida por este método de planificação familiar, o qual é econômico e pode ser especialmente valioso para os países em desenvolvimento (Cf. R.E.J. Ryder, British Medical Journal, Vol. 307, edição de 18 de setembro de 1993, pp. 723-725).
Comparando os dois métodos naturais mais seguros, os índices de efetividade são bastante parecidos (Cf. Dra. Zelmira Bottini de Rey, Dra. Marina Curriá, Instituto de Ética Biomédica, Curso de Planificação familiar natural, Universidad Católica Argentina Santa Maria dos Buenos Aires, abril de 1999):
-o índice para o Método da Ovulação ou Billings é 96.6% (Cf. American Journal of Obstretics and Gynecology, 1991).
-o índice para o Método Sintotérmico é de 97.7% (idem).
-o índice para o Método Sintotérmico em matrimônios altamente motivados para evitar a gravidez é de 97.2% (Cf. Guia para a prestação de serviços de PFN. OMS. Genebra, 1989).
Estes são índices muito altos e certamente não só alcançam mas que superam a muitos dos métodos artificiais mais eficazes. Lamentavelmente, as campanha de descrédito dos métodos naturais respondem não a bases científicas mas a preconceitos ideológicos e interesses econômicos.

Fonte: ACI Digital


http://www.acidigital.com/vida/natal-natural.htm

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Sexualidade Conjugal - Fidelidade e Exclusividade


Fiel e exclusivo: fins da sexualidade conjugal

Por: Nancy Escalante
Partimos do fato que a sexualidade é um dom mútuo, é união da carne de duas pessoas, homem e mulher, é o ato através do qual eles se tornam uma só carne. Aqui existe uma dimensão espiritual; quando se realiza, expressa e manifesta a ação unitiva que procede do amor conjugal. É através do ato conjugal que se realiza a doação-entrega-recepção, sendo um ato de amor conjugal com uma dimensão unitiva. Neste sentido, somente o amor divino conhece uma união amorosa mais profunda do que a elevada ao sacramento do altar.
São Tomás de Aquino explica que, através do matrimônio, o homem e a mulher formam uma comunidade com a finalidade de ajudar-se na vida matrimonial e familiar. Neste sentido, o fato de que a sexualidade humana não somente aconteça em períodos de fertilidade da mulher indica que – além da dimensão procriadora – existe a dimensão unitiva, sendo que o ato conjugal é algo mais do que o encontro entre dois sexos, é o encontro entre duas pessoas.

A dimensão amor–unitiva e a dimensão procriadora se encontram fundidas em um só ato e são inseparáveis. Portanto a fecundação é a expressão do amor conjugal que, por ser pleno e total, une os esposos, dando lugar à transcendência do amor e do seu ser.O ato sexual conjugal, ao ser um ato de amor, deve estar ordenado à união e, portanto, à procriação.
O Concílio Vaticano II afirma (const. Gaudium et spes, 50): “O matrimônio não é somente para a procriação, mas a natureza do vínculo indissolúvel entre os cônjuges e o bem da prole exigem que o amor mútuo dos esposos se manifeste e amadureça”.
A finalidade amorosa-unitiva é, por natureza, a finalidade imediata do ato conjugal, ou seja, personaliza o ato conjugal.Quanto à finalidade procriadora, trata-se do ato natural da pessoa-homem que fecunda a pessoa-mulher, é o ato de fecundação dirigido, portanto, a gerar filhos. Assim se explica o que ensina o Concílio Vaticano II, o matrimônio e o amor conjugal se ordenam à prole. Portanto:O ato conjugal, como expressão e manifestação do amor conjugal, não é lícito nem honesto fora do casamento.

A relação sexual extra matrimonial é uma falsidade, não é um ato de amor verdadeiro, ao contrário, é um ato egoísta.Tudo que for contra os fins do matrimônio é desonesto, como o uso de preservativos, o onanismo, a sodomia, a masturbação e a bestialidade, que constituem graves degradações do amor homem-mulher, uma vez que despersonalizam e vão contra a dignidade e a natureza da pessoa humana.Privar a sexualidade de sua potência procriadora, por qualquer meio, seja cirúrgico, mecânico ou químico, degrada e destrói o amor conjugal, e quando se chega ao aborto ou ao infanticídio se comete, além disso, um crime contra a vida humana.

De acordo com Gen 2, 18-24 e com a const. Gaudium et spes (n. 48), o casamento é a comunidade formada pelo homem e pela mulher unidos nas potências naturais do sexo, formando uma unidade na natureza que é, por sua vez, uma comunidade de vida e de amor.Esta comunidade de homem e mulher é a sociedade primária e nuclear da Humanidade: o núcleo fundador da família, primeira expressão da sociabilidade humana: (const. Gaudium et spes, 12).Segundo afirma o Concílio no c. 1055, e considerando o casamento um consórcio para toda a vida, ordenado – por sua própria índole natural – ao bem dos cônjuges e a geração e educação da prole, resulta óbvio que o bem dos cônjuges compreende a ajuda e o serviço mútuo.Neste sentido, com base nos textos bíblicos, o texto-chave é Gen 2, 18-24:Não é bom que o homem esteja sozinho; a pessoa humana é social por natureza, com uma essencial abertura ao outro pelo amor e pela cooperação em tarefas comuns.

Diante da solidão do primeiro homem, Deus propõe dar-lhe uma ajuda e essa ajuda é uma mulher. Ambos se unem como esposos, formando o primeiro núcleo familiar, a primeira comunidade conjugal, baseada na ajuda mútua e, pela diferenciação sexual, na geração e educação dos filhos. Este é o bem dos cônjuges, ao qual o casamento está dirigido. É preciso interpretar esta ajuda recíproca como própria de uma comunidade de vida e de amor, como uma relação interpessoal para o aperfeiçoamento recíproco material e espiritual, ao mesmo tempo que de participação na tarefa comum que o casamento supõe: a família, isto é, o lar, os filhos, as necessidades da vida pessoal e privada, etc.
Quanto ao bem dos cônjuges, trata-se de uma finalidade obtida pelo mesmo casamento, ou seja, pela vida matrimonial que torna o casamento uma comunidade de vida e de amor. O casamento contém em si tudo o que for preciso e conveniente para a obtenção desses fins. São, portanto, fins imediatos, e deles o casal recebe suficiente razão de ser e de bondade.
A finalidade da procriação e educação da prole não é a finalidade imediata do casamento, embora os filhos sejam concebidos no casamento, através do dom mútuo. É, portanto, a finalidade última, porque a comunidade conjugal está ordenada a procriar e educar os filhos no seio familiar: por este motivo, o matrimônio deve ser o núcleo da família.

Gaudium et spes, 50.BibliografiaJuan Pablo II. Homem e Mulher: Teologia do corpo. 3ra edição. (1999) Ed. Palabra.Sarmiento A. El matrimonio cristiano. Ed Eunsa. Navarra. Espanha.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Não leve os outros a Pecar


A MODÉSTIA CRISTÃ - Côn. José G. V. de Carvalho*

O fundamento bíblico que deve regular a modéstia cristã se acha em São Paulo: “Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? [...] Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo que reside em vós?” (1 Cor 6,15.19)

Uma onda incontida de despudor, sobretudo por influição dos meios de comunicação, envolve nossa vida social. Ultrapassam-se todos os limites do bom senso com uma malícia diabólica. Certa vez, este articulista disse a uma jovem mal trajada: “Se algum rapaz, num ímpeto errôneo de paixão, a atacar, quem deverá ir para a cadeia é você que anda com roupas indecentes, indecorosas, indignas de uma cristã”! 
 
Tudo que é flagrantemente provocador e atua para perverter a alma alheia através da carne deve ser evitado. Ninguém pode ser pedra de escândalo para os outros. Por vezes, até pessoas casadas, vêm se queixar com os sacerdotes dizendo estar difícil viver de maneira cristã por causa do traje de certas mulheres que lhes desencadeiam um turbilhão de maus desejos por força de uma moda imoral. Trata-se de uma maré de exibicionismo sensual e, o que é pior, até mesmo dentro das Igrejas e, mais horripilo ainda, à hora sacrossanta das Missas. Tudo isto paira nas raias do sacrilégio. É estar a serviço da tirania do mal. 
 
A um católico está vedado ir indecorosamente vestido a qualquer lugar, mormente a um Templo. A Igreja, lugar santo, habitação especial de Deus, onde Sua presença é mais real e efetiva e onde está Cristo, prisioneiro de amor no Sacrário, o qual se imola, dia a dia, no santo sacrifício da Missa pelos pecados da humanidade, merece um respeito, uma compostura e uma conduta edificante, rigorosamente impecáveis. 
 
Causa pena como se profanam nossas igrejas, onde, sem a mais leve preocupação, com um atrevimento que espanta, ignoram-se preceitos morais tão sérios. Trata-se de um desafio à infinita bondade de Deus e uma provocação a sua tremenda justiça Não é lícito, mormente no Templo, exibir decotes escandalosos, roupas colantes ou transparentes, saias curtas. Esta é a diretriz paulina: “Vossa modéstia seja notória a todos os homens. O Senhor está próximo [...] Atendei a quanto há de verdadeiro, de honroso, de justo, de puro, de amável, de louvável, de virtuoso, de merecedor de louvor” (Filipenses 4, 5-8). 
 
Mais espantoso ainda é ir comungar desta maneira. O celebrante, por motivos óbvios, não pode negar a Comunhão a certas pessoas que melhor estariam numa praia do que num recinto sagrado. Entristecem-se, porém, os padres zelosos diante de tanto desplante, ousadia, audácia, atrevimento. Há pessoas que se esquecem que a sedução pecaminosa, além disto, já é, em si mesma, uma falta grave perante o Ser Supremo.
Na Europa há um santo rigor, uma vez que ficam guardas às portas das Igrejas, impedindo que turistas entrem de qualquer maneira na Casa de Deus. O que se olvida é que ser um autêntico católico supõe viver em plenitude a modéstia, virtude sumamente agradável a Deus, manifestando, por toda parte, pudor, decência, gravidade, compostura!
* Professor no Seminário de Mariana - MG