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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ordenação de Mulheres



Por que as mulheres não podem ser ordenadas?


Cristo e os apóstolos chamaram somente homens para o sacerdócio:
(1) Cristo quebrou tantos tabus em relação às mulheres: aceitou dinheiro delas, confiou a uma delas o anúncio da ressurreição, conversava publicamente com elas - o que era um escândalo para a época. Mas, não chamou nenhuma delas para o grupo dos Doze. Não era por machismo nem por medo da mentalidade da época, já que em outras coisas ele rompeu com os preconceitos. Devia haver outro motivo...
(2) Os apóstolos tiveram o mesmo comportamento. Mais ainda: no mundo grego, onde eles anunciaram o Evangelho, havia sacerdotisas... Teria sido fácil aceitar mulheres cristãs no ministério ordenado... No entanto, somente aos homens os apóstolos conferiram esse ministério. Seguiram o comportamento de Jesus...
(3) Ao longo de toda a sua história, a Igreja jamais ordenou mulheres e sempre considerou que o Senhor não as chamou para o ministério ordenado. Na Idade Média houve abadessas poderosíssimas, como a de Las Huelgas, por exemplo; houve mulheres de prestígio enorme, como Santa Catarina de Sena, que repreendeu o próprio Papa, mas nenhuma delas foi ordenada.
(4) Recentemente, o Papa João Paulo II, num documento oficial aos Bispos, a Carta Ordinatio Sacerdotalis, de 1992, confirmou como sendo doutrina de fé que a Igreja NÃO PODE, NÃO TEM AUTORIDADE, para ordenar mulheres! E o Papa explicou que tal ensinamento é DEFINITIVO, isto é jamais poderá ser modificado por nenhum papa futuro! Isto é, o Papa ensinou que a Igreja, ao não ordenar mulheres, não estava simplesmente seguindo um costume cultural, mas algo determinado pelo próprio Senhor. Isto significa que essa questão não é somente de disciplina, mas de doutrina católica. Um católico que seja fiel ao magistério da Igreja não deve mais colocar em questão a não ordenação de mulheres.


Mas, por que Cristo não ordenou mulheres?
Esta é uma questão que a teologia deve ainda aprofundar melhor. Contudo, uma primeira reposta é a seguinte: o Novo Testamento apresenta Cristo como Esposo da Igreja. Ele a desposou para sempre na cruz. Cristo é o Esposo e Cabeça da Igreja, que é seu Corpo e sua Esposa. Ora, o ministro ordenado, pelo sacramento da Ordem, é imagem e representação do Cristo Cabeça e Esposo da Igreja. Somente alguém do sexo masculino está apto para tal representação, pois, se o Filho eterno não tem sexo, enquanto Deus, enquanto ser humano concreto assumiu o sexo masculino. A ordenação das mulheres quebraria toda esta simbologia da Aliança, tão presente e importante na Sagrada Escritura. A Igreja-comunidade é esposa que, reunida sob a presidência do Cristo-Esposo, tornado presente sacramentalmente pelo ministro ordenado, oferece a Deus o sacrifício de louvor, a Eucaristia.


É importante salientar que aqui não há desrespeito aos direitos das mulheres, por dois motivos: (1) diante de Deus não temos direito algum: tudo é GRAÇA; Deus chama quem ele quer! Seria absurdo reivindicar uma vocação! e (2) o sacerdócio não deve ser visto como uma honra, um poder, mas como um serviço. Reivindicar o ministério ordenado como direito é não compreender a dinâmica da graça, nem o ministério como serviço, nem a Igreja como comunidade diversificada, na qual nem todos fazem a mesma coisa!


As mulheres têm a missão de participar ativamente da vida da Igreja, inclusive das decisões... Poderiam até ser Cardeais (que não necessita do sacramento da Ordem - um leigo pode sê-lo...). Certamente as mulheres e os leigos em geral devem ser mais ouvidos na Igreja. Para isso, não precisam ser ordenadas!


Uma última observação: a Igreja não é uma democracia, na qual a maioria vence. Ela é comunhão no Espírito do Cristo ressuscitado. A Igreja é de Cristo: estar nela é aceitar o Senhor e seu poder soberano com humildade e fé. A Igreja não pode inventar-se e reinventar-se a si mesma!


Padre Henrique

domingo, 28 de abril de 2013

Estamos em Guerra

Nota de João Batista:
Estou fazendo uma re-publicação dos textos anteriormente publicados no EcclesiaeDei, para, ao terminar, fechar aquele blog e ficar somente com esse. Alguns vamos re-publicar e outros não, dependendo do assunto.
Esse texto é antigo, de 2007, mas tão atual que precisa ser lido novamente.
Um abraço e boa leitura.

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 Você ainda não recebeu a convocação?

Não tenho dúvidas do quanto nesses tempos que estamos vivendo, o combate tem aumentado! Você já percebeu isso? Porém, a nossa guerra não é contra a homens de carne ou sangue, nossa guerra não é contra exércitos de outras nações, diz S.Paulo na Carta ao Efésios que, “nossa luta não é contra a carne ou sangue, mais contra os principados, as potestades, os dominadores deste mundo tenebroso, os espíritos malignos espalhados pelo espaço”. (Ef 6, 12).

Não sei se você já percebeu que a violência tem aumentado? Você já percebeu que a corrupção está alastrada em todos os seguimentos da sociedade, não somente no meio político? Você já percebeu que a fé de muitos tem se arrefecido neste tempo? Já percebeu que o número de jovens nas drogas, no alcoolismo e na violência tem aumentado assustadoramente? E os matrimônios desfeitos pelo adultério e por coisinhas tão pequenas? Poderia citar tantas outras coisas, e talvez você que esteja lendo essa matéria esteja dizendo: “que visão negativa do nosso mundo, que reducionismo”, mais o que citei é o mínimo do que cada dia ao ligarmos os noticiários acabamos testemunhando. A realidade é muito triste.

Hoje precisamos alargar nossa visão, e entrar em combate, pois o Senhor está convocando os guerreiros para combaterem pelo seu povo que está morrendo na escravidão, Ele está procurando homens e mulheres que se coloquem na “brecha” da oração para destronarem satanás e entronizarem Cristo de uma vez por todas como Senhor da nossa nação, dos nossos estados, das nossas cidades, da nossa família.A convocação que hoje quero fazer é para que todos nós, católicos e evangélicos, todo homem de boa vontade, assuma a arma do jejum como instrumento de libertação para a nossa nação, para a nossa vida. O Senhor disse aos seus discípulos quando não conseguiram expulsar uma espécie de demônio: “Essa espécie de demônio só pode ser expulsa pela oração e pelo jejum”. (Mc 9, 29). Temos que entrar em combate, S.Paulo já nos alertou para o mesmo.

Deus nesse mês de junho me deu uma palavra de vida, que está em 2 Crônicas 20, que fala da vitória de Josafá sobre Moab e Amon, mostrando quando três reinos se levantam contra Judá, e sem forças e com medo, Josafá convoca um jejum, e todo o povo entra no combate do jejum e da oração. v.3-4: “Josafá ficou com medo e começou a invocar o Senhor. Decretou também um jejum para todo Judá, e Judá se reuniu para implorar o auxílio do Senhor. Também das cidades do interior de Judá o povo acorreu para implorar o Senhor”. Vemos que Josafá era um homem de visão, não combatia somente com a garantia de suas armas e de seu exército, mais combatia no poder de Deus e nas armas que o Senhor colocava em seu favor. Vale a pena ler toda a oração que está nos versos 5-12! O texto continua: v.14-17,“Então, no meio da assembléia o Espírito do Senhor desceu sobre Jaaziel filho de Zacarias, filho de Banaías, filho de Jeiel, filho de Matanias, levita descendente de Asaf. Ele exclamou: ‘Atenção, todo Judá, moradores de Jerusalém e tu, rei Josafá! Assim vos fala o Senhor: não deveis temer nem tremer à vista dessa multidão enorme, pois a luta não é vossa, e sim de Deus.
Amanhã deveis sair para os atacar. Eles vão subir pela encosta de Sis e topareis com eles na extremidade superior do vale, à entrada do deserto de Jeruel. Não sois vós que vais fazer este combate. Tomai posição, ficai parados, observando como o Senhor vos salvará, Judá e Jerusalém! Não deveis temer nem tremer. Saí-lhes amanhã ao encontro e o Senhor estará convosco’”.

Quando nos colocamos em combate damos liberdade para Deus assumir por nós a batalha e vencê-la, quando nos dobramos diante do Senhor, Ele se levanta em nosso favor. Se queres vencer a guerra, ore, jejue, se dobre diante de Deus, e verás a sua glória e a manifestação do seu poder. O nosso país precisa que cada um de nós esteja nesse intenso combate através da oração e do jejum, talvez o que a sua família esteja precisando é que você ore e jejue por eles. Há da parte de Josafá e todo o povo uma atitude profética: “Josafá inclinou-se até o rosto tocar no chão. E todos os habitantes de Judá e Jerusalém se prostraram diante do Senhor e o adoraram. Os levitas caatitas e coreitas se levantaram e com voz forte cantaram hinos ao Senhor, Deus de Israel”(v.18-19).
A partir da oração e do jejum, da rendição total a Deus, Josafá não precisou pegar em armas para vencer o inimigo que se levantou contra ele, os Levitas foram à frente com vestes solenes cantando louvores a Deus, e o inimigo confuso pela música do céu, caiu numa emboscada e se autodestruiu. O Senhor se levantou em favor do povo, porque Josafá e seu povo tiveram coragem de se dobrar diante de Deus, com orações e jejuns.Deus está recrutando pessoas para esse exército de salvação, o Senhor nos convoca a um grande e intenso jejum.

Se você quiser vencer a guerra: ore e jejue! Ainda há tempo para a vitória, na nossa nação, na nossa casa. Foi isso que Nossa Senhora em abril de 1992 quando as bombas começaram a cair ao redor de Medjugorje eem toda Bósnia-Hezergovina, onde viam-se os mortos e a destruição, em sua primeira mensagem logo após os bombardeios ela disse: “Meus queridos filhos, só a oração e o jejum podem parar a guerra. Nestes dias agitados Satanás procura seduzir o maior número possível de almas, por isso convido-vos a que vos decidais por Deus, que vos protegerá e vos mostrará o que deveis fazer e que caminhos deveis tomar”. Medjugorje não foi atingida por nenhuma bomba e a guerra cessou, pois o povo ouviu o apelo e se pôs em atitude de oração e jejum.

Temos as armas, agora precisamos usá-las.Eu já estou a quase um mês nesse combate, fazendo o “jejum de Daniel”! E você, está disposto a combater? O Senhor está fazendo uma grande convocação! A vitória é certa!O Senhor venceu por Josafá e todo o povo de Judá, Ele vencerá por nós!Deus abençoe o seu propósito!

Seu amigo,

Pe.Roger Luis - Canção Nova

Fonte: Blog do Padre Roger Luis

http://blog.cancaonova.com/padrerogerluis/2007/06/22/estamos-em-guerra-voce-ainda-nao-recebeu-a-convocacao/

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

a Volta do Senhor Jesus

O Senhor Jesus Volta



Com a Segunda vida de Jesus Cristo se instalará definitivamente o Reino de Deus e será vencido para sempre o poder do mal e do demônio. Não sabemos o tempo da Segunda vinda de Jesus Cristo, Deus não quis revelar. Quer que estejamos sempre bem preparados para esse encontro com Ele.



Com o retorno do Senhor Jesus estão relacionados: o fim do mundo presente, a ressurreição dos corpos e o juízo universal. Jesus Cristo será o justo Juiz que dará o julgamento a cada um segundo a suas obras.



O Senhor Jesus voltará a aparecer visivelmente na terra?


Sim, o Senhor Jesus voltará a aparecer visivelmente na terra no fim do mundo, quando vier para julgar aos vivos e aos mortos.



Sabemos quando será o fim do mundo?


Não sabemos quando será o fim do mundo; em conseqüência, devemos sempre estar preparados.



O que entendemos ao dizer que virá para julgar aos vivos e aos mortos?



Ao dizer que virá para julgar aos vivos e aos mortos entendemos que o Senhor Jesus ao fim do mundo julgará a todos os homens e dará a cada um o prêmio ou castigo que tiver merecido.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O que diz o catecismo sobre o anticoncepcional?

O que diz o catecismo sobre o anticoncepcional?

O Catecismo não usa a palavra anticoncepcional, mas trata do assunto; veja:
Controle da natalidade – contracepção - método natural
2370 – A continência periódica, os métodos de regulação da natalidade baseados na auto-observação e nos recursos aos períodos infecundos (HV 16) estão de acordo com os critérios objetivos da moralidade. Estes métodos respeitam os corpos dos esposos, animam a ternura entre eles e favorecem a educação de uma liberdade autêntica. Em compensação, é intrinsecamente má “toda ação que, ou em previsão do ato conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento de suas conseqüências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação.”(HV, 14)
2368 - Um aspecto particular desta responsabilidade diz respeito à regulação dos nascimentos. Por razões justas (GS 50), os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos. Cabe-lhes verificar que seu desejo não provém do egoísmo mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável. Além disso regularão seu comportamento segundo os critérios objetivos da moral.
A moralidade da maneira de agir, quando se trata de harmonizar o amor conjugal com a transmissão responsável da vida, não depende apenas da intenção sincera e da reta apreciação dos motivos, mas deve ser determinada segundo critérios objetivos tirados da natureza da pessoa e de seus atos, critérios esse que respeitam o sentido integral da doação mútua e da procriação humana no contexto do verdadeiro amor. Tudo isso é impossível se a virtude da castidade conjugal não for cultivada com sinceridade (GS 51,3).
2369 - “Salvaguardando esses dois aspectos essenciais, unitivo e procriativo, o ato sexual conserva integralmente o sentido de amor mútuo e verdadeiro e sua ordenação para a altíssima vocação do homem para a paternidade” (HV 12).2399 – A regulação da natalidade representa um dos aspectos da paternidade e da maternidade responsáveis. A legitimidade das intenções dos esposos não justifica o recurso a meios moralmente inadmissíveis (por exemplo, a esterilização direta ou a contracepção).
Prof.Felipe Aquino
Fonte: Cleofas