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terça-feira, 18 de junho de 2013

Imagens

IMAGENS....


Por desconhecimento, muitas vezes nossos irmãos Evangélicos nos acusam de terríveis idólatras por causa das imagens que veneramos em nossas igrejas. Esses dias mesmo, um amigo que conheci pelo blog me fez esse questionamento. Esse esclarecimento que dei a ele, gostaria de partilhar com os leitores do blog, que podem ter os mesmos questionamentos!
A respeito das imagens, somente a título de conhecimento, gostaria que verificasse em sua bíblia a passagem em Êxodo em que Deus manda Moisés fazer dois querubins (imagens) sobre a arca da Aliança - Exodo 25. Lá nos versículos 18-21 podemos ler: "Farás dois querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro, fixando-os de modo a formar uma só peça com as extremidades da tampa. Terão esses querubins suas asas estendidas para o alto, e protegerão com elas a tampa, sobre a qual terão a face inclinada. Colocarás a tampa sobre a arca e porás dentro da arca o testemunho que eu te der."

Essa passagem é só para você ver que, se Deus, Ele mesmo, mandou que se fizessem imagens, Ele não tem tanta aversão assim pelas mesmas.... queria que você entendesse que as imagens para nós católicos representam nada mais do que fotos de pessoas que para nós são importantes.


Hoje em dia, temos acesso até a fotos digitais, mandamos por e-mail, imprimimos em casa até... Há 2000 anos, antes ainda, isso não era possível. Como então guardar recordações de pessoas importantes? Somente pelo uso dos dons de artistas: as pinturas e as esculturas. Assim como tenho em casa fotos de entes queridos: parentes, mãe, pai, filhos... e sei que você também tem... alguns levam fotos dos filhos na carteira não é mesmo? Outros as tem sobre a mesa do trabalho, em porta-retratos na sala de visitas...Isso não é ruim. É uma forma de lembrar, de mostrar carinho, de sentir como se essas pessoas tão queridas dessas fotos estivessem mais perto de nós... é uma representação.


Da mesma forma que a foto, a imagem representa alguém que amamos muito. Os santos da Igreja são pessoas que queremos seguir o exemplo. Exemplo de vida, de retidão. Maria, a quem chamamos Nossa Senhora, é o exemplo de Mulher, e a primeira Cristã que a terra já teve. Como aquela que foi escolhida entre todas as mulheres para ser a mãe do Meu Senhor não merece o meu sincero reconhecimento? E mais que isso: o meu carinho.


Quando olho para a imagem de um santo, ou de Maria, a Mãe de Jesus, lembro-me de suas vidas, e do quanto preciso crescer ainda na fé, na perseverança. Ao pedir intercessão a eles, não é colocando-os na frente de Jesus, de maneira nenhuma. Assim quando peço aos irmãos de comunidade para orar por mim, não estou colocando eles entre eu e Jesus. É uma forma de intercessão.

Sabemos que Deus abomina as imagens pagãs e o culto a elas. As nossas são representações. Nós adoramos a Deus. quando entramos numa igreja Católica, nos ajoelhamos para Jesus Sacramentado que está no Altar, e só a Ele adoramos. Os santos nós Veneramos (palavra que entendemos como amar, ter como referência, exemplo de vida, respeito).

Que possamos nós católicos e evangélicos nos unir em oração e em missão na busca pela conversão de mais e mais irmãos, e deixar de lado as diferenças de pensamento, mas nos unir naquilo que temos em comum: Jesus Cristo!!!

Para mais informações sobre a Veneração de imagens, segue um texto interessante, retirado do Site ACI Digital

Paz e Bem!







*********************


Por que os católicos veneram imagens?
Desde a antigüidade, o homem sempre usou pinturas figuras, desenhos e esculturas, entre outros, para dar a entender ou explicar algo. Estes meios servem para ajudar a visualizar o invisível; para explicar o que não se pode ser explicado com palavras. Quando o homem caiu pelo pecado e perdeu a intimidade com Deus, começou a confundir Deus com outras coisas e a render-lhe como se fossem deuses. Este culto era representado freqüentemente com esculturas ou imagens idolátricas. A proibição do Decálogo contra as imagens se explica pela função de tais representações.

Entretanto, ainda quando muitas pessoas pensam que o primeiro mandamento proíbe a veneração das imagens isto não é necessariamente assim. O culto cristão às imagens não é contrário ao primeiro mandamento porque a honra que se presta a uma imagem pertence a quem nelas é representado. Que dizer, se venera uma imagem não por ser a imagem em si, mas pelo que esta representa.
Neste sentido, Santo Tomás de Aquino em sua monumental Summa Theologiae assinala que "o culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas que as olha sob seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem a Deus encarnado. Pois bem, o movimento que se dirige à imagem em quanto tal, não se detém nela, mas tende à realidade da que é imagem".

Inclusive já no Antigo Testamento, Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens que conduziriam simbolicamente à salvação pelo Verbo encarnado, e como exemplo disso temos a serpente de bronze ou a arca da aliança e os querubins.

As primeiras comunidades cristãs representaram a Jesus com imagens de Bom Pastor, mais adiante apareceram as de Cordeiro Pascal e outros ícones representando a vida de Cristo. As imagens têm sido sempre um meio para dar a conhecer e transmitir a fé em Cristo e a veneração e amor à Santíssima Virgem e aos santos. Prova disso, são as catacumbas -a maioria localizada me Roma- onde ainda se conservam imagens feitas pelos primeiros cristãos, como as catacumbas de Santa Priscila, pintadas na primeira metade do século III.

Entretanto, com a encarnação de Jesus Cristo foi inaugurada uma nova economia das imagens.Cristo tomou e resgatou os ensinamentos do Antigo Testamento e lhe deu uma interpretação mais perfeita em sua própria pessoa. Antes de Cristo ninguém podia ver o rosto de Deus; em Cristo Deus se fez visível. Antes de Jesus as imagens com freqüência representavam a ídolos, eram usadas para a idolatria. Agora o verdadeiro Deus quis tomar imagem humana já que ele é a imagem visível do Pai.

Maria e os Santos
A igreja Católica venera aos santos mais não os adora. Adorar algo ou alguém que não seja Deus é idolatria. Há que saber distinguir entre adorar e venerar. São Paulo ensina a necessidade de recordar com especial estima aos nossos precursores na fé. Eles não desapareceram no nada mas a nossa fé nos dá a certeza do céu onde os que morreram na fé estão já vitoriosos em Cristo.

A igreja respeita as imagens da mesma forma que se respeita e venera a fotografia de um ser querido. Todos sabemos que não é o mesmo contemplar a fotografia e contemplar a própria pessoa de carne e osso. Não está, então, a tradição Católica contra a Bíblia. A Igreja é fiel a autêntica interpretação cristã desde suas origens.

A igreja procurou sempre com interesse especial que os objetos sagrados servissem ao esplendor do culto com dignidade e beleza, aceitando a variedade de matéria, forma e ornato que o progresso da técnica tem produzido ao longo dos séculos. Mais ainda: a Igreja se considerou sempre como árbitro das mesmas, escolhendo entre as obras artísticas as que melhor responderam à fé, à piedade e às normar religiosas tradicionais, e que assim seriam melhor adaptadas ao uso sagrado.


Fonte: http://www.acidigital.com/controversia/imagens.htm

Se você quiser ler mais sobre esse assunto, seguem alguns textos interessantes:

Canção Nova: A Igreja Católica e As Imagens
Shalom: Seriam as imagens, Idolos?
Veritatis: Adorar Imagens?
Cléofas: O que a Tradição diz sobre as Imagens?
Prof. Felipe: A Intercessão e o Culto dos Santos

terça-feira, 14 de maio de 2013

O culto das imagens




Quem melhor explicou o valor das imagens foi São João Damasceno no século VIII. Ele foi o campeão contra a heresia iconoclasta, defendendo ardorosamente, e com argumentos incontestáveis, as representações de Cristo, Maria, Anjos e Santos. 
 
Argumentava inclusive que o próprio homem foi criado à imagem de Deus e é por isso que se deve amar o próximo. Lembrava as sábias palavras de São Basílio, bispo de Cesaréia, que dizia: a veneração prestada à imagem transita para o protótipo, isto é, para aquele que é representado na imagem, e a partir do qual esta tira a sua forma. Ressaltava a importância sobretudo do Crucifixo: “Muitas vezes, sem dúvida, quando não temos a paixão do Senhor no espírito e vemos a imagem da crucificação de Cristo, lembramo-nos dessa mesma paixão e prostramo-nos em adoração, não ao material, mas àquilo de que ele é, imagem; da mesma maneira também não prestamos culto ao material do Evangelho nem ao da Cruz, mas ao que por eles é expresso”.

No que tange a Nossa Senhora, Anjos e Santos, presta-se o culto de veneração, por serem eles criaturas de Deus. No livro do Êxodo, como no do Deuteronômio (Ex 20,4; Dt 7,5) a proibição de imagens se refere à representação dos falsos deuses. Tanto isto é verdade que Deus mandou Moisés providenciar a imagem de uma serpente de bronze à qual o próprio Jesus se referiu como símbolo do Filho do Homem levantado na cruz (Jo 3,145 ss). A Moisés também mandou Deus fazer dois querubins para cobrirem o propiciatório (Ex 25,18 ss) e Salomão ordenou que se fizessem querubins e outras figuras, como leões e bois, no templo de Jerusalém (1 Reis 7,29).

Há que se distinguir imagem e ídolo. Imagem não é o mesmo que ídolo. Chama-se ídolo a uma imagem falsa, um simulacro a que se atribui vida própria, conforme explica o profeta Habacuc (2, 18). Eis o que claramente mostra Habacuc, dizendo: "Ai daquele que diz ao pau: acorda, e à pedra muda: desperta" (Habc 2, 19). A Bíblia narra no livro de Josué: "Josué prostrou-se com o rosto em terra diante da arca do Senhor, e assim permaneceu até à tarde, imitando-o todos os anciãos de Israel" (Jos 7, 6).

É evidente que não foram então idólatras Josué e os anciãos de Israel. Em todo decurso da História as imagens tiveram seus inimigos fortuitos. A imagem é uma lembrança que se torna fonte de graças por tudo que ela recorda a respeito do Redentor e das virtudes dos seus seguidores e servos fiéis. Os artistas, desde o início do cristianismo, se inspiraram nos temas bíblicos e na existência dos epígonos de Jesus para retratarem as cenas que através dos séculos embevecem as almas nobres e piedosas. As imagens são um meio e não um fim em si. Aristóteles, sábio filósofo grego, já dizia: “Nada está na mente que não tenha passado pelos sentidos”. É que o homem em sua vida sensitiva muito depende das coisas que o cercam.

A visão de uma imagem desperta na alma pensamentos salutares, o anseio de imitar o santo de sua devoção, a se sacrificar por Jesus crucificado, pelo Coração amantíssimo de Cristo, pois “amor com amor se paga”. Entre os orientais, as imagens possuem também grande importância. A grade que fecha o santuário tornou-se uma *iconostase, ornada de imagens. Os concílios ecumênicos sempre censuram a exclusão sistemática de imagens, como contrária à tradição cristã. A linguagem figurada do artista, escultor ou pintor, é de suma valia para a evangelização. As imagens são veículos aptos da fé e do amor dos cristãos. As representações visuais são aptíssimo instrumento para exprimir as verdades reveladas.

Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho Professor no Seminário de Mariana - MG 
 
Fonte: Entreredes http://www.entreredes.org.br/index.php?op=conteudo&wcodigo=13966

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Primeira Aparição de Nossa Senhora de Fátima



Dia 13 de Maio de 1917. 



Lúcia, Francisco e Jacinta estavam brincando num lugar chamado Cova da Iria. De repente, observaram dois clarões como de relâmpagos, e em seguida viram, sobre a copa de uma pequena árvore chamada azinheira, uma Senhora de beleza incomparável.
Era uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o sol, irradiando luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente.
Sua face, indescritivelmente bela, não era nem alegre e nem triste, mas séria, com ar de suave censura. As mãos juntas, como a rezar, apoiadas no peito, e voltadas para cima. Da sua mão direita pendia um Rosário. As vestes pareciam feitas somente de luz. A túnica e o manto eram brancos com bordas douradas, que cobria a cabeça da Virgem Maria e lhe descia até os pés.
Lúcia jamais conseguiu descrever perfeitamente os traços dessa fisionomia tão brilhante. Com voz maternal e suave, Nossa Senhora tranqüiliza as três crianças, dizendo:
Nossa Senhora: “Não tenhais medo. Eu não vos farei mal.”
E Lúcia pergunta:
Lúcia: “Donde é Vossemecê?”
Nossa Senhora: “Sou do Céu!”

Lúcia: “E que é que vossemecê me quer?
Nossa Senhora: “Vim para pedir que venhais aqui seis meses seguidos, sempre no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Em seguida, voltarei aqui ainda uma sétima vez.”
Lúcia: “E eu também vou para o Céu?”
Nossa Senhora: “Sim, vais.”
Lúcia: “E a Jacinta?”
Nossa Senhora: “Também”
Lúcia: “E o Francisco?”
Nossa Senhora: “Também. Mas tem que rezar muitos terços”.
Nossa Senhora: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser mandar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?”
Lúcia: “Sim, queremos”
Nossa Senhora: “Tereis muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto”.
Ao pronunciar estas últimas palavras, Nossa Senhora abriu as mãos, e delas saía uma intensa luz.
Os pastorinhos sentiram um impulso que os fez cair de joelhos, e rezaram em silêncio a oração que o Anjo havia lhes ensinado:
As três crianças: “Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento.”
Passados uns momentos, Nossa Senhora acrescentou:
Nossa Senhora: “Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo, e o fim da guerra.”
Em seguida, cercada de luz, começou a elevar-se serenamente, até desaparecer.

Para conhecer os diálogos das outras aparições, acesse o portal Devotos de Fátima.
 

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Imagens de santos na Parada Homossexual e os anjos em Sodoma e Gomorra


Em São Paulo, na última parada homossexual (26/6/2011), apoiada com volumoso financiamento público e gigantesco destaque midiático, o movimento homossexual mostrou ao Brasil e ao mundo sua intenção de atacar, explícita e diretamente, o catolicismo professado pela grande maioria dos brasileiros ao apresentar cartazes com imagens de santos de maneira ‘homoerótica’.



Vimos com espanto se repetir em nossos dias o que se passou em Sodoma e Gomorra, destruída por Deus em razão do pecado de homossexualismo. Quando dois anjos, em forma humana, estavam na casa de Lot – sobrinho de Abraão – lhe advertindo para que abandonasse a cidade antes de vir o castigo que a destruiria. Mas, “eis que os homens da cidade, os homens de Sodoma, se agruparam em torno da casa, desde os jovens até os velhos, toda a população. E chamaram Lot: ‘Onde estão, disseram-lhe, os homens que entraram esta noite em tua casa? Conduze-os a nós para que os conheçamos’” (1).



Continua a narração: “Saiu Lot a ter com eles no limiar da casa, fechou a porta atrás de si e disse-lhes: Suplico-vos, meus irmãos, não cometais este crime…” (2). Em seguida, os anjos cegaram todos os sodomitas e depois conduziram Lot e os seus a cidade de Segor para se refugiarem do flagelo que seria antecipado por causa dessa intenção indecente dos seus habitantes.



Depois disso, “o Senhor fez cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo”(3).



Este foi o fim de Sodoma e, contudo, nossa cidade de São Paulo está seguindo seus passos…



Assim como os anjos, os santos são exemplos da prática da pureza, da inocência e da fidelidade a Deus. Em um ato de ignomínia, as imagens dos santos (apresentadas de maneira “homoerótica”) foram usadas para fazer apologia à homossexualidade com os dizeres licenciosos: “Nem Santo Te Protege. Use Preservativo” (Cfr. Estadão, 27/06/2011). Esta atitude – que bem demonstra suas intenções – dos homossexuais na Av. Paulista não se assemelha aos dos sodomitas com os anjos quando estavam na casa de Lot!



Assim como o profeta Simeão profetizou que Jesus Cristo seria “sinal de contradição”, a Igreja Católica e cada um de seus filhos autênticos também o devem ser. Por isso Cristo foi crucificado e a Igreja é perseguida e martirizada nos seus mais de dois mil anos…





Notas:


1. (Gn. 19, 4-6).


2. (Gn. 19,7).


3. (Gn 19, 24).


Márcio Coutinho




Fonte: Instituto Plínio Corrêa de Oliveira

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Culto aos ícones sagrados

O CULTO AOS ÍCONES SAGRADOS



As seitas fundamentalistas, travestidas de evangélicas, - desde quando acusar, caluniar, difamar, injuriar e julgar alguém é evangélico? - fazem do culto às imagens verdadeiro cavalo de batalha.

Há os analfabetos de fato; também há uma legião de analfabetos funcionais, que sabem ler letras e palavras, mas incapazes de assimilar o sentido de frases abstratas. Saber ler e escrever não são requisitos, para entender o que a Bíblia nos revela.


Como a Bíblia não é um livro ocidental, mas oriental, escrita - em hebraico, aramaico e grego, é indispensável conhecimentos históricos, geográficos, antropológicos, arqueológicos, lingüísticos, exegéticos, - teológicos etc. Para compreender a proibição das imagens é necessário conhecer o ambiente religioso antigo.

Todos os povos que se relacionavam com Israel acreditavam que a imagem não somente era um símbolo da divindade, mas que a própria divindade nela habitava maneira real. A imagem era de certa forma o mesmo Deus representado.

Na mentalidade primitiva oriental, na imagem da divindade residia um fluído pessoal divino. Quando alguém fabricava uma imagem, o deus nela habitava, já que toda imagem, de algum modo tinha uma "epiclesis", - isto é, um chamado para deus nela habitar. Era uma espécie de "clone" da divindade simbolizada na imagem:

Por isso, quando Raquel esposa de Jacó, rouba os ídolos de seu pai Labão, ele se queixa de que lhe roubaram seus deuses, não as imagens (Gn 31,30). Na história de Micas, este acusou a tribo de Dã de que lhe - roubaram o seu deus, enquanto estes marchavam só com a imagem (Jz 18,27).

Passaram-se os séculos. O ambiente grego fez com que os homens - fossem não mais escravos da magia, mas se deixaram influenciar pelo pensamento filosófico e racional. Isto contribuiu para diminuir a idéia fetiquista das imagens divinas. Aos poucos Israel foi compreendendo que Javé era o único Deus de todos os povos; que não existiam divindades distintas para outras nações.
Por isso, qualquer imagem, altar, oração ou culto que se celebrava em qualquer lugar, ou idioma, era dedicado somente a Deus. Assim o perigo de crer que se adorava a deuses estrangeiros desapareceu.

Em alguns casos o próprio Deus ordenou o fabrico de imagens sagradas. Durante a travessia do deserto, quando Javé mandou fabricar a arca da Aliança, tabernáculo sagrado destinado a guardar as tábuas da Lei, ordenou que de cada lado se pusesse uma imagem de ouro de um querubim, ser angélico, dividida metade animal, metade homem (Ex 25,18).

Por outro lado o candelabro de sete braços que se colocava no interior da Tenda Sagrada tinha gravada flores de amêndoa (Ex 25,33). Estes fatos não são prescrições humanas. Segundo a Bíblia o próprio Deus inspirou com seu Espírito o artista Beseleel, dando-lhe habilidade e perícia para criá-las (Ex 31, 1-5).

Gedeão, um dos mais importantes juízos de Israel, fabrica com anéis e outros objetos de ouro uma imagem de Javé, a quem os israelitas prestaram culto (Jz 8,24-27). E Micasm famoso e piedoso javista, fabricou uma efígie de prata de Javé e edificou um santuário para prestar-lhe culto (Jz 17.19,11-13; 18,24-30).

E com se tudo isso não bastasse, com permissão de Javé (Nm 21,8-9), uma enorme serpente de bronze foi erguida por Moisés no deserto. A todos, picados por víboras, ao contemplá-la ficavam curados. Ela ficou exposta no templo durante duzentos anos, até que o rei Ezequias a destruísse (2Rs 18,4).
Se na antiga Aliança, Deus se revela (Ex 19,3-25) ao povo, sem imagem, na Nova Aliança considerou imprescindível ter uma para ser visto. Deus mesmo desde agora, quando não há mais perigo, revela-se aos homens mediante - uma imagem, a de Cristo, para que o vissem, olhassem, tocassem, sentissem. Paulo apóstolo que viveu durante muito tempo fiel a antiga Lei, compreendeu muito bem, a nova disposição ao falar de "Cristo a imagem do Pai" (2Cor 4,4). Em maravilhoso hino, canta que "Cristo é a imagem de Deus invisível" (Cl 1,15). Cristo Jesus dialogando com o apóstolo Filipe, antecipa-o com esta revelação: "Quem me viu, viu o Pai" (Jo 14,9).

Os ícones sagrados venerados pelo catolicismo e as igrejas cristãs Russa, Grega e Armênia, não são divinas, pois não são deuses. São símbolos de irmãs e irmãos nossos que em sua peregrinação terrestre, tornaram-se páginas vivas do Evangelho com o testemunho de vida cristã.



Para citar este artigo:

SSP, Frei Juvenal R Dias. Apostolado Veritatis Splendor: O CULTO AOS ÍCONES SAGRADOS. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/673. Desde 1/6/2003.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Estandartes








Amigos, recebi um e-mail de um amigo de Portugal e gostaria de partilhar - primeiro para divulgar essa bela iniciativa que está acontecendo na Europa, para que outros amigos de lá participem.








Também para mostrar aos brasiléiros essa iniciativa e de repente começarmos algo parecido por aqui... pelo menos, uma prática que temos em casa, é evitar enfeites com Papai Noel, e priorizar a árvore de Natal e o Presépios... convido os leitores a fazer o mesmo!








Abraços fraternos e bom fim de semana!








Segue e-mail recebido pelo amigo Nuno Santos - nunomvsantos@gmail.com:








Queridos amigos, gostaria pedir a vossa colaboração para o seguinte assunto:








Esta-se a criar em Portugal a plataforma “Estandartes de Natal 2009”*: um grupo de famílias que pretende partilhar com os seus amigos e vizinhos a alegria do Natal cristão.A ideia é fazer como já se faz em varias cidades espanholas, dondedesde há alguns anos muitas famílias têm vindo tentar substituir os“pais natais” que se penduram ultimamente das varandas no Natal poruns “estandartes” com uma imagem do Menino Jesus para lembrar àspessoas o verdadeiro espírito de Natal.(Em Pamplona, que é o que eu conheço, cada Natal vêem-se mais casascom estas imagens nas janelas)








Os estandartes vão ser vendidos às paróquias pelo preço de custo, paradepois lá serem distribuídos todos a um preço unitário de 15 euros. Asreceitas que conseguirem ficarão para cada paróquia.








Também vamos vender directamente a particulares, colégios..etc por 15 Euros e nesse caso as receitas serão todas distribuídas no final em Cabazes de Natal para as famílias necessitadas. (não há negócio de pormeio, todo vai para as paróquias ou para os pobres!)








O objectivo é vender o maior número possível de estandartes e no dia 22 de Novembro todos pendurarem “O Menino Jesus” na varanda. Depois irá aparecer nas notícias, no Jornal da Verdade… e a partir de aiesperamos que muitas mais pessoas fiquem interessadas e queiram tambémter o seu estandarte em casa e espalhar o verdadeiro espírito do Natal








Junto envio uma fotografia para verem a ideia. A qualidade do tecido é muito boa, está forrado, e tem fitas para pendurar.








Sff digam-me se estão interessados em comprar e quantos e se poderiam espalhar a ideia nos colégios, movimentos, vossas paroquias..etc.








Muito obrigada! Beijinhos,








Xurdana PeñaPS.








Em princípio haverá um site com todas estas informações mas aindanão está operativo http://www.estandartesdenatal.org/*




(Encabeçam esta organização: Nuno Saraiva da Ponte e Paula Pimentel)








Xurdana Peña




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(+351) 91 705 83 05Fax/Tel (+351) 21 441 34 61