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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

URGENTE: INDICAÇÃO PARA O STF

Essa é para os Brasileiros, façamos a nossa parte para impedir que essa pessoa assuma o cargo, facilitando a liberação do aborto e do casamento homossexual aqui no Brasil, vamos nos mobilizar, ligar, mandar e-mail, encaminhar esse e-mail, para que todos se mobilizem!

Um abraço
João Batista

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URGENTE: GRAVÍSSIMA INDICAÇÃO PARA O
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL


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A Situação da Defesa da Vida é um serviço de pesquisas, documentação e notícias.


Entretanto, diante da gravidade para as questões da defesa da vida que a indicação do nome do Sr. José Antonio Dias Toffoli, Advogado Geral da União, apresenta para preencher o cargo de Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, pedimos não apenas a leitura, mas também o posicionamento dos que receberem esta mensagem junto aos Senadores brasileiros que irão votar a indicação.


O Sr. Toffoli será sabatinado pelo Senado Federal nesta quarta feira dia 30 de setembro de 2009.


De acordo com o art. 101, parágrafo único, da Constituição Federal, os ministros do Supremo Tribunal Federal são nomeados, para exercício vitalício, pelo presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal.


Na história do Brasil, poucas vezes o Senado recusou o nome indicado pelo presidente da República. Uma delas foi quando o presidente Floriano Peixoto indicou o médico Cândido Barata Ribeiro para o cargo. Na votação, prevaleceu o entendimento dos senadores João Barbalho, Campos Sales e Rui Barbosa de que a pessoa indicada não tinha o "notável saber jurídico" exigido para o cargo pela Constituição.


O Sr. Toffoli não preenche os requisitos para ocupar o cargo de Ministro do STF. Não possui notório saber jurídico, não tem cursos de pós graduação, não tem livros publicados, foi duas vezes reprovado em concursos para a magistratura de primeira instância, não tem reputação ilibada, e possui duas condenações na Justiça.


Os leitores poderão examinar, mais adiante, a este respeito, um e-mail sobre o Sr. Toffoli enviado pelo Senador Álvaro Dias a um professor universitário, um discurso do mesmo Senador Álvaro Dias sobre a indicação do Sr. Toffoli, e algumas considerações do jornalista Reinaldo Azevedo sobre os motivos da presidência para indicá-lo ao STF. A nomeação de Toffoli é resultado apenas de sua militância partidária no Partido dos Trabalhadores, por ter sido durante muitos anos advogado do PT e assessor jurídico nas campanhas do Lula. Ainda jovem, em outra atipicidade da indicação, Toffoli, se confirmado, deverá permanecer por cerca de 30 anos como Ministro do Supremo Tribunal Federal, antes que venha a aposentar-se.


Soma-se a tudo isto ser notório que, devido à dificuldade de obter a legalização do aborto através da via legislativa, o Supremo Tribunal Federal está sendo utilizado para obter-se o mesmo objetivo. Durante o julgamento sobre a constitucionalidade a experimentação com embriões, o Ministro Relator, Carlos Ayres de Brito, já preparou a jurisprudência para a eventualidade da casa debruçar-se sobre q questão do aborto, defendendo em seu voto que


"A CONSTITUIÇÃO, SOBRE O INÍCIO DA VIDA HUMANA, É DE UM SILÊNCIO DE MORTE. A NOSSA MAGNA CARTA, QUANDO FALA DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, É SEMPRE DE UM SER HUMANO JÁ NASCIDO".


O Ministro Marco Aurélio, durante o mesmo julgamento, afirmou também que já estava maduro o tempo em que o STF poderia examinar não somente o aborto em casos de anencefalia, mas a própria constitucionalidade da proibição do aborto em si, e que ele esperava não aposentar-se do cargo sem que isto se tivesse realizado.


José Antonio Dias Toffoli, agora indicado pela Presidência da República para ocupar a vaga do Ministro Meneses Direito, é claramente a favor da legalização do aborto e dos chamados "direitos
reprodutivos":


"DEFENDO A IDEIA DE QUE O ESTADO
OFEREÇA UMA POLÍTICA DE SAÚDE PÚBLICA
QUE PROCURE EVITAR O ABORTO, MAS QUE
TAMBÉM DÊ CONDIÇÕES DIGNAS E SEGURAS ÀS MULHERES QUE DECIDAM ABORTAR".


Como advogado geral da União, Toffoli também defendeu o casamento gay:


"Ao ser questionado sobre o tema, Toffoli disse: 'ESSA É UMA POSIÇÃO DA INTERPRETAÇÃO DAS LEIS DO BRASIL. ESTÁ CLARA NA CONSTITUIÇÃO A PROIBIÇÃO DE DISCRIMINAÇÃO DE QUALQUER ESPÉCIE'. O advogado continua dizendo que 'A CONSTITUIÇÃO ATENDE TAMBÉM À REALIDADE DO HOMOSSEXUALISMO'. Ele ressalta que 'O ESTADO E A AGU TÊM DE SE PAUTAR PELA CONSTITUIÇÃO, QUE PROÍBE DISCRIMINAÇÃO DE QUALQUER ESPÉCIE', finaliza o advogado".


Aqui o entendimento do sr. Toffoli é produto de uma distorção ideológica. A Constituição proíbe qualquer discriminação em relação aos direitos fundamentais, de modo que, v.g., o direito de propriedade ou à educação, garantido aos heterossexuais, não pode ser negado aos homossexuais. Mas em lugar algum da Constituição está escrito que seja direito fundamental uma pessoa casar-se com outra do mesmo sexo. Pelo contrário, a Constituição implicitamente veda este tipo de união. a Constituição Federal dispõe que

"para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento".


Quanto a isso, não há discriminação: tanto os homossexuais, quanto os heterossexuais, estão proibidos de casar-se com pessoas de seu mesmo sexo -- a proibição do casamento homossexual vale para todas as pessoas, independentemente de seus gostos sexuais.


A sabatina que deverá subsidiar a confirmação da indicação do Sr. Toffoli ao STF será realizada esta quarta feira dia 30 de setembro pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. Em seguida, o plenário da casa votará a indicação.


O Senador Francisco Dornelles apresentou, na quarta feira dia 23 de setembro de 2009, à Comissão de Constitucionalidade e Justiça do Senado, relatório favorável à indicação do Sr.
Toffoli.


Pedimos aos leitores que possam manifestar-se em tempo junto aos Senadores brasileiros, por telefone, fax e correio eletrônico.


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MENSAGEM ENCAMINHADA PELO SEN. ALVARO
DIAS EM 22 DE SETEMBRO DE 2009

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O Dr. Toffoli não reúne condições de chegar ao Supremo. Já me manifestei da tribuna do Senado contra essa indicação.

Participei, também, de um debate na Radio CBN quando observei que o indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal - José Antonio Dias Toffoli - não tem notório saber jurídico e nem conduta ilibada. Do seu currículo não consta nenhum mestrado e muito menos doutorado. Não escreveu nenhum livro e tem duas condenações na Justiça. Portanto, não reúne as condições previstas na Constituição para exercer a elevada função de ministro da nossa maior Corte de Justiça.

Foi indicado pela sua militância partidária, como advogado do PT e assessor jurídico nas campanhas do Lula. Entendo que é preciso evitar a invasão da política partidária na mais alta corte do país.


O Supremo Tribunal Federal exige escolhas adequadas. Há no país nomes mais apropriados para o cargo. Cito o exemplo do Paraná. O Estado fechou em torno do nome do jurista Edson Luiz Fachin, este sim, de notório saber jurídico e reputação ilibada. Mas o Lula preferiu indicar o advogado do PT.


Creio que dessa vez a sabatina será realmente de questionamentos.
Diferentemente do que acontecia quando o presidente indicava por mérito e notório saber jurídico. Vou levar na devida consideração a sua manifestação por ocasião da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e da votação em plenário.


A Agência Senado repercutiu o meu pronunciamento contra a indicação de Toffoli na noticia que se encontra abaixo.


Cordialmente, Alvaro Dias


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DISCURSO DO SENADOR ÁLVARO DIAS NO SENADO BRASILEIRO SOBRE A INDICAÇÃO DO SR.TOFFOLI

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No epicentro de uma crise que atinge as instituições públicas brasileiras, semeando o descrédito que se generaliza e provoca o inconformismo nacional, o Presidente da República assumiu o risco de indicar alguém que poderá, inclusive, contribuir para o desgaste do Poder Judiciário.

Nessa escolha ficou patente que Sua Excelência preferiu fugir do rol de nomes que o mundo jurídico celebra com satisfação. Ao invés de pinçar um reconhecido doutrinador ou um promotor de notória atuação, enfim, um magistrado vocacionado para a posição, sua opção foi atender aos reclames da esfera político-partidária.

O Supremo Tribunal Federal não pode ser menosprezado. A Corte suprema não se presta a abrigar aqueles que se alinham, eventualmente, ao governo da hora. Ademais, notório saber jurídico, a meu ver, é o pressuposto básico indispensável para a indicação. Se fosse uma espécie de vestibular, seria a matéria eliminatória.

O itinerário jurídico do aspirante à Suprema Corte é objeto de muitos questionamentos. Reprovações consecutivas como as que ocorreram com Toffoli em concursos para a magistratura no Estado de São Paulo já motivaram o Tribunal de Justiça daquele Estado a vetar nomes sugeridos pela OAB para integrar aquela Corte. Seu currículo não figura na plataforma Lattes, na qual juristas detalham seus cursos e obras. Não possui mestrado nem doutorado e não é autor de nenhum livro. Portanto, não posso aplaudir. Sua escolha é infeliz.

O Brasil possui renomados juristas. A dificuldade, nesse caso, seria escolher qual deles é o mais preparado e talentoso para exercer a função. A escolha deve eleger e premiar o talento, o preparo, a probidade e não o companheirismo.

Não basta desfrutar de prestígio e reconhecimento nas hostes governamentais para estar credenciado a integrar a mais alta Corte do País.

Não é suficiente ser um bom advogado, tem que ser o melhor.


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POSIÇÃO DO JORNALISTA REINALDO AZEVEDO NA REVISTA VEJA


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É um fato intrinsecamente escandaloso que Lula o indique para uma vaga no Supremo. Porque, como é NOTÓRIO, falta-lhe o notório saber - ao menos para o cargo em questão. Os motivos já são conhecidos.

A "reputação ilibada" já vinha esfolada pelo fato de Toffoli ter sido o advogado do PT e de Lula quando o partido pagou Duda Mendonça com dólares clandestinos depositados no exterior. Não há "talvez" nesta história. Isso é fato. A tramóia do que se conhece como mensalão, como se sabe, começou na campanha eleitoral.

Basta recuperar os eventos. Toffoli deixou a Casa Civil quando José Dirceu caiu. E voltou a advogar para o PT e para Lula.


Reeleito o presidente, foi recompensado com o cargo de advogado geral da União. Sua contribuição até ali para assumir aquele posto?
Fidelidade ao PT.


A condenação, em primeira instância, pela Justiça do Amapá não ajuda a desenhar o perfil de alguém apto para o cargo. É claro que conto com a possibilidade de que Toffoli tenha sido injustiçado e de que a sentença seja produto de erro ou coisa pior.


Mas também existe a possibilidade inversa: a de que o juiz do Amapá esteja certo.


Sendo assim, considerando que estamos falando de um posto privilegiado a que apenas 11 brasileiros podem chegar, o primeiro direito que tem de ser protegido aí é o de os brasileiros terem um ministro apto para o cargo e digno da distinção.


Ou será que inexiste outro nome que consiga conciliar rigor intelectual e ficha absolutamente limpa?


É evidente que existe. Se a escolha recai sobre Toffoli, a despeito desses óbices todos, então é forçoso reconhecer, sem escapatória, que ele está sendo indicado por causa de seus vínculos políticos.

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CORREIO ELETRÔNICO DOS SENADORES


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adelmir.santana@senador.gov.br; almeida.lima@senador.gov.br; mercadante@senador.gov.br; alvarodias@senador.gov.br; acmjr@senador.gov.br; antval@senador.gov.br; arthur.virgilio@senador.gov.br; augusto.botelho@senador.gov.br; cesarborges@senador.gov.br; cicero.lucena@senador.gov.br; cristovam@senador.gov.br; delcidio.amaral@senador.gov.br; demostenes.torres@senador.gov.br; eduardoazeredo@senador.gov.br; eduardo.suplicy@senador.gov.br; efraim.morais@senador.gov.br; eliseuresende@senador.gov.br; ecafeteira@senador.gov.br; expedito.junior@senador.gov.br; fatima.cleide@senadora.gov.br; fernando.collor@senador.gov.br; flavioarns@senador.gov.br; flaviotorres@senador.gov.br; flexaribeiro@senador.gov.br; francisco.dornelles@senador.gov.br;
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TELEFONES E FAXES DOS SENADORES

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PRESIDENTE DA COMISSÃO DE CONSTITUCIONALIDADE E JUSTIÇA

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SENADOR DEMÓSTENES TORRES

Tel.:(61) 3303-2091 a 2099 Fax: (61) 3303-2964


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VICE PRESIDENTE DA COMISSÃO DE CONSTITUCIONALIDADE E JUSTIÇA

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SENADOR WELLINGTON SALGADO DE OLIVEIRA

Tel.:(61) 3303-2244/2245 Fax: (61) 3303-1830


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TITULARES DA COMISSÃO DE CONSTITUCIONALIDADE E JUSTIÇA

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ALMEIDA LIMA

Tel.:(61) 3303-1312/1427 Fax: (61) 3303-1414


ALOIZIO MERCADANTE

Tel.:(61) 3303-1313/5198/5214 Fax: (61) 3303-5219


ALVARO DIAS

Tel.:(61) 3303-4059/4060 Fax: (61) 3303-2941


ANTONIO CARLOS JÚNIOR

Tel.:(61) 3303-2191 Fax: (61) 3303-2775


ANTONIO CARLOS VALADARES

Tel.:(61) 3303-2201 a 2206 Fax: (61) 3303-1786


EDUARDO SUPLICY

Tel.:(61) 3303-3213/2817/2818 Fax: (61) 3303-2816


EXPEDITO JÚNIOR

Tel.:(61)3303-3638 / (61)3303-3132 Fax: (61)3303-1343


FRANCISCO DORNELLES

Tel.:61-3303-4229 Fax: 61-3303-2896


GILVAM BORGES

Tel.:(61) 3303-1717 1719 1720 Fax: (61) 3303-1723


IDELI SALVATTI

Tel.:(61) 3303-2171/2172 Fax: (61) 3303-2880


KÁTIA ABREU

Tel.:(61) 3303-2464 / 3303-2708 Fax: (61) 3303-2990


LÚCIA VÂNIA

Tel.:(61) 3303-2035/2844 Fax: (61) 3303-2868


MARCO MACIEL

Tel.:(61) 3303-5710/5716 Fax: (61) 3303-5727


OSMAR DIAS

Tel.:(61) 3303-2124/2125 Fax: (61) 3303-2740


OSVALDO SOBRINHO

Tel.:(61) 3303-1146/ 3303-1148/ 3303-4061 Fax: (61) 3303-2973


PEDRO SIMON

Tel.:(61) 3303-3232 Fax: (61) 3303-1304


ROMEU TUMA

Tel.:(61) 3303-2051/2057 Fax: (61) 3303-2743


SÉRGIO GUERRA

Tel.:(61) 3303-2382/2383 Fax: (61) 3303-1746


SERYS SLHESSARENKO

Tel.:(61) 3303-2291/2292 Fax: (61) 3303-2721


TASSO JEREISSATI

Tel.:(61) 3303-4846 Fax: (61) 3303-4590


VALTER PEREIRA

Tel.:(61) 3303-2222/2224 Fax: (61) 3303-1750


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DEMAIS SENADORES VOTANTES

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Adelmir Santana

Tel.:61-3303-4277/4701 Fax: 61-3303-1738


Arthur Virgílio

Tel.:(61) 3303-1413/1301 Fax: (61) 3303-1659


Augusto Botelho

Tel.:(61) 3303-2041 a 2048/3664 Fax: (61) 3303-1931


César Borges

Tel.:(61) 3303-2212 a 2217 Fax: (61) 3303-2982


Cícero Lucena

Tel.:(61) 3303.5800 5808 Fax: (61) 3303.5809


Cristovam Buarque

Tel.:(61) 3303-2281 Fax: (61) 3303-2874

Delcídio do Amaral Gomez

Tel.:(61) 3303-2451 a 2455 Fax: (61) 3303-1926


Eduardo Azeredo

Tel.:(61) 3303-2323 Fax: (61) 3303-2883


Efraim Morais

Tel.:(61) 3303-2425 a 2429 Fax: (61) 3303-1841


Eliseu Resende

Tel.:(61) 3303.4621 / 4791 Fax: (61) 3303.2746


Epitácio Cafeteira Afonso Pereira

Tel.:(61) 3303.1402 /(61) 3303.4073 Fax: (61) 3303.1946


Fátima Cleide Rodrigues da Silva

Tel.:(61) 3303-2391 a 2397 Fax: (61) 3303-1882


Fernando Collor

Tel.:3303-5783/5786 Fax: 3303-5789


Flávio Arns

Tel.:(61) 3303-2401 a 3303-2407 Fax: (61) 3303-1935


Flávio Torres

Tel.:(61) 3303 - 2301 ou 2302 / (85) 3468 - 2500


Flexa Ribeiro

Tel.:3303-2342 Fax: 3303-2731


Garibaldi Alves Filho

Tel.:(61) 3303-2371 a 2377 Fax: (61) 3303-1813


Geraldo Mesquita Júnior

Tel.:(61) 3303-1078/1278/1279 Fax: (61) 3303-3029


Gerson Camata

Tel.:(61) 3303-3204/3235 Fax: (61) 3303-3613


Gilberto Goellner

Tel.:(61) 3303.2271 Fax: (61) 3303.1647


Gim Argello

Tel.:3303-1161, 3303-1547 Fax: 3303-1650


Heráclito Fortes

Tel.:(61) 3303-2131 a 2134 Fax: (61) 3303-2975


Inácio Arruda

Tel.:(61)3303-5791 / (61)3303-5793 Fax: (61)3303-5798


Jarbas Vasconcelos

Tel.:(61) 3303-3245 Fax: (61) 3303- 1977


Jefferson Praia

Tel.:(61) 3303.2061 a 2067 Fax: (61) 3303.2737


João Durval

Tel.:(61) 3303-3173 Fax: (61) 3303-2862


João Pedro

Tel.:(61) 3303-1166 Fax: (61) 3303-1167


João Ribeiro

Tel.:(61) 3303-2163/2164 Fax: (61) 3303-1848


João Tenório

Tel.:(61) 3303-4093/4095 Fax: (61) 3303-2961


João Vicente Claudino

Tel.:(61) 3303-2415 / 4847 / 3055 Fax: (61) 3303-2967


José Agripino

Tel.:(61) 3303-2361/2362 Fax: (61) 3303-1816


José Nery

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José Sarney

Tel.:(61) 3303-3429/3430 Fax: (61) 3303-1776


Lobão Filho

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Magno Malta

Tel.:(61) 3303-4161/5867 Fax: (61) 3303-1656


Mão Santa

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Marcelo Crivella

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Marconi Perillo

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Mauro Fecury

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Mozarildo Cavalcanti

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Neuto De Conto

Tel.:(61) 3303- 4041 Fax: (61) 3303- 4197


Papaléo Paes

Tel.:(61) 3303-3253/3258/3262/3277 Fax: (61) 3303-3293


Paulo Duque

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Raimundo Colombo

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Renato Casagrande

Tel.:(61) 3303-1129/1134/1456 Fax: (61) 3303.1974


Renan Calheiros

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Roberto Cavalcanti

Tel.:(61) 3303-2231 Fax: (61) 3303-2218


Romero Jucá

Tel.:3303-2111 a 2117 Fax: (61) 3303-1653


Rosalba Ciarlini

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Sadi Cassol

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Dia de São Miguel, São Gabriel e São Rafael


Hoje é dia dos Santos Anjos: Miguel, Gabriel e Rafael.

Entendamos um pouco o papel desses amigos de Deus e nossos na história, pelo post abaixo, do prof. Felipe Aquino.


***


O auxílio dos anjos


O Papa Bento XVI disse que: “Eliminaríamos uma parte do Evangelho se deixássemos fora esses seres enviados por Deus, que anunciaram sua presença entre nós e que são um sinal dela”. E pediu a intercessão dos anjos “para que nos sustenham no empenho de seguir Jesus até nos identificarmos com Ele” (Zenit.org, março 2009).


A Bíblia e a Tradição da Igreja mostram amplamente que os anjos têm participação ativa na história da salvação dos homens, nos momentos em que Deus quer.


“Não são eles todos espíritos ao serviço de Deus, enviados a fim de exercerem um ministério a favor daqueles que hão de herdar a salvação?”, pergunta o autor da Carta aos Hebreus, capítulo1, versículo 14.


E nisso crê e isso ensina a Igreja; sabemos que é tarefa desses seres celestes bons a proteção dos homens e a sua salvação. Diz o Salmo: “Mandou aos seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. Eles te levarão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra” (Sl 90/91,11-12).


O próprio Jesus, falando das crianças e recomendando que não se lhes desse escândalo, faz referência aos “seus anjos” (cf. Mt 18,10). Ele atribui também aos anjos a função de testemunhas no supremo juízo divino sobre a sorte de quem reconheceu ou negou Cristo: “Todo aquele que se declarar por Mim diante dos homens, também o Filho do Homem se declarará por ele diante dos anjos de Deus. Aquele, porém, que Me tiver negado diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus” (Lc 12,8-9; cf. Ap 3,5).


Se os esses seres celestes tomam parte no juízo de Deus, logo, estão interessados pela vida do homem. Isso se pode ver também no discurso escatológico em que Jesus os faz intervir em Sua vinda definitiva no fim da história (cf. Mt 24,31; 25,31-41).


Muitas vezes, a Bíblia fala da ação dos anjos pela defesa do homem e sua salvação: o Anjo de Deus liberta os Apóstolos da prisão (cf. At 5,18-20) e antes de tudo Pedro, que estava ameaçado de morte por parte de Herodes (cf. At 12, 15-10). Guia a atividade deste a respeito do centurião Cornélio, o primeiro pagão convertido (cf. At 10,3-8. 12-13), e a atividade do diácono Filipe no caminho de Jerusalém para Gaza (cf. At 8,26-29).


Foi um anjo que encontrou Agar no deserto (cf. Gn 16); os anjos tiraram Lot de Sodoma; assim como foi um anjo que anunciou a Gedeão que devia salvar o seu povo; um anjo anunciou o nascimento de Sansão (cf. Jz 13); e o anjo Gabriel instruiu a Daniel (cf. 8,16). Este mesmo anjo anunciou o nascimento de São João Batista e a encarnação de Jesus; esses seres enviados por Deus também anunciaram a mensagem aos pastores (cf. Lc 2,9) e a missão mais gloriosa de todas, a de fortalecer o Rei dos Anjos em Sua Agonia no Horto das Oliveiras (cf. Lc 22, 43).


Os anjos estão presentes na história da humanidade desde a criação do mundo (cf. Jó 38,7); são eles que fecham o paraíso terrestre (cf. Gn 3, 24); seguram a mão de Abraão para não imolar Isaac (cf. Gen 22,11); a Lei é comunicada a Moisés e ao povo por ministério deles (cf. At 7,53); são eles que conduzem o povo de Deus (cf. Ex 23, 20-23); eles anunciam nascimentos célebres (cf. Jz 13); indicam vocações importantes (cf. Jz 6, 11-24; cf. Is 6,6); são eles que assistem aos profetas (cf. 1 Rs 19,5).


Da mesma forma que os anjos acompanharam a vida de Jesus, acompanharam também a vida da Igreja, beneficiando-a com a sua ajuda poderosa e misteriosa (cf. At 5, 18-20; 8,26-29; 10,3-8; 12,6-11; 27,23-25). Eles abrem as portas da prisão (cf. At 5, 19); encorajam Paulo (cf. At 27,23 s); levam Filipe ao carro do etíope (cf. At 8,26s), entre outros.


A Igreja confessa a sua fé nos anjos da guarda, venerando-os na liturgia com uma festa própria e recomendando o recurso à sua proteção com uma oração frequente, como na invocação do “Anjo de Deus”. São Basílio Magno, doutor da Igreja, escreveu: “Cada fiel tem ao seu lado um anjo como tutor e pastor, para o levar à vida” (cf. 5. Basilius, Adv. Eunonium, III, 1; cf.Sto. Tomas, Summa Theol. 1, q. II, a.3).


São Jerônimo, doutor da Igreja, afirmou que: "A dignidade de uma alma é tão grande, que cada um tem um anjo guardião desde seu nascimento".


A Igreja honra com culto litúrgico três anjos. O primeiro é Miguel Arcanjo (cf. Dn 10,13-20; Ap 12,7; Jd 9). O seu nome exprime a atitude essencial dos espíritos bons. “Mica-El” significa, de fato: “Quem como Deus?”. O segundo é Gabriel: figura ligada sobretudo ao mistério da encarnação do Filho de Deus (cf. Lc 1,19-26). O seu nome significa: “O meu poder é Deus” ou “poder de Deus”. O terceiro arcanjo chama-se Rafael. “Rafa-El” significa: “Deus cura”; o conhecemos pela história de Tobias (cf. Tb 12,15-20), entre outros.


O famoso Bossuet dizia que: "Os anjos oferecem a Deus as nossas esmolas, recolhem até os nossos desejos, fazem valer também diante de Deus os nossos pensamentos... Sejamos felizes de ter amigos tão prestativos, intercessores tão fiéis, intérpretes tão caridosos".


Os santos todos foram devotos desses seres celestes. Os anjos assistem a Igreja que nasce e os Apóstolos, prepararão o Juízo Final e separarão os bons dos maus. São eles que protegem Jesus na infância (cf. Mt 1, 20; 2, 13.19); são eles que O servem no deserto (cf. Mc 1, 12); e O reconfortam na agonia mortal (cf. Lc 22, 43); eles poderiam salvar o Senhor das mãos dos malfeitores se assim Cristo quisesse (cf. Mt 26, 53).


Toda a vida de Jesus Cristo foi cercada da adoração e do serviço dos anjos. Desde a Encarnação até a Ascensão eles O acompanharam. A Sagrada Escritura diz que quando Deus "introduziu o Primogênito no mundo afirmou: "Adorem-no todos os Anjos de Deus" (cf. Hb 1, 6). Alguns teólogos acham que isso motivou a queda dos anjos maus, por não aceitarem adorar a Deus Encarnado na forma humana.


A Igreja continua a repetir o canto de louvor que eles entoaram quando Jesus nasceu: "Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência divina" (cf. Lc 2, 14).


A Bíblia não só os apresenta como nossos guardiães, mas também como nossos intercessores. O anjo Rafael diz: "Ofereci orações ao Senhor por ti" (Tob 12, 12). "A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus" (Ap 8,4).


Santo Ambrósio, doutor da Igreja, declarou: "Devemos rezar aos anjos que nos são dados como guardiães" (De Viduis, IX); (cf. S. Agostinho, Contra Fausto, XX, 21).


A Igreja acredita que, no dia do batismo, cada cristão é confiado a um anjo que o acompanha e o guarda em sua caminhada para Deus, iluminando-o e inspirando-o.


Na Festa do Anjo da Guarda (2 de outubro), a Igreja põe diante dos nossos olhos o texto do Êxodo que diz:


"Assim diz o Senhor: Vou enviar um anjo que vá à tua frente, que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que te preparei. Respeita-o e ouve a sua voz. Não lhe sejas rebelde, porque não suportará as vossas transgressões e nele está o meu nome. Se ouvires a sua voz e fizeres tudo o que eu disser, serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários. O meu anjo irá à tua frente e te conduzirá à terra dos amorreus, dos hititas, dos ferezeus, dos cananeus, dos heveus e dos jebuzeus, e eu os exterminareis" (Ex 23,20-23).


Além de tudo isso, a Bíblia frequentemente mostra os poderes dos anjos na natureza, e afirma São Jerônimo que eles manifestam a onipotência de Deus (cf. S. Jerônimo, En Mich., VI, 1, 2; P. L., IV, col. 1206).

Felipe Aquino



quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Decálogo para ler a Bíblia


Decálogo para ler a Bíblia com proveito



Por Dom Mario de Gasperín Gasperín, bispo de Querétaro


QUERÉTARO, segunda-feira, 14 de setembro de 2009 (ZENIT.org-El Observador).- Por ocasião do mês da Bíblia, o bispo de Querétaro, Dom Mario de Gasperín Gasperín, biblista reconhecido, escreveu um "Decálogo para ler a Bíblia com proveito", que compartilhamos a seguir, por considerá-lo de interesse geral.



Decálogo para ler a Bíblia com proveito



1. Nunca achar que somos os primeiros que leram a Santa Escritura. Muitos, muitíssimos, através dos séculos, a leram, meditaram, viveram e transmitiram. Os melhores intérpretes da Bíblia são os santos.


2. A Escritura é o livro da comunidade eclesial. Nossa leitura, ainda que seja em solidão, jamais poderá ser solitária. Para lê-la com proveito, é preciso inserir-se na grande corrente eclesial que é conduzida e guiada pelo Espírito Santo.


3. A Bíblia é "Alguém". Por isso, é lida e celebrada ao mesmo tempo. A melhor leitura da Bíblia é a que se faz na Liturgia.


4. O centro da Sagrada Escritura é Cristo; por isso, tudo deve ser lido sob o olhar de Cristo e buscando n'Ele seu cumprimento. Cristo é a chave interpretativa da Sagrada Escritura.


5. Nunca esquecer de que na Bíblia encontramos fatos e frases, obras e palavras intimamente unidos uns aos outros; as palavras anunciam e iluminam os fatos, e os fatos realizam e confirmam as palavras.


6. Uma maneira prática e proveitosa de ler a Escritura é começar com os Santos Evangelhos, continuar com os Atos dos Apóstolos e Cartas e ir misturando com algum livro do Antigo Testamento: Gênesis, Êxodo, Juízes, Samuel etc. Não querer ler o livro do Levítico de uma só vez, por exemplo. Os Salmos devem ser o livro de oração dos grupos bíblicos. Os profetas são a "alma" do Antigo Testamento: é preciso dedicar-lhes um estudo especial.


7. A Bíblia é conquistada como a cidade de Jericó: "dando voltas". Por isso, é bom ler os lugares paralelos. É um método interessante e muito proveitoso. Um texto esclarece o outro, segundo o que diz Santo Agostinho: "O Antigo Testamento fica patente no Novo e o Novo está latente no Antigo".


8. A Bíblia deve ser lida e meditada com o mesmo espírito com que foi escrita. O Espírito Santo é o seu principal autor e intérprete. É preciso invocá-lo sempre antes de começar a lê-la e, no final, agradecer-lhe.


9. A Santa Bíblia nunca deve ser utilizada para criticar e condenar os demais.


10. Todo texto bíblico tem um contexto histórico em que se originou e um contexto literário em que foi escrito. Um texto bíblico, fora do sue contexto histórico e literário, é um pretexto para manipular a Palavra de Deus. Isso é tomar o nome de Deus em vão.


Mario de Gasperín Gasperín
Bispo de Querétaro

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Igrejas Católicas Dissidentes


Igreja para ser Católica deve estar em comunhão com a Santa Sé... mesmo tendo o nome de Católica, muitas não são, e enganam muita gente.

Segue abaixo uma lista de Igrejas com nomes parecidos que podem enganar muita gente, e fiquemos alertas para não nos deixar enganar!

Abraços



Igrejas Católicas Dissidentes


- Igreja Católica Apostólica Carismática (Santa Catarina)

- Igreja Católica Apostólica Cristã- Igreja Católica Apostólica de Jerusalém

- Igreja Católica Apostólica Ecumênica Contemporânea

- Igreja Católica Apostólica Livre do Brasil

- Igreja Católica Apostólica Nacional

- Igreja Católica Apostólica Nordestina

- Igreja Católica Apostólica Tributária

- Igreja Católica Ecumênica Renovada (Lorena, SP)

- Igreja Católica - Padres Clementinos (Região Santana de São Paulo)

- Igreja dos Velhos Católicos (ou Velhos Crentes - Raskotnik)

- Santa Igreja Velha Católica

- Igreja Católica Apostólica Missionária de Evangelização

- Igreja Católica Apostólica Ecumênica

- Bispo Primaz Dom Antônio Messias

- Igreja Católica Carismática/Belem

- Igreja Episcopal Latina do Brasil

- Igreja Apostólica Episcopal

- Igreja Católica da Primeira Ordem

- Igreja Católica Ecumênica

- Igreja Católica Apostólica Carismática – Sorocaba –SP


Fonte: Cleofas

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Aprendendo a Amar - Clube da Castidade

Aprendendo a Amar - Clube da Castidade

Segue uma proposta reservada para os fortes, os corajosos, os que realmente assumiram sua fé e a vontade de Deus em suas vidas!!

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Nosso clube tem como objetivo primordial incentivar todos os membros da Igreja Católica a viver a castidade sob a perspectiva do AMOR, partimos desta premissa porque todos nós temos a capacidade de aprender a amar pelo simples fato de ser pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus e Deus é amor.
Devemos entender que a castidade não se limita a não ter relações sexuais, ela vai além e significa aprender a amar.
A castidade é:
Ordenar nossos afetos e orientá-los ao amor, de acordo com nosso estado de vida.
Aprender a amar os demais de forma sadia e como merecem ser amados.
Uma virtude e um dom que deve ser trabalhado dia a dia.
Saber que somos frágeis, fracos e que podemos cometer erros mas sempre temos a oportunidade de viver uma segunda virgindade (que significa, de agora em diante, não ter relações sexuais até o matrimônio).
A castidade NÃO é:
Reprimir sua sexualidade mas ordená-la.
Encerrar-se em si mesmo mas amar o outro de acordo com seu estado de vida.
Somente ser virgem: um casado é casto quando é fiel a seu cônjuge.
Ter uma boa moral sexual: a castidade é fazer o que está certo por amor e não por lei.
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PROMESSA DE CASTIDADE
Amado Jesus:
Hoje, em um ato de plena convicção, desejo prometer-te que vou ordenar os meus afetos e orientá-los ao amor, de acordo com o meu estado de vida.
Ajuda-me a aprender a amar, a mim mesmo e aos próximos, de forma sadia e como merecem ser amados, por isso peço que me ajudes a lutar todos os dias para viver a virtude da castidade.
Não permitas que eu tenha para com ninguém outra dívida que não seja a do amor, aquele amor que não usa o outro como um objeto de prazer, mas que eu possa reconhecer o Teu rosto em cada um, porque todas as pessoas foram feitas à Tua imagem e semelhança.
E se, em algum momento, por minha fraqueza, eu chegar a “brincar” com o amor e não for suficientemente forte para ser casto, então tem misericórdia de mim e auxilia-me para eu voltar ao caminho adequado.
Hoje, quero abrir as portas do meu coração e da minha vida para Ti –Jesus – que és Amor e te peço que fiques comigo e me ensines a amar e a ser casto, transforma o meu coração e ajuda-me a nascer de novo.
Permite que Maria seja a minha mãe, que me cubra com o seu manto e venha viver no meu coração, para que ela, que é modelo de castidade e de amor, guarde o meu coração e a minha vida para Ti.
Amém.
Aos que quiserem participar do grupo, ou deixar seu testemunho, ajudando assim a outros católicos, segue o link para inscrever-se:

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

PT decide dia 17 se expulsa deputados anti aborto

Já que começamos o dia com política, segue outra postagem no mesmo assunto... essa é para que nós, brasileiros, conheçamos o PT - Partido dos Trabalhadores e suas diretrizes. Quem é cristão e votava nesse partido repense nas próximas eleições.


Abraço

***


PT decide dia 17 se expulsa deputados anti aborto


Diretório nacional fará reunião para julgar se Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC) devem deixar o partido por defenderem princípios contrários a duas resoluções aprovadas pelos militantes. O julgamento vai confrontar convicções religiosas com bandeiras históricas das mulheres petistas


O Partido dos Trabalhadores decide na próxima semana se expulsa, adverte, suspende ou mantém na legenda dois deputados que são abertamente contrários à legalização do aborto, uma das bandeiras assumidas pelo partido do presidente Lula durante encontro nacional de militantes. O relatório da Comissão de Ética sobre a situação dos petistas Henrique Afonso (AC) e Luiz Bassuma (BA) ainda não está pronto.


O documento deve ser concluído até a manhã do dia 17 de setembro, quando os 81 membros do Diretório Nacional do PT se reúnem em Brasília para votarem as recomendações da Comissão de Ética do partido. A reportagem procurou o presidente do partido, deputado Ricardo Berzoini (SP), mas ele não retornou os recados deixados.


Segundo a Secretaria de Mulheres do PT, Bassuma e Henrique Afonso descumprem uma resolução partidária, aprovada em 2007, que defende a "defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público, evitando assim a gravidez não desejada e a morte de centenas de mulheres, na sua maioria pobres e negras, em decorrência do aborto clandestino e da falta de responsabilidade do Estado no atendimento adequado às mulheres que assim optarem".


Outra resolução, do 10º Encontro Nacional de Mulheres do PT, realizado em 2008, defende que sejam expulsos os militantes "que não acatarem e não respeitarem as resoluções partidárias relativas aos direitos e à autonomia das mulheres". O texto determina a retirada de projetos de lei que “prejudiquem o direito das mulheres de autonomia sobre seu corpo e sua sexualidade”.


Data da publicação: 14/09/2009


Fonte: Cleofas

Educação Religiosa nas Escolas - Vote

Bom dia!

Recebi um e-mail da Irmã Nair, e gostaria de divulgar a todos os que nos acompanham. Votemos "sim" no site do Senado a favor do Ensino Religioso nas Escolas!
Abraços!

***

Foi aprovado na Câmara o acordo assinado entre a Santa Sé e o Brasil onde também se retoma a importância do Ensino Religioso nas escolas, o próximo passo é a votação no Senado. Se ganharmos ali, será mais uma vitória importante da evangelização dos nossos jovens e crianças. Com isso, certamente não serão poucas as tentativas de colocar a opinião pública contra esse acordo.

Em agosto já houve uma enquete do Correio Braziliense onde os votos eram pelo celular - e nós conseguimos uma virada nos números para 70% a nosso favor; agora, no site da Agência Senado, há uma enquete questionando a opinião do internauta sobre o Ensino Religioso facultativo nas escolas. Depois de ter estado quase meio a meio, o resultado até agora está em lenta reação favorável. mas se nós nos unirmos novamente podemos fazer a diferença ficar bem mais significativa.

Vamos participar mais uma vez, votando e divulgando para os nossos contatos que também acreditam na importancia da formação religiosa da nossa juventude?
Mas ATENÇÃO: o que está sendo perguntado NÃO É se o Ensino Religioso deve ser facultativo ou obrigatório, e sim se deve haver o Ensino Religioso facultativo ou NÃO HAVER ENSINO RELIGIOSO NENHUM.

Portanto, se queremos que o ER continue sendo oferecido nas escolas pelo menos como facultativo ao aluno, devemos votar SIM.
O endereço da enquete (fica no canto direito, mais embaixo):

Secretariado do Movimento de Emaús de Florianópolis


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Inseminação Artificial


Interferindo na vida



Por Pe. John Flynn, LC



ROMA, segunda-feira, 14 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Reportagens sobre novas técnicas de fertilização artificial são comuns hoje. O forte desejo dos casais por crianças, unido aos avanços técnicos, resulta numa combinação inebriante.



No dia 2 de setembro, os principais veículos de comunicação do Reino Unido informavam do nascimento do primeiro bebê concebido com a ajuda de um novo método que comprova os defeitos cromossômicos que podem impedir que uma gravidez in vitro tenha êxito.



A BBC informava que “Oliver” nasceu de uma mulher de 41 anos que tivera repetidas falhas com o procedimento de fecundação in vitro.



A cobertura dos meios de comunicação deste tipo de acontecimento costuma centrar-se na natural alegria do casal com seu novo bebê. Detrás dessas cenas, no entanto, o progresso da indústria da fecundação in vitro é uma história de inumeráveis vidas sacrificadas, bebês nascidos que nunca conhecerão seus pais biológicos e centenas de milhares de vidas condenadas a um limbo gelado, nos refrigeradores das clínicas.


A Igreja Católica tem dado destaque há muitos anos aos problemas éticos implicados na fecundação in vitro. Esta postura repete-se e amplifica-se no documento “Dignitatis Personae”, publicado no ano passado pela Congregação para a Doutrina da Fé.


“A Igreja reconhece a legitimidade do desejo de ter um filho e compreende os sofrimentos dos cônjuges angustiados com problemas de infertilidade”, reconhecia (n. 16).


“Tal desejo, porém, não pode antepor-se à dignidade de cada vida humana, a ponto de assumir o domínio sobre a mesma. O desejo de um filho não pode justificar a ‘produção’, assim como o desejo de não ter um filho já concebido não pode justificar o seu abandono ou destruição”, explicava o organismo vaticano.



Perigosos efeitos secundários


Existe preocupação inclusive por aqueles que nasceram com êxito através da fecundação in vitro. Estas crianças têm uma probabilidade 30% superior de sofrer defeitos genéticos e outros problemas de saúde, informava o jornal britânico Daily Mail no dia 20 de março.



A advertência vinha da Autoridade de Fecundação e Embriologia Humana do Reino Unido. Mais de 10 mil crianças nascem a cada ano na Grã-Bretanha mediante fecundação artificial, observava o artigo.


A pesquisa que está detrás deste alerta vem do Centro para o Controle e Prevenção de Enfermidades de Atlanta, Estados Unidos. Estudaram-se mais de 13.500 nascimentos e outros 5.000 casos, utilizando dados do Estudo Nacional de Prevenção de Defeitos de Nascimento.



Descobriu-se que os bebês nascidos por fecundação in vitro sofrem de uma série de problemas, que incluem defeitos nas válvulas do coração, lábio e paladar leporinos, e anormalidades no sistema digestivo, devido a que o intestino e o esôfago não se formaram corretamente.


Quanto a uma pesquisa realizada na Austrália, esta revelava que os gêmeos nascidos como resultado do tratamento de fecundação in vitro têm uma probabilidade mais alta de ser hospitalizados em seus três primeiros anos de vida do que os gêmeos concebidos de modo natural.


Segundo publicado na mídia australiana no dia 21 de maio, os gêmeos procedentes da fecundação in vitro passavam mais tempo no hospital após o parto e tinham 60% mais possibilidades de ter de ser internados em uma unidade de cuidados intensivos neonatal. Também costumam ter uma maior incidência de nascimentos prematuros e baixo peso ao nascer.


Os resultados era apresentados por uma equipe da cidade de Perth que analisou os ingressos hospitalares de cerca de 4.800 crianças gêmeas nascidas na Austrália ocidental entre 1994 e 2000.



Enigmas familiares


Dissociar as crianças de sua relação conjugal leva também a estruturas familiares cada vez mais complicadas, assim como a frequentes enfrentamentos judiciais. Um organismo de apelação do Estado de Nova York sentenciou que os pais de um jovem de 23 anos que morreu de câncer não poderão usar esperma conservado de seu filho morto para ter um neto, informava a 3 de março Associated Press.


Mark Speranza deixou mostras de sêmen em um laboratório em 1997, mas também firmou um documento em que pedia que fossem destruídas após sua morte. Depositou-as ali para o caso de ter a oportunidade de ser pai se sobrevivesse ao câncer.


No entanto, após sua morte, seus país quiseram um neto e buscaram uma mãe de aluguel para utilizar o sêmen. Seus anos de batalhas judiciais foram em vão.


No Texas, no entanto, o juiz do condado de Travis, Guy Herman, sentenciou que uma mãe podia dispor do esperma recolhido do corpo de seu filho morto, informava a 9 de abril a Associated Press.


Nikolas Colton Evans morreu aos 21 anos como resultado de uma briga. Sua mãe, Marissa, declarou que seu filho sempre quisera ter filhos.


O artigo citava o professor de direito da Universidade do Texas, John Robertson, que afirmava que, ainda que as leis do Estado dão aos pais o controle sobre o corpo do filho para as doações de órgãos e tecidos, a situação quanto ao esperma “é muito confusa”.


Dois dias depois, outro artigo sobre o tema em Associated Press centrava-se nas questões morais. “Para uma criança esta é uma forma brusca de vir ao mundo. Quando aparecem os detalhes e a criança aprende mais sobre suas origens, pergunto-me que impacto terá em uma criança substituta”, afirmava Tom Mayo, diretor do Centro Maguire para a Ética e a Responsabilidade Públicas da Universidade Metodista do Sudeste.



Citava-se Marque Vopat, professor de filosofia e estudos religiosos da Universidade estatal de Youngstown, Ohio, que afirmava que dizer que um filho possa expressar o desejo de ter filhos algum dia não é dizer que queria ser pai de um filho de modo póstumo.


Da Austrália vieram notícias de que uma mulher do Estado de Queensland ficou grávida de seu irmão homossexual, após ser inseminada com o esperma de um terceiro, informava no dia 2 de junho o periódico Courier Mail. Não se revelaram as identidades das pessoas implicadas.


Espera-se que a criança nasça no começo do próximo ano e, segundo a reportagem, não terá nenhuma relação com o pai biológico.


Comentando a notícia, o bispo anglicano Tom Frame, que foi adotado quando pequeno e não conheceu seu pai, declarava ao Courier Mail que o impacto de tal situação será demolidor para a criança.


Inclusive se tais crianças mais tarde queiram encontrar seus pais, seus esforços costumam ver-se frustados. Tal foi o caso de Lauren Burns, de Melbourn, Austrália.


Nascido por fecundação in vitro, sabe que o nome de seu pai biológico está no expediente, mas as autoridades estatais não lhe permitem o acesso, informava no dia 12 de abril o jornal Age.


Nasceram quatro crianças para quatro famílias utilizando o esperma de alguém conhecido só com o nome de C11.


“É interessante que, em quase qualquer outra situação, a sociedade anima muito os pais a formarem parte das vidas de seus filhos, e a quem os rechaça... etiqueta-se de maus pais”, declarava o jornal. “Nesta exceção se dá exatamente o oposto”, apontava.


Não é um punhado de células


O corpo de um ser humano, desde as primeiras fases da sua existência, nunca pode ser reduzido ao conjunto das suas células”, diz o documento “Dignitatis Personae” (n. 4).


A Congregação para a Doutrina da Fé também comentava como, em outras áreas da medicina, as autoridades da saúde nunca permitiriam que continuassem procedimentos com índices tão altos de resultados negativos e fatais (n. 15).


“As técnicas de fecundação in vitro são, efetivamente, aceitas, porque se pressupõe que o embrião não mereça pleno respeito, pelo fato de entrar em concorrência com um desejo a satisfazer”, observava o documento. O desejo de ter filhos é muito forte, mas quando se satisfaz à custa do respeito à vida, perde de vista os princípios éticos fundamentais.


Fonte: ZENIT.org

terça-feira, 15 de setembro de 2009

NOSSA SENHORA DAS DORES

NOSSA SENHORA DAS DORES


"Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar"!


Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores que encontraram seu ponto mais alto no momento da crucifixão de Jesus.


Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.


A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o Seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucifixão, morte e sepultura de Jesus Cristo


Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora pelas dores, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim oblação de Si para uma Civilização do Amor.


Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!Fonte: Canção Nova

O que diz o catecismo sobre o anticoncepcional?

O que diz o catecismo sobre o anticoncepcional?

O Catecismo não usa a palavra anticoncepcional, mas trata do assunto; veja:
Controle da natalidade – contracepção - método natural
2370 – A continência periódica, os métodos de regulação da natalidade baseados na auto-observação e nos recursos aos períodos infecundos (HV 16) estão de acordo com os critérios objetivos da moralidade. Estes métodos respeitam os corpos dos esposos, animam a ternura entre eles e favorecem a educação de uma liberdade autêntica. Em compensação, é intrinsecamente má “toda ação que, ou em previsão do ato conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento de suas conseqüências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação.”(HV, 14)
2368 - Um aspecto particular desta responsabilidade diz respeito à regulação dos nascimentos. Por razões justas (GS 50), os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos. Cabe-lhes verificar que seu desejo não provém do egoísmo mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável. Além disso regularão seu comportamento segundo os critérios objetivos da moral.
A moralidade da maneira de agir, quando se trata de harmonizar o amor conjugal com a transmissão responsável da vida, não depende apenas da intenção sincera e da reta apreciação dos motivos, mas deve ser determinada segundo critérios objetivos tirados da natureza da pessoa e de seus atos, critérios esse que respeitam o sentido integral da doação mútua e da procriação humana no contexto do verdadeiro amor. Tudo isso é impossível se a virtude da castidade conjugal não for cultivada com sinceridade (GS 51,3).
2369 - “Salvaguardando esses dois aspectos essenciais, unitivo e procriativo, o ato sexual conserva integralmente o sentido de amor mútuo e verdadeiro e sua ordenação para a altíssima vocação do homem para a paternidade” (HV 12).2399 – A regulação da natalidade representa um dos aspectos da paternidade e da maternidade responsáveis. A legitimidade das intenções dos esposos não justifica o recurso a meios moralmente inadmissíveis (por exemplo, a esterilização direta ou a contracepção).
Prof.Felipe Aquino
Fonte: Cleofas

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Nossa Senhora de Coromoto



Venezuela: surpreendentes descobertas na imagem de Nossa Senhora de Coromoto






Por Nieves San Martín
CARACAS, sexta-feira, 4 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Em uma coletiva de imprensa celebrada nesta quinta-feira, na sede da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), por ocasião da restauração da imagem Nossa Senhora de Coromoto, patrona da Venezuela, apresentaram-se as novas descobertas relativas à diminuta imagem, relacionada com a primeira evangelização desta terra.



Segundo a tradição –informa a CEV em uma nota enviada a ZENIT–, entre finais de 1651 e princípios de 1652, uma Bela Senhora apareceu ao cacique da tribo Coromoto e a sua esposa indicando-lhes: “vão para a casa dos brancos, para que lhes coloquem água na cabeça e assim poderão ir ao céu”.



Depois de atender o pedido de tão bela Senhora, os índios saíram da selva e receberam os ensinamentos do Evangelho, recebendo um bom número deles o sacramento do Batismo.



Contudo, o cacique, ao sentir que havia perdido a liberdade, decide fugir novamente para a selva; na madrugada de 8 de setembro de 1652, a Bela Senhora aparece novamente ao cacique junto a sua esposa, sua cunhada Isabel e o filho desta. Ao vê-la pede que o deixe em paz, dizendo-lhe que não mais a obedecerá. Levanta-se para tomar o arco e matar a Senhora, mas esta se aproxima dele para abraçá-lo, caindo assim suas armas. Decide tomar por um braço a Senhora para tirá-la de seu lar; neste momento ocorre o milagre: a Bela Senhora desaparece, deixando na mão do Cacique sua diminuta imagem.



A partir desse momento, começa uma grande história de favores e milagres, devoção e renovação da fé nesta terra, das mãos de Nossa Senhora de Coromoto. Até que no ano 1942 é exaltada no título de Patrona da Venezuela.



A diminuta imagem mede 2,5 cm de altura por 2 de largura. Através dos 357 anos que transcorreu desde sua aparição, foi exposta a diferentes fatores que haviam produzido seu deterioro.



Por este motivo os membros da Fundação Maria Caminho a Jesus, com sede em Maracaibo, a partir de 2002 iniciaram uma campanha para restaurar os danos que ocultavam grande parte da imagem da Virgem com o menino Jesus. Tal Fundação se fez cargo, junto a Dom José Manuel Brito, reitor do Santuário Nacional de Nossa Senhora de Coromoto, de impulsionar o projeto e contatar o grupo de especialistas que participaram no mesmo, e também conseguir os meios econômicos para financiar o processo.



No início de 2009, o bispo de Guanare José Sotero Valero Ruz, apresentou o projeto à Conferência Episcopal Venezuelana, a qual depois de receber vários diagnósticos sobre o estado da Relíquia, outorgou a permissão para proceder a restauração.



De 9 a 15 de março de 2009, em um laboratório instalado para este processo, na casa La Bella Señora, dentro das imediações do Santuário Nacional de Nossa Senhora de Coromoto, a equipe de trabalho composta pelos restauradores Pablo Enrique González e Nancy Jiménez, acompanhados por José Luis Matheus, diretor da Fundação Zuliana e Dom José Manuel Brito como custódios do processo, iniciaram os trabalhos de conservação da imagem; conseguindo realizar com êxito uma série de descobertas que até o momento eram desconhecidas.



Ao longo do processo, descobriram-se elementos desconhecidos. O primeiro fato que chamou a atenção foi, que uma vez analisadas as águas empregadas no tratamento, o pH mostrou-se ser neutro, fato inexplicável.



Foi detectada a presença de vários símbolos, os quais segundo indagações do antropólogo Nemesio Montiel, são de origem indígena.



Por observação microscópica, conseguiu-se identificar nos olhos da Virgem, de menos de 1 milímetro, a presença da iris, fato particularmente desconcertante pois se pensava que os olhos da imagem eram simples pontos.



Ao aprofundar no estudo do olho esquerdo de Nossa Senhora, pôde-se definir um olho com as características de um olho humano; se diferencia com clareza o orbe ocular, o conduto lacrimal, a iris e um pequeno ponto de luz no mesmo.





Maximizando o ponto de luz, pôde-se observar que o mesmo parece formar a imagem de uma figura humana com características muito específicas.



A coroa da Virgem e o Menino são tipicamente indígenas.



A restauração da Sagrada Imagem da Patrona de nossa Pátria constitui um verdadeiro marco histórico, pois é a primeira vez que a venerada imagem é submetida a um processo como este, que sem dúvida alguma contribuirá a renovação da fé de todos os venezuelanos”, afirma a CEV na nota.



Esta restauração, além de ser expressão do resultado do esforço de uma equipe multidisciplinar, é um chamado a voltar nossas vidas para Deus, e viver o convite que Nossa Senhora fez a nossos antepassados, quando os convidou a reconciliar-se e unir-se como verdadeiros irmãos em Deus, apesar de que as culturas espanholas e indígenas tinham visões e interesses totalmente opostos. É um chamado à fraternidade e à aceitação do outro; é um sinal de esperança, de alegria e de fé. É a comprovação de que apesar das dificuldades, se nos unimos como verdadeiros irmãos, é possível alcançar resultados que derivam em bem-estar para todos”.



E conclui exortando a unir-se na oração: “Virgem Santa de Coromoto, patrona da Venezuela, renovai a Fé, em toda a extensão de nossa pátria.


Amém”.




Fonte: Zenit.com

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

São Tomas More

São Tomas More - Exemplo de Cristão


Segue um exemplo de vida para nós... logo chegará o momento (alguns países já vivem essa realidade), em que nos será vetada a liberdade de credo, e teremos que escolher entre renegar nossa fé, ou sofrer, neste mundo as conseqüências.


Que Deus nos dê a fé, a fortaleza e a firmeza necessárias para lutar até o fim, e dar a vida pelo Evangelho, se necessário for!


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SÃO TOMÁS MORE



Tomás More nasceu em Chelsea, Londres, na Inglaterra, no ano de 1478. Seus pais eram cristãos e educaram os filhos no seguimento de Cristo. Aos treze anos de idade, ele foi trabalhar como mensageiro do arcebispo de Canterbury, que, percebendo a sua brilhante inteligência, o enviou para a Universidade de Oxford.



Seu pai, que era um juiz, mandava apenas o dinheiro indispensável para seus gastos.


Aos vinte e dois anos, já era doutor em direto e um brilhante professor. Como não tinha dinheiro, sua diversão era escrever e ler bons livros. Além de intelectual brilhante, tinha uma personalidade muito simpática, um excelente bom humor e uma devoção cristã arrebatadora.



Chegou a pensar em ser um religioso, vivendo por quatro anos num mosteiro, mas desistiu. Tentou tornar-se um franciscano, mas sentiu que não era o seu caminho. Então, decidiu pela vocação do matrimônio. Casou-se, teve quatro filhos, foi um excelente esposo e pai, carinhoso e presente. Mas sua vocação ia além, estava na política e literatura.



Contudo Tomás nunca se afastou dos pobres e necessitados, os quais visitava para melhor atender suas reais necessidades. Sua casa sempre estava repleta de intelectuais e pessoas humildes, preferindo a estes mais que aos ricos, evitando a vida sofisticada e mundana da corte. Sua esposa e seus filhos o amavam e admiravam, pelo caráter e pelo bom humor, que era constante em qualquer situação.



A sua contribuição para a literatura universal foi importante e relevante. Escreveu obras famosas, como: "O diálogo do conforto contra as tribulações", um dos mais tradicionais e respeitados livros da literatura britânica. Outros livros famosos são "Utopia" e "Oração para o bom humor".


Em 1529, Tomás More era o chanceler do Parlamento da Inglaterra e do rei, Henrique VIII. No ano seguinte, o rei tentou desfazer seu legítimo matrimônio com a rainha Catarina de Aragão, para unir-se em novo enlace com a cortesã Ana Bolena.



Houve uma longa controvérsia a respeito, envolvendo a Igreja, a Inglaterra e boa parte do mundo, que acabou numa grande tragédia. Henrique VIII casou com Ana, contrariando todas as leis da Igreja que se baseiam no Evangelho, que reconhece a indissolubilidade do matrimônio. Para isso usou o Parlamento inglês, que se curvou e publicou o Ato de Supremacia, que proclamava o rei e seus sucessores como chefes temporais da Igreja da Inglaterra.A seguir, o rei mandou prender e matar seus opositores. Entre eles estavam o chanceler Tomás More e o bispo católico João Fisher, as figuras mais influentes da corte.



Os dois foram decapitados: o primeiro foi João, em 22 de junho de 1535, e duas semanas depois foi a vez de Tomás, que não aceitou o pedido de sua família para renegar a religião católica, sua fé e, ainda, fugir da Inglaterra. Ambos foram mártires na Inglaterra, os quais, com o testemunho cristão, combateram a favor da unidade da Igreja Católica Apostólica Romana, num tempo de violência e paixão. Suas lembranças continuam vivas em verso e prosa, nos teatros e nos cinemas.



Seus exemplos são reverenciados pela Igreja, pois eles foram canonizados na mesma cerimônia pelo papa Pio XI, em 1935, que indicou o dia 22 de junho para a festa de ambos.



São Tomás More deixou registrada a sua irreverência àquela farsa real por meio da declaração pública que pronunciou antes de morrer: "Sedes minhas testemunhas de que eu morro na fé e pela fé da Igreja de Roma e morro fiel servidor de Deus e do rei, mas primeiro de Deus. Rogai a Deus a fim de que ilumine o rei e o aconselhe".



O papa João Paulo II, no ano 2000, declarou são Tomás More Padroeiro dos Políticos.


Fonte: Paulinas On-line

Desculpe o Incômodo, estou em construção!

Desculpe o incômodo, eu estou em construção


Agüente firme, minha filha!

Agüente firme, meu filho!



Há um mundo novo sendo gerado e aquilo que é mal, que é joio, vai desaparecer. Mas, vai surgir um mundo novo, uma humanidade nova.


É claro que agüentar firme não é fácil. A parte de Deus Ele está fazendo, mas a nossa parte nós precisamos fazer também.


Mesmo havendo tanta coisa confusa em sua vida, em sua casa, em sua família e em você, agüente firme. Como diz Santa Tereza: “Nada te perturbe, nada te amedronte. Tudo passa, a paciência tudo alcança. A quem tem Deus nada falta. S


ó Deus basta.”Mas isso não quer dizer que vamos cruzar os braços. A transformação está acontecendo em nós. É impossível haver uma transformação em nossa casa se ela não acontecer em nós.


Cada um de nós está em construção. É comum vermos obras onde há cartazes avisando: “Desculpe o incômodo. Estamos em construção”. E isso você pode dizer também. Enquanto a gente está em construção, causa muito incômodo.


Se um elefante incomoda muita gente, você em construção incomoda muito mais. Quando marido e mulher entenderem que estão em construção, vai ser muito diferente. Entre pais e filhos, então, será uma beleza quando disserem uns para os outros: “Desculpe o incômodo, eu estou em construção”.


Pense nisso e agüente firme, meu filho!


Padre Jonas Abib
Fonte: Canção Nova - Artigos

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Casar é difícil?



CASAR É DIFÍCIL





O sorriso plácido da vovozinha que completava 50 anos de casada e a frase que ela disse logo após as bodas resume o conceito de um casamento cristão.




-Casar é difícil, mas, é uma benção!- foi o que disse olhando para o seu marido que lhe afagava as mãos.




Em poucas palavras, esta mulher simples sem muito estudo, resumiu a teologia e a pastoral do casamento católico:- Estamos juntos não porque é fácil, mas por que Deus nos deu esta benção de um ser a rima do outro por toda a vida.





Na verdade, uma mulher que se sente chamada a gerar filhos vai precisar de um homem, que também se sente chamado a gerar filhos e ele precisará dela. Mas, antes de gerarem o filho precisam gerar e administrar o seu relacionamento, nascido da mútua adoção e do amor que evoluiu.




Primeiro foi preciso a admiração e o respeito de um pelo outro. Um sabia que poderia qualificar e ser qualificado pelo outro. Há coisas que um homem não tem e por isso precisa de uma mulher para completá-lo; há coisas que uma mulher não tem e ela precisa de um homem para completá-la.





Cada ser humano vem com algum detalhe. Alguns vêem cheios de detalhes especiais que não só os qualificam, mas também qualificam quem com eles convivem. Quando dois seres humanos, um feminino e outro masculino se amam, a união dos dois pode gerar um sólido edifício chamado lar. Tal edifício pode durar séculos e séculos, geração após geração porque foi bem fundamentado e cimentado.




Mas formar família é difícil.





Se fosse fácil não haveria praticamente um divórcio para cada dois casamentos, como acontece em alguns países. No Brasil você sabe se a família vai bem. Olhe ao seu redor e no seu quarteirão de cidade grande ou no seu bairro de gente pobre. Depois, preste atenção nas pessoas famosas na televisão, no mundo da canção, no mundo da moda, nos esportes e na política. Um grande número deles teve sucesso na carreira, mas nem sempre no amor.




Há sempre a tendência ao egoísmo, a mania de ressaltar o nosso “eu”, a insistência nos nossos direitos mais do que nos nossos deveres.





O casamento é direito, mas tem muitos deveres inalienáveis. É feito de “sim”, mas passa por muitos “não”. É delícia, mas também, é renúncia.




Não se pode fazer o que se quer depois de casado. Não se pode ir onde se quer e nem gastar o que se quer, porque existe o outro e alguns pequenos outros a precisar de atenção especial.Por isso, quem não é capaz de renúncia, quem adora demais o seu próprio “eu”, não se case.





Na mesma esteira quem gosta demais de si mesmo e não cuida da sua comunidade, não se candidate a nenhum cargo político e nem queira ser padre ou pastor.




Se acharmos que o outro é sem importância não estaremos aptos para nada. Se nos importarmos com ele estaremos prontos para a vida. Estava certa a velha senhora ao definir os seus 50 anos de casada. É difícil, mas é uma benção. Seguramente ela descobrira a importância do outro!




Pe. Zezinho, SCJ

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Aniversário de Nossa Senhora!


Hoje é aniversário de Nossa Senhora!


Façamos nossa homenagem com a oração do terço, a missa ou simplesmente uma Ave-Maria amorosa à Mãe de Jesus e Nossa!


Que nesse dia e sempre, Ela nos leve para perto de Seu Filho Jesus!


Ave-Maria, cheia de graça o Senhor é convosco.

bendita sois vós, entre as mulheres, bendito é o fruto do vosso ventre: Jesus.

Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte.

Amém.


Por que namorar?


PORQUE NAMORAR


Em primeiro lugar, é importante saber que o desejo de relacionar-se com o sexo oposto é algo natural e implica na forma como Deus nos criou. Deus criou o homem, criou-o homem e mulher.


A partir de um certo momento do desenvolvimento humano, sentese a necessidade e a sadia curiosidade de relacionar-se com o sexo oposto, de descobrir parte da riqueza, da diversidade da obra criativa de Deus, uma outra pessoa que não é igual a mim, mas que em muitos pontos chega a me complementar.



Neste ponto, o relacionamento com pessoas do outro sexo é enriquecedor e fonte de formação e edificação do meu crescimento como pessoa.


Entretanto, o que é belo e edificante pode-se transformar em situações que nem sempre nos edificarão ou contribuirão para o nosso crescimento. Devemos levar em conta que estamos vivendo em meio a uma sociedade hedonista, marcada pela sensualidade.


A partir dos meios de comunicação, as próprias crianças, adolescentes e jovens vão sendo manipulados nos seus afetos e instintos para que, de maneira precoce e deformada, vejam na pessoa do outro sexo um objeto de prazer genitalista ou um meio de satisfação de suas carências afetivas.


Isto é fruto do pecado que marcou as faculdades do nosso ser e também das feridas de família, onde a fé e o desenvolvimento dos valores cristãos foram abandonados e a unidade e indissolubilidade do matrimônio e da família, na vivência do amor, são negligenciadas ou até atingidas de maneira irremediável, produzindo no meio de nós gerações marcadas pela dor, insegurança, desvios afetivos, psicológicos e sociais.


Por estes e muitos outros fatores, quando o(a) adolescente vai atingindo sua puberdade (e muitas vezes ainda como criança), a sociedade e, em muitos casos, a própria família, começam a exigir que este(a) jovem "arranje" seu namorado(a) para provar sua masculinidade ou feminilidade.



É preciso que entendamos que o processo natural e salutar de conhecimento do sexo oposto como pessoa não implica necessariamente em um relacionamento de namoro, quando, pelo contrário, a amizade é o passo fundamental e sadio aonde, pelo diálogo e a convivência, vamos podendo construir mutuamente a nossa personalidade de maneira sadia e equilibrada.


Muitos jovens cristãos, como muitos que encontramos, se perguntam: Qual é a hora de iniciarmos o namoro?


Em primeiro lugar, é necessário que alguns tabus possam ser quebrados. Isto não significa que todas as pessoas tenham que namorar. Precisamos nos lembrar neste momento das Palavras de Jesus que dizem: "Há eunucos que se fizeram eunucos por causa do Reino dos céus. Quem tiver capacidade para compreender que compreenda." (Mt 19,2)



Devemos nos lembrar que há muitos são chamados para a virgindade como uma oblação espiritual e um serviço à Igreja e aos homens, e nisto encontram sua plena realização. Alguns, muito cedo podem descobrir este chamado no seu interior e, apesar de como pessoa experimentarem a complementaridade do sexo oposto na convivência comum e fraterna, não viverão esta complementaridade no plano da afetividade-genitalidade, próprio dos que são chamados ao Sacramento do Matrimônio.


Alguns passam por relacionamentos de namoro antes de descobrir este sublime chamado, outros não precisam passar por esta etapa, pois a vocação já se faz manifesta no seu interior de maneira definida.


Para isso é necessário que o jovem cristão tenha sempre no seu interior este questionamento:



- Qual é a vocação que Deus me chama a viver?


– e uma reta e séria motivação de responde-la. Sabemos que isso, para muitos, se constitui em um longo processo, aonde graças a Deus vai iluminado, tirando a cegueira e apontando onde encontrar e aderir à sua vontade, pois aí está a felicidade.


Fonte: Comunidade Católica Shalom

Recebido por e-mail do Grupo Msg Cristãs

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Entrevista com Pe. Lodi no Jornal Opção, sobre Aborto, Movimento Gay e Governo



Caros amigos,


Diferente das outras publicações, segue uma longa, mas extraordinária. Vale a pena ler até o final, pois é muito esclarecedora e surpreendente a respeito do que andam fazendo em nosso país e o que fizeram nos EUA .


Um grande problema que temos como cristãos é a ignorância... veja o exemplo desse padre, que segue aquilo que Jesus pediu: "sede manso como as pombas, mas astuto como os lobos"!


Um abraço, boa leitura e bom fim de semana!



João Batista


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Entrevista com Pe. Lodi no Jornal Opção, sobre Aborto e governo


O jornalista e sociólogo José Maria e Silva realiza excelente entrevista com o Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, do Pró-Vida de Anápolis (http://www.providaanapolis.org.br), na qual são abordados temas como o aborto, a tirania do movimento gay, o ativismo judiciário e as falácias em torno do "laicismo" de Estado.






fonte: http://www.jornalopcao.com.br/ (edições anteriores - edição 1665)


“O aborto gera cobaias humanas”


Jornal Opção, 06 a 12 de junho de 2007


O presidente do Movimento Pró-Vida critica as esquerdas e diz que a relativização da vida abre caminho para o nazismo. A religião não é necessariamente inimiga da ciência. É o que o intelectual Luiz Carlos Lodi — padre, advogado e engenheiro eletrônico — prova nesta entrevista.



Por JOSÉ MARIA E SILVA



Fale um pouco da sua vida.


Nasci em Brasília, mas minha família é do Rio de Janeiro, para onde voltei aos dois anos de idade. Fiz o curso de engenharia eletrônica na Universidade Federal do Rio de Janeiro, concluído em 1985, e entrei para o Seminário São José, da Arquidiocese do Rio. No terceiro ano, pedi transferência para a Diocese de Anápolis, onde estava se instalando o Institutum Sapientiae, com padres vindo da Europa, especialistas na formação do clero.






Fui ordenado sacerdote, por Dom Manoel Pestana Filho, em 31 de maio de 1992, amanhã [quinta-feira] se completam 15 anos. Passei três anos em Goianápolis, depois voltei para Anápolis. Atuei na Paróquia de Vila Formosa e, depois, na Catedral do Bom Jesus até ser transferido para Paróquia São Cristóvão, no Jardim Iracema.






Quando o senhor pensou em se tornar padre?






Muito cedo, no ginásio ainda. No segundo grau, já tinha certeza. A dificuldade era conseguir um seminário que tivesse uma espiritualidade muito boa. Naquela época, quando terminei o segundo grau, em 1980, os seminários estavam passando por uma crise muita grande. Só em 1983, me atrevi a entrar. Mas não foi por falta de vocação. Fiz todo o curso de engenharia eletrônica sabendo que queria ser padre. Tenho um fascínio muito grande por tudo aquilo que tem matemática, e a eletrônica usa muito a matemática. Mas nunca cheguei a exercer a profissão de engenheiro eletrônico.


O governo Lula, atendendo a um compromisso histórico de suas bases, está determinado a descriminalizar o aborto no país, como ocorreu recentemente em Portugal.



Surpreendentemente, o movimento pró-aborto nunca esteve tão forte no país. Como o senhor avalia isso?



É uma concorrência desleal, uma luta de Davi contra Golias.





O abortista — usei a palavra proibida [risos] — é alguém que pelo simples fato de defender o aborto publicamente, militantemente, tem recursos financeiros muito abundantes, oriundos de fundações internacionais como a Federação Internacional de Planejamento, a IPPF [International Planned Parenthood Federation], presente em 180 países, inclusive no Brasil, através da Bemfam [Bem-Estar Familiar]. As entidades pró-aborto também recebem recursos das fundações Ford, McArthur e de organismos da ONU, como o Unicef. E, agora, temos um governo que tem um compromisso histórico com a legalização do aborto no país.




Foi o PT quem instalou o aborto na rede hospitalar pública municipal em São Paulo, em 1989. E todos os outros municípios onde se instalou o aborto foi em decorrência de ações de vereadores e prefeitos do PT ou de partidos análogos, como o PC do B.





No governo Fernando Henrique, o então ministro da Saúde, José Serra, implantou o chamado aborto legal na rede hospitalar do país, inicialmente restrito a alguns municípios, como São Paulo. O que o governo Lula fez de diferente disso até agora?






Já no primeiro mandato, o presidente Lula, por intermédio da secretaria Nilcea Freire, apresentou um projeto para liberar o aborto durante os nove meses de gravidez, embora ele parecesse fazer certas restrições ao projeto. O Código Penal, na parte referente ao aborto, seria totalmente revogado, com exceção do artigo 127, que é o aborto provocado contra a vontade da gestante.



Na versão inicial daquele projeto, até os planos de saúde seriam obrigados a custear os procedimentos abortivos, embora pudessem fazer restrições ao parto, dando prioridade à morte sobre a vida.



Mas, diante da forte reação da Igreja Católica e de outros setores, o governo recuou. Agora, nesse segundo mandato, ele está sendo mais explícito, como se vê pelas declarações do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que tem sido muito mais ousado na defesa do legalização do aborto do que os seus antecessores, Humberto Costa e Saraiva Felipe.



Os defensores da legalização do aborto sustentam que os abortos clandestinos são um caso de saúde pública. E falam em milhões de abortos provocados, para mostrar que a Igreja é insensível ao sofrimento das mulheres.



Uma das coisas que os abortistas usam de maneira freqüente é a mentira. Essas estatísticas de aborto não são apenas falsas — são desvairadas. Dizer que no Brasil morrem centenas de milhares de mulheres por causa de abortos malfeitos é simplesmente um absurdo. Se pelo menos o ministro José Gomes Temporão se desse ao trabalho de acessar o Datasus na Internet, que é o banco de dados do próprio ministério que ele comanda, veria que esses dados são delirantes e que o número de mulheres mortas em decorrência de aborto, de 1996 para cá, nunca chegou a 200 por ano.


Mesmo assim, essas mortes não são todas decorrentes de aborto provocado, elas também incluem gravidez ectópica, mola hidatiforme, aborto espontâneo e aborto não identificado, entre outras causas. Ora, como se pode falar em 300 mil mortes por ano, como alegam muitos abortistas?


Uma coisa que sempre me chamou a atenção é que os abortistas dizem que no Brasil ocorrem 1,5 milhão de abortos por ano. Quando eu lia isso, pensava: “Esse jornal deve ser contra o aborto e teve estar horrorizado com essa cifra”. Porque quando se fala que tem seqüestro demais, que os estupros estão aumentando, que os homicídios viraram rotina, o normal é se fazer uma campanha para recrudescer a perseguição penal. Mas, no caso do aborto, a campanha é outra: vamos liberar o aborto. Já que todo mundo faz, vamos acabar com o que eles chamam de hipocrisia e que todo mundo faça de maneira segura, higiênica, legal.



Por esse critério, o governo teria de promover o seqüestro seguro, o roubo seguro, o homício seguro. Esses argumentos, apesar de completamente irracionais, são repetidos com tanta insistência que muitas pessoas se rendem a eles.


Pesquisa liderada pelo médico Amaury Teixeira Leite, da Universidade Federal de Juiz de Fora, realizada na maternidade-escola da instituição, mostra que, de 1927 a 2001, só ocorreram na referida maternidade 144 mortes decorrentes de abortos.

E nem todos eles foram provocados. Se numa maternidade, ao longo de 75 anos, só ocorreram 144 mortes, como o senhor explica essa crença dos formadores de opinião num número tão inflacionado de abortos?



Essa inflação das estatísticas de aborto começou nos Estados Unidos, com o ginecologista e obstetra norte-americano Bernard Nathanson, um dos fundadores da Liga Nacional para os Direitos do Aborto e, a partir de 1971, diretor da maior clínica de abortos do mundo: o Centro de Saúde Sexual, em Nova Iorque.



Ele foi um abortista profissional, que fez pessoalmente 5 mil abortos, e confessa que, de 1968 a 1973, ajudou a inventar falsas estatísticas sobre aborto, dizendo que havia, anualmente, 1 milhão de abortos clandestinos nos Estados Unidos quando, na verdade, ocorriam menos de 100 mil. Ele conta também que, quando abortistas de outros países usavam esses dados, ele ria muito, porque, como autor da mentira, sabia que eram falsos. Mas o dr. Bernard Nathanson se arrependeu do que fez e, hoje, integra a luta pró-vida. Hoje, o Brasil está sendo alvo do mesmo processo de falsificação de dados que levou à aprovação do aborto nos Estados Unidos.



Recentemente, o senhor foi alvo de um processo judicial, movido pela antropóloga Débora Diniz, da UnB, e pelo promotor Diaulas Ribeiro, do Distrito Federal, que se sentiram ofendidos por serem chamados de “abortistas”. O senhor foi proibido de usar a palavra abortista. Como anda esse processo?


Fui surpreendido na Justiça, em primeiro e segundo graus, com a proibição de usar a palavra abortista para quem defende o aborto. Agora, esse caso está no Supremo. Sabe-se lá o que vai acontecer, se o Supremo vai expurgar essa palavra do nosso dicionário ou se vai haver uma reviravolta.



Estou sentindo que a ascensão do PT ao governo está nos inserindo numa época de ditadura. Percebo uma ameaça séria às liberdades e aos direitos fundamentais do ser humano. Uma das coisas que se aprende no direito e também com o bom senso, é que a boa fé se presume e a má-fé tem de ser provada.


No caso dos defensores do aborto, cheguei à conclusão contrária: diante deles, a inocência do adversário é que tem de ser provada. A revista Época, por exemplo, me acusou de jogar feto de borracha nos outros e, mesmo quando escrevi para a revista dizendo que isso era mentira, a revista insistiu que esse era um fato comprovado por testemunhas. Quando num debate duas pessoas buscam a verdade, existe diálogo. Mas, quando os abortistas são militantes, a gente nota que não existe a busca da verdade, mas o desejo de derrotar a outra pessoa.



Essa falta de honestidade intelectual tem me levado a recusar propostas de debate na televisão. Hoje, defender a vida nesses debates é dar aos cães o que é santo, é lançar pérolas aos porcos.




No primeiro governo Lula, a ministra Nilcea Freire, da Secretaria das Mulheres, promoveu audiências públicas para discutir a questão do aborto. Um observador da CNBB, José Maria da Costa, disse que só pessoas e entidades favoráveis foram convidadas a participar dos debates. Segundo ele, há uma estratégia do governo de implantar o aborto através do Judiciário, considerado mais avançado, nessas questões do que a sociedade.



É verdade. Quando a ministra Nilcea Freire começou a fazer propaganda da legalização do aborto, montou-se uma comissão tripartite, formada por membros do Legislativo, do Executivo e da sociedade civil. No caso da sociedade civil, só foram admitidas entidades abortistas. Quando a CNBB quis participar, disseram que o Estado é laico. Não sei o que querem dizer com Estado laico. Será Estado ateu, antirreligioso? Quem tem religião não pode se manifestar?



Um diálogo sem o contraditório não é diálogo, mas monólogo. O resultado desse circo montado pelos defensores do aborto resultou num substitutivo apresentado por Jandira Feghali, do PT do Rio, para um projeto de lei antigo visando a aprovação do aborto. O objetivo era dar a entender que aquilo era produto da vontade popular e não um simples plano do governo de enfiar o aborto goela abaixo dos brasileiros.


Como a via legislativa não tem dado certo, porque a maioria dos brasileiros é contra o aborto, optou-se pela via do Judiciário. Foi o que ocorreu, recentemente, na Colômbia, que aprovou o aborto via Corte Suprema. E os colombianos tiveram que engolir essa decisão judicial, porque juiz não é eleito, e, como todos nós, como todo ser humano, ele tem certa tendência ao orgulho. Como não foi eleito, quando a sociedade pressiona o juiz, ele faz o contrário, para mostrar que é independente. Mas essa estratégia de recorrer ao Judiciário não é nova nem original. Remonta a 1973, quando os Estados Unidos oficializaram o aborto.



O senhor fala do caso que ficou conhecido como Roe versus Wade?



Exato. Costuma-se dizer que os Estados Unidos legalizaram o aborto. Isso nunca aconteceu. Não existe lei nos Estados Unidos legalizando o aborto.



O que acontece foi o seguinte. Em 1971, uma jovem do Texas chamada Norman McCorvey, apelidada de Jane Roe, queria fazer um aborto. Mas, de acordo com a legislação do Estado do Texas, sua gestação já ultrapassava o período em que o aborto seria permitido.



Ela entrou na Suprema Corte, em Washington, com o que nós, no Brasil, chamaríamos de ação direta de inconstitucionalidade. Então, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por sete votos contra dois, que o nascituro não é pessoa.


Essa decisão, como é da tradição dos Estados Unidos e da Inglaterra, teve efeito vinculante, obrigando os 50 Estados membros da Federação a adequar suas leis para liberar o aborto. Ou seja, o aborto foi liberado nos Estados Unidos não por vontade da de sete magistrados não eleitos pelo povo, indicados pelo presidente da República. E numa decisão que nem sequer foi unânime.


Mas, 22 anos depois, em 1995, Jane Roe contou para a revista Newsweek que nunca havia sido estuprada — história que ela inventou para facilitar a aprovação do aborto na Suprema Corte. Ela se converteu ao cristianismo e se arrepende muito do que fez.



Tive a oportunidade de encontrá-la em 1998, em Houston, e vi que ela se sente como uma criminosa. Irônico é que a emenda que reconheceu os negros como pessoa é a que foi utilizada para retirar a condição de pessoa do feto.



Em 1857, os negros norte-americanos, por decisão da Suprema Corte, tinham sido considerados como não pessoa. Então, para acabar com a distinção entre brancos e negros, fez-se uma emenda á Constituição que dizia que todo aquele que for nascido ou naturalizado nos Estados Unidos é cidadão norte-americano.


Essa emenda, criada para acabar com a discriminação contra os negros, foi usada para discriminar os nascituros. Entenderam que o nascituro não é nascido, também não é naturalizado, logo ele não é pessoa. Se não é pessoa, ele carece de direitos.


Entre a expectativa de direitos de alguém que ainda vai nascer e o direito natural da mulher à privacidade, à autonomia, à saúde, a liberdade, segurança, entenderam os abortistas que devem prevalecem esses direitos.



O senhor acusa os defensores do aborto de buscarem o atalho do Judiciário. Por sua vez, eles acusam o presidente George Bush de tentar promover um retrocesso na legislação norte-americana sobre o aborto.



Na verdade, o que aconteceu, nos Estados Unidos, foi que se tentou proibir pelo menos o aborto por nascimento parcial, que já é uma mistura de aborto com infanticídio. Nesse tipo de aborto, o médico tira a criança pelas pernas. Quando todo o corpinho da criança já saiu e só resta a cabeça dela dentro da mãe, o médico, com uma tesoura, dá um talho na nuca do bebê, abre um buraco e introduz um tubo para aspirar o cérebro. Nesse momento é que a criança morre. O crânio se contrai e a cabeça pode passar com mais facilidade pelo colo uterino.


Esse procedimento, repito, mistura aborto com infanticídio, porque parte da criança já está fora da mãe. Ele foi condenado por duas vezes, através de duas leis aprovadas pelo Congresso. Mas o presidente Clinton vetou essas leis e o Congresso não conseguiu derrubar o veto.


Depois, quando a lei foi aprovada novamente, o presidente Bush a sancionou. Mas os defensores do aborto entraram com uma ação de inconstitucionalidade na Suprema Corte, que, por cinco votos contra quatro, referendou a lei e o aborto por nascimento parcial foi proibido.


A Igreja também combate o aborto de crianças anencéfalas e, por isso, tem sido acusada de desumanidade, uma vez que essas crianças não têm chance de sobrevivência. Como o senhor encara essas críticas?



Esse é um aborto eugênico, o aborto de crianças com malformação fetal, entre as quais a anencefalia é a mais grave de todas. Em novembro de 2003, pela primeira vez, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma liminar para a realização do aborto de um anencéfalo, isto é, um aborto eugênico.


Impetrei um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça — qualquer um pode impetrar habeas corpus, não precisa ser advogado — e o STJ, por intermédio da ministra Laurita Vaz, concedeu liminar em favor do bebê. A criancinha, de Teresópolis, nasceu e recebeu o nome de Maria Vida. Isso foi muito bom para os pais, que estavam desesperados. A liminar deu tempo a eles para pensarem.



O pessoal do Pró-Vida do Rio foi visitá-los, eles fizeram retiro e tiveram a oportunidade de conversar com a criança durante a gestação, puderam tratá-la como filho e não como coisa. A menina nasceu, mas como costuma acontecer, viveu pouco tempo. Mas foi batizada por um padre, foi registrada em cartório e foi sepultada. Recebeu todas as honras que um ser humano recebe, o que é muito melhor do que ser esquartejada como lixo hospitalar humano.


Os pais dessa criança, ao contrário do que tentaram espalhar, ficaram muito contentes e se tornaram meus amigos. Inclusive a Gabriela, mãe da Maria Vida, tentou impedir que a mãe de dois gêmeos anencéfalos fizessem aborto.


Os defensores do aborto ficaram muito preocupadíssimos com essa decisão do STJ e recorreram ao Supremo, mas, quando chegaram lá, a criança já tinha nascido e morrido. Então, entraram com uma Argüição de Excludente de Preceito Fundamental, para que o Supremo defina, à revelia dos legisladores, que toda criança que carece de massa encefálica possa ser expulsa do ventre materno sem que isso configure aborto. Quando essa ação foi julgada, a ministra Elen Gracie, que não conheceu a ação, disse que o tribunal não pode ser um atalho fácil. Ela disse isso sem entrar no mérito, que não foi julgado.


Foram quatro os que votaram contra: Ellen Gracie, Carlos Veloso, César Peluso e Eros Grau. Os outros votaram por aceitar a ação, deixando para depois o julgamento do mérito.



Há pelo menos um caso de bebê anencéfalo que tem sobrevivido. O senhor tem acompanhado esse caso?


Esse é um dos problemas sérios dos defensores do aborto — conviver com a Marcela, uma menina anencéfala de Patrocínio Paulista, em São Paulo, pertencente à Diocese de Franca, que está com seis meses de nascida. E, apesar da ausência de massa cerebral, que é quase completa, ela não apenas tem todos os reflexos de uma criança normal, como chora, mama e ri, quando a mãe faz cócegas nela. Todo mundo, até mesmo o pessoal que a favor do direito ao aborto, é unânime em dizer que a Marcela é alguém que tem consciência de si.



Ela está com seis meses de nascida, completados em 20 de maio, e recusa-se a morrer, para lamentação dos que desejariam que o aborto eugênico fosse legalizado no Brasil. Ela está morando com sua mãe, Cacilda, uma senhora pobre, numa casa próxima à Santa Casa de Misericórdia de Patrocínio Paulista, porque a família mora num sítio, há uns 12 quilômetros de lá, e não poderia levar a criança para a Santa Casa, porque ela precisa de assistência médica.


Nos Estados Unidos, também se usou o Judiciário para matar Terry Schiavo. O que o senhor achou daquele caso?


Aquilo foi horrível. Só de pensar naquela morte, fico indignado. Até uma criança que foi levar água para Terry Schiavo foi presa. É eutanásia no sentido próprio da palavra.



O que o Papa João Paulo II fez, com louvor, foi renunciar aos meios terapêuticos extraordinários. Perguntaram a ele se ele queria ir para a UTI submetendo-se a todos aqueles tipos de entubamento. Ele disse que não, que bastavam os meios ordinários de tratamento.


No caso da Terry Schiavo, negaram a ela água, negaram a ela comida, negaram a ela um tubo de respiração que qualquer um poderia colocar, inclusive fora do hospital.



No caso, pela legislação brasileira, seria homicídio qualificado, praticado por omissão. Esse tipo de homicídio é conhecido como eutanásia. Naquele caso, não houve um grau de perversidade que vai além da eutanásia e se aproxima das práticas nazistas?


Quando um povo começa a ceder à cultura da morte, ele não tem tem mais limites. Conta-se que, no julgamento de Nuremberg, um dos juízes norte-americanos perguntou aos nazistas como eles haviam chegado àquele grau de perversidade. A resposta teria sido: “Foi quando nós matamos o primeiro inocente”. Se o primeiro era inocente, por que não o segundo, o terceiro e assim por diante?

Há um movimento no Brasil, chamado Brasil para Todos que está incitando cada cidadão a recorrer ao Ministério Público contra os símbolos religiosos em locais públicos. O movimento, que conta com o apoio de várias personalidades e entidades, inclusive o Grupo Gay da Bahia e Dom Pedro Casaldáliga, alega que o Estado brasileiro é laico. Como o senhor avalia esse movimento?


Se é Brasil para todos, tem que ser para os religiosos também, senão é discriminação. Até prova em contrário, a grande maioria dos brasileiros é religiosa. E, entre as religiões, predomina o cristianismo. Se o Brasil é para todos, eu tenho o direito de participar como cidadão, expondo minha convicção, ou eu sou obrigado a excluir minha convicção para ser um cidadão ateu, sem religião ou agnóstico?


Eu tenho que me dividir ao meio para participar das discussões e decisões públicas? Será que o Estado laico é irreligioso, ateu? A nossa Constituição tem no seu preâmbulo o nome de Deus. E Deus está no singular. Somos um Estado monoteísta, que invoca a proteção divina porque pressupõe que Deus é capaz de nos proteger. E o preâmbulo, dizem os constitucionalistas, não é juridicamente irrelevante — ele serve de chave de interpretação para os artigos que lhe seguem.


Então, todos os artigos da Constituição têm que ser interpretados tendo como chave hermenêutica a existência de Deus, a proteção dele e o respeito a ele. Se não fosse assim, seria inútil a promulgação do preâmbulo com a menção a Deus. Não se pode dizer que argumentos religiosos sejam antijurídicos.


O que é antijurídico é a pessoa, a priori, por simples preconceito, dizer: “Religião aqui não entra”. Isso, sim, é antijurídico.


O papa tem sido um crítico do relativismo no mundo contemporâneo. Que balanço o senhor faz da visita dele ao Brasil e dessa crítica que ele faz ao relativismo?


Fiquei muito contente com a visita do papa. Embora o papa tenha falado muito pouco sobre o aborto, anticoncepcionais, homossexualismo e pesquisa com embriões humanos, apenas tangenciando esses temas, a visita dele serviu para movimentar a opinião pública, porque as pessoas já conhecem a posição dele sobre esses assuntos.



A vinda dele deixou certos setores, como o Ministério da Saúde, em pânico. Isso é fato. Quanto ao relativismo, que o papa tanto critica, ele é autodestrutivo. O relativismo é uma doutrina que afirma que tudo é relativo. Então, se pode perguntar: “E essa afirmação: também é relativa ou é absoluta”.



Se tudo é relativo, mas essa afirmação é absoluta, então, tudo não pode ser relativo, porque a própria afirmação já é absoluta. O relativismo total e completo é semelhante a alguém que quer construir uma casa, mas se recusa a fazer qualquer tipo de alicerce. Essa casa não se sustenta, ela se destrói intrinsecamente. Assim como o cetismo é autodestrutivo. Ele diz: “A verdade não existe”. Pergunta-se: “Isso é verdade?”. Porque se isso é verdade, então, a verdade existe. Se é mentira, também.



Já o agnóstico diz: “A verdade existe, mas não pode ser alcançada”. Pode-se perguntar a ele: “Isso que você acabou de dizer é verdade ou não é? Se é, trata-se de uma verdade que você já alcançou”. O relativismo é uma praga, porque ele se dissemina no mundo e não deixa lugar para nada que seja estável, fixo, sólido. Qualquer terreno onde a pessoa pisa, ele é movediço. E tudo fica ao capricho da maioria. Se a maioria diz que abóbora é beterraba, fica sendo.


Se, como aconteceu nos Estados Unidos, se diz que o negro não é pessoa humana, fica sendo também, e a escravidão passa a ser algo de legítimo.



O seu livro, Aborto na Rede Hospitalar Pública: O Estado Financiando o Crime, parte do pressuposto de que a vida é um valor absoluto e não pode ser relativizado. Fale um pouco sobre ele.


O cerne da monografia é um salto triplo que o nosso administrador público fez. O primeiro salto é dizer que, no Brasil, aquele aborto que não tem pena associada a ele não é crime. O segundo salto foi dizer que o que não é crime é lícito. E o terceiro salto é dizer que aquilo que é lícito deve ser favorecido pelo Estado.


O primeiro salto, dizer que aquilo que não tem pena a ele associado não é crime, não é verdadeiro. O furto praticado entre parentes, ou seja, em prejuízo de ascendente, descendente ou cônjuge, é um crime tipificado no Código Penal. Mas por força do artigo 181, se um filho furtar do pai, o Estado, para preservar a intimidade da família, não aplica a pena.


A esse perdão legislativo, os juristas dão o nome de escusa absolutória. Coisa semelhante ocorre com outro crime, chamado favorecimento pessoal de criminoso, que é subtrair da autoridade policial um delinqüente, isto é, escondê-lo da polícia. Qualquer um que faz isso comete crime. Mas a lei perdoa e não aplica a pena se o crime já foi cometido nas seguintes circunstâncias: se quem prestou auxílio ao criminoso é ascendente, descendente, cônjuge ou irmão. Se isso já foi feito, o Estado não aplica a pena por misericórdia com o autor do delito.


Mas uma coisa é a não aplicação da pena para o delito consumado. Outra é a permissão prévia para praticá-lo. Não faria sentido, por exemplo, que eu pedisse para qualquer autoridade permissão para furtar do meu pai. Ou que o Estado oferecesse para as mães dos presidiários um curso para elas aprenderem como esconder seus filhos da polícia.


No caso do artigo 128 do Código Penal, a redação é a mesma. Ela diz: “não se pune”. E essa redação incomoda muito os penalistas favoráveis ao aborto, como Damásio Evangelista de Jesus, Frederico Marques, Magalhães Noronha e até mesmo Júlio Fabrini Mirabetti, que queriam que a redação fosse outra: não constitui crime. Mas a redação é “não se pune”, típica de escusa absolutória, ou seja, o crime permanece, logo, o Estado não pode favorecer o aborto na rede pública.


Tramita no Senado a Lei da Homofobia, que integra um amplo programa do governo Lula chamado Brasil Sem Homofobia. Os evangélicos têm lutado contra a aprovação dessa lei, que, segundo eles, coloca em risco a liberdade religiosa, podendo criminalizar os cultos e a própria Bíblia. O senhor concorda com essa avaliação?


Concordo plenamente. Aliás, os evangélicos têm sido bem mais ativos do que nós neste ponto. Se aprovada essa lei, um sacerdote ou pastor que fizer uma pregação contrária ao homossexualismo, comentando um trecho da Bíblia, poderá ser enquadrado num dos tipos penais previstos por ela.


Será considerado criminoso o reitor de um seminário que não permitir o ingresso de um seminarista por ele ser homossexual declarado, praticante, e que não queira abandonar essa prática. Assim como será considerada criminosa aquela mãe que dispensar sua babá por ela ser lésbica e temendo que ela vá corromper suas crianças. Também haverá crime se o dono de um estabelecimento comercial resolver impedir a prática de hábitos obscenos por parte de homossexuais.


O que essa lei quer fazer é dar direito ao vício. O homossexual tem direitos não porque é homossexual, mas apesar de ser homossexual. O bêbado, a prostituta, o ladrão têm direitos, mas não por causa da embriaguês, da prostituição ou do roubo, mas porque são pessoas. E, enquanto pessoas, os direitos deles estão na Constituição e também nos Dez Mandamentos.


Por que a pessoa pratica o homossexualismo ela tem de ter uma lei especial para protegê-la? Claro que não. Pois se não existe lei especial nem para proteger quem é casto. As pessoas que guardam a castidade são objeto de tanta chacota, na escola, no trabalho, e fica por isso mesmo. Por que quem pratica a luxúria, que é o vício oposto à castidade, merece ter superdireitos? Sem dúvida, essa lei traz o perigo iminente da perseguição religiosa, como já acontece em outros países.


Na Europa, o presidente da Conferência Episcopal Italiana teve de ser escoltado por policiais, devido a ameaças de morte por parte de ativistas gays; um pastor sueco foi condenado a um ano de cadeia por ter feito um sermão contra o homossexualismo; na Inglaterra, a Igreja Anglicana está sofrendo perseguição depois que foi aprovada a Lei de Orientação Sexual no país, semelhante à que querem aprovar no Brasil.


Quando da visita do Papa ao Brasil, o Grupo Gay da Bahia, liderado pelo antropólogo Luiz Mott, promoveu uma queima de fotos de Bento XVI na porta da Catedral da Sé em Salvador. Se um religioso fosse pregar na porta de uma boate gay, seria acusado de discriminação. Parece que ser homossexual dá status, imunidade, privilégios.



O governo que não tem dinheiro para ajudar a saúde pública tem 8 milhões de reais para destinar ao Programa Brasil Sem Homofobia. O governo que não tem dinheiro para asfaltar as nossas estradas pode financiar as paradas gays de exaltação ao homossexualismo. O cidadão que não tem direito à segurança nem dentro de sua própria casa agora tem que tomar muito cuidado com qualquer palavra porque ela pode ser interpretada como uma ofensa à hipersensibilidade dos homossexuais e esse cidadão será preso.



Os homossexuais podem fazer coisas que nenhum de nós pode fazer. O que vejo nisso tudo é um desejo insano de destruir a família. Se o governo promovesse a Marcha do Orgulho da Fornicação, para jovens que se orgulhassem de ter perdido a virgindade, ou a Marcha do Orgulho Adúltero, para homens que se orgulhassem de ter traído suas mulheres e vice-versa, seria um absurdo, obviamente. Mas a Marcha do Orgulho Gay, que ele patrocina, é pior do que isso. Mais grave do que os vícios que atentam contra a castidade, são os vícios que contrariam a própria natureza.

O adultério e a fornicação, por abomináveis que sejam, respeitam a complementaridade dos sexos, são realizados entre homem e mulher, de maneira natural. O que está errado na fornicação e no adultério é o tempo ou a circunstância em que o sexo é praticado: antes do casamento ou fora do casamento. Agora, um pecado contra a natureza tem uma gravidade especial. É o caso do homossexualismo. Ele não respeita nem mesmo o ato, que, em si, já é antinatural: não há complementação física, nem fisiológica, nem psicológica entre dois homens e entre duas mulheres. A união entre eles é estéril, não produz absolutamente nada.


E como os princípios da natureza fundam-se sobre os princípios da razão, como ensina São Tomás de Aquino, o homossexualismo promove a corrupção da natureza, que é a pior de todas as corrupções. O governo, ao escolher exatamente isso para glorificar, parece que está querendo esmagar completamente a família. E ainda não estamos no fim. Porque, segundo São Tomás de Aquino, o maior pecado contra a natureza não é o homossexualismo, mas a bestialidade, a conjunção carnal com animais, porque, nesse caso, não se respeita nem a espécie. Não se espante se, num futuro não muito distante, houver pessoas querendo se casar com animais em cartório.


Nesse dia teremos a Parada do Orgulho Bestial e o governo criará a Lei da Zoofobia para incriminar aqueles que falarem mal da conjunção carnal entre seres humanos e animais. Esse ódio à vida, à família, à sacralidade do sexo, à fidelidade conjugal é um poço sem fundo.



Por trás de todas essas práticas não subsiste uma espécie de onipotência antropocêntrica, decorrente de um ateísmo visceral, que tenta refazer o mundo à imagem e semelhança do homem?



Sim. E eu diria que, mais do que um ateísmo é um antiteísmo. O ateu acha que Deus não existe. Já o antiteísta reconhece que Deus existe, mas se rebela contra Deus, tentando se pôr no lugar dele. Eu diria que Marx não era ateu, era um antiteísta, que, desde sua tese de doutorado, professava um “ódio a todos os deuses”. Mas essa rebelião do homem contra Deus não é nova, está prevista no Genesis, que trata do fruto da árvore proibida: “Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal”.




Hoje, desde as revistas e programas de divulgação científica para jovens até as teses de doutorado nas universidades, prega-se uma oposição ferrenha entre religião e ciência. E, no Brasil, ao contrário do que ocorre na Europa e nos Estados Unidos, a ciência é vista como a verdade revelada, enquanto o religioso é relegado à condição de fanático. Como o senhor avalia esse maniqueísmo da mídia com a ciência e a religião?


Essa é uma falsa dicotomia, porque não pode haver contradição entre a verdade e a verdade. Há a verdade religiosa e há a verdade natural, que se costuma chamar de científica, e que não são excludentes. A verdade religiosa manda dar a Deus aquilo que é de Deus, ou seja, a ele a soberania sobre o universo criado.


Já a verdade das ciências naturais faz com que tenhamos um conhecimento cada vez maior da natureza criada por Deus e, através desse conhecimento, poderemos glorificar o criador. Pode haver uma harmonia perfeita entre ciência e religião. Quem se recusa radicalmente a perceber isso nem pode ser chamado de cientista, é pseudocientista. Conheço cientistas excelentes que acreditam em Deus, respeitam a religião e estão do lado da vida. Os que se valem do conhecimento para matar e mutilar pessoas estão reeditando um período da história em que a ciência era usada para manipular pessoas, oprimindo os fracos e descartando os indesejáveis.


O senhor está dizendo que muitos cientistas, hoje, ao se oporem radicalmente aos valores cristãos, estão incorrendo na ética nazista?


Estamos caminhando para isso. Na Segunda Guerra Mundial, os campos de concentração utilizavam os seres considerados subumanos ou infra-humanos como farragem científica. E ninguém pode negar que os nazistas conseguiram progressos científicos importantes com essas experiências. Um deles foi como fazer para que os pilotos que caíam em água gelada com seus aviões tivessem recuperação.


Os nazistas fizeram experimentos hipotérmicos horríveis com prisioneiros dos campos de concentração e verificaram que o aquecimento rápido, logo após uma queda na água gelada, poderia evitar a morte desses pilotos. Também houve uma dupla de médicos nazistas, Julius Hallervorden e Hugo Spatz, que obtiveram sucesso no tratamento de uma doença que ataca o cérebro, usando prisioneiros judeus como cobaias.


Na época, se alguém criticasse o fato de terem conseguido resultados científicos à custa de vidas humanas, de vidas inocentes, os nazistas iriam alegar: “Esses que foram sacrificados em nome da ciência não pertenciam à raça ariana, eram sub-homens”.




Hoje, estamos vivendo a mesma coisa. Em nome da ciência, advoga-se o sacrifício de embriões humanos que estão congelados em nitrogêneo líquido. Se eles tem 46 cromossomas e pertencem à espécie humana, por que podem ser sacrificados? Por são jovenzinhos, ainda não têm a medula espinhal formada e estão dando mais prejuízos do que lucro. Então, os defensores da matança de embriões dizem que vão dar um destino mais digno para eles: seus tecidos serão manipulados para obter o tratamento de doenças degenerativas com células-tronco.


Esse é o argumento mais forte em defesa do uso de células-tronco embrionárias.


E é o mais falacioso também. Porque até hoje nenhum paciente foi curado com o uso de células-tronco embrionárias — todos que já foram curados o foram com o uso de células-tronco adultas. O tratamento com células-tronco embrionárias foi sempre um fracasso generalizado. Mesmo assim, para que fosse aprovada a Lei de Biossegurança, em 2005, os pseudocientistas não hesitaram em manipular deficientes físicos, em cadeiras de roda, dando a eles esperanças falsas de que seriam curados com a aprovação da lei.


Não podemos nos esquecer que a Lei de Biossegurança mistura, no mesmo artigo, ser humano com soja transgênica. E qualquer um que estranha essa mistura e a denuncia como um atentado à vida, à dignidade humana, imediatamente é tachado de inimigo da ciência e tratado como fanático religioso, como retrógrado. Parece que a vida humana já não vale nada em si mesma, mas somente em idade, em tamanho, em grau de desenvolvimento.

Ora, se a vida humana não tem um valor intrínseco, não vale por si mesma, isso cria um precedente perigosíssimo — abre-se caminho para a manipulação da pessoa humana como cobaia. Quando se usa a ciência para invadir o terreno inviolável da dignidade humana, estamos fazendo uma reedição piorada do que ocorreu em Esparta, que sacrificava os recém-nascidos inadequados para o exército.


Na verdade, o que estamos vivendo hoje é uma reedição piorada do nazismo.



PADRE LUIZ CARLOS LODI

"O aborto gera cobaias humanas”