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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Egoismo X Amor

Hoje pela manhã eu me deparei com duas histórias no mínimo inquietantes, e conto a vocês.

A primeira, absurda, no site do IPCO - Instituto Plínio Correa de Oliveira, um site excelente pró vida, pró família e pró valores católicos, fala sobre as pessoas que tem em seus animais, seus filhos e ainda insistem que é bom pois "minhas cachorras não dão trabalho algum, não reclamam de nada, estão sempre de bom humor"... o site coloca as palavras da "mãe" dos animais e deixa para os leitores comentarem as atrocidades que ela fala... vale a pena ler o texto e mais ainda, os comentários, para verificar como os valores ainda existem em nossa sociedade, apesar dessa insana "moda" de egoismo.

A segunda história, muito comovente. Recebi a informação de um blog de uma jornalista, mãe de uma criança anencéfala, que viveu por 3 dias, e que conta sua história... é muito bonito perceber que ainda existem mães verdadeiras que se doam, amam, amam e amam, incondicionalmente, como seria esperado de qualquer mãe, e não se afundam em seu egoísmo ao saber que seu filho pode morrer ao nascer, resolvendo matá-lo logo para que ela (a mãe) não sofra, impedindo essa criança de ser amada, querida, e tomando para si algo que deveria ser só de Deus: a decisão de quando alguém deve viver ou deve morrer.
Esse blog é novo, mas suas duas primeiras publicações já tocam muito a quem lê.

Sugiro também a leitura de um outro: da Amada Vitória de Cristo, um bebê que nasceu com Acrânia, falta do crânio, e que logo na gravidez, foi também diagnosticado como "incompatível com a vida"... essa bela bebezinha, que deveria morrer ao nascer, já fez um ano e 8 meses de vida, mostrando a todos nós que quem decide essas coisas não são os médicos e nem a ciência. Esses deveriam lutar para defender a vida, e não dizer às mães que seu filho não vai viver muito então é melhor matar já...

Essas histórias me comovem, pois mostram que ainda existem mães e pais (como os dos blogs acima) que lutam bravamente pela vida, saúde e felicidade de seus filhos, mesmo indo contra toda uma sociedade egoista e cruel.

Sim, um filho dá trabalho, tira noites de sono, tira nossa liberdade de fazer o que queremos... um filho especial, mais ainda. E aí está a maior beleza desses pais e mães, mais especiais ainda que seus filhos especiais, que fazem de sua vida, um exemplo de amor e doação a seus queridos filhos.

Certamente, nosso pai que está no céu os recompensará por tanto amor e tanta doação.

Quero sugerir também que você passeie no fim de semana em outro blog pró vida: Vida Sim, Aborto Não, com muitas informações interessantes na defesa da Vida.

Grande abraço e um abençoado fim de semana para você.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Milagre atribuído a João Paulo II

Nenhuma objeção ao milagre atribuído a João Paulo II
Confirma o arcebispado francês de Aix-en-Provence
Por Jesús Colina

PARIS, quinta-feira, 11 de março de 2010 (ZENIT.org). – A análise do suposto milagre vivido por uma religiosa francesa que sofria do mal de Parkinson, atribuído à intercessão de João Paulo II, atende às exigências estabelecidas pela Congregação para as Causas dos Santos, confirmaram fontes oficiais da Igreja na França.

A Conferência Episcopal Francesa publicou nessa quarta-feira em sua página na web (http://www.cef.fr/) um comunicado do sacerdote Luc Marie Lalanne, chanceler do arcebispo de Aix-en-Provence, em que são desmentidas supostas alegações de que a irmã Marie Simon Pierre teria sofrido uma recaída em sua doença.

“Em nome da Congregação das Pequenas Irmãs das Maternidades Católicas e do Arcebispado de Aix-en-Provence, desminto categoricamente esta afirmação”, diz o padre Lalanne. “A irmã Marie Simon Pierre continua a gozar da mais perfeita saúde”, sublinha.

A religiosa de 48 anos, que oferece sua obra de caridade numa maternidade de Paris, está bem, como testemunham diversas pessoas a ela ligadas.

“Conforme declarou recentemente a assessoria de imprensa da Santa Sé, o processo romano referente a esta cura potencialmente milagrosa encontra-se em fase inicial e segue seu curso em condições normais, com toda a seriedade e precisão exigidas para as investigações que precedem o reconhecimento de um milagre”, conclui o comunicado do chanceler.

A investigação diocesana sobre a suposta cura inexplicável da irmã Marie Simon Pierre, que teria ocorrido em junho de 2005, foi conduzida em 2007 pela arquidiocese de Aix-en-Provence, em cuja jurisdição se encontra a maternidade na qual a freira trabalhava na época.

Ainda que Bento XVI tenha concedido a licença para a não observância do prazo mínimo de cinco anos exigido para a condução da causa de beatificação de João Paulo II, o processo está sendo submetido a todas as fases exigidas como em qualquer outro caso, entre as quais está previsto o reconhecimento, por uma comissão médica, de uma cura inexplicável, que em seguida deve ser reconhecida como um “milagre” por uma comissão teológica, por uma comissão de cardeais e bispos e, finalmente, pelo próprio Papa.

O postulador da causa de beatificação de Karol Wojtyła, o sacerdote polonês Slawomir Oder, explicou em 27 de março de 2007 que o caso da irmã Marie Simon Pierre foi escolhido, dentre diversos outros apresentados, por dois motivos: por ela ter sido curada de uma doença que também acometeu o Papa, e porque, uma vez curada, pôde continuar a se dedicar à “batalha pela defesa da vida” na maternidade, como fez o pontífice polonês em seu magistério e ministério.
Fonte: Zenit.com

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Os milagres de Cristo são reais ou apenas simbólicos?

Os milagres de Cristo são reais ou apenas simbolicos?
É claro que para a Igreja os milagres de Jesus são auténticos e verdadeiros; todos foram reais; nada é simbólico de acordo com o Magistério da Igreja, a Biblia e a Sagrada Tradição.
Os milagres de Jesus, especialmente a sua Ressurreição, são as provas inequívocas de sua divindade. São João disse no final do seu Evangelho: "Fez Jesus, na presença de seus discípulos, muitos outros milagres, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos, para que creais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e para que crendo, tenhais a vida em seu nome." (Jo 20,31).
Veja por exemplo o que diz o Catecismo da Igreja:
§1335 - O milagre da multiplicação dos pães, quando o Senhor proferiu a bênção, partiu e distribuiu os pães a seus discípulos para alimentar a multidão, prefigura a superabundância deste único pão de sua Eucaristia (cf. Mt 14, 13-21; 15,32-39).
O Concilio Vaticano II , na Constituição Dogmática 'Dei Verbum" disse no §19:19 - "A Santa Mãe Igreja firme e constantemente creu e crê que os quatro mencionados Evangelhos, cuja historicidade afirma sem hesitação, transmitem fielmente aquilo que Jesus, Filho de Deus, ao viver entre os homens, realmente fez e ensinou para salvação deles, até o dia em que foi elevado (cf. At 1, l-2).
Os Apóstolos, após a ascensão do Senhor, transmitiram aos ouvintes aquilo que ele dissera e fizera, com aquela mais plena compreensão de que gozavam, instruídos que foram pelos gloriosos acontecimentos concernentes a Cristo e esclarecidos pela luz do Espírito da verdade.
Os autores sagrados escreveram os quatro Evangelhos, escolhendo certas coisas das muitas transmitidas ou oralmente ou já por escrito, fazendo síntese de outras ou explanando-as com vistas à situação das igrejas, conservando enfim a forma de proclamação, sempre de maneira a transmitir-nos verdades autênticas a respeito de Jesus.
Pois foi esta a intenção com que escreveram, seja com fundamento na própria memória e recordações, seja baseado no testemunho daqueles que foram desde o princípio testemunhas oculares e que se tornaram ministros da Palavra, para que conheçamos a solidez daqueles ensinamentos que temos recebido (Lc 1, 2-4)."
Prof. Felipe Aquino
Data Publicação: 23/10/2007
Fonte: Cleofas

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Nossa Senhora do Marrom Glacê


FRANCISCO ALMEIDA ARAÚJO, EX-PASTOR PROTESTANTE CONVERTIDO AO CATOLICISMO


O autor do livreto "Em Defesa da Fé", o agora diácono católico Francisco Almeida Araújo, publicou (na mesma obra) o seguinte testemunho, intitulado "Nossa Senhora do Marrom Glacê".
Nossa Senhora possui muitos títulos. Afinal, ela é Rainha por ser a Mãe do Rei dos Reis, Nosso Senhor Jesus Cristo. Como Rainha, é natural que tenha tantos títulos, sendo, no entanto, ela a única e mesma pessoa.
Esse inusitado, e até exótico título: "Nossa Senhora do Marrom Glacê " estou dando para narrar um pouco do muito amor que a Virgem Maria tem demonstrado por mim, pobre pecador. Seria longo contar todo o meu itinerário religioso. Não cabe fazê-lo aqui, nesse artigo. Pretendo contar toda a minha vida num livreto que estou preparando. Há certas passagens desse itinerário que não posso dele orgulhar-me. São tempos de contradição, paradoxais mesmo. Sei, no entanto, que Deus me permitiu tantas experiências para hoje reconhecer sua Misericórdia e poder melhor orientar alguns irmãos.
Na minha ignorância escrevi, ensinei e preguei contra a Igreja, o santo Padre, o Papa, seus Ministros, Eucaristia, a Virgem Maria...Tempos obscuros esses de cegueira espiritual. Nessa caminhada cheguei a ser ordenado Pastor protestante e professor de teologia em algumas Faculdades Protestantes.
Por que deixei de ser protestante e agora sou católico pela graça de Deus? É o que pretendo narrar aqui, mesmo que de forma muito resumida.
Tudo aconteceu por causa de um estudo que fiz sobre a Ceia do Senhor, em (I Coríntios 11,23-32) passagem que já havia pregado tantas vezes, que tinha estudado com seriedade. Ao ler os versículos 23 e 24: "Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o Pão, e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: "Isto é o meu Corpo que é entregue por vós..." Volto a afirmar: quantas vezes havia lido, estudado e pregado esse texto! Mas nesse dia foi diferente. As palavras do Senhor falaram fundo ao meu coração: "Isto é o meu Corpo".
Eu havia aprendido com meus professores de teologia, estudado nos compêndios clássicos da teologia protestante que o texto devia ser entendido com "representa" o meu corpo, "simboliza" o meu corpo. Eu havia aprendido ainda que tudo aquilo era um mero memorial, nem mesmo era sacramento, mas uma simples ordenança...Mas ali estava a Palavra de Deus dizendo claramente; "Isto é o meu Corpo".
Sem deixar transparecer tudo o que se passava em meu coração, sem nada revelar a ninguém, iniciei um estudo mais sério, mais cuidadoso, sobre o assunto. Li e reli várias vezes os Evangelhos e todo o restante do Novo Testamento em busca de uma resposta que acabasse com aquela dúvida em meu coração.
Após algum tempo de estudos, regados de lágrimas e orações, estando um dia de joelhos em meu quarto, a sós, com a Bíblia aberta sobre a cama, estudando no Evangelho de (João 6,25-71), descobri a maravilhosa verdade sobre a Eucaristia. Caí em prantos de alegria incontida. Havia, há poucas horas, me ajoelhado como um Pastor protestante, embora com o coração aflito, cheio de dúvidas, e eis que agora me levanto como Católico Apostólico Romano!
Deus seja bendito para sempre!Eu sabia que somente a Igreja Católica ensinava a verdade sobre a Eucaristia: a presença real do Cristo na Hóstia e no Vinho consagrados. É uma longa história contar como foi minha confissão para minha esposa e filhos... Todos bem integrados no Protestantismo: dois de meus filhos, os mais velhos, como co-pastores em Curitiba. Uma filha estudando teologia e um outro filho trabalhando também no meio protestante. Isso fica para o meu livrete. Também a reação dos meus irmãos Protestantes.
O que devo dizer é que sofri muito... Minha família também. Fui então procurar um Padre e confessar a ele a minha decisão e também dúvidas sobre tantos outros assuntos como: imagens, purgatório, comunhão dos Santos, virgindade perpétua de Nossa Senhora... Deus me guiou ao bom Monsenhor José Lélio Mendes Ferreira, pároco da igreja de São João Batista, em Atibaia, Estado de São Paulo. Ele me recebeu com muito amor e atenção, o que é próprio desse servo do Deus altíssimo. Apresentou-me ao piedoso e culto Bispo, meu grande bom amigo, Dom Antonio Pedro Misiara.
Fiz minha caminhada até reencontrar o Cristo na Eucaristia e ver posteriormente filhos fazendo a Primeira Comunhão. Quando deixei os Protestantes era mês de outubro. Fiquei portanto desempregado... Logo as economias se acabaram. Não conseguia emprego embora professor formado pela Universidade... Tudo porque era final de ano letivo. Sem que Mons. Lélio ou Senhor Bispo soubessem, eu e minha família ficamos sem alimentos... Como morávamos numa chácara, passamos a comer somente mandioca que ali existia. Acabaram-se as boas amigas mandiocas e ficamos dois ou três dias sem alimento algum. Rezávamos intensamente pedindo ajuda de Deus.
Com muito estudo, descobri na Palavra de Deus, a Bíblia, todas as maravilhas verdades sobre a Virgem Maria e sobre as santas doutrinas de nossa Igreja Católica. Tudo obra da graça de Deus.
Num desses dias de jejum forçado, uma de minhas filhas, a Susan (na época tínhamos oito filhos e hoje nove, graças a Deus) me disse: "Papai, estou morrendo de fome, mas sinceramente o meu maior desejo é comer um pedaço de marrom glacê ". É o doce preferido dela. Em resposta e sem pensar, lhe disse: "Pois vá ao seu quarto, dobre seus joelhos e peça à Virgem Maria uma lata de marrom glacê ". Ela respondeu firme: "Pois eu vou pedir agora mesmo, e quero ver se a Virgem Maria ouve mesmo orações" .
Um esclarecimento: já éramos católicos, mas dado ao bloqueio psicológico, devido aos anos de pregações ouvidas e livros lidos contra Nossa Senhora, não éramos capazes de rezar a "Ave Maria" ou outra oração Mariana, com convicção, com o coração. Tinha Nossa Senhora na mente, mas não sabia que faltava vir ao coração.Eu não sei, confesso-o, como transmitir aqui o que se passava comigo nesse sentido. Espero que o leitor me entenda.
Voltando ao momento em que ouvi aquela resposta de minha filha Susan, minha esposa que também a ouviu e o que havia dado como resposta à Susan, disse-me: "Você não devia ter dito isso, pois a Susan pode pedir uma lata de doce marrom glacê e não receber. Quem sabe Deus quer provar mais ainda nossa fé". Ela tinha razão e muito séria, o que contarei no meu livrete. Respondi então à minha esposa: "Vamos, então, para o nosso quarto pedir a Nossa Senhora que não permita a Susan perder sua fé, tão nova e ainda pequena".
Susan já estava fazendo o pedido em seu quarto. Eu e minha esposa nos ajoelhamos em nosso quarto, e rezamos uma "Ave Maria" e uma oração espontânea dirigida à Virgem Maria. Pedimos que guardasse a fé de Susan. É claro que não pedimos o marrom glacê.
No outro dia de manhã, alguém bate palmas lá no portão de entrada de nossa chácara. Pelo vitrô vi que era um jovem de barbas e com um crucifixo bem visível numa corrente ao pescoço. Vi logo que não eram os meus irmãos Protestantes que novamente vinham discutir Bíblia comigo, na vã tentativa de demover-me de ser católico. Meu filho Alden correu e abriu o portão. Ele, o jovem, se fazia acompanhar de também uma jovem senhora. Estavam num carro "Fusca" amarelo.
Eu, esposa e filhos já estávamos na varanda para recebê-los. O jovem então disse: "Pastor Francisco, eu sou o Padre José Carlos Brilha" (o meu bom amigo Padre Brilha!) e essa é a Magui? (apelido carinhoso de Maria Guilhermina Michele). Disse então, do prazer em conhecê-los. Ainda na varanda, Magui me disse que estava trazendo de presente para nós alguns alimentos.
Mal acabando de dizer essas palavras, abriu a porta do seu carro, do lado do motorista, reclinou o banco e de uma das caixas que se encontravam sobre o banco traseiro, retirou uma lata e olhando para minha filha Susan, Disse: "E essa lata de doce foi Nossa Senhora que lhe mandou". Era uma lata de marrom glacê!Nossa Senhora atende orações sim. Ali estava a prova. Ela atendeu o pedido de Susan.
Oito filhos, e abaixo da Susan um filho e uma filhinha. Por que logo para Susan? Sim, eu sei a resposta. Era a Mãe do Céu que queria entrar no meu coração, no coração daquela família. Não bastava tê-la em nossa mente. Aquele momento foi de lágrimas e de louvor ao Altíssimo Deus por nos ter dado tão sublime Mãe. Naquele momento, nosso amor e nossa fé na Virgem Maria cresceu profundamente. Foi como o desabrochar de uma flor.
Desde aquela data, estamos trabalhando no Reino de Deus, falando das glórias da Virgem Maria onde quer que vamos. Muitas e muitas graças eu e minha família temos recebido pelas mãos de Nossa Senhora.
Pelas mãos da Mãe do Céu viemos residir em Anápolis, Goiás, e aqui pelas mãos santas do nosso muito amado Bispo Dom Manoel Pestana Filho, esse culto e inteligente defensor da sã doutrina, nosso orientador espiritual, nosso líder da Fé, recebemos a Ordenação ao Diaconato Permanente. Somos Diácono de Cristo a serviço de Nossa Senhora. Sou Diácono da Virgem Maria. Glória a Deus!
Penso que os leitores entenderam agora a razão do título que dei à Virgem Maria neste artigo. Voltaremos, se Deus nos permitir, a falar das glórias da Virgem Maria.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

MEU SACERDÓCIO E UMA DESCONHECIDA

MEU SACERDÓCIO E UMA DESCONHECIDA


Em 1869 estavam juntos o bispo de uma diocese na Alemanha e seu hospede, o bispo Ketteler de Mainz (1811-1877). Durante a conversa o bispo diocesano elogiava as tantas obras benéficas de seu hospede. Mas o bispo Ketteler explicou ao seu interlocutor:


“Tudo o que alcancei com a ajuda de Deus, o devo às preces e ao sacrifício de uma pessoa que não conheço. Posso somente dizer que alguém ofereceu a Deus sua vida em sacrifício para mim e graças a isso tornei-me sacerdote”.


E continuou: “Antes eu não me sentia destinado ao sacerdócio. Eu havia prestado alguns exames na faculdade de direito e desejava fazer uma rápida carreira que me permitisse ter um lugar de prestígio no mundo, ser respeitado e ganhar muito dinheiro. Um evento extraordinário, porém impediu-me tudo isso e conduziu minha vida em outras direções.


Uma noite, enquanto eu estava sozinho no meu quarto, abandonei-me aos meus sonhos de ambição e aos planos para o futuro. Não sei o que me aconteceu, não sei se estava acordado ou não. O que eu via era a realidade ou um sonho? Só uma coisa sei com certeza: vi aquilo que sucessivamente provocou a virada da minha vida. Claro e límpido, Cristo estava por cima de mim numa nuvem de luz e mostrava-me seu Sagrado Coração. Frente a Ele estava uma freira ajoelhada com as mãos erguidas em posição de imploração. Da boca de Jesus ouvi as seguintes palavras: ‘Ela reza ininterruptamente por ti!’.


Eu via com clareza a figura da irmã, e sua fisionomia me impressionou de maneira tão forte que ainda hoje a tenho frente aos meus olhos. Ela me parecia uma pessoa muito simples. Sua roupa era pobre e rude, suas mãos avermelhadas e calosas pelo trabalho pesado. Qualquer coisa que tenha sido, um sonho ou não, para mim foi extraordinário pois fui atingido no íntimo e a partir daquele momento resolvi me consagrar inteiramente a Deus no serviço sacerdotal.


Recolhi-me num mosteiro para os exercícios espirituais e conversei sobre tudo isso com meu confessor. Comecei os estudos de teologia aos trinta anos. O resto o senhor já conhece. Se agora o senhor acredita que algo de bom foi feito com minha intermediação, saiba de quem é o mérito: daquela irmã que rezou por mim, talvez sem sequer me conhecer. Tenho certeza que por mim se rezou e ainda se reza em segredo e que sem aquela prece eu não poderia alcançar a meta à qual Deus me destinou”.


“Tem idéia de quem reza pelo senhor e onde?” perguntou o bispo diocesano.


“Não. Posso somente pedir a Deus que a abençoe, se ainda vive, e que lhe devolva mil vezes o que fez por mim”.


No dia seguinte, o bispo Ketteler foi visitar um convento de freiras na cidade próxima e celebrou para elas a S. Missa na capela. Quando estava prestes a terminar a distribuição da S. Comunhão, já na ultima fileira, seu olhar deteve-se sobre uma irmã. Seu rosto empalideceu e ele ficou imóvel, mas logo retomou-se e deu a comunhão à freira que não percebera nada e estava devotadamente ajoelhada. Então concluiu serenamente a liturgia.


Para o café da manhã chegou ao convento também o bispo diocesano do dia anterior. O bispo Ketteler pediu à madre superiora que lhe apresentasse todas as irmãs e elas chegaram imediatamente. Os dois bispos se aproximaram e Ketteler as cumprimentava observando-as, mas via-se com clareza que não encontrava o que estava procurando.


Em voz baixa dirigiu-se à madre superiora: “Estão todas aqui as irmãs?”


Ela olhando o grupo respondeu: “Excelência, mandei chamá-las todas, mas de fato falta uma!”.


“E porque não veio?”


A madre respondeu: “Ela cuida do estábulo, e de maneira tão exemplar que às vezes no seu zelo esquece das outras coisas”.


“Desejo conhecer esta irmã”, disse o bispo. Pouco depois a freira chegou. Ele empalideceu e após ter dirigido algumas palavras a todas as freiras pediu para ficar a sós com ela.


“Você me conhece?” perguntou.


“Excelência, eu nunca o vi!”.


“Mas você rezou e ofereceu boas obras por mim?” queria saber Ketteler.


“Não tenho consciência disto, pois não sabia da existência de Vossa Excelência”.


O bispo ficou alguns instantes imóvel em silêncio, depois continuou com outras perguntas. “Quais devoções ama mais e pratica com maior freqüência?”


“A veneração ao Sagrado Coração”, respondeu a irmã.


“Parece que você tem o trabalho mais pesado de todo o convento!” continuou. “Ah não, Excelência! Certamente não posso negar que às vezes me repugna”.


“Então o que você faz quando é atormentada pela tentação?”. “Acostumei-me a enfrentar, por amor a Deus, com zelo e alegria todas as tarefas que me custam muito e depois oferecê-las por uma alma no mundo. Será o bom Deus a escolher a quem dar a Sua graça, eu não quero saber. Também ofereço a hora de adoração da noite, das vinte às vinte e uma horas, para essa intenção”.


“E como teve a idéia de oferecer tudo isso por uma alma?”


“E’ um costume que eu já tinha quando ainda vivia no mundo. Na escola o pároco nos ensinou que devíamos rezar pelos outros como se faz para os próprios parentes. E também acrescentava: ‘Seria necessário rezar muito para aqueles que correm o risco de se perderem para a eternidade. Mas visto que só Deus sabe quem tem mais necessidade, a coisa melhor seria oferecer as orações ao Sagrado Coração de Jesus, confiantes na sua sabedoria e onisciência’. E assim eu fiz, e sempre acreditei que Deus encontra a alma certa”.


“Quantos anos você tem?” Perguntou Ketteler. “Trinta e três anos, Excelência”.


O bispo, impressionado, interrompeu-se um instante e depois perguntou: “Quando você nasceu?” A irmã disse o dia de seu nascimento.


O bispo então fez uma exclamação: tratava-se exatamente do dia de sua conversão! Ele a vira exatamente assim, à sua frente como estava naquele momento. “Você não sabe se as suas preces e os seus sacrifícios tiveram sucesso?”


“Não, Excelência”.


“E não gostaria de saber?”.


“O bom Deus sabe quando fazemos algo de bom, isso me basta”, foi a simples resposta.


O bispo estava abalado: “Então, pelo amor de Deus, continue com essa obra!”. A irmã ajoelhou-se à sua frente e pediu a benção.


O bispo levantou solenemente as mãos e com profunda comoção disse: “Com os meus poderes episcopais, abençôo sua alma, suas mãos e o trabalho que elas cumprem, abençôo suas orações e seus sacrifícios, seu domínio de si e sua obediência.


A abençoo principalmente para sua última hora e peço a Deus que a assista com Sua consolação”. “Amém”, respondeu pacata a irmã e se afastou.


Fonte: Congregatio Pro Clericis

Recebido por e-mail do Grupo Mensagens Cristãs. mailto:msg_crist%40hotmail.com

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Novo milagre de Lourdes?


A cada dia tenho mais motivos para amar nossa Igreja Católica. Perceba como os milagres que acontecem em nossa religião são confirmados com todo o esmero, cientificamente, antes de declará-los um milagre.

Abraço e bom fim de semana!


João Batista


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ROMA, 27 Ago. 09 (ACI) .



- Uma mulher italiana que há quatro anos luta contra uma agressiva e incurável doença degenerativa, deixou sua cadeira de rodas e recuperou a capacidade de caminhar depois de visitar o santuário Mariano de Lourdes no início deste mês.


O caso, que chamou a atenção da imprensa italiana, é protagonizado por Antonia Raco, que foi diagnosticada com esclerose lateral amiotrófica, também conhecido como o mal de Lou Gerihg, uma enfermidade que gera uma paralisia muscular progressiva e tem prognóstico mortal.


Raco já não podia caminhar por causa da enfermidade, mas empreendeu uma viagem ao santuário francês no dia 5 de agosto passado. Diz que quando estava em uma das piscinas de Lourdes "escutei uma voz de alento e uma forte dor nas pernas".


"Desde que retornei tornei a caminhar, fiz minhas coisas com normalidade e inclusive corri", declarou à agência ANSA desde seu lar em uma aldeia próxima à cidade de Potenza.Raco ainda não usa a palavra "milagre" e prefere falar de um "ato de misericórdia".


Em uns dias, Raco será examinada por um especialista no prestigioso hospital Molinette de Turin, onde recebeu tratamento desde ano 2006.