Grupos do Google
Receba em seu e-mail as postagens Católicos Somos
E-mail:

terça-feira, 21 de maio de 2013

Controle de Natalidade X Regulação Natural



Controle de Natalidade vs. Regulação Natural

Quem propõe o "controle da natalidade" por meios artificiais o fazem movidos por vários mitos à respeito dos métodos naturais de regulação da natalidade:
"são antiquados e poucos eficazes" "são muito complicados" "são inviáveis"
Mas a Verdade é outra:
Os métodos naturais, especialmente os mais modernos, têm o suporte científico mais desenvolvido e consistente.
Dado que respeitam os ritmos naturais da pessoa, uma vez aprendidos, os métodos naturais se incorporam facilmente ao ritmo da vida das pessoas.
Os métodos naturais não têm nada de inviáveis. Certamente supõem o diálogo, o autodomínio e a corresponsabilidade do casal, mas isto, em vez de uma desvantagem, é o grande benefício comparativo dos métodos naturais que nenhum método artificial poderá jamais dar: compreensão, respeito mútuo, diálogo do casal e a conseqüente contribuição ao desenvolvimento integral de cada uma das pessoas.

Segundo estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde, os métodos naturais de planejamento familiar demonstraram possuir uma ampla superioridade sobre os métodos artificiais (anticoncepcionais-abortivos) em diversos aspectos. Em tais estudos demonstrou-se que eram fáceis de aprender e de aplicar pela mulher em qualquer que fosse seu nível cultural (demonstrou-se que podem ser aprendidos e aplicados com êxito inclusive por mulheres carentes de instrução mínima), que eram aceitos com preferência aos métodos artificiais e, o mais importante, revelaram-se sumamente eficazes em evitar a gravidez. A todas estas vantagens agrega-se que por sua natureza respeitam a integridade e dignidade da pessoa humana sem lesionar seus direitos.
Um estudo multicêntrico, que abarcou importantes cidades de diversos pontos do mundo e distantes entre si (Auckland, Bangalore, Manila e El Salvador) demonstrou que 93% das mulheres férteis estava em condições de reconhecer e interpretar o momento de fertilidade desde seu primeiro ciclo menstrual (destaca que o grupo de El Salvador incluía 48% de analfabetas). O estudo conclui que as probabilidades de concepção nos períodos determinados como inférteis era de 0,004%, quer dizer, menos de meio por cento.Em contraposição aponta-se que o índice de gravidezes utilizando métodos artificiais para o controle da natalidade, varia de 1% (pílulas combinadas estrógeno-progesterona) até 20-23% em usuárias de anticoncepcionais orais.
Em um estudo realizado em Calcutá, Índia, sobre a eficácia do Método da Ovulação, informou-se de uma porcentagem próxima a 0 (zero) sobre uma população total de 19.843 mulheres pobres e de diversas crenças religiosas (57% hindús, 27% islâmicas, 21% cristãs).
As conclusões do estudo da Organização Mundial da Saúde sobre a eficácia do Método da Ovulação foram as seguintes:
Por meio de ecografia ovárica determinou-se que os sintomas do muco cervical identificam com precisão o momento da ovulação.
Todas as mulheres, de qualquer nível cultural e educacional podem aprender o método da observação do muco cervical para reconhecer quando ocorre a ovulação.
A evidência mundial sugere que os métodos de controle natal, abstendo-se da relação sexual na fase fértil identificada pelos sintomas da ovulação, são equivalentes àqueles dos anticoncepcionais artificiais.
O estudo realizado entre 20.000 mulheres pobres em Calcutá, com uma porcentagem de gravidez próxima a zero, complementado com outros estudos em países em desenvolvimento, demonstram a efetividade do Planejamento Familiar com Métodos Naturais.
Os usuários do método estavam satisfeitos com a freqüência da relação sexual sugerida por este método de planificação familiar, o qual é econômico e pode ser especialmente valioso para os países em desenvolvimento (Cf. R.E.J. Ryder, British Medical Journal, Vol. 307, edição de 18 de setembro de 1993, pp. 723-725).
Comparando os dois métodos naturais mais seguros, os índices de efetividade são bastante parecidos (Cf. Dra. Zelmira Bottini de Rey, Dra. Marina Curriá, Instituto de Ética Biomédica, Curso de Planificação familiar natural, Universidad Católica Argentina Santa Maria dos Buenos Aires, abril de 1999):
-o índice para o Método da Ovulação ou Billings é 96.6% (Cf. American Journal of Obstretics and Gynecology, 1991).
-o índice para o Método Sintotérmico é de 97.7% (idem).
-o índice para o Método Sintotérmico em matrimônios altamente motivados para evitar a gravidez é de 97.2% (Cf. Guia para a prestação de serviços de PFN. OMS. Genebra, 1989).
Estes são índices muito altos e certamente não só alcançam mas que superam a muitos dos métodos artificiais mais eficazes. Lamentavelmente, as campanha de descrédito dos métodos naturais respondem não a bases científicas mas a preconceitos ideológicos e interesses econômicos.

Fonte: ACI Digital


http://www.acidigital.com/vida/natal-natural.htm

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Sexualidade Conjugal - Fidelidade e Exclusividade


Fiel e exclusivo: fins da sexualidade conjugal

Por: Nancy Escalante
Partimos do fato que a sexualidade é um dom mútuo, é união da carne de duas pessoas, homem e mulher, é o ato através do qual eles se tornam uma só carne. Aqui existe uma dimensão espiritual; quando se realiza, expressa e manifesta a ação unitiva que procede do amor conjugal. É através do ato conjugal que se realiza a doação-entrega-recepção, sendo um ato de amor conjugal com uma dimensão unitiva. Neste sentido, somente o amor divino conhece uma união amorosa mais profunda do que a elevada ao sacramento do altar.
São Tomás de Aquino explica que, através do matrimônio, o homem e a mulher formam uma comunidade com a finalidade de ajudar-se na vida matrimonial e familiar. Neste sentido, o fato de que a sexualidade humana não somente aconteça em períodos de fertilidade da mulher indica que – além da dimensão procriadora – existe a dimensão unitiva, sendo que o ato conjugal é algo mais do que o encontro entre dois sexos, é o encontro entre duas pessoas.

A dimensão amor–unitiva e a dimensão procriadora se encontram fundidas em um só ato e são inseparáveis. Portanto a fecundação é a expressão do amor conjugal que, por ser pleno e total, une os esposos, dando lugar à transcendência do amor e do seu ser.O ato sexual conjugal, ao ser um ato de amor, deve estar ordenado à união e, portanto, à procriação.
O Concílio Vaticano II afirma (const. Gaudium et spes, 50): “O matrimônio não é somente para a procriação, mas a natureza do vínculo indissolúvel entre os cônjuges e o bem da prole exigem que o amor mútuo dos esposos se manifeste e amadureça”.
A finalidade amorosa-unitiva é, por natureza, a finalidade imediata do ato conjugal, ou seja, personaliza o ato conjugal.Quanto à finalidade procriadora, trata-se do ato natural da pessoa-homem que fecunda a pessoa-mulher, é o ato de fecundação dirigido, portanto, a gerar filhos. Assim se explica o que ensina o Concílio Vaticano II, o matrimônio e o amor conjugal se ordenam à prole. Portanto:O ato conjugal, como expressão e manifestação do amor conjugal, não é lícito nem honesto fora do casamento.

A relação sexual extra matrimonial é uma falsidade, não é um ato de amor verdadeiro, ao contrário, é um ato egoísta.Tudo que for contra os fins do matrimônio é desonesto, como o uso de preservativos, o onanismo, a sodomia, a masturbação e a bestialidade, que constituem graves degradações do amor homem-mulher, uma vez que despersonalizam e vão contra a dignidade e a natureza da pessoa humana.Privar a sexualidade de sua potência procriadora, por qualquer meio, seja cirúrgico, mecânico ou químico, degrada e destrói o amor conjugal, e quando se chega ao aborto ou ao infanticídio se comete, além disso, um crime contra a vida humana.

De acordo com Gen 2, 18-24 e com a const. Gaudium et spes (n. 48), o casamento é a comunidade formada pelo homem e pela mulher unidos nas potências naturais do sexo, formando uma unidade na natureza que é, por sua vez, uma comunidade de vida e de amor.Esta comunidade de homem e mulher é a sociedade primária e nuclear da Humanidade: o núcleo fundador da família, primeira expressão da sociabilidade humana: (const. Gaudium et spes, 12).Segundo afirma o Concílio no c. 1055, e considerando o casamento um consórcio para toda a vida, ordenado – por sua própria índole natural – ao bem dos cônjuges e a geração e educação da prole, resulta óbvio que o bem dos cônjuges compreende a ajuda e o serviço mútuo.Neste sentido, com base nos textos bíblicos, o texto-chave é Gen 2, 18-24:Não é bom que o homem esteja sozinho; a pessoa humana é social por natureza, com uma essencial abertura ao outro pelo amor e pela cooperação em tarefas comuns.

Diante da solidão do primeiro homem, Deus propõe dar-lhe uma ajuda e essa ajuda é uma mulher. Ambos se unem como esposos, formando o primeiro núcleo familiar, a primeira comunidade conjugal, baseada na ajuda mútua e, pela diferenciação sexual, na geração e educação dos filhos. Este é o bem dos cônjuges, ao qual o casamento está dirigido. É preciso interpretar esta ajuda recíproca como própria de uma comunidade de vida e de amor, como uma relação interpessoal para o aperfeiçoamento recíproco material e espiritual, ao mesmo tempo que de participação na tarefa comum que o casamento supõe: a família, isto é, o lar, os filhos, as necessidades da vida pessoal e privada, etc.
Quanto ao bem dos cônjuges, trata-se de uma finalidade obtida pelo mesmo casamento, ou seja, pela vida matrimonial que torna o casamento uma comunidade de vida e de amor. O casamento contém em si tudo o que for preciso e conveniente para a obtenção desses fins. São, portanto, fins imediatos, e deles o casal recebe suficiente razão de ser e de bondade.
A finalidade da procriação e educação da prole não é a finalidade imediata do casamento, embora os filhos sejam concebidos no casamento, através do dom mútuo. É, portanto, a finalidade última, porque a comunidade conjugal está ordenada a procriar e educar os filhos no seio familiar: por este motivo, o matrimônio deve ser o núcleo da família.

Gaudium et spes, 50.BibliografiaJuan Pablo II. Homem e Mulher: Teologia do corpo. 3ra edição. (1999) Ed. Palabra.Sarmiento A. El matrimonio cristiano. Ed Eunsa. Navarra. Espanha.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Não leve os outros a Pecar


A MODÉSTIA CRISTÃ - Côn. José G. V. de Carvalho*

O fundamento bíblico que deve regular a modéstia cristã se acha em São Paulo: “Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? [...] Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo que reside em vós?” (1 Cor 6,15.19)

Uma onda incontida de despudor, sobretudo por influição dos meios de comunicação, envolve nossa vida social. Ultrapassam-se todos os limites do bom senso com uma malícia diabólica. Certa vez, este articulista disse a uma jovem mal trajada: “Se algum rapaz, num ímpeto errôneo de paixão, a atacar, quem deverá ir para a cadeia é você que anda com roupas indecentes, indecorosas, indignas de uma cristã”! 
 
Tudo que é flagrantemente provocador e atua para perverter a alma alheia através da carne deve ser evitado. Ninguém pode ser pedra de escândalo para os outros. Por vezes, até pessoas casadas, vêm se queixar com os sacerdotes dizendo estar difícil viver de maneira cristã por causa do traje de certas mulheres que lhes desencadeiam um turbilhão de maus desejos por força de uma moda imoral. Trata-se de uma maré de exibicionismo sensual e, o que é pior, até mesmo dentro das Igrejas e, mais horripilo ainda, à hora sacrossanta das Missas. Tudo isto paira nas raias do sacrilégio. É estar a serviço da tirania do mal. 
 
A um católico está vedado ir indecorosamente vestido a qualquer lugar, mormente a um Templo. A Igreja, lugar santo, habitação especial de Deus, onde Sua presença é mais real e efetiva e onde está Cristo, prisioneiro de amor no Sacrário, o qual se imola, dia a dia, no santo sacrifício da Missa pelos pecados da humanidade, merece um respeito, uma compostura e uma conduta edificante, rigorosamente impecáveis. 
 
Causa pena como se profanam nossas igrejas, onde, sem a mais leve preocupação, com um atrevimento que espanta, ignoram-se preceitos morais tão sérios. Trata-se de um desafio à infinita bondade de Deus e uma provocação a sua tremenda justiça Não é lícito, mormente no Templo, exibir decotes escandalosos, roupas colantes ou transparentes, saias curtas. Esta é a diretriz paulina: “Vossa modéstia seja notória a todos os homens. O Senhor está próximo [...] Atendei a quanto há de verdadeiro, de honroso, de justo, de puro, de amável, de louvável, de virtuoso, de merecedor de louvor” (Filipenses 4, 5-8). 
 
Mais espantoso ainda é ir comungar desta maneira. O celebrante, por motivos óbvios, não pode negar a Comunhão a certas pessoas que melhor estariam numa praia do que num recinto sagrado. Entristecem-se, porém, os padres zelosos diante de tanto desplante, ousadia, audácia, atrevimento. Há pessoas que se esquecem que a sedução pecaminosa, além disto, já é, em si mesma, uma falta grave perante o Ser Supremo.
Na Europa há um santo rigor, uma vez que ficam guardas às portas das Igrejas, impedindo que turistas entrem de qualquer maneira na Casa de Deus. O que se olvida é que ser um autêntico católico supõe viver em plenitude a modéstia, virtude sumamente agradável a Deus, manifestando, por toda parte, pudor, decência, gravidade, compostura!
* Professor no Seminário de Mariana - MG

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A importância do Papa



Um dos grandes pilares da Igreja católica, fator importante de sua admirável unidade, é o Papa. O sucessor de Pedro, Pastor desvelado, conduz a grei de Cristo, impedindo que as forças malignas triunfem, não obstante as mais graves e sérias crises através dos tempos.

Numa das encruzilhadas da História, João XXIII convocou oportunamente o Concílio Vaticano II e forneceu à Igreja uma bússola segura numa época de turbulências. Este Concílio foi um testemunho a mais da valia do Papa para que a Instituição estabelecida por Cristo não fosse tragada no torvelinho de erros que marcaram o final do século XX. Rejuvenescida a Igreja penetrou no novo milênio firme nas orientações de Paulo VI e no gloriosíssimo pontificado de João Paulo II.
Em nossos dias Bento XVI, cuja cultura vem deslumbrando o mundo, vai contornando todos os problemas, firme nos princípios eternos que sustentam a vida eclesial. (...)
Pois bem, entre as instruções do atual Papa estão várias sobre Pedro e seus sucessores. Lembra Bento XVI que após Jesus, Pedro é o mais conhecido citado 154 vezes no Novo Testamento. Salienta ainda aquele episódio quando Cristo foi cercado de uma grande multidão que estava na margem do Lago de Genezaré. Ele subiu à barca de Simão para dela poder doutrinar os ouvintes (Lc 5,1-3). Diz Bento XVI: "desse modo, a barca de Pedro converte-se na cátedra de Jesus".
Seguiu-se depois a pesca milagrosa, outro fato também muitíssimo significativo, tanto mais que Pedro ficara tão impressionado que pediu a Cristo: "Afasta-te de mim, Senhor, que sou um homem pecador" (Lc5,8). A resposta de Jesus foi clara: "Não temas. Desde agora serás pescador de homens" (Lc 5,10). Iniciava-se a grande aventura do primeiro papa que, como primeiro papa, viria mais tarde a ser martirizado em Roma.
Recorda ainda Bento XVI o acontecimento de Cesaréia de Felipe, quando à indagação do Mestre sobre que diziam os homens ser ele e Pedro deu a bela resposta: "Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo". Cristo então lhe promete o primado: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja" (Mt 16,18). Mais tarde, Jesus, após sua ressurreição, nas margens do Lago de Tiberíades confia a Pedro sua missão sublime, depois de lhe tomar um tríplice ato de amor: "Apascenta meus cordeiros ... apascenta minhas ovelhas" (Jo 21, 15-19). Trata-se da universalidade do rebanho, sem exceção alguma.

Pedro foi, de fato, constituído chefe supremo da Igreja e sua tarefa seria apascentar, ou seja, governar, Ele e seus sucessores seriam, realmente, "fundamento da Igreja de Cristo". Concluindo suas reflexões sobre o papel importantíssimo de Pedro, Bento XVI então suplica a todos os cristãos: "Rezemos para que o Primado de Pedro, confiado a pobres seres humanos, seja sempre exercido neste sentido original desejado pelo Senhor e para que o possam reconhecer cada vez mais em seu significado verdadeiro os irmãos que ainda não estão em comunhão conosco".
Eis aí, aliás, um dever elementar do batizado: rezar sempre pelo papa. Quando Pedro estava preso em Jerusalém a comunidade orou e veio um anjo e o libertou. (Atos 12,5 - 11), Além disto, na medida das possibilidades de cada um, generosa deve ser a contribuição para o Óbolo de São Pedro neste dia do Papa. Colaborar com o Óbolo de São Pedro é participar da caridade do Papa para com os mais pobres da terra. Foi desta ajuda, que Bento XVI fez uma valiosa doação, quando visitou a Fazenda Esperança, em Guaratinguetá, onde se trabalha pela recuperação de drogados, salvando vidas. Tal oferta foi resultado das doações dos católicos.

Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho - Professor no Seminário de Mariana - MG
Fonte: CatólicaNet

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Declaração da Pontifícia Academia para a Vida sobre A Pílula do Dia Seguinte



Declaração sobre a chamada "Pílula do día seguinte"


Como é comumente conhecida, a chamada pílula do dia seguinte recentemente foi posta à venda nas farmácias da Itália. Ela é um bem-conhecido produto químico (de tipo hormonal) que freqüentemente — mesmo na semana passada — tinha sido apresentado por muitos da área e pelos meios de comunicação de massa como um simples contraceptivo ou, mais precisamente, como um "contraceptivo de emergência", que se usado dentro de um curto tempo depois de um ato sexual presumivelmente fértil, deveria unicamente impedir a continuação de uma gravidez indesejada. As reações críticas inevitáveis daqueles que levantaram sérias dúvidas sobre como esse produto funciona, em outras palavras, que sua ação não é meramente "contraceptiva", mas "abortiva", receberam rapidamente a resposta de que tais preocupações mostravam-se sem fundamento, uma vez que a pílula do dia seguinte tem um efeito "anti-implantação", deste modo implicitamente sugerindo uma clara distinção entre o aborto e a intercepção (impedimento da implantação de um ovo fertilizado, isto é, o embrião, na parede uterina). Considerando que o uso deste produto diz respeito a bens e valores humanos fundamentais, a ponto de envolver as origens da própria vida humana, a Pontifícia Academia para a Vida sente a responsabilidade premente e a necessidade definitiva de oferecer alguns esclarecimentos e considerações sobre o assunto, reafirmando, além disso, as já bem conhecidas posições éticas sustentadas por precisos dados científicos e reforçadas pela Doutrina Católica.

1. A pílula do dia seguinte é um preparado a base de hormônios (pode conter estrogênio, estrogênio/progestogênio ou somente progestogênio) que, dentro de e não mais do que 72 horas após um ato sexual presumivelmente fértil, tem uma função predominantemente "anti-implantação", isto é, impede que um possível ovo fertilizado (que é um embrião humano), agora no estágio de blástula de seu desenvolvimento (cinco a seis dias depois da fertilização) seja implantado na parede uterina por um processo de alteração da própria parede. O resultado final será assim a expulsão e a perda desse embrião. Somente se a pílula fosse tomada vários dias antes do momento da ovulação poderia às vezes agir impedindo a mesma (neste caso ela funcionaria como um típico "contraceptivo"). De qualquer forma, a mulher que usa esse tipo de pílula, usa pelo medo de poder estar em seu período fértil, e assim pretende causar a expulsão de um possível novo concepto; sobretudo não seria realista pensar que uma mulher, encontrando-se na situação de querer usar um contraceptivo de emergência, pudesse saber exatamente e oportunamente seu atual estado de fertilidade.

2. A decisão de usar o termo "ovo fertilizado" para indicar as fases mais primitivas do desenvolvimento embrionário não pode de maneira alguma conduzir a uma distinção artificial de valor entre diferentes momentos do desenvolvimento do mesmo indivíduo humano. Em outras palavras, se pode ser útil, por razões de descrição científica, distinguir com termos convencionais (ovo fertilizado, embrião, feto etc.) os diferentes momentos em um único processo de crescimento, nunca pode ser legítimo decidir arbitrariamente que o indivíduo humano tem maior ou menor valor (com a resultante variação da obrigação de protegê-lo) de acordo com seu estágio de desenvolvimento.

3. É claro, então, que a comprovada ação "anti-implantação" da pílula do dia seguinte é realmente nada mais do que um aborto quimicamente induzido. Não é intelectualmente consistente nem cientificamente justificável dizer que não estamos tratando da mesma coisa. Além disso, parece suficientemente claro que aqueles que pedem ou oferecem essa pílula estão buscando a interrupção direta de uma possível gravidez já em progresso, da mesma forma que no caso do aborto. A gravidez, de fato, começa com a fertilização e não com a implantação do blastocisto na parede uterina, que é o que tem sido implicitamente sugerido.

4. Consequentemente, do ponto de vista ético, a mesma absoluta ilegalidade dos procedimentos abortivos também se aplica à distribuição, prescrição e uso da pílula do dia seguinte. Todos os que, compartilhando ou não a intenção, cooperam diretamente com esse procedimento, são também moralmente responsáveis por ele.

5. Uma outra consideração deveria ser feita com respeito ao uso da pílula do dia seguinte em relação à aplicação da Lei 194/78, que na Itália regula as condições e procedimentos para a interrupção voluntária da gravidez. Dizer que a pílula é um produto "anti-implantação", em vez de usar o termo mais transparente "abortivo", torna possível evitar todos os procedimentos obrigatórios requeridos pela Lei 194 a fim de interromper a gravidez (entrevista prévia, verificação da gravidez, determinação do estágio de crescimento, tempo para reflexão etc.), praticando uma forma de aborto que é completamente oculta e não pode ser registrada por nenhuma instituição. Tudo isso parece, então, estar em direta contradição com a aplicação da Lei 194, ela mesma contestável.

6. Finalmente, como tais procedimentos estão-se tornando mais disseminados, nós encorajamos fortemente a todos os que trabalham nesse setor a fazer uma firme objeção de consciência moral, o que gerará um testemunho prático e corajoso do valor inalienável da vida humana, especialmente em vista das novas formas ocultas de agressão contra os mais fracos e mais indefesos indivíduos, como é o caso de um embrião humano.


Cidade do Vaticano, 31 de outubro de 2000.

terça-feira, 14 de maio de 2013

O culto das imagens




Quem melhor explicou o valor das imagens foi São João Damasceno no século VIII. Ele foi o campeão contra a heresia iconoclasta, defendendo ardorosamente, e com argumentos incontestáveis, as representações de Cristo, Maria, Anjos e Santos. 
 
Argumentava inclusive que o próprio homem foi criado à imagem de Deus e é por isso que se deve amar o próximo. Lembrava as sábias palavras de São Basílio, bispo de Cesaréia, que dizia: a veneração prestada à imagem transita para o protótipo, isto é, para aquele que é representado na imagem, e a partir do qual esta tira a sua forma. Ressaltava a importância sobretudo do Crucifixo: “Muitas vezes, sem dúvida, quando não temos a paixão do Senhor no espírito e vemos a imagem da crucificação de Cristo, lembramo-nos dessa mesma paixão e prostramo-nos em adoração, não ao material, mas àquilo de que ele é, imagem; da mesma maneira também não prestamos culto ao material do Evangelho nem ao da Cruz, mas ao que por eles é expresso”.

No que tange a Nossa Senhora, Anjos e Santos, presta-se o culto de veneração, por serem eles criaturas de Deus. No livro do Êxodo, como no do Deuteronômio (Ex 20,4; Dt 7,5) a proibição de imagens se refere à representação dos falsos deuses. Tanto isto é verdade que Deus mandou Moisés providenciar a imagem de uma serpente de bronze à qual o próprio Jesus se referiu como símbolo do Filho do Homem levantado na cruz (Jo 3,145 ss). A Moisés também mandou Deus fazer dois querubins para cobrirem o propiciatório (Ex 25,18 ss) e Salomão ordenou que se fizessem querubins e outras figuras, como leões e bois, no templo de Jerusalém (1 Reis 7,29).

Há que se distinguir imagem e ídolo. Imagem não é o mesmo que ídolo. Chama-se ídolo a uma imagem falsa, um simulacro a que se atribui vida própria, conforme explica o profeta Habacuc (2, 18). Eis o que claramente mostra Habacuc, dizendo: "Ai daquele que diz ao pau: acorda, e à pedra muda: desperta" (Habc 2, 19). A Bíblia narra no livro de Josué: "Josué prostrou-se com o rosto em terra diante da arca do Senhor, e assim permaneceu até à tarde, imitando-o todos os anciãos de Israel" (Jos 7, 6).

É evidente que não foram então idólatras Josué e os anciãos de Israel. Em todo decurso da História as imagens tiveram seus inimigos fortuitos. A imagem é uma lembrança que se torna fonte de graças por tudo que ela recorda a respeito do Redentor e das virtudes dos seus seguidores e servos fiéis. Os artistas, desde o início do cristianismo, se inspiraram nos temas bíblicos e na existência dos epígonos de Jesus para retratarem as cenas que através dos séculos embevecem as almas nobres e piedosas. As imagens são um meio e não um fim em si. Aristóteles, sábio filósofo grego, já dizia: “Nada está na mente que não tenha passado pelos sentidos”. É que o homem em sua vida sensitiva muito depende das coisas que o cercam.

A visão de uma imagem desperta na alma pensamentos salutares, o anseio de imitar o santo de sua devoção, a se sacrificar por Jesus crucificado, pelo Coração amantíssimo de Cristo, pois “amor com amor se paga”. Entre os orientais, as imagens possuem também grande importância. A grade que fecha o santuário tornou-se uma *iconostase, ornada de imagens. Os concílios ecumênicos sempre censuram a exclusão sistemática de imagens, como contrária à tradição cristã. A linguagem figurada do artista, escultor ou pintor, é de suma valia para a evangelização. As imagens são veículos aptos da fé e do amor dos cristãos. As representações visuais são aptíssimo instrumento para exprimir as verdades reveladas.

Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho Professor no Seminário de Mariana - MG 
 
Fonte: Entreredes http://www.entreredes.org.br/index.php?op=conteudo&wcodigo=13966

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Primeira Aparição de Nossa Senhora de Fátima



Dia 13 de Maio de 1917. 



Lúcia, Francisco e Jacinta estavam brincando num lugar chamado Cova da Iria. De repente, observaram dois clarões como de relâmpagos, e em seguida viram, sobre a copa de uma pequena árvore chamada azinheira, uma Senhora de beleza incomparável.
Era uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o sol, irradiando luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente.
Sua face, indescritivelmente bela, não era nem alegre e nem triste, mas séria, com ar de suave censura. As mãos juntas, como a rezar, apoiadas no peito, e voltadas para cima. Da sua mão direita pendia um Rosário. As vestes pareciam feitas somente de luz. A túnica e o manto eram brancos com bordas douradas, que cobria a cabeça da Virgem Maria e lhe descia até os pés.
Lúcia jamais conseguiu descrever perfeitamente os traços dessa fisionomia tão brilhante. Com voz maternal e suave, Nossa Senhora tranqüiliza as três crianças, dizendo:
Nossa Senhora: “Não tenhais medo. Eu não vos farei mal.”
E Lúcia pergunta:
Lúcia: “Donde é Vossemecê?”
Nossa Senhora: “Sou do Céu!”

Lúcia: “E que é que vossemecê me quer?
Nossa Senhora: “Vim para pedir que venhais aqui seis meses seguidos, sempre no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Em seguida, voltarei aqui ainda uma sétima vez.”
Lúcia: “E eu também vou para o Céu?”
Nossa Senhora: “Sim, vais.”
Lúcia: “E a Jacinta?”
Nossa Senhora: “Também”
Lúcia: “E o Francisco?”
Nossa Senhora: “Também. Mas tem que rezar muitos terços”.
Nossa Senhora: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser mandar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?”
Lúcia: “Sim, queremos”
Nossa Senhora: “Tereis muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto”.
Ao pronunciar estas últimas palavras, Nossa Senhora abriu as mãos, e delas saía uma intensa luz.
Os pastorinhos sentiram um impulso que os fez cair de joelhos, e rezaram em silêncio a oração que o Anjo havia lhes ensinado:
As três crianças: “Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento.”
Passados uns momentos, Nossa Senhora acrescentou:
Nossa Senhora: “Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo, e o fim da guerra.”
Em seguida, cercada de luz, começou a elevar-se serenamente, até desaparecer.

Para conhecer os diálogos das outras aparições, acesse o portal Devotos de Fátima.
 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Método Billings - o que é?

MÉTODO DE PLANEJAMENTO NATURAL DA FAMÍLIA


O Método Billings ou Método da ovulação, é conhecido assim, por ter sido descoberto pelo casal Billings há mais de cinqüenta anos.
Resumidamente, este método, consiste na leitura dos sinais do corpo da mulher, que se fazem presentes visivelmente ou pela sensação daquilo que está ocorrendo dentro de seu ciclo.
Com este método é possível a mulher saber exatamente o período em que está fértil ou infértil, preparada ou não a conceber uma vida se houver uma relação sexual. Para a eficácia do método, é importante a mulher aprender a se conhecer e é muito importante ainda que o homem também conheça o método, pois, é fundamental o diálogo do casal que opta pelo método natural. Sem o diálogo e o entendimento por parte dos dois, dificilmente o método funcionará.
Não vá confundir este método com a antiga tabelinha. Este método não é uma tabelinha e nem uma tabelinha atualizada. Pesquisas da Organização Mundial da Saúde apontaram 97% de eficácia do método. Pesquisas realizadas na prática (por mais de trinta anos) pelo CENPLAFAM – Confederação Nacional de Planejamento Natural da Família – comprovam que o método chega a atingir 99, 8% de eficácia.
As “falhas” que porventura aconteçam, geralmente provém de falha na utilização do método e não do método em si. E afinal das contas: Filho não é falha! É bênção!
Portanto, este é o método mais seguro que se conhece. É eficaz, natural, não faz mal à saúde do corpo e da alma, não tem contra-indicações, não mutila o corpo (como a vasectomia e a laqueadura), não provoca aborto, e tem a aprovação e bênção da Igreja e de Deus.
Não é minha intenção neste livro, ensinar e detalhar o método. Já existe literatura suficiente sobre o assunto e de fácil acesso nas boas livrarias católicas.
Para saber mais sobre o método, você pode entrar em contato conosco, da Comunidade Sagrada Família, através do site, e-mail, endereço ou telefone divulgados ao final deste livro.
Que a Sagrada Família te abençoe e te conceda ser feliz na escolha de sua vocação!
(Extraído do Livro: "Namoro, Tempo ou Passatempo?" de Italo Fasanella - Ed. Palavra e Prece)

Alguns livros muito esclarecedores sobre o método:

- O MÉTODO BILLINGS - Edições Paulinas.
- Ensinando o Método da ovulação Billings - Paulus Editora.
- Amor e Fertilidade Método da ovulação (Mercedes Arzú Wilson) - Edições Loyola


Fonte: Comunidade Sagrada Família de SP

http://www.sagradafamilia.org.br/formacao5.htm

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Males da Pílula

A PÍLULA É PERIGOSA

A pílula é particularmente perigosa para os adolescentes menores de 17 anos. Ela contém um poderoso hormônio que afeta a principal glândula encarregada de coordenar o processo de crescimento. A pílula pode impedir que seus ossos se endureçam como deveriam, pode deixá-lo estéril, pode impossibilitar você de engravidar futuramente quando desejar ter um filho, e pode causar flebites (inflamação nas veias) ou trombose (formação de coágulos nos vasos sanguíneos). Inclusive, de acordo com as investigações, a pílula reduz a acidez da vagina (que ajuda a combater os vírus) e debilita o sistema imunológico.

Muitas infecções da bexiga e as herpes infecciosas não parecem ceder, a menos que a mulher infectada deixe de tomar a pílula3.
Tudo isso predispõe à mulher não só às infecções vaginais mas também às doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS1. Por último, a pílula às vezes não impede a ovulação e causa abortos nas primeiras etapas da gravidez.


PARA QUÊ CORRER RISCOS?


Nos EUA há mais de 40 milhões de pessoas (na maioria mulheres e bebês) que contraíram doenças sexualmente transmissíveis2.
75% das mulheres e 15% dos homens que contraíram clamídia não apresentam sintomas. Esta doença pode causar danos a vista ou produzir pneumonia em um bebê recém nascido. Uma pessoa pode estar infectada por 2 a 6 meses, sem que apareçam os sintomas do vírus papiloma humano (HPV), que se acredita ser o causador do câncer de útero. A maioria das mulheres que contraem gonorréia (80%) não manifestam sintomas, e inclusive existe um novo tipo de gonorréia que a penicilina não pode curar. A mãe pode transmitir a doença ao bebê durante o parto e causar cegueira. Esta doença é a mais comum entre os jovens estudantes




1. Frances French. Living World, 1988, e Escoge la Vida, nov.-dic. De 1991.

2. Carta da American Social Health Association, assinada por sua diretora executiva, Peggy Clarke.

3. The Doctor's Case Against the Pill, Barbara Seaman, 1980.



Fonte: Pró Vida Família

http://www.providafamilia.org.br/doc.php?doc=doc78807

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Qual a tentação que me derruba?


Gostaria muito que você pensasse sobre quais são os caminhos, conversas, hábitos, pessoas, ou lugares que você percorre até que, infelizmente, cometa um pecado.
 
Meu objetivo é ajudar você a compreender que todo pecado, invariavelmente, é precedido por uma tentação. E aqui está uma boa sacada! A tentação que me derruba é justamente aquela que me leva à prática do pecado. Mas onde está esta tentação?
 
Neste caso, a observação de si mesmo, a partilha e um pedido de ajuda, são ingredientes fundamentais para quem deseja - como você - quebrar um círculo vicioso feito de tentações que desembocam em pecados.
 
Observe-se, peça ajuda e, quando precisar mude os caminhos, pare com conversas inadequadas, mude hábitos, afaste-se de pessoas e deixe de ir a certos lugares.Por favor, reze sobre o que lhe digo!


Valei-me, São José!


Com carinho e orações,


Seu irmão,Ricardo Sá


Fonte: Canção Nova


terça-feira, 7 de maio de 2013

A verdade sobre as "Católicas pelo Direito a Decidir"







No ano 2000, a imprensa brasileira publicou um artigo por ocasião do Dia Internacional de luta contra a AIDS, entitulado "Doutrina católica sobre a fidelidade favorece epidemia, afirma teóloga", em que uma suposta "especialista católica" critica a Igreja por promover a castidade.

A "especialista" em questão era Yury Puello Orozco, representante do polêmico grupo feminista e abortista "Católicas pelo Direito a Decidir" no Brasil.

Que um grupo de mulheres que se proclamam católicas questionem um ensinamento tão fundamentado da Igreja, chamou a atenção de Jerson Lourenço Flores Garcia, representante do Movimento em Defesa da Vida (MDV). Por isso, Flores não duvidou em revelar a natureza nada católica das CDD e a que se dedicam.

Além de ensinar que se trata de uma organização abortista norte-americana e que seu objetivo principal é eliminar ao maior opositor do mundo contra o aborto, a Igreja Católica, Flores recorda em uma nota esclarecedora que as CDD se esforçam para convercer aos católicos de que o aborto é uma alternativa eticamente válida para as mulheres católicas, "desprezando e ridicularizando os ensinamentos fundamentais da Igreja, promovendo agressivamente a contracepção e o aborto".

Flores descreve um dos documentos mais característicos do grupo entitulado "Mulher… Corpo… Desejos… Direitos… Vida, Muita Vida", da autora Carolina Teles Lemos. Em tal publicação há surpreendentes interpretações de passagens bíblicas com freqüência citadas pelos católicos para falar do amor conjugal e da família, como Cântico dos Cânticos 4, 1-15, um fragmento de um apaixonado discurso do Rei Salomão à sua esposa.
Segundo a autora a passagem bem poderia se referir aos elogios de um namorado a sua namorada e não "se reduzir" ao matrimônio. Assim mesmo, Teles sustenta que quando Cristo disse que devemos buscar a "vida em abundância", quer dizer que não "gostaria que um bebê nasça com deficiências nem que as mulheres os tenha em momentos difíceis de sua vida", quer dizer que só os "humanos perfeitos" ou os concebidos em "determinados momentos" têm direito a viver.

Em outra parte da publicação, Teles se refere à passagem da Anunciação. "Quando o Anjo apareceu a Maria e lhe perguntou se queria ser a mãe de Deus, ela pensou muito primeiro, para depois dizer que sim.
Se Deus dá a Maria a oportunidade de decidir, temos que acreditar que nos dá a mesma chance, não acham?, questiona Teles. Segundo Flores, a intenção desta falácia é convencer ao leitor "de que a vontade humana deve se impor à vontade de Deus".


Entretanto, o pró-vida parece não se surpreender com estes argumentos, considerando a história do grupo fundado por Frances Kissling, uma mulher que viveu algum tempo em um convento das Irmãs de São José (EUA), e ao abandoná-lo dirigiu uma clínica de abortos em Nova York.
As CDD financiam suas atividades com milhões de dólares recebidos de grupos norte-americanos abertamente anti-vida como a Fundação Ford.


Na América Latina sua agenda é clara:
-Apoiar a dissenção católica no tema do aborto e os contraceptivos.
-Proporcionar aos católicos uma "alternativa racional" à doutrina da Igreja.
-"Educar" sobre os direitos de saúde reprodutiva (aborto e anticoncepção sistemática) na América Latina.
Segundo Flores, as CDD não são católicas porque "perventem o sentido da liberdade humana. Ao interpretar os crimes contra a vida como legítimas expressões da liberdade individual, exigindo ou reconnhecendo legalmente o direito de matar, se subverte a base dos direitos humanos e se nega o direito à vida".
Católicos e abortistas?
O Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, encarregado de um dos apostolados pró-vida mais exitosos de Anápolis, precisa por sua parte que é impossível que os católicos apoiem o aborto, do que se deduz que as CDD são falsas católicas.
Segundo Padre Lodi, quando os católicos se sentem confundidos pelas argumentações a favor do aborto, simplesmente devem recorer a documentos eclesiais como a encíclica de João Paulo II, Evangelium Vitae, para constatar que os ensinamentos da Igreja vão na contra-mão da moral e o aborto sempre será algo mal por implicar a morte deliberada de um ser humano inocente.

O Padre Lodi sustenta que não se pode matar a um bebê nem sequer para salvar a vida da mãe porque ambas são vidas humanas independentes. Se teoricamente se dá o caso, nada se pode fazer e nunca é lícito "fazer o mal para que daí se tire o bem". Tanto a vida da mãe como a da criança são absolutamente iguais, acrescenta o sacerdote e precisa que ambos são "seres humanos criados a imagem e semelhança de Deus, possuidores de uma alma imortal e de um destino sobrenatural".

O Padre Lodi indica que o aborto tampouco é "lícito em casos de violação porque a repugnância contra o crime nunca poderá se converter em repugnância contra um inocente concebido. A vida sempre é um dom de Deus, ainda quando surge em circunstâncias pecaminosas".


Fonte: ACI Digital http://www.acidigital.com/controversia/direito.htm
+++++++++++++++++++++++++++++
Complementando a matéria: para quem entrar no site, pode verificar que é uma verdadeira "estratégia" a utilização do nome "católicas", uma vez que não tem nada a ver com o pensamento católico, apoiando inclusive a "parada Gay" e indicando sites de homossexualismo.
Lembremos das palavras de Jesus: "Pai, Perdoa-lhes pois não sabem o que fazem" (Lc 23,34) e peçamos a Deus por essas irmãs que se deixam utilizar pelas artimanhas do demônio.
Equipe Ecclesiae Dei

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Camisinha - O Mito do Sexo Seguro

OS PRESERVATIVOS NÃO ELIMINAM OS RISCOS

Utilizar preservativos para impedir o contágio da AIDS é como jogar um roleta russa, é colocar a vida em jogo. Em 1987, 20% dos preservativos submetidos a testes pela FDA (Administração de Drogas e Alimentos dos EUA) apresentaram defeitos, um número bem maior que o permitido. Segundo o Centro para o Controle de Doenças, de 3 a 36% dos preservativos falham e; não impedem a gravidez. O vírus da AIDS é 3 vezes menor que o vírus causador da herpes, 6 vezes menor que a treponema pallidum que causa a sífilis e 450 vezes menor que o espermatozóide. Se o preservativo permite tantas gravidezes indesejadas, imagine quantas vezes mais não deixará passar o vírus da AIDS? No que se refere à AIDS, os preservativos são eficazes apenas em 70%1.

Os preservativos apresentam, ainda, outros riscos. Há informações de graves reações alérgicas como inflamação, coceira e transtornos respiratórios2. Inclusive, segundo a FDA, em 1990, uma pessoa morreu como consequência de uma dessas reações3. Os preservativos, os diafragmas e outros contraceptivos de barreira podem predispor a mulher à pré-eclampsia, uma complicação da gravidez que, às vezes, pode resultar em morte4.

A herpes simplex II é extremamente contagiosa e não tem cura. 50% dos bebês cuja mãe contrai herpes morrem e os outros 50% podem nascer com lesões no cérebro, nas vistas ou na pele. A sífilis pode causar cegueira, paralisia, demência, infecções cardíacas e, às vezes, a morte. Quantas pessoas que contraíram estas doenças sexualmente transmissíveis pensavam que não corriam risco nenhum?
Lembre-se, algumas destas doenças são incuráveis, podem deixar você estéril, predispor ao câncer do útero e inclusive levá-lo à morte. Outras podem ser muito dolorosas ou irritantes. Todo ano, nos EUA, um de cada seis adolescentes contrai uma doença sexualmente transmissível. Mais de 100.000 bebês sofrem as consequências destas enfermidades, entre as quais se encontram a cegueira, infecções do cérebro, defeitos congênitos e até a morte5.



BIBLIOGRAFIA
1. Margaret Fischi, et al, "Evaluation...), Journal of the AMA e Washington Post, 6 de fevereiro de 1987.
2. Washington Times, 1 de novembro de 1990.
3. Los Angeles Times, 28 de maio de 1990.
4. Journal of the AMA, 8 de dezembro de 1989 e HLI Reports, fevereiro de 1990.
5. Carta da American Social Health Association, assinada por sua diretora executiva, Peggy Clarke.



Fonte: Pró Vida Família

http://www.providafamilia.org.br/doc.php?doc=doc78807

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Pornografia

Alguns aspectos em que a pornografia afeta a vida da família
Por: Cecilia Rivera (teóloga)

1. AS RELAÇÕES FAMILIARES SÃO SERIAMENTE AFETADAS 


Quando a conduta sexual se perverte, afeta fortemente todas as áreas da vida: a relação com Deus, conosco, com o cônjuge, com os filhos, com o sexo oposto em geral, e com todas as pessoas que são importantes na vida pessoal. A pornografia perverte a conduta sexual, sendo A FAMÍLIA a primeira vítima, porque é essencialmente antifamília:

a) exclui a procriação.

b) solapa e transtorna a relação de amor entre os esposos, pois o sexo vem a ser um prazer pessoal.

c) glorifica a freqüência, intensidade e longevidade dos poderes sexuais.

d) separa o sexo do amor e do compromisso.

e) o sexo fora do casamento é muito mais excitante devido à alteração química e a combinação de medo, culpa e fantasia. A combinação de culpa, medo e excitação sexual produz uma euforia com um “nível de decolagem” próximo ao êxtase.

f) promove a infidelidade, o adultério, a fornicação em todas as suas manifestações, como o incesto, a masturbação, a homossexualidade, a bestialidade, o sexo grupal, o sadomasoquismo, o abuso de mulheres e crianças.

Esta euforia impede as relações normais: nada de amor porque nenhuma experiência sexual normal será capaz de igualar as experiências anteriores vistas na pornografia, porque quando se ama e confia na pessoa com a qual se tem relações, se experimenta confiança e desaparece o risco, a culpa, a vergonha e todos estes sentimentos de perigo que tanto excitam.



2.- PROVOCA DEPENDÊNCIA

O que começa como uma simples curiosidade pode chegar a ser uma obsessão realmente destruidora; a excitação inicial raras vezes é suficiente e vai exigindo e precisando de material cada vez mais explícito e violento. Provoca mais dependência quando a pessoa começa muito jovem. Quatro passos caracterizam esta dependência:

1) dependência de material que exacerba a luxúria.

2) exigência de material mais explícito e violento.

3) aceitação cada vez mais fácil de material brutal e uma maior insensibilidade.

4) Impulso de atuar o que se vê.



3.- AGRIDE


Causa danos:

• à pessoa dependente: a pornografia pode causar danos mentais irreparáveis, prejudicando a lucidez e o controle que todo ser humano deve exercer sobre si mesmo, para não se tornar como um animal. A pornografia promove uma fantasia destruidora e negativa que isola dos demais, chegando a ser uma dependência especialmente solitária. Devido a que a pornografia sempre se desenvolve com a imaginação, é ali onde freqüentemente permanece, causando muitas vezes impotência porque é muito difícil que um casal se relacione na forma delirante mostrada pela pornografia.

• a seres inocentes: da pornografia derivam condutas como a violação.

• à sociedade: corrompe e desnaturaliza o DOM do sexo, que não deve ser separado do casamento e tem como finalidades a procriação e a união recíproca.

Corrompe a sociedade, pretendendo dar aos homossexuais e às lésbicas os mesmos “direitos” de expressão, assim como às prostitutas e aos que as exploram. Afirmar que as pessoas dedicadas ao tráfico de seres humanos, à escravidão e ao vício, ganham a vida “honradamente”, é como dizer que um ladrão, ou um pistoleiro, ganham a vida honestamente. Encontramos muitos casos de homicídio depois de violação; não é de estranhar porque essas vítimas (crianças, jovens, etc.) já eram vistas como objeto, como algo que se usa e depois, se atrapalha, pode ser destruído. O homicida dependente da pornografia está acostumado a ver as pessoas como meros objetos de prazer.



4.- A PORNOGRAFIA E OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Internet. A indústria da pornografia tem novos protagonistas: os sites da internet que substituíram as empresas tradicionais que operavam com vídeos e revistas. O barateamento da tecnologia de filmagem e edição permite a produção de material pornográfico a um custo ínfimo; além disso, a distribuição é facilitada pela internet. O anonimato e a interatividade explicariam o quantioso negócio do “sexo telefônico” que, nos Estados Unidos, movimenta quase um bilhão de dólares por ano. A realidade virtual permite ouvir, ver e tocar.

Fonte: Almas


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Inseminação... um erro?

Médico que foi famoso especialista em inseminação artificial diz: fiquei totalmente horrorizado quando percebi o que estava fazendo


Kathleen Gilbert

CHICAGO, EUA, 13 de junho de 2011 (Notícias Pró-Família) — Um médico que outrora era famoso por seu trabalho no campo da fertilidade diz que desistiu horrorizado depois de perceber que o ramo de seu trabalho era parte da “crescente atitude médica de tratar os bebês como objetos” — um termo que ele diz que seus colegas simplesmente ridicularizavam.

“Faltam-me as palavras para lhe dizer que bem no fundo da minha alma cri que eu havia cometido um mal contra outras pessoas”, o Dr. Anthony Caruso, especialista em endocrinologia reprodutiva, disse para o canal de TV EWTN News num artigo de 9 de junho.

Caruso, que é católico, diz que desistiu de seu emprego e foi para o sacramento da confissão no mesmo dia. “Quando percebi o que eu estava fazendo, fiquei totalmente horrorizado”, dele disse para EWTN News. “Fiquei tão angustiado por ter levado tantos casais por um rumo errado”.

O especialista em fertilidade disse que inicialmente sua motivação era entrar nesse campo de trabalho para ajudar a levar felicidade a um casal infértil — mas desde então percebeu que o procedimento está envolvido em conflito com o ideal de sacrifícios que deve haver entre os cônjuges do casamento. “É… a ideia de que você pode ter tudo o que quiser, onde quiser, quando quiser”, disse ele.

O artigo da EWTN também destacou a carreira do Dr. Michael Kamrava, que está para perder sua licença médica em 1 de julho por seu papel no caso “Octomom”: Kamrava foi o médico que transferiu todos os doze embriões restantes de Nadya Suleman no útero dela, resultando no nascimento de óctuplos em janeiro de 2009.

Normalmente, os médicos que fazem inseminação artificial têm de transferir um máximo de quatro embriões em cada tratamento de fertilidade, e fazem aborto seletivo das crianças se mais de um ou dois bebês sobrevive — um procedimento Suleman recusou.

Caruso comentou que tal “atitude médica de tratar os bebês como objetos” é uma parte da mentalidade da inseminação artificial, onde abortar os bebês inconvenientes é um procedimento tanto rotineiro quanto incentivado.

“Você ficaria surpreso com o número de pessoas que chega a 23, 24 semanas de uma gravidez a partir de inseminação artificial que sofrem complicações de gravidez”, disse ele. “E elas dizem: ‘Não tem problema. Pode jogar fora’. Pois essencialmente elas podem simplesmente voltar e fazer tudo de novo”.

Enquanto isso, Caruso diz que sua conversão é praticamente exclusiva entre os especialistas de inseminação artificial nos Estados Unidos, fazendo dele um pária entre seus colegas.

“A maioria dos meus colegas me vê como um doido”, disse o médico.

Leia artigo completo, em inglês, de EWTN aqui.




Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

terça-feira, 30 de abril de 2013

Que método devo usar para não engravidar?

10 motivos para usar os métodos naturais.


Dez motivos para usar os métodos naturais
Por: Rosario Alfaro Martínez


1. Uma vez que se aprende a utilizar, são fáceis, seguros e confiáveis.


2. Aumentam a comunicação entre os cônjuges, ao cooperar com a natureza para o bem-estar físico e moral de ambos.


3. Ajudam a integração do casal, na medida em que os métodos naturais exigem uma completa comunicação e cooperação entre os esposos.


4. São gratuitos, portanto, não é preciso dinheiro para utilizá-los.


5. Estão baseados no respeito, diálogo, responsabilidade comum e autocontrole. Com esta abordagem, os cônjuges vão exercitar sua capacidade intelectual em um terreno que, até bem pouco tempo atrás, alguns tinham considerado puramente instintivo e fora do arbítrio da inteligência.


6. Os métodos naturais fazem com que cada cônjuge amadureça psicologicamente, de forma constante, tratando de ser menos egocêntrico e indo ao encontro do outro.


7. O amor, o respeito e a doação de um ao outro são a chave da regulação natural da fertilidade: a comunicação e o diálogo devem fluir entre os cônjuges, os dois devem saber em que etapa de seu ciclo a mulher se encontra.


8. Os métodos naturais são sistemas que postulam um total e absoluto respeito à vida porque respeitam a ordem natural e possibilitam que o amor conjugal se expresse através da relação sexual, sem que haja probabilidade de gravidez, mas, com a consciência de quando será possível conceber.


9. Os métodos naturais exigem uma maturidade psicossocial, que é a harmonia estável entre o coração e a cabeça, entre sentimento e inteligência.


10. Tem sido comprovado que a taxa de divórcios diminui, quando o casal utiliza métodos naturais. A média de casais que se divorciam atualmente no mundo é de aproximadamente 50%, dos quais se comprovou que somente 2% usam métodos naturais.

Fonte: Site Almas


*****************************

A quem se interessar, indicamos o método Billings como o melhor dos métodos naturais.

domingo, 28 de abril de 2013

Estamos em Guerra

Nota de João Batista:
Estou fazendo uma re-publicação dos textos anteriormente publicados no EcclesiaeDei, para, ao terminar, fechar aquele blog e ficar somente com esse. Alguns vamos re-publicar e outros não, dependendo do assunto.
Esse texto é antigo, de 2007, mas tão atual que precisa ser lido novamente.
Um abraço e boa leitura.

-----------------------------------------

 Você ainda não recebeu a convocação?

Não tenho dúvidas do quanto nesses tempos que estamos vivendo, o combate tem aumentado! Você já percebeu isso? Porém, a nossa guerra não é contra a homens de carne ou sangue, nossa guerra não é contra exércitos de outras nações, diz S.Paulo na Carta ao Efésios que, “nossa luta não é contra a carne ou sangue, mais contra os principados, as potestades, os dominadores deste mundo tenebroso, os espíritos malignos espalhados pelo espaço”. (Ef 6, 12).

Não sei se você já percebeu que a violência tem aumentado? Você já percebeu que a corrupção está alastrada em todos os seguimentos da sociedade, não somente no meio político? Você já percebeu que a fé de muitos tem se arrefecido neste tempo? Já percebeu que o número de jovens nas drogas, no alcoolismo e na violência tem aumentado assustadoramente? E os matrimônios desfeitos pelo adultério e por coisinhas tão pequenas? Poderia citar tantas outras coisas, e talvez você que esteja lendo essa matéria esteja dizendo: “que visão negativa do nosso mundo, que reducionismo”, mais o que citei é o mínimo do que cada dia ao ligarmos os noticiários acabamos testemunhando. A realidade é muito triste.

Hoje precisamos alargar nossa visão, e entrar em combate, pois o Senhor está convocando os guerreiros para combaterem pelo seu povo que está morrendo na escravidão, Ele está procurando homens e mulheres que se coloquem na “brecha” da oração para destronarem satanás e entronizarem Cristo de uma vez por todas como Senhor da nossa nação, dos nossos estados, das nossas cidades, da nossa família.A convocação que hoje quero fazer é para que todos nós, católicos e evangélicos, todo homem de boa vontade, assuma a arma do jejum como instrumento de libertação para a nossa nação, para a nossa vida. O Senhor disse aos seus discípulos quando não conseguiram expulsar uma espécie de demônio: “Essa espécie de demônio só pode ser expulsa pela oração e pelo jejum”. (Mc 9, 29). Temos que entrar em combate, S.Paulo já nos alertou para o mesmo.

Deus nesse mês de junho me deu uma palavra de vida, que está em 2 Crônicas 20, que fala da vitória de Josafá sobre Moab e Amon, mostrando quando três reinos se levantam contra Judá, e sem forças e com medo, Josafá convoca um jejum, e todo o povo entra no combate do jejum e da oração. v.3-4: “Josafá ficou com medo e começou a invocar o Senhor. Decretou também um jejum para todo Judá, e Judá se reuniu para implorar o auxílio do Senhor. Também das cidades do interior de Judá o povo acorreu para implorar o Senhor”. Vemos que Josafá era um homem de visão, não combatia somente com a garantia de suas armas e de seu exército, mais combatia no poder de Deus e nas armas que o Senhor colocava em seu favor. Vale a pena ler toda a oração que está nos versos 5-12! O texto continua: v.14-17,“Então, no meio da assembléia o Espírito do Senhor desceu sobre Jaaziel filho de Zacarias, filho de Banaías, filho de Jeiel, filho de Matanias, levita descendente de Asaf. Ele exclamou: ‘Atenção, todo Judá, moradores de Jerusalém e tu, rei Josafá! Assim vos fala o Senhor: não deveis temer nem tremer à vista dessa multidão enorme, pois a luta não é vossa, e sim de Deus.
Amanhã deveis sair para os atacar. Eles vão subir pela encosta de Sis e topareis com eles na extremidade superior do vale, à entrada do deserto de Jeruel. Não sois vós que vais fazer este combate. Tomai posição, ficai parados, observando como o Senhor vos salvará, Judá e Jerusalém! Não deveis temer nem tremer. Saí-lhes amanhã ao encontro e o Senhor estará convosco’”.

Quando nos colocamos em combate damos liberdade para Deus assumir por nós a batalha e vencê-la, quando nos dobramos diante do Senhor, Ele se levanta em nosso favor. Se queres vencer a guerra, ore, jejue, se dobre diante de Deus, e verás a sua glória e a manifestação do seu poder. O nosso país precisa que cada um de nós esteja nesse intenso combate através da oração e do jejum, talvez o que a sua família esteja precisando é que você ore e jejue por eles. Há da parte de Josafá e todo o povo uma atitude profética: “Josafá inclinou-se até o rosto tocar no chão. E todos os habitantes de Judá e Jerusalém se prostraram diante do Senhor e o adoraram. Os levitas caatitas e coreitas se levantaram e com voz forte cantaram hinos ao Senhor, Deus de Israel”(v.18-19).
A partir da oração e do jejum, da rendição total a Deus, Josafá não precisou pegar em armas para vencer o inimigo que se levantou contra ele, os Levitas foram à frente com vestes solenes cantando louvores a Deus, e o inimigo confuso pela música do céu, caiu numa emboscada e se autodestruiu. O Senhor se levantou em favor do povo, porque Josafá e seu povo tiveram coragem de se dobrar diante de Deus, com orações e jejuns.Deus está recrutando pessoas para esse exército de salvação, o Senhor nos convoca a um grande e intenso jejum.

Se você quiser vencer a guerra: ore e jejue! Ainda há tempo para a vitória, na nossa nação, na nossa casa. Foi isso que Nossa Senhora em abril de 1992 quando as bombas começaram a cair ao redor de Medjugorje eem toda Bósnia-Hezergovina, onde viam-se os mortos e a destruição, em sua primeira mensagem logo após os bombardeios ela disse: “Meus queridos filhos, só a oração e o jejum podem parar a guerra. Nestes dias agitados Satanás procura seduzir o maior número possível de almas, por isso convido-vos a que vos decidais por Deus, que vos protegerá e vos mostrará o que deveis fazer e que caminhos deveis tomar”. Medjugorje não foi atingida por nenhuma bomba e a guerra cessou, pois o povo ouviu o apelo e se pôs em atitude de oração e jejum.

Temos as armas, agora precisamos usá-las.Eu já estou a quase um mês nesse combate, fazendo o “jejum de Daniel”! E você, está disposto a combater? O Senhor está fazendo uma grande convocação! A vitória é certa!O Senhor venceu por Josafá e todo o povo de Judá, Ele vencerá por nós!Deus abençoe o seu propósito!

Seu amigo,

Pe.Roger Luis - Canção Nova

Fonte: Blog do Padre Roger Luis

http://blog.cancaonova.com/padrerogerluis/2007/06/22/estamos-em-guerra-voce-ainda-nao-recebeu-a-convocacao/

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Indulgências - o que são elas e para que servem?



Em algumas ocasiões, Igreja oferece aos seus filhos a possibilidade de receber indulgência por seus pecados. Trata-se de uma doutrina que causou polêmica na história (deu início à revolta luterana) e é de difícil compreensão teológica. Muitas pessoas têm perguntado sobre o sentido das indulgências e algumas pediram-me que escrevesse sobre o tema. Por isso, decidi tratar do tema.


Um pouco de históriaAs raízes da prática da indulgências estão na Igreja primitiva, mas a prática mesma somente surgiu na França no século X e a doutrina sobre esta prática (a reflexão sobre o sentido da prática) deu-se somente a partir do século XII. É como na vida: primeiro as coisas acontecem, depois é que se reflete sobre o sentido do que aconteceu! Vou apresentar de modo muito resumido a história das indulgências e depois vou demorar-me mais explicando o sentido bíblico e teológico delas.


No início a disciplina penitencial da Igreja era muito rígida: uma pessoa que cometesse pecado grave após o Batismo, depois de confessar seu pecado não recebia logo a absolvição. Primeiro tinha que cumprir a penitência pelo seu pecado – penitência esta que era muito severa. Hoje o padre diz: “reze um salmo”, “faça um ato de caridade a uma pessoa”, “reze um pai-nosso”... Antigamente não era assim. A penitência poderia ser, por exemplo, um ano sem poder negociar, um ou dois anos sem poder assumir cargos públicos, para os casados, um ano sem ter relações sexuais, um longo tempo afastado de atividades comerciais, um ano de jejum, etc. Enquanto cumpria a penitência, o penitente não podia participar da Missa completa: saía após a Oração dos fiéis! Em geral era na Quinta-feira santa pela manhã que o Bispo reunia todos os penitentes que tinham terminado de cumprir a penitência e dava-lhes, finalmente, a absolvição dos pecados. Eles, então, poderiam participar da santa Missa da Vigília pascal e voltar a comungar! (É dessa reunião do Bispo com os penitentes na Quinta-feira pela manhã que surgiu a nossa Missa do Crisma).


No século X, os bispos franceses, pela primeira vez abreviaram ou suprimiram a penitência daqueles penitentes que livremente ajudassem nas obras públicas pelo bem da comunidade: construção ou manutenção de hospitais e leprosários, de santuários, etc. Assim, a Igreja, mediante estas obras que o penitente realizava com espírito de piedade e com espírito de reparação da ofensa a Deus, dispensava-o da penitência devida pelo seu pecado. Era um modo de mostrar benevolência e misericórdia para com o penitente que sofria com o demorado período penitencial que lhe era imposto. Daqui nasceram as indulgências: obras realizadas com espírito de piedade e arrependimento mediante as quais a Igreja suplicava a Deus o perdão para as penas que o pecado trazia para o pecador. Assim, a Igreja, corpo e esposa de Cristo, ministra da reconciliação, derramava sobre seus filhos as riquezas da graça e do perdão do Senhor Jesus morto e ressuscitado!


Infelizmente, houve excessos na baixa Idade Média: muitas vezes as indulgências foram usadas como meio fácil de arrecadar dinheiro: ao invés de obras de misericórdia, a obra pedida para obter-se as indulgências eram fartas esmolas em dinheiro ou terras. É clara a tentação de fazer das indulgências por um lado, um meio fácil de arrecadar dinheiro por parte das autoridades eclesiásticas e por outro lado, um meio fácil para o penitente achar-se livre das conseqüências do pecado sem um real esforço de conversão. Os abusos levavam a pensar que o céu poderia ser comprado. Um pouco como algumas seitas fazem hoje com o dízimo! Então, uma prática que em si mesma tem sentido evangélico, foi usada de modo abusivo... que provocou escândalos e ajudou a causar divisões na Igreja de Cristo. Hoje, graças a Deus, o sentido das indulgências foi retomado e aprofundado. É este sentido que vou apresentar a seguir.


Um pouco de teologia
Antes de tudo é bom deixar claro que as indulgências fazem parte da fé da Igreja. Um católico não pode negar sua validade. O Concílio de Trento ensinou que a doutrina das indulgências é útil e deve ser mantida! A questão é como compreender tal doutrina. Aqui entra o papel do teólogo!
Não encontramos diretamente uma palavra da Sagrada Escritura sobre as indulgências. No entanto, encontramos nela os elementos que fundamentam e justificam a doutrina sobre as mesmas. Vejamos! Para toda a Escritura é muito claro que o pecado deixa marcas em nós: ele nos afasta de Deus, de modo que voltar a ele é um processo mais ou menos longo, dependendo do caso. Mesmo quando a pessoa se arrepende e o pecado é perdoado, ficam conseqüências, seqüelas que não desaparecem de uma vez só. É aí que aparece a necessidade de uma sincera penitência, uma reeducação nos caminhos de Deus, uma clara e humilde aceitação do seu juízo. Vejamos alguns exemplos: “Congregados em nome de Nosso Senhor Jesus vós e meu espírito com autoridade de Nosso Senhor Jesus, entrego esse tal a Satanás para ruína da carne, a fim de que o espírito seja salvo no dia do Senhor” (1Cor 5,4s); “Alguns, que a rejeitaram, naufragaram na fé. É o caso de Himeneu e Alexandre, que entreguei a Satanás para aprenderem a não blasfemar” (1Tm 1,19s); “Por seus julgamentos o Senhor nos corrige para não sermos condenado com o mundo” (1Cor 11,32); “Eis que vou lançá-la na cama e em grande tribulação aqueles que com ela cometem adultério, a não ser que se arrependam de suas obras. Seus filhos, eu os farei morrer, e todas as igrejas conhecerão que sou eu quem sonda os rins e os corações. Retribuirei a cada um de vós segundo as obras” (Ap 2,22s). Portanto, o pecado deixa conseqüências em nós e nos outros que não são suprimidas pelo simples arrependimento: “Para o homem ele disse: ‘Porque ouviste a voz da mulher e comeste da árvore, cujo fruto te proibi comer, amaldiçoada será a terra por tua causa’” (Gn 1,17ss); “O Senhor disse a Moisés e Aarão: ‘Visto que não acreditastes em mim, santificando-me aos olhos dos israelitas, não introduzireis este povo na terra que lhes vou dar’. O Senhor disse a Moisés: ‘Sobe ao monte Abarim para ver a terra que darei aos israelitas. Depois de vê-la, também irás reunir-te a teu povo, como já aconteceu com teu irmão Aarão’”. (Nm 20,12; 27,13s); “Davi respondeu a Natã: ‘Pequei contra o Senhor’. Natã lhe replicou: ‘O Senhor, de sua parte, perdoou o teu pecado e não deverás morrer. Só que, por teres ultrajado o Senhor com o teu proceder, o filho que te nasceu morrerá’” (2Sm 12,13s).


O que a Escritura quer ensinar com estas passagens bíblicas que citei? Que Deus é carrasco, que gosta de castigar o pecador arrependido? Não! O sentido é outro, bem mais profundo: toda má ação nossa, todo pecado, nos prejudica, nos fecha para Deus e para os outros, nos desfigura e nos deixa mais fracos, dependentes: “Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8,34). Pensemos numa pessoa que fuma: fica mais dependente e prejudica os outros com suas baforadas... e mesmo que queira deixar de fumar, sente-se tanto mais fraca para deixar quanto mais arraigado for o seu vício. E aquele que fala mal da vida alheia: quanto mais fala, mais viciado fica. Pois bem, ao confessar sua falta, o pecador é perdoado, mas o vício ficou mais forte, mais entranhado e o prejuízo que causou aos outros, falando deles, não é eliminado e continua fazendo mal! Portanto o pecado que cometemos deixa cicatrizes em nós e nos outros! Então, como corrigir isso? Como livrar-se do vício? Como corrigir o prejuízo, as seqüelas que o vício deixa? Pela oração, a penitência, as obras de caridade e o combate espiritual! A Escritura muitas vezes fala disto e nos exorta a este combate, a este esforço disciplinado e constante para extirpar o mal em nós! Tudo isso vai nos abrindo para Deus e os irmãos, vai nos reeducando, vai nos redirecionando para o bem, vai nos amadurecendo e dando força contra o mal! É muito importante compreender isso: a conversão nunca é repentina; sempre é um processo: mesmo que eu creia no Cristo de repente, tenho, depois, pouco a pouco, que ir corrigindo meus vícios e más tendências! Quantas pessoas realmente convertidas dizem: “Ah, padre, as coisas que fiz no passado ainda hoje me tentam, vêm-me à memória e querem levar-me a pecar novamente!” Temos, portanto, que lutar contra os vícios (= as más tendências) que ficaram em nós porque se a gente não aprender a superar estas imperfeições agora, nesta vida, o Senhor nos purificará delas logo após a nossa morte – é o que chamamos comumente de purgatório! O fato é que nada de impuro pode permanecer diante do Cristo Ressuscitado, o Santo de Deus (cf. Ex 19,10; Is 6,5-7; Ap 21,27). Somos cristãos, queremos seguir o Cristo, caminhamos com ele... mas a poeira do caminho, a infidelidade que nos impediu de ser totalmente abertos para o Cristo, tem que ser deixada para trás... nesta vida ou na outra, quando, logo após a morte, encontrarmo-nos com o Senhor que nos acolhe com seu Espírito de amor. O próprio Lutero, mesmo depois de separar-se da Igreja, continuou afirmando o purgatório. Somente mais tarde é que o negou. Ele distinguia entre ser justificado (quer dizer, ser salvo no momento em que creio em Jesus) e ser santificado (que é um processo pelo qual a minha vida vai de verdade sendo transformada pela graça que vem da fé e pelo combate interior)! Sobre o purgatório, procure ler o que eu escrevi nos artigos sobre escatologia!


Agora, demos um passo mais adiante. A Igreja pode ajudar seus filhos neste processo de conversão constante, de purificação, que é toda a nossa vida: ela, corpo e esposa de Cristo, reza de modo especial, pela expiação (pela purificação) de seus membros, aplicando-lhes solenemente o mérito infinito de Cristo, que é seu tesouro e cabeça de todos os membros do corpo eclesial. A oração da Igreja pedindo que seus membros sejam libertados das conseqüências danosas que o pecado deixa (= estas marcas, estes vícios, que também são chamados pela tradição teológica de “penas”), é o que chamamos de indulgências. E a Igreja tem certeza de ser ouvida na sua oração, primeiro porque ela ora conforme a vontade de Cristo que nos quer dar o perdão e a salvação; segundo porque ora não como na oração privada, mas como oração de toda a Igreja, corpo de Cristo-Cabeça! Dito de outro modo: as indulgências são uma ajuda que a Igreja nos dá no nosso processo de conversão: pela oração eclesial a graça de Cristo atua para nos libertar dos apegos e dependências que o pecado provoca em nós impedindo-nos a uma total abertura para o Cristo. Esta oração, a Igreja faz não somente pelos vivos, mas também pelos defuntos! Aqui é necessário notar bem: não é a Igreja quem salva: é Cristo! A Igreja, como ministra da reconciliação, como aquela que tem por missão fazer presente no mundo a salvação que vem do Senhor Jesus, como aquela que tem em Cristo seu único tesouro, pede pelo mérito do Senhor Jesus e pela intercessão de todos aqueles que já estão unidos a Cristo, nosso único mediador, que conceda aos seus filhos a força para romperem com os vícios, isto é, com as marcas e dependências deixadas pelos pecados. Isto vale também para os mortos quando, logo após a morte, eles são purificados das seqüelas de seus pecados: o que não corrigimos na nossa peregrinação terrestre o Senhor corrigirá no momento mesmo do nosso encontro com ele – e aqui a oração da Igreja conforta imensamente o irmão no momento do encontro com o Senhor que o purificará. A salvação é pessoal, mas não é individualista, isolada: somos salvos como membros de um povo, o povo de Deus, corpo de Cristo. Para os mortos, as indulgências são este apoio, este conforto, esta oração que todo o corpo de Cristo faz pelo irmão no momento do encontro com o Senhor: nem aí estamos sozinhos, mas estamos no corpo de Cristo e com o corpo de Cristo, que é a Igreja! Não esqueça: você poderá compreender melhor a doutrina do purgatório e da oração pelos mortos lendo meu artigo sobre o assunto naqueles textos sobre Escatologia, que escrevi neste mesmo jornal.


Para deixar ainda mais claro este sentido das indulgências, vamos explicar aquela definição que tantas vezes está sendo apresentada neste Ano Santo: “indulgência é a remissão da pena temporal, devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel recebe em certas condições determinadas, pela intervenção da Igreja, que distribui e aplica a todos os fiéis, pela autoridade que Cristo lhe conferiu, o tesouro dos méritos do Redentor, da Virgem Maria e dos Santos”.


Vamos destrinchar, parte por parte, esta definição:


(1) é a remissão da pena temporal: já expliquei que tudo quanto fazemos deixa marcas em nós, constrói para o bem ou para o mal a nossa personalidade, tornam-se em nós um hábito bom (= virtude) ou um hábito mau (= vício). Estas marcas terão que ser purificadas, nesta vida ou na outra; esta necessidade de purificação é o que se chama “pena temporal”. Note que é diferente da pena eterna (o inferno). As marcas que o pecado deixa em mim somente poderão ser corrigidas pelo exercício das boas obras, como a oração, a penitência a esmola... ou seja, por um exercício de correção interior. Pagar a pena quer dizer esforçar-se, exercitar-se para corrigir nossos vícios! A Igreja pode ajudar-nos a corrigir estas marcas da nossa personalidade, pode ajudar-nos a ser abertos a Cristo, pode dar-nos a remissão da pena temporal, quer dizer, ajudar-nos na libertação destes vícios que nos prendem!


(2) devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa: ao receber o perdão no sacramento da penitência, meu pecado é perdoado, minha culpa foi cancelada, mas suas conseqüências em mim permanecem: fiquei mais fraco, mais viciado naquele pecado... só posso corrigir-me pelo combate interior! A indulgência é a ajuda da Igreja neste combate!


(3) que o fiel bem disposto recebe em certas condições determinadas, pela intervenção da Igreja pela autoridade que Cristo lhe conferiu: a Igreja recebeu de Cristo o ministério da reconciliação. Em nome de Cristo, de quem é corpo e esposa, ela pode, sob certas condições, rezar pelos seus filhos, pedindo ao Cristo que não quer a morte do pecador, que liberte o irmão das penas, das conseqüências oriundas de seus pecados. Se a oração do justo alcança o céu, imaginemos a oração de toda a Igreja, unida ao seu Senhor Jesus, de quem é corpo! Observe que para receber as indulgências é preciso estar “bem disposto”! Voltaremos a isto mais adiante.


(4) o tesouro dos méritos do Redentor, da Virgem Maria e dos Santos: aqui é preciso atenção! A Igreja tem poder junto de Deus porque tem um grande tesouro: Cristo! Ele que por nós se encarnou, morreu, ressuscitou e enriqueceu-nos com seu Espírito... ele é o único e absoluto tesouro da Igreja: “Onde está o teu tesouro, aí estará teu coração!” O coração da Igreja está em Cristo! E a Igreja, confiando nele, intercede pelos seus filhos pecadores. Como entender, então, os méritos da Virgem Maria e dos Santos? Já escrevi sobre isso também aqui nO SEMEADOR ao explicar o culto aos Santos. Seus méritos não estão ao lado dos méritos de Cristo nem acrescentam nada aos méritos de Cristo. Seus méritos nada mais são que o fruto da graça e da ação do Cristo na vida deles. Eles foram grandes no serviço a Cristo? “Pela graça de Deus sou o que sou!” Estes irmãos que já estão com Cristo rezam por nós, rezam em Cristo, com quem estão na glória, rezam porque estão cheios da glória de Cristo, da vida de Cristo, dos méritos de Cristo! “Tudo é vosso, mas vós sois de Cristo e Cristo é de Deus!”


Restam ainda dois pontos a serem explicados: (a) as obras a serem realizadas para que se receba a indulgência e (b) a distinção entre indulgência plenária e parcial.
Quanto ao primeiro ponto, a Igreja determina alguns gestos concretos que indiquem nossa disposição sincera em mudar de vida, em nos abrir para a graça de Deus. As “práticas” requeridas para as indulgências não podem ser tomadas como uma coisa automática, mecânica. Não! Têm que significar um desejo sincero de conversão de vida! Realizando essas práticas eu externo aos outros e exprimo a mim mesmo que desejo de coração, com a ajuda da oração da Igreja, deixar meus vícios e abrir-me generosamente para o Senhor. Para a indulgência deste Jubileu do Milênio a Igreja pede: (i) a confissão sacramental (não comunitária!), (ii) a comunhão eucarística, (iii) um momento de meditação e oração mental (com minhas próprias palavras) concluída por um Pai-nosso, (iv) a recitação do Credo e (v) uma invocação à Virgem. Atenção, atenção! Não são gestos mágicos, práticas automáticas! São apenas gestos, que exprimem uma atitude interior de conversão! Se não exprimirem isso, não valem nada! Não posso jamais afirmar: fiz estas práticas, recebi automaticamente a indulgência! É necessário estar “bem disposto”!


Quanto à questão das indulgências plenárias ou parciais. Primeiramente é bom esclarecer que não faz parte da doutrina infalível da Igreja distinguir entre indulgências plenárias ou parciais! Faz parte da fé normativa da Igreja afirmar a validade das indulgências; a distinção entre parcial e plenária não e obrigatória! Mas, em que se baseia tal distinção? Já deixei claro que nossa atitude interior é o que mais conta para receber a indulgência. Pois bem: se meu arrependimento é perfeito, se meu desejo de mudança de vida é radical, se meu propósito de lutar contra os vícios é decidido, a indulgência é dita plenária. Quer dizer: o Senhor libertar-me-á de todas as seqüelas de meus pecados. Mas, se minha abertura não é completa, então a indulgência é dita parcial: a graça age em mim à medida que eu me abro para ela. Se eu somente me abro parcialmente, ela somente age em mim parcialmente; se me abro totalmente, ela age em mim totalmente! Um modo simples de exprimir isso é o seguinte: quando me confesso para receber a indulgência, se minha contrição, meu arrependimento foi perfeito (quer dizer, um arrependimento total, profundo e sincero, que muda totalmente a minha vida), a indulgência será plenária; se, ao contrário, meu arrependimento foi sincero, mas não perfeito (aí se chama “atrição”), então a indulgência não será nunca plenária! Então, não saberemos nunca nesta vida se a indulgência em mim foi parcial ou plenária! Recordemo-nos que a contrição perfeita é uma grande graça de Deus, que toca e transfigura nossa coração! No Ano Santo a Igreja nos oferece a indulgência plenária; se eu for plenamente aberto, ela será realmente plenária; se eu for só parcialmente aberto, ela será parcial! O Papa Paulo VI afirmava de modo muito sábio: “As indulgências não são um modo fácil para evitar a necessária penitência pelos pecados, mas oferecem sobretudo um conforto, que os fiéis individualmente, conscientes de suas debilidades, encontram no corpo místico de Cristo, o qual coopera na conversão deles com a caridade, com o exemplo e com a oração!”


Como você pode perceber, a doutrina das indulgências não é muito simples. Releia todo o artigo com atenção para compreender bem! Uma coisa é certa: as indulgências são uma bela oportunidade que Cristo nos oferece através da Igreja! Não recebamos em vão a graça de Deus!”


Fonte: Site Padre Henrique


http://www.padrehenrique.com/doutrina_catolica.htm#

Voltando as atividades!!!

Olá, para você que se cadastrou a receber nossas publicações por E-mail, vai estranhar... sim, faz tempo, mais de um ano que não posto nada nesse blog. Algumas coisas acontecem em nossa vida que dão reviravoltas incríveis.
Passamos por grandes provações, sofrimentos, alegrias... e o que sobra? Sobra Deus! Sobra nossa Fé! Sobra a alegria de saber que, com Jesus em nosso barco, ele balança, balança, entra muita água... mas não afunda.
Por isso, informo que estou voltando a postar informações úteis sobre nossa fé e nossa Igreja a partir de hoje.
Caso queira continuar conosco, será uma alegria. Se não, fique a vontade.

Grande abraço e até breve!

João Batista