
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Filhos tornam o casamento mais feliz

Nossa Senhora do Marrom Glacê

O autor do livreto "Em Defesa da Fé", o agora diácono católico Francisco Almeida Araújo, publicou (na mesma obra) o seguinte testemunho, intitulado "Nossa Senhora do Marrom Glacê".
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Os Sacramentos
Por Leandro Martins de Jesus
Fonte: Catecismo da Igreja Católica
Com a manifestação pública da Igreja ao mundo, pela efusão do Espírito Santo no dia de Pentecostes (cf. At 2,1s), inicia-se um "novo tempo" para a humanidade, o tempo da Igreja.
Neste novo tempo, a Igreja por meio de sua liturgia é encarregada de manifestar, tornar presente e comunicar a obra de salvação do Cristo, que vive e age na Igreja, que é o seu corpo.
"No dia de Pentecostes, pela efusão do Espírito Santo, a Igreja é manifestada ao mundo. O dom do Espírito inaugura um tempo novo na "dispensação do mistério": o tempo da Igreja, durante o qual Cristo manifesta, toma presente e comunica sua obra de salvação pela liturgia de sua Igreja, "até que ele venha" (1 Cor 11,26). Durante este tempo da Igreja, Cristo vive e age em sua Igreja e com ela de forma nova, própria deste tempo novo. Age pelos sacramentos" (CIC §1076).
É por meio dos Sacramentos que a Igreja dispensa as graças de Cristo aos fiéis. A Igreja "como que o sacramento" age como sinal e instrumento, é por meio dela que o Espírito Santo dispensa o mistério salvífico de Cristo. A Igreja com suas ações litúrgicas, embora peregrina nesta terra, já participa antecipadamente da liturgia celeste "Sentado à direita do Pai" e derramando o Espírito Santo em seu Corpo que é a Igreja, Cristo age agora pelos sacramentos, instituídos por Ele para comunicar sua graça. Os sacramentos são sinais sensíveis (palavras e ações), acessíveis à nossa humanidade atual. Realizam eficazmente a graça que significam em virtude da ação de Cristo e pelo poder do Espírito Santo (CIC § 1084)
Toda a liturgia da Igreja gira em torno do sacrifício eucarístico e dos sacramentos (1), que são sete, a saber: Batismo, Confirmação ou Crisma, Eucaristia, Penitência ou Confissão, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio.
Assim como a Igreja iluminada pelo Espírito Santo distinguiu o cânon das Sagradas Escrituras, de forma análoga distinguiu também o tesouro dos sacramentos, os quais são da Igreja num duplo sentido, existindo "por meio dela" e "para ela" (Igreja).
"Os sacramentos são "da Igreja" no duplo sentido de que existem "por meio dela" e "para ela". São "por meio da Igreja", pois esta é o sacramento da ação de Cristo operando em seu seio graças à missão do Espírito Santo E são "para a Igreja", pois são esses "sacramentos que fazem a Igreja"; com efeito, manifestam e comunicam aos homens, sobretudo na Eucaristia, o mistério da comunhão do Deus amor, uno em três pessoas." (cf. CIC § 1118)
Quando se diz que os Sacramentos são "sinais eficazes da graça de Deus" (cf. CIC § 1131), este fato verdadeiramente ocorre, visto agir neles (Sacramentos) o próprio Cristo, por meio de sua obra salvífica. Assim sendo, os Sacramentos atuam "ex opere operato" (pelo próprio fato de ação ser realizada), independente da justiça ou santidade de quem o confere ou de quem o recebe. Entretanto, a frutuosidade do Sacramento validamente recebido, dependerá das disposições de quem o recebe.(2)
"A partir de momento em que um sacramento é celebrado em conformidade com a intenção da Igreja, o poder de Cristo e de seu Espírito agem nele e por ele, independentemente da santidade pessoal do ministro. Contudo, os frutos dos sacramentos dependem também das disposições de quem os recebe". (cf. CIC § 1128)
É importante frisar que os sacramentos são necessários à salvação, visto serem os canais da graça de Cristo a atingir o homem, curando-o, transformando-o, conformando-o à Jesus, unindo-o de forma vital ao Salvador. (cf. CIC 1129)
NOTAS
(1) " 6. Portanto, como Cristo foi enviado pelo Pai, assim também ele enviou os apóstolos, cheios do Espírito Santo, não só porque, pregando o Evangelho a todos os homens anunciassem que o Filho de Deus com a sua morte e ressurreição nos livrou do poder de satanás e da morte e nos transferiu para o reino do Pai, mas também para que levassem a efeito, por meio do sacrifício e dos sacramentos, sobre os quais gira toda a vida litúrgica, a obra de salvação que anunciavam. Assim pelo batismo os homens são inseridos no mistério pascal de Cristo: com ele mortos, sepultados, e ressuscitados; recebem o espírito de adoção de filhos, "no qual clamam: Abba, Pai " (Rm 8,15), e se tornam assim verdadeiros adoradores que o Pai procura. Do mesmo modo, toda vez que come a ceia do Senhor, anunciam a sua morte até que venha. Por esse motivo, no próprio dia de Pentecostes, no qual a Igreja se manifestou ao mundo, "os que receberam a palavra" de Pedro "foram batizados". E "perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comum fração do pão e na oração… louvando a Deus e sendo bem vistos por todo o povo" (At 2,41-47). Desde então, a Igreja jamais deixou de reunir-se para celebrar o mistério pascal: lendo "tudo quanto nas Escrituras a ele se referia" (Lc 24,27), celebrando a eucaristia na qual "se representa a vitória e o triunfo de sua morte" e, ao mesmo tempo, dando graças "a Deus pelo seu dom inefável" (2Cor 9,15) em Cristo Jesus, "para louvor de sua glória" (Ef 1,12) por virtude do Espírito Santo." (cf. Sacrosanctum Concilium n. 6)
(2) "É claro, porém, que a frutuosidade dos sacramentos depende das disposições pessoais de quem os recebe: ninguém é santificado sem que se abra ao dom de Deus, removendo os obstáculos à graça (o apego aos pecados e as más inclinações...)" (D. Estêvão T. Bettencourt, OSB in: Curso de Iniciação Teológica por correspondência, Módulo 30, p.119)
Para citar este artigo:
JESUS, Leandro Martins de. Apostolado Veritatis Splendor: OS SACRAMENTOS.. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5660. Desde 30/03/2009.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Entendendo a doutrina das Indulgências
Por Leandro Martins de Jesus
"A doutrina e o uso das indulgências vigentes na Igreja Católica há vários séculos encontram sólido apoio na revelação divina, a qual vindo dos Apóstolos "se desenvolve na Igreja sob a assistência do Espírito Santo", enquanto "a Igreja, no decorrer dos séculos, tende continuamente para a plenitude da verdade divina, até que se cumpram nela as palavras de Deus".
Muito se diz acerca da doutrina das Indulgencias, de forma a depreciar a Igreja Católica, com base em sofismas e argumentos desprovidos do real conhecimento do que se trata.
A primeira objeção às indulgências, sobretudo de base protestante, afirma que a mesma seria "perdão dos pecados" ou mesmo a "venda do perdão" [1]. Nada de mais falso e incoerente.
"A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, (remissão) que o fiel bem-disposto obtém, em condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos." (CIC § 1471)
Fica claro a partir dessa definição do Catecismo que a indulgência não é o perdão dos pecados, mas sim, a "a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa". Outro fator de suma importância a ser observado é que a indulgência ocorre "pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos"
É preciso compreender que o pecado gera uma dupla conseqüência para o homem: a pena eterna (culpa) e a pena temporal (pena). A pena eterna caracteriza-se pela privação da comunhão com Deus, que ocorre com a prática do pecado grave ou mortal (também o pecado venial acarretando um "apego prejudicial às criaturas", produz a pena temporal que necessita ser expiada).
"As indulgencias não significam venda do perdão de pecados, como se diz freqüentemente, mas são obras que devem ser praticadas com profundo amor à Deus e total repúdio do pecado já absolvido pelo sacramento da penitencia; a fim de que o amor à Deus assim excitado apague os resquícios do pecado que costumam permanecer no cristão mesmo após a absolvição sacramental"
As indulgências surgem na história da Igreja aproximadamente no século IX. Nos primeiros séculos do cristianismo, a absolvição dos pecados ocorria somente após o pecador prestar satisfação do pecado cometido (penitencia pública), para tirar do seu íntimo as raízes do pecado, e para isto, tinha que submeter-se a rigorosa penitência (quaresma de Jejum com o penitente vestido de sacos e silício, auto-flagelação, viver de esmolas, etc).
"Com este documento [a "cartas de paz"] entregue ao bispo, o penitente era absolvido da pesada penitencia pública que o confessor lhe impusera (...) a pena temporal que a penitencia satisfazia. Assim, transferia-se para o pecador arrependido, o valor satisfatório dos sofrimentos do mártir". (Aquino Felipe. In: O Purgatório: o que a Igreja ensina, p.41)
Dessa forma, a Igreja, depositária dos méritos de Cristo e dos Santos [3], gradativamente começa a aplicá-los aos penitentes, que muitas vezes não tinham condições físicas para cumprir as pesadas penitencias da época, assim, a partir do século IX começam a surgir as obras indulgenciadas, que eram obras mais brandas (visita a um Santuário, uma peregrinação, orações como o terço, esmolas, etc), às quais a Igreja pela autoridade dada por Deus [4] aplicava o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos.
Desde o século VI e também com o advento das obras indulgenciadas (século IX), a praxe da Igreja no tocante à absolvição dos pecadores, passa a ocorrer da seguinte forma: o pecador recorria ao Sacramento da Confissão e depois de absolvido da pena eterna (culpa), cumpriria alguma obra indulgenciada para a remissão da pena temporal devida (pena).
É imperativo que se saiba, que as comutações das pesadas penitencias para as obras indulgenciadas tem seu apoio nas Sagradas Escrituras, como se depreende do texto de Levítico 5,7.11, onde se observa comutações de obrigações dos fiéis, quando estes não tinham como cumprir o prescrito: "Se não houver meio de se obter uma ovelha ou uma cabra, oferecerá ao Senhor em expiação pelo seu pecado duas rolas ou dois pombinhos, um em sacrifício pelo pecado e o outro em holocausto.(...) Se não houver meio de se encontrarem duas rolas ou dois pombinhos, trará como oferta, pelo pecado cometido, o décimo de um efá de flor de farinha em sacrifício pelo pecado. Não lhe deitará azeite nem lhe porá incenso, porque é um sacrifício pelo pecado" (Lv 7,5.11)
Outro fator importante a ser observado, é que a obtenção das indulgências não eram (nem são) feitas de forma mecânica ou burocrática, requer-se do penitente absolvido pelo Sacramento da Confissão, total horror ao pecado, e piedoso amor à Deus, de forma a possuir reta intenção de não mais incorrer no pecado, com o auxílio da graça de Deus.
Após o Concílio Vaticano II (1962-1965), o Papa Paulo VI promoveu uma revisão da disciplina das indulgências através da Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina
"N. 2. A indulgência é parcial ou plenária, conforme libera parcial ou totalmente da pena devida pelos pecados." (cf. Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina
"(...) "A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial totalmente da pena devida pelos pecados." Todos os fiéis podem adquirir indulgências (...) para si mesmos ou aplicá-las aos defuntos." (CIC § 1471)
A doutrina das indulgências é uma graça que Deus deu à Sua Igreja, para auxiliar na santificação de seus filhos, visando estimulá-los a uma vida fervorosa, animada pela fé, caridade e configuração ao nosso Salvador Jesus Cristo.
Para saber mais acerca da Doutrina das Indulgencias, recomendo a leitura da Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina
Bibliografia:
AQUINO, Felipe. O Purgatório: o que a Igreja ensina. Lorena – SP: Cléofas, 2006.
BETTENCOURT, Estevão. Indulgencias: Que são? In: Pergunte e Responderemos, ano XLIX, setembro de 2008, nº 555.
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – Edição típica Vaticana. São Paulo: Loyola, 2000.
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Notas
[1] "Deve-se observar também que a Igreja nunca vendeu o perdão dos pecados, nem vendeu indulgencias. Mais: quando a igreja indulgenciava a prática de esmolas, não tencionava dizer que o dinheiro produz efeitos mágicos, mas queria apenas fomentar a caridade ou as disposições íntimas do cristão como fator de purificação interior. Não há duvida, porém, de que pregadores populares e muitos fiéis cristãos dos séculos XV/XVI usaram de linguagem inadequada ou errônea ao falar de indulgências" (D. Estêvão Bettencourt,OSB. In: PR nº 555, p.388)
[2] "Na Idade Média, a Igreja, com a certeza de que ela é a depositária dos méritos de Cristo (...) começou a aplicar isto aos seus filhos pecadores (...) entenderam que podiam aplicar esses méritos em favor dos penitentes que deviam cumprir penitências rigorosas. Assim surgiram as "obras indulgenciadas", que substituíam as pesadas penitências (...) A partir daí, a remissão da pena temporal do pecado, obtida pelas prática dessas "obras indulgenciadas", tomou o nome de "indulgência".
[3] "Em vista da expiação dos pecados, existe na Igreja um tesouro infinito de méritos que Cristo adquiriu mediante a sua Paixão e Morte; esse tesouro frutificou nos méritos da Bem – aventurada Virgem Maria e dos Santos. É o chamado "tesouro da Igreja". (D. Estêvão Bettencourt,OSB. In: PR nº 555, p.385); "Na comunhão dos santos, "existe certamente entre os fiéis já admitidos na posse da pátria celeste, os que expiam as faltas no purgatório e os que ainda peregrinam na terra, um laço de caridade e um amplo intercâmbio de todos os bens". Neste admirável intercâmbio, cada um se beneficia da santidade dos outros, bem para além do prejuízo que o pecado de um possa ter causado aos outros. Assim, o recurso à comunhão dos santos permite ao pecador contrito ser purificado, mais cedo e mais eficazmente, das penas do pecado. Esses bens espirituais da comunhão dos santos também são chamados o tesouro da Igreja, "que não é uma soma de bens comparáveis às riquezas materiais acumuladas no decorrer dos séculos, mas é o valor infinito e inesgotável que têm junto a Deus as expiações e os méritos de Cristo, nosso Senhor, oferecidos para que a humanidade toda seja libertada do pecado e chegue à comunhão com o Pai. É em Cristo, nosso redentor, que se encontram em abundância as satisfações e os méritos de sua redenção". "Pertence, além disso, a esse tesouro o valor verdadeiramente imenso, incomensurável e sempre novo que têm junto a Deus as preces e as boas obras da Bem aventurada Virgem Maria e de todos os santos que, seguindo as pegadas de Cristo Senhor, por sua graça se santificaram e totalmente acabaram a obra que o Pai lhes confiara, de sorte que, operando a própria salvação, também contribuíram para a salvação de seus irmãos na unidade do corpo místico." (CIC § 1475-1477) [destaque nosso]
[4] A indulgência se obtém de Deus mediante a Igreja, que, em virtude do poder de ligar e desligar que Cristo Jesus lhe concedeu, intervém em favor do cristão, abrindo-lhe o tesouro dos méritos de Cristo e dos santos para obter do Pai das misericórdias a remissão das penas temporais devidas a seus pecados. Assim, a Igreja não só vem em auxílio do cristão, mas também o incita a obras de piedade, de penitência e de caridade. (CIC § 1478); "Cristo confiou à sua Igreja as chaves para administrar o tesouro da redenção, como se depreende de textos, como o de Mt 16,16-19; 18,18; Jo 20,22s." (D. Estêvão Bettencourt,OSB. In: PR nº 555, p.385)
[5] "Esta praxe ficou em vigor até os tempos recentes da Igreja. Quando, antes do Concílio Vaticano II (1962-1965), se falava de "indulgencia de 100, 300 dias, um ou mais anos", não se designava um estágio no purgatório, pois neste não há dias nem anos. Com essa contagem, indicava-se o perdão da expiação que outrora alguém prestaria fazendo 100, 300 dias, um ou mais anos de penitencia rigorosa, avaliada segundo a praxe da Igreja antiga." (D. Estêvão Bettencourt,OSB. In: PR nº 555, p.387)
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Para citar este artigo:
JESUS, Leandro Martins de. Apostolado Veritatis Splendor: ENTENDENDO A DOUTRINA DAS INDULGÊNCIAS. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5663. Desde 27/03/2009.
A Medicina tem seus Limites
Por Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho
A medicina não é uma ciência exata e tem seus limites e muitas vezes os médicos se esquecem do que está claríssimo na Bíblia, dito pelo próprio Cristo, Médico divino: “Para Deus tudo é possível” (Mt 19,26).
Toda polêmica que o caso da menina que ficou grávida aos 9 anos violentada pelo padrasto em Recife e que por autorização da mãe, teve a gestação interrompida tem como pano de fundo buscar apoio para a aprovação da hedionda e satânica lei do aborto que está para ser votada novamente.
A Folha on line de dois de dezembro de 2006 publicou o seguinte: “Vítima de estupro, menina de nove anos dá à luz no Peru.Uma menina de nove anos deu à luz um menino neste sábado, fruto de um estupro, em um hospital público de Lima, informou o ministro peruano de Saúde, Carlos Vallejos.
O caso comoveu o Peru, quando sua gestação foi revelada em setembro passado, tornando-a a mãe mais jovem do país”.
Aqui no Brasil o caminho foi assassinar duas pessoas inocentes, indefesas, cometendo-se o aborto!
Portanto fomos dizendo não a esse aborto dia-a-dia, até um momento especial que recebemos a visita de Dom Diógenes Matthes, Bispo de Franca. Hoje, ele é bispo emérito.
Nós acreditamos nesta oração dele e começamos a rezar pela beata Gianna todos os dias. E pela graça de Deus no dia 31 de maio de 2000, contradizendo todas as teorias médicas, que afirmavam que a criança nem sobreviveria e, caso viesse a sobreviver, ficaria muito tempo na UTI e, se ainda assim, sobrevivesse ao tratamento intensivo seria uma criança com muitas e muitas sequelas.
Cumpre, porém, desmascarar os profetas da mentira, lutando a favor do bem, para que o mal não se difunda. Recomenda São Paulo: “A noite vai adiantada, e o dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz”. (Rm 13,12). Pensemos nisto!
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana de 1967 a 2008.
Fonte: Cléofas
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Enquete importante
O Senado está querendo saber a opinião dos brasileiros sobre o PLC 122 (que castiga toda opinião contrária ao homossexualismo), perguntando se você é a favor ou contra esse projeto. Para votar, vá à enquete deste link:
http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0
Fonte: Blog do prof Felipe Aquino.
Riquezas do Vaticano
A crítica contra os templos
Freqüentemente se acusa a Igreja de ser rica por ter numerosos templos.
Os templos são sagrados porque são dedicados ao culto de Deus. Os cristãos desejam refletir na construção do amor e respeito devido a Deus. Nada pode ser mais importante que o culto divino.
Jesus Cristo freqüentava a sinagoga e, quando estava em Jerusalém, assistia ao templo e ensinava nele. Jesus põe como exemplo a uma viúva que oferece ao templo o que necessita para comer (Cf. Mc 12:44). Seu zelo foi tanto para com o Templo que expulsou os vendilhões que ali estavam (Mt 21,12-13).
Os templos não são propriedades do clero. Pertencem a todos. São o único lugar adequado onde os pobres sabem que estão em sua própria casa. Os templos são construídos com o esforço de todos os crentes, ricos e pobres e todos tem acesso igual a eles pois não se cobra a entrada.
Dar culto a Deus não é escapar das realidades do mundo. Ao contrário. Só aquele que se encontra em Deus saberá viver as exigências do amor sobrenatural que Deus nos pede para com os pobres.
Ainda olhando sob este ponto de vista puramente material, o custo de construir templos não empobrece mas enriquece. A construção gera emprego pois requer muita mão-de-obra e as Igrejas são umas das poucas obras que mesmo os pobres podem participar de sua construção e o fazem como se estivessem construindo sua própria casa, pois eles mesmos vão à Igreja com toda a família. Os pobres são os que mais vão a Igreja, afirmando ali sua dignidade e união com Deus que é Pai de todos. Os templos podem durar por séculos, sendo assim, enriquecem a várias gerações. Que seriam de nossas cidades hoje sem as belas igrejas que nossos antepassados construíram?
Os templos são lugar de oração, centro religioso da comunidade, patrimônio cultural da humanidade. Seus frutos não se podem calcular só em termos econômicos. A esperança da humanidade está em seu encontro com Deus, em sua conversão e em seu culto a Deus. É da experiência de fé que surge o novo homem capaz de trabalhar para um mundo mais justo que vença os males, entre eles a pobreza.
Se calcularmos a longevidade dos templos e as centenas e até milhares de quilômetros que durante os anos dão culto a Deus, podemos descobrir que os gastos da construção de um templo são recursos muito bem aporveitados.
Qual então, é a verdadeira razão dessa crítica contra os templos? Não será em muitos casos a mesma queixa de Judas diante do perfume daquela mulher? Jesus respondeu:
“Por que criticais a esta mulher? Pois uma ‘boa coisa’ me fez. Porque tereis sempre pobres convosco mas a mim não tereis sempre.” Mt. 26:10-11.
Jesús olhava com outros olhos e certamente não lhe faltava amor para com os pobres.
Não são os templos que mantêm a pobreza mas a corrupção, os vícios, o egoísmo, a fata de adequada produção, os salários injustos e outros fatores que são frutos do pecado. Só quando colocamos Deus por cima de tudo é que podemos nos liberar disso e muito mais. Os templos servem como lugar de encontro para esta liberação.
As riquezas do Papa
O Papa não é rico nem vive como tal. É um homem de Deus totalmente dedicado a seu minstério em serviço da humanidade. A vida do Papa é austera. Os que o vêem em seu apartamento e escritório sabem a verdade. Começa o dia na capela às 5 da manhã…
Tudo o que faz o faz para a glória de Deus e o bem das almas.
Que vive em um palácio? Vive em um antigo “palácio” no Vaticano pois sua missão não o permite viver em um apartamento da cidade. Pode-se imaginar um Papa tomando um ônibus para ir ao Vaticano todo dia? Os que dizem estas coisas não compreendem como as pessoas amam o Papa. Quando o Papa sai em público entra em cena um grande sistema para que as pessoas não pulem em cima dele.
Que viaja muito? -Sim, porque quer chegar pessoalmente com o Evangelho a todos os seus filhos. São viagens esgotantes. Não é um passeio turístico de milionário. Cada visita custa milhões, mas não é por prazer pessoal. É para o bem de milhões. Quem já esteve presente numa missa ou audiência papal sabe muito bem a graça que isto representa.
Que tem muito dinheiro e riquezas? Não é certo. O Papa é um administrador. Não são riquezas pessoais. Por acaso alguém diz que um piloto comercial é rico porque tem um grande avião em seu controle? Como pastor da Igreja Universal, o Papa é responsável pela administração do Vaticano e isto implica recursos econômicos. Esses recursos são na realidade uma quantidade muito moderada diante das reais necessidades da Igreja a serviço.
Os museus do Vaticano não são propriedades do Papa, mas da Igreja, quer dizer, de todos os batizados. São patrimônio da humanidade. Milhões os visitam a cada ano, sem consideração de religião ou falta dela.
O dinheiro do Vaticano
Como se sustenta economicamente o Vaticano?
Fala o monseñor Sebastiani, prefeito para Assuntos Econômicos da Santa Sé. CIDADE DO VATICANO, 23 julho de 1998. Extraído de Zenit http://www.zenit.org/spanish/.
“Para a Igreja as doações livres tem se revelado mais rentáveis que as taxas. Talvez a razão é psicológica. Mas se a Santa Sé tem saneado, pouco a pouco, suas próprias contas, isto tem sido graças a uma verdadeira solidariedade entre os fiéis, conferências episcopais e ordens religiosas, que começou em 1992 com a reforma do código canônico. Aqui no Vaticano temos aplicado o axioma comum a qualquer empresa bem administrada: conter os gastos e aumentar as entradas. É tudo. Inclusive, ainda este ano, temos aumentado as ajudas familiares a nossos empregados em uns 40%. Mas quem diz que temos só imensas riquezas, tesouros escondidos, cai num erro. Cuidamos muito da manutenção dos nossos imóveis, porque é melhor gastar antes que quando o imóvel fica velho. Vamos cuidando do grande patrimônio herdado do Estado italiano com o Pacto de Latrão”.
O arcebispo italiano Sergio Sebastiani, de 67 anos, 38 dos quais vividos nas nunciaturas apostólicas de meio mundo, sorri persuasivo como só os diplomatas de longa data sabem fazer. Sebastiani é, desde poucos meses, presidente da Prefeitura para Assuntos Econômicos. Em declarações dadas ao “Corriere della Sera”, o maior jornal italiano, explicou em que consiste o trabalho do organismo vaticano que dirige. “Equivale ao Ministério da Economia e Fazenda e, ao mesmo tempo, ao Tribunal de Contas do Estado - explica - mas ao fazer certas comparações não se pode esquecer que a igreja tem uma missão espiritual, não material. Aqui os recursos econômicos são só o meio, não o fim”.
Em seu sóbrio escritório, anexo a colunata de São Pedro, o monsenhor Sebastiani conta como, nos anos 67-68, como jovem secretário do cardeal Giovanni Benelli, colaborou justamente com o nascimento da Prefeitura que hoje preside. Depois, com o trabalho da Cúria, para Sebastiani abriu-se o caminho da diplomacia vaticana. “Aqui estamos todos marcados pela experiência diplomática vivida no exterior. É nosso guia mental. Mas, quem diria que ainda voltaríamos aqui? Encontrei este organismo pós-conciliar estruturado, reforçado e respeitado”.
–Monsenhor Sebastiani, como se tem pago as finanças da Santa Sé?
–Até 92, tínhamos um forte déficit. Este ano marcamos um superavit record de 19.000 milhões de liras: uma situação talvez irrepetível, devido à mudança favorável das divisas. Quer dizer, ao reforço do dólar –a divisa em que recebemos muitas ofertas - respeito a lira, a moeda que usamos nas contas.
–A diferença se deve às doações?
–Hoje recebemos um total de mais de 100 milhões de liras ao ano em doações livres, das quais 34 milhões vem dos bispos. Estes últimos, segundo o canon 1.271 do Código de Direito Canônico, tem a obrigação moral de contribuir as necessidades materiais da Igreja.
No fundo, a Santa Sé está ao serviço das comunidades eclesiais locais da mesma forma como o Estado está ao serviço dos cidadãos. As dioceses individuais, portanto, tem seus próprios assuntos econômicos mas dão uma contribuição voluntária a Roma porque, em troca, recebem um serviço. Pense em nossa atividade diplomática ou nas missões. Seguindo o mesmo princípio, a sua vez as dioceses recebem contribuições dos fiéis.”
–Quais são as conferências episcopais mais generosas para Roma?
–Em primeiro lugar está, desde alguns anos, a Conferência Episcopal Alemã, seguida da americana e italiana. Depois estão as privadas: nos Estados Unidos, criou-se associações que recolhem fundos para a Santa Sé como os Cavaleiros de Colón ou a Fundação Papal. E sabe quem dá mais? Os pobres, não os ricos. A Igreja se sustêm graças ao óbolo da viúva. Além das contribuições dos fiéis e dos bispos, chega as contribuições das congregações religiosas, pouco mais de 2.500 milhões ao ano”.
–E o óbolo de São Pedro?
–Não entra em nosso capital consolidado, mas se trata separadamente para que o Santo Padre faça com esse dinheiro o que ache mais conveniente. Não sabemos o destino exato desta soma, que de todas maneiras vem sendo usadas para obras de caridade, missões e assistência a igrejas pobres”.
–Por que a Igreja não tem uma estrutura financeira centralizada, como se sucede a nível doutrinal?
–Ao contrário do que sucede no campo doutrinal, onde o Papa tem o mandato de conservar através dos séculos o depósito da fé, na gestão dos próprios recursos, a Igreja é uma realidade descentralizada. Quer dizer, deixa a autonomia a cada administração vaticana, ainda que sob o controle da Prefeitura dos Assuntos Econômicos.
ZN980723-7 Zenit
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Para citar este artigo:
Apostolado Veritatis Splendor: ONDE ESTÃO AS RIQUEZAS DO VATICANO?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/814/onde-estao-as-riquezas-do-vaticano
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Finados

Foi feita uma pesquisa na França: “Para Você, o que é morte?” Oito pessoas sobre cem declararam-se sem opinião. Trinta e sete por cento disseram que a morte é o fim de tudo, que depois dela não existe nada. Outros trinta e três por cento falaram de uma passagem para qualquer coisa, mas não sabem dizer do que se trata; lá chegando, se verá. Somente vinte e dois por cento, isto é um em cada cinco, soube dar uma resposta cristã: a morte é a entrada na vida eterna.
Nós vamos à Igreja por muitos motivos: um pouco para rezar, um pouco para compreender o que diz a Palavra de Deus sobre este dia de finados. Esperamos ver uma clara luz sobre o mistério da morte e o depois.
Pornografia X Crianças
Por padre John Flynn, L.C.

ROMA, terça-feira, 27 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Proteger as crianças da exploração sexual é hoje prioridade para muitos governos e organizações privadas. Apesar disso, um recente informe denuncia que não se está fazendo o suficiente para tratar a ameaça que a pornografia dos adultos representa para as crianças.
"Morality in Media", uma organização sem fins lucrativos com sede em Nova York, publicou em setembro um estudo intitulado: "How Adult Pornography Contributes To Sexual Exploitation of Children" (Como a pornografia adulta contribui para a exploração sexual das crianças).
Ali se sustenta que os organismos dos governos e as organizações privadas estão ignorando as consequências do que qualificam de “exploração” da pornografia adulta na internet e em outros lugares.
A pornografia adulta é uma ameaça para as crianças de diferentes formas, afirma o informe:
–Os delinquentes utilizam pornografia adulta para preparar suas vítimas.
–Para muitos delinquentes, há uma progressão desde ver pornografia adulta até ver pornografia infantil.
–Os homens atuam com as crianças prostituídas como como veem na pornografia adulta, e os aliciadores usam pornografia adulta para instruir as crianças prostituídas.
–As crianças imitam com outras crianças o comportamento que veem na pornografia adulta.
–O vício à pornografia de adultos destrói casamentos, e os filhos nos lares com um só progenitor correm mais risco de sofrer exploração sexual.
Preparação
O autor do informe, Robert Peters, presidente de "Morality in Media", explica que há duas décadas, em sua pesquisa sobre casos judiciais, esbarrou com múltiplos exemplos de situações que implicam exploração sexual de crianças em que o acusado adulto havia mostrado ou dado pornografia de adultos à vítima menor como parte do processo de preparação.
Muitos debates têm-se centrado no tema de se a pornografia de adultos causa crimes sexuais, observa. Ainda que este assunto da causa direta ainda esteja em debate, Peters comenta que, segundo sua experiência, a utilização de pornografia de adultos por parte de depravadores para despertar e desensibilizar suas vítimas menores é de verdade uma forma como a pornografia de adultos contribui para causar dano.
Isso é mais que uma simples opinião pessoal. Um dos apêndices do informe contém mais de 100 páginas de recortes de notícias e casos judiciais que fazem referência a como os delinquentes mostraram ou deram pornografia a uma criança ou a forçaram a olhá-la.
O informe continua explicando que as pessoas que são viciadas em pornografia requerem classes mais explícitas e anômalas de material sexual conforme avança o tempo, de forma parecida a quem sofre de vício de drogas. Assim, com o tempo, há uma necessidade crescente de mais estímulo para alcançar o mesmo efeito inicial.
Peters também observa que há uma tendência cada vez maior a reproduzir sexualmente os comportamentos vistos na pornografia. Desta forma, os consumidores de pornografia não são meros consumidores passivos, mas tendem a levar à prática os comportamentos que veem.
Ameaça da mídia
Quanto às crianças, o informe explica que se uma criança entrasse em uma livraria adulta, ser-lhe-ia solicitado que saísse, posto que vai contra a lei de vender pornografia às crianças no mundo real.
Pelo contrário, se essa mesma criança está a ponto de entrar na maioria das páginas web comerciais que distribuem pornografia adulta, é possível que veja pornografia adulta gratuitamente e sem restrições. Supostamente, quando se trata de internet, os tribunais pensam que a utilização por parte dos pais de filtros é uma solução adequada para o problema, comenta o informe.
Os pais têm um papel primordial na hora de proteger as crianças do conteúdo danoso da internet, admite Peters. No entanto, a maioria das crianças pode ter acesso à internet fora de casa ou por meio de dispositivos móveis. Tudo que se necessita é que uma criança em um grupo de amigos tenha acesso sem restrições à internet para que todos tenham acesso, destaca o informe.
Peters também afirmava que em seus muitos anos de experiência um número significativo de aliciadores utiliza a pornografia não apenas para despertar e instruir suas vítimas, mas também para exercitar a si mesmos.
Uma das conclusões do informe é o pedido de que as Igrejas e outras instituições religiosas façam mais frente ao problema da pornografia de adultos.
Também os meios de comunicação e de entretenimento poderiam ajudar a apresentar a produção e o consumo de pornografia adulta como um problema real, em vez de uma questão sem nenhuma significação moral ou social.
Vida familiar
A observação do informe de que a pornografia fere a vida familiar e as crianças não é uma opinião ilhada. Da Austrália, o Sydney Morning Herald, em um artigo de 5 de março, falava do cenário de um marido viciado no pornô. O “catastrófico desajuste emocional que sofre” por este vício é um fato comum.
No ano passado, o telefone da assessoria Mensline Australia teve crescimento de 34% no volume de chamadas de homens que sentiam que a pornografia era um problema em sua relação, comentava o artigo.
A possibilidade de aceder à pornografia através de computadores e telefones tirou, por assim dizer, a barreira de entrada, quer dizer, a vergonha de visitar um sex shop para comprar uma revista ou um vídeo.
O artigo observava que também é um problema grave para as mulheres. “Há uma boa proporção de mulheres que vê o uso do pornô por seu parceiro como uma infidelidade”, afirmava o sociólogo Michael Flood. "Inclusive quando ele é honesto sobre isso, algumas mulheres consideram o uso do pornô como uma espécie de adultério”.
O nexo entre a multimilionária indústria do pornô e o apetite sexual converteu-se em algo como a relação entre as refeições extragrandes e a obesidade, sustentava a feminista Naomi Wolf em um artigo publicado a 4 de abril no Times.
“A onipresença das imagens sexuais não libera o poder de Eros, mas o diluem”, afirmava.
Um artigo publicado no jornal canadense Ottawa Citizen a 29 de maio dava mais evidências sobre as implicações disso para as crianças. Richard Poulin, professor de sociologia na Universidade de Ottawa, participou de uma conferência em Montreal intitulada: “Jovens, mídia e sexualidade”.
Ele observava que as agressões sexuais são cometidas agora por jovens. Ademais, uma pesquisa realizada entre estudantes da Universidade de Ottawa manifestou que a média de idade em que viram pela primeira vez pornografia era de 13 anos. Entre aqueles cujos pais tinham a pornografia em casa, a idade era menor, entre 10 e 11 anos.
Poulin também citava uma pesquisa que mostrava que um em cada cinco homens entre 22 e 23 anos admitia sentir-se atraído por meninas de 13 anos. “Esta não é uma tendência trivial”, indicava.
Ambiente sadio
Bento XVI abordava o tema da pornografia em seu discurso de 16 de abril de 2008 aos bispos norte-americanos, durante a visita aos EUA.
“As crianças têm direito a crescer com uma sadia compreensão da sexualidade e de seu justo papel nas relações humanas”, recomendava. “A elas se deveriam evitar as manifestações degradantes e a vulgar manipulação da sexualidade hoje tão preponderantes”.
As crianças têm o direito de ser educadas nos autênticos valores morais baseados na dignidade da pessoa humana, continuava o pontífice.
“Que significa falar da proteção das crianças quando em tantas casas se pode ver hoje pornografia e violência através dos meios de comunicação amplamente disponíveis?”, perguntava.
Ao tratar este problema, o Papa falava da necessidade urgente de determinar os valores que guiam a sociedade de hoje. Se de verdade quisermos cuidar dos jovens, todos temos de reconhecer nossa responsabilidade de promover e viver os valores morais autênticos, que permitam prosperar a todos, concluía.
Uma recordação oportuna do perigo de fechar os olhos ante um problema que se ignora com muita frequência.Comissao Defesa VidaPastoral FamiliarArquidiocese Londrina
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
SÃO SIMÃO

terça-feira, 27 de outubro de 2009
A VIRTUDE DA CASTIDADE
CASTIDADE
Do latim “castitas”, de “castus”, originariamente termo da linguagem religiosa que significava: conforme aos ritos; posteriormente foi tomado como particípio do verbo “careo” = carecer e passou a significar também: isento de, puro.
É uma virtude moral que preserva o homem de qualquer complacência indevida com a satisfação sexual.
É a expressão de uma plena vitória da vontade sobre o instinto.
É uma nota inconfundível das almas nobres e fortes.
O homem casto não é apenas aquele que não tem uma vida desregrada, mas é o que exerce pleno controle não só sobre seus atos e palavras, mas também sobre seus impulsos íntimos e seus desejos.
As reações do animal obedecem, de modo exclusivo e inelutável, aos estímulos dos instintos de conservação e reprodução. Mas nele esses instintos têm uma regulação automática e um equilíbrio natural. No homem, esse equilíbrio é exercido pela razão consciente e voluntária. E nisso reside a nobreza do ser humano. O devasso acaba se assemelhando ao animal, escravo dos próprios instintos. O casto controla os seus instintos, segundo as finalidades superiores da razão: não vive para comer, mas come para viver; não vive para o sexo, mas submete a atividade sexual à sua função imanente de transmitir o dom da vida e de permitir entre os esposos a realização da plenitude de amor humano.
Fonte: Pe. Fernando Bastos de Ávila, S.J. - Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo, MEC - Ministério da Educação e Cultura, FENAME - Fundação Nacional do Material Escolar, 2a edição, 1975, verbete Castidade, página. 116.
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Para citar este artigo:
SJ, Pe Fernando Bastos de Ávila. Apostolado Veritatis Splendor: A VIRTUDE DA CASTIDADE. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5558/a-virtude-da-castidade
só a Igreja pode interpretar autenticamente a Bíblia

VATICANO, 26 Out. 09 (ACI) .- Ao receber aos membros do Pontifício Instituto Bíblico, com motivo do centenário de sua fundação, o Papa Bento XVI recordou que "à Igreja está confiada a tarefa de interpretar autenticamente a palavra de Deus" e pediu que "a Sagrada Escritura seja neste mundo secularizado não só a alma da teologia, mas também a fonte da espiritualidade e do vigor da fé de todos os crentes de Cristo".
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Calendário espanhol retrata santos como transexuais
Calendário espanhol retrata santos como transexuais
Associações espanholas de defesa dos direitos dos homossexuais lançaram um calendário com imagens baseadas em conhecidas obras de arte sacra, especialmente aparições da Virgem Maria, mas interpretadas por transexuais.
Mês de dezembro
No chamado Calendário Laico, cada mês está representado por uma livre interpretação de cenas famosas do imaginário católico, como a de Nossa Senhora de Fátima diante dos três pastores. Mas redecorada com a estética gay. As imagens mostram santas em versões drag queen, usando mantos, coroas, colares, braceletes, tendo preservativos coloridos como aplique e até vibradores no alto das coroas. Depois do sucesso de uma experiência-piloto - com 500 cópias esgotadas na parada do orgulho gay, em junho -, o calendário laico começa a circular em Madri nesta semana com tiragem de 10 mil exemplares.
Mês de junho
'Provocação' O calendário deve ser interpretado como provocação ao clero, em um país onde a Igreja, influente, difunde doutrinas contrárias ao homossexualismo e ao uso de preservativos. "Pode ser que alguém se chateie. Esperamos que nenhum fiel se sinta ofendido, porque não era a intenção, nem vemos nada de vulgar nas fotos", afirma o ativista. "Mas também não é uma provocação a onipresença da igreja e a negação da homossexualidade por parte do clero, fazendo uso dos seus ícones? A arte está para isso: para romper os esquemas." Alguns fiéis já se sentem ofendidos. O grupo católico Religião e Liberdade, fervente, disse à BBC Brasil que o calendário é uma "ofensa clara e inconstitucional". Citando o Código Penal, o vice-presidente da associação, Raúl Mayoral, alega que a publicação vulnera o artigo que prevê penas de oito a doze meses de prisão para quem ofenda os sentimentos dos membros de uma confissão religiosa.
Para os representantes da Plataforma Hazte oír (Faz-te ouvir), uma das organizadoras dos protestos nas ruas de Madri contra o aborto e contra o casamento entre gays, o calendário laico ataca os ícones e valores católicos, mas não surpreende. "Estamos fartos de ver estes tipos de agressões. Essa inquisição rosa é constante porque os homossexuais espanhóis aproveitam qualquer oportunidade para soltar qualquer barbaridade em nome da liberdade de expressão", disse à BBC Brasil Nicolás Susena, coordenador da plataforma. "Depois de ver cartazes na parada do orgulho gay com fotos do Papa Bento 16 e a frase 'cuidado com o pastor alemão' o que vamos esperar desta gente? É revoltante e me dá vergonha de ser espanhol numa sociedade deste nível."
Fonte: Uol Notícias
Além de mandar esse e-mail, convido-o a agir conforme Nossa Senhora pediu em Fátima, rezar o terço/rosário diariamente pedindo pela conversão de todos os pecadores.
Um católico pode defender o aborto?
De modo geral, a nossa sociedade, que idolatra a técnica, confunde o que é possível para a ciência com aquilo que é moralmente admissível. Ora, nem tudo que é tecnicamente realizável é também moralmente aceitável. Começo por esta afirmação, porque o fato de a técnica da medicina ter a capacidade de realizar o aborto com relativa facilidade, além do elevado número de abortos, têm induzido nossa sociedade a ser tolerante com o assassinato intra-uterino. É bom recordar também que uma situação ou ação não passam a ser morais e aceitáveis do ponto de vista ético simplesmente porque tornaram-se aprovadas pela lei. Pense-se, por exemplo, na discriminação racial na África do Sul: era absolutamente legal, mas totalmente imoral!
Defende-se o aborto em nome da emancipação da mulher, que deve ter direito sobre o domínio do próprio corpo e deve ser livre para rejeitar tudo quanto possa atrapalhar seu projeto de felicidade. Então, dificuldades conjugais, despreparo para ser mãe, sentimento de cansaço, idade avançada, necessidade de continuar os estudos, exigências profissionais… tudo isso justificaria o aborto… Além do argumento da emancipação, tem-se o do aumento demográfico – o aborto seria um meio de evitar a explosão populacional.
Alguns teólogos moralistas cristãos procuram justificativas para o aborto em casos que tivessem uma séria motivação. Segundo alguns, o aborto somente seria inaceitável até o sexto ou sétimo dia após a fecundação, quando o óvulo penetra o revestimento interno do útero. Isto porque, antes deste período, é grande o número de abortos espontâneos e, além, do mais, não está ainda claro se esse óvulo fecundado (zigoto) será um ou mais indivíduos… Como não há ainda uma definição quanto à individualidade, não teríamos um ser humano e o aborto, por razões sérias, não seria imoral. Outros falam ainda na possibilidade do aborto antes da formação do córtex cerebral, já que o que especifica o ser humano é a racionalidade: como o cérebro não estaria formado ainda, não poderíamos falar num ser humano. Há ainda um grupo que parte da definição da pessoa como capacidade de entrar em relação com os outros e o mundo. O ser humano não seria simplesmente uma realidade biológica, mas pessoal, social. Seria preciso, então, distinguir entre vida humana (biológica) e vida humanizada (social). Neste aspecto, um feto seria humano, mas não humanizado. Portanto, haveria possibilidade moral para o aborto.
Observe-se que todas estas abordagens são interessantes, mas todas são arbitrárias, pois não se pode determinar o início da vida humana de modo seguro, a não ser com um critério: a vida de um ser humano começa no momento da sua fecundação. Desde este momento já se tem uma vida irrepetível e única. O zigoto e, depois, o feto não são um órgão da mãe, não pertencem à mãe nem fazem parte dela! Esta nova vidazinha é realmente uma realidade viva, biologicamente distinta do útero materno, geneticamente nova e original, biologicamente humana e individualizada. Este feto ou já é humano desde o início ou não o será nunca: desde o momento em que o óvulo é fecundado, inaugura-se uma vida que não é a do pai nem a da mãe, mas a de um novo ser humano, que começa a desenvolver-se por conta de seu próprio dinamismo. Repito: ele não se tornaria nunca humano se já não o fosse desde o primeiro instante. Irá desenvolver-se, correrá riscos de vida, irá humanizando-se… não só na fase intra-uterina, mas por toda a sua existência humana, até o fim da sua vida. Só seremos plenamente nós mesmos no momento final, no instante da nossa morte, quando tivermos vivido todas as nossas chances e possibilidades!
Quanto à Sagrada Escritura, ela não contempla diretamente a questão do aborto, mas afirma que Deus conhece e ama o ser humano desde o ventre materno (Jó 10,11; 2Mc 7,22s). Basta pensar no Salmo 138/139,14-16a: Nunca se deve esquecer que toda a Escritura é um “sim” decidido de Deus em favor da vida humana e de toda criatura. “Conhecias até o fundo do meu ser: meus ossos não te foram escondidos quando eu era feito, em segredo, tecido na terra mais profunda. Teus olhos viam o meu embrião”. Também a Tradição da Igreja foi pelo mesmo caminho. Fiel à atitude de Cristo em favor dos mais indefesos, a Igreja sempre foi contra a prática abortiva.
Diante de tudo isto, um católico não pode militar em prol do aborto sem que esteja em gravíssimo dissenso com a moral católica. Recordemos que a Igreja goza de especial assistência do Espírito de Cristo sobretudo nas questões de fé e moral. É temerário e sinal de falta de fé a teimosia em dissentir do Magistério quando este repetidamente insiste num ponto tão importante e grave! É sempre a mesma tendência humana de decidir, como se fosse Deus, o que é bem e o que é mal… Triste que, em geral, aqueles que mais defendem o aborto são os que mais lutam em defesa das árvores e dos animais… esquecendo que o ser humano é a única criatura que traz em si a imagem de Deus em Cristo Jesus…
NA CONFISSÃO, POR MEIO DO SACERDOTE, JESUS NOS PERDOA
Por Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela
Tradução: Pe. Antonio Carlos Rossi Keller
Fonte: Livro “Curso de Catequesis” da Editora Palabra, España
INTRODUÇÃO:
Uma das páginas mais comovedoras do Evangelho é a parábola do filho pródigo, que retrata a conduta de um filho ingrato para com seu pai. Eram dois irmãos e o menor decide abandonar a casa; depois de pedir sua parte na herança, foi-se embora para um país longínquo onde gastou tudo, levando uma vida má. Então, teve que por-se a cuidar de porcos para poder viver, até que um dia sentiu vergonha de sua situação e decidiu voltar para casa, e pedir perdão a seu pai: “Pai, pequei contra o céu e contra ti” (Lucas 15,18). O pai, que o esperava, quando viu que se aproximava, saiu a seu encontro, abraçou-o e o beijou. E foi tão grande sua alegria que ordenou aos criados que preparassem um banquete e uma grande festa para celebrar a volta do filho mais novo.
Esta parábola pode nos ajudar a entender o sacramento da Penitência, que é o sacramento da misericórdia de Deus.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. Os sacramentos de cura.
Estudamos os sacramentos da iniciação cristã: o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia, que outorgam a vida nova em Cristo. Mas, apesar de tantas graças, o ser humano é débil, pode pecar e carrega consigo as misérias do pecado.
Cristo quis que na Igreja existisse um remédio para estas necessidades, e nós podemos encontra-lo nos sacramentos da Penitência e da Unção dos Enfermos, chamados sacramentos de cura, porque curam a debilidade e perdoam os pecados.
2. Para salvar-se, é preciso que nos arrependamos dos pecados
Não existe possibilidade de salvação sem o arrependimento dos pecados, que é absolutamente necessário para aquele que ofendeu a Deus. É o que nos diz Nosso Senhor Jesus Cristo: “Se não fizerdes penitência, todos, igualmente, perecereis” (Lucas 13,3).
Antes da vinda de Jesus Cristo, a humanidade não tinha nenhuma segurança de poder ter obtido o perdão de seus pecados. A segurança foi-nos trazida por Jesus, que pode dizer: “Teus pecados te são perdoados” (Mateus 9,2).
3. A instituição do sacramento da Penitência, para o perdão dos pecados
Na tarde do domingo da Ressurreição, Jesus Cristo instituiu o sacramento da Penitência, ao dizer a seus discípulos: “Recebei o Espírito Santo; aqueles a quem lhes perdoardes os pecados, lhes serão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos” (João 20,22-23). Instituiu este sacramento como um juízo, mas juízo de misericórdia, para que os Apóstolos e seus legítimos sucessores pudessem perdoar os pecados.
“Olha que entranha de misericórdia tem a justiça de Deus! - Porque nos juízos humanos, se castiga aquele que confessa sua culpa: e no divino, se perdoa.
Bendito seja o santo Sacramento da Penitência!” (Caminho, 309).
Este sacramento é denominado também sacramento da conversão, da reconciliação, ou confissão.
4. É o mesmo Jesus Cristo, por meio do sacerdote, quem absolve
Só os sacerdotes - com potestade de ordem e a faculdade de exerce-la - que podem perdoar os pecados, pois Jesus Cristo deu o poder só a eles. Não se obtém o perdão, portanto, dizendo os pecados a um amigo, ou diretamente a Deus. Além disso, no momento da absolvição é Cristo mesmo quem absolve e perdoa os pecados por meio do sacerdote, já que o pecado é ofensa a Deus e só Deus pode perdoa-lo. O sacerdote deve guardar - sob obrigação gravíssima - o sigilo sacramental.
5. Efeitos deste sacramento
Os efeitos deste sacramento são realmente maravilhosos:
* a reconciliação com Deus, perdoando o pecado para recuperar a graça santificante;
* a reconciliação com a Igreja;
* a remissão da pena eterna contraída pelos pecados mortais e das penas temporais -ao menos em parte - segundo as disposições;
* a paz e a serenidade de consciência, com um profundo consolo do espírito;
* os auxílios espirituais para o combate cristão, evitando as recaídas no pecado.
6. Necessidade da Penitência
O sacramento da Penitência é completamente necessário para aqueles que, depois do batismo, cometeram pecado mortal. A Igreja ensina que existe a obrigação de confessar os pecados mortais ao menos uma vez por ano, em perigo de morte e quando se for comungar.
Mas uma coisa é a obrigação e outra muito diferente é aquilo que convém fazer quando se quer que aumente nosso amor a Deus. Não existe a obrigação, por exemplo, de se beijar nossa mãe, nem a de cumprimentar nossos amigos, nem de comer todos os dias…, mas qualquer pessoa normal faz estas coisas. Se quisermos progredir no amor a Deus, devemos nos confessar freqüentemente, e nos confessar bem.
7. Conveniência da confissão freqüente
A Igreja recomenda vivamente a prática da confissão freqüente, não só dos pecados mortais - que devem ser confessados imediatamente - mas também dos pecados veniais. Desta maneira, aumenta-se o conhecimento de si mesmo; cresce-se na humildade; desenraizam-se os maus costumes; faz-se frente à tibieza e à preguiça espiritual; purifica-se e se forma a própria consciência; ajuda-se a crescer na vida interior, e aumenta a graça em virtude do sacramento. Para crescer no amor a Deus é muito conveniente ter em muita estima a confissão: confessar-se com freqüência e bem.
8. PROPÓSITOS DE VIDA CRISTÃ:
* Devemos mostrar um grande amor e estima ao sacramento da Penitência.
* Fazer o propósito de recebe-lo com freqüência e bem preparados.
Para citar este artigo:
PUJOLL, Jayme; BIELA, Jesus Sanches. Apostolado Veritatis Splendor: 32: NA CONFISSÃO, POR MEIO DO SACERDOTE, JESUS NOS PERDOA. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/2191/32-na-confissao-por-meio-do-sacerdote-jesus-nos-perdoa