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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Estandartes








Amigos, recebi um e-mail de um amigo de Portugal e gostaria de partilhar - primeiro para divulgar essa bela iniciativa que está acontecendo na Europa, para que outros amigos de lá participem.








Também para mostrar aos brasiléiros essa iniciativa e de repente começarmos algo parecido por aqui... pelo menos, uma prática que temos em casa, é evitar enfeites com Papai Noel, e priorizar a árvore de Natal e o Presépios... convido os leitores a fazer o mesmo!








Abraços fraternos e bom fim de semana!








Segue e-mail recebido pelo amigo Nuno Santos - nunomvsantos@gmail.com:








Queridos amigos, gostaria pedir a vossa colaboração para o seguinte assunto:








Esta-se a criar em Portugal a plataforma “Estandartes de Natal 2009”*: um grupo de famílias que pretende partilhar com os seus amigos e vizinhos a alegria do Natal cristão.A ideia é fazer como já se faz em varias cidades espanholas, dondedesde há alguns anos muitas famílias têm vindo tentar substituir os“pais natais” que se penduram ultimamente das varandas no Natal poruns “estandartes” com uma imagem do Menino Jesus para lembrar àspessoas o verdadeiro espírito de Natal.(Em Pamplona, que é o que eu conheço, cada Natal vêem-se mais casascom estas imagens nas janelas)








Os estandartes vão ser vendidos às paróquias pelo preço de custo, paradepois lá serem distribuídos todos a um preço unitário de 15 euros. Asreceitas que conseguirem ficarão para cada paróquia.








Também vamos vender directamente a particulares, colégios..etc por 15 Euros e nesse caso as receitas serão todas distribuídas no final em Cabazes de Natal para as famílias necessitadas. (não há negócio de pormeio, todo vai para as paróquias ou para os pobres!)








O objectivo é vender o maior número possível de estandartes e no dia 22 de Novembro todos pendurarem “O Menino Jesus” na varanda. Depois irá aparecer nas notícias, no Jornal da Verdade… e a partir de aiesperamos que muitas mais pessoas fiquem interessadas e queiram tambémter o seu estandarte em casa e espalhar o verdadeiro espírito do Natal








Junto envio uma fotografia para verem a ideia. A qualidade do tecido é muito boa, está forrado, e tem fitas para pendurar.








Sff digam-me se estão interessados em comprar e quantos e se poderiam espalhar a ideia nos colégios, movimentos, vossas paroquias..etc.








Muito obrigada! Beijinhos,








Xurdana PeñaPS.








Em princípio haverá um site com todas estas informações mas aindanão está operativo http://www.estandartesdenatal.org/*




(Encabeçam esta organização: Nuno Saraiva da Ponte e Paula Pimentel)








Xurdana Peña




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(+351) 91 705 83 05Fax/Tel (+351) 21 441 34 61




O Batismo infantil

O BATISMO INFANTIL E AS ESCRITURAS

Por Greg Oatis

É certo que a Bíblia não especifica que as crianças eram batizadas; mas tampouco indica especificamente o contrário. Como vemos em Colossenses 2,11-12, citado mais abaixo, a circuncisão foi um "tipo" do Batismo, um exemplo profético do Antigo Testamento. Segundo a Lei de Moisés, os bebês deveriam ser circuncidados no oitavo dia do nascimento. É impossível concluir que o cumprimento desta regra no Novo Testamento fosse menos efetiva ou mais restritiva em sua aplicação do que o modelo exemplar do Antigo Testamento.

"O filho de oito dias, pois, será circuncidado, todo o homem nas vossas gerações; o nascido na casa, e o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua descendência" (Gênese 17,12).

O consentimento pessoal não altera o fato de que somos propriedade de Deus. A criança é um membro privilegiado da nação santa de Deus. Jamais passou pela mente dos israelitas rejeitar semelhante bênção.

"Porém, todo o primogênito da jumenta resgatarás com um cordeiro; e se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça; mas todo o primogênito do homem, entre teus filhos, resgatarás. E quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que é isto? Dir-lhe-ás: O SENHOR nos tirou com mão forte do Egito, da casa da servidão" (Êxodo 13,13-14).

O fato de a criança não ter consciência de ter sido recebida na Família de Deus não exclui a sua dedicação. A exigência que Deus fazia dos primogênitos para si era absoluta, reconhecida conscientemente por nós ou não. Por acaso o resgate de toda a humanidade pelo sacrifício de Cristo seria menos peremptório ou menos válido hoje? Podemos assegurar que ele é ainda mais forte!

"E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar" (Atos 2,38-39).

Este é o texto principal que a maioria dos protestantes cita para afirmar sua posição contrária ao batismo das crianças. Crêem que São Pedro estava falando doutrinariamente, sublinhando a necessidade ou exigindo absolutamente o arrependimento antes do recebimento do Batismo. Todos nós concordamos que os bebês não podem se arrepender. No entanto, é necessário ler o sermão de Pedro por completo pois, mais adiante, o Apóstolo afirma: "Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe".
É claro, então, que a promessa do Batismo não exclui as crianças, já que aqui Pedro torna extensivo o benefício do Sacramento aos filhos. Note-se também que a frase "vossos filhos" indica que Pedro está se dirigindo aos adultos que o escutavam e não a um grupo de crianças. Para os adultos, certamente é necessário o arrependimento antes de se converterem a Cristo e receberem o Batismo. Certamente os bebês, que não tiveram ocasião de pecar, não têm a necessidade de se arrepender. As crianças são recebidas na comunidade cristã e a presença do Diabo sobre elas, devido ao pecado original (o pecado de Adão), é lavada pela água purificadora do Sacramento. (...).

"Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também" (2Tessalonicenses 3,10).

Se interpretamos a instrução de São Pedro de arrepender-se antes do Batismo como algo concernente às crianças (ver referência anterior a Atos 2,38), então devemos aplicar o mesmo princípio às advertências de São Paulo, já que ele - tal como Pedro - não exclui aqui especificamente as crianças. Ora, não se pode pedir às crianças recém-nascidas para que trabalhem antes de comer, pois isto resultaria deixá-las morrer de fome. As crianças são tão incapazes de se arrepender como também de trabalhar para o próprio sustento. Não há nenhuma base textual ou lógica para excluir as crianças de um mandamento apostólico e, depois, incluí-las em outro.

"No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, a circuncisão de Cristo; Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos" (Colossenses 2,11-12).

O Batismo é o cumprimento da circuncisão. Os bebês israelitas eram circuncidados no oitavo dia de seu nascimento. Como é possível que o cumprimento deste tipo profético no Novo Testamento seja menos salvífico - e ainda aplicado com restrições de idade - que sua prefiguração no Antigo Testamento?

"E, depois que foi batizada, ela e a sua casa, nos rogou, dizendo: Se haveis julgado que eu seja fiel ao SENHOR, entrai em minha casa, e ficai ali. E nos constrangeu a isso" (Atos 16,15).

Na Bíblia não se faz menção de nenhuma exceção quando uma família ou "casa" inteira era batizada. Tampouco se faz referência a algum limite de idade, nem de que o batizado tenha de dar seu consciente consentimento. Recordemos ainda que a expressão "sua casa" incluía também os escravos e servos.

"E, tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; e logo foi batizado, ele e todos os seus" (Atos 16,33).

Novamente, neste caso não se menciona nenhuma exceção. Considerando o que sabemos sobre a natureza dos núcleos familiares do mundo antigo, não é muito provável que nestes lugares - aqui e no [versículo] citado anteriormente - não houvessem crianças.

"E traziam-lhe também meninos, para que ele lhes tocasse; e os discípulos, vendo isto, repreendiam-nos. Mas Jesus, chamando-os para si, disse: Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo que, qualquer que não receber o reino de Deus como menino, não entrará nele" (Lucas 18,15-17).

Jesus ensina a seus discípulos que as crianças são precisamente a classe de pessoas que pode receber o Reino com seus corações simples e sinceros. Quando proibimos o batismo das crianças, estamos negando a mais explícita das instruções de Jesus: "Deixai vir a mim os meninos". Como pode ser que o Reino de Deus pertença aos que "são como os meninos" e, no entanto, não se permita a entrada dos meninos pelo Batismo, a primeira porta sacramental que existe para entrar no Reino de Deus? Em João 3,5, Jesus nos diz claramente: "Aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus". Esta é uma referência bem clara ao Batismo.

"Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe" (Lucas 1,15).

Se ninguém pode receber o Espírito Santo sem se arrepender - como a maioria dos protestantes afirma ao negar o Batismo às crianças - se deduz simplesmente que as crianças no útero podem se arrepender, já que lemos na Bíblia que São João Batista foi capaz de receber o Espírito Santo ainda antes de seu nascimento. Esta passagem prova que não é razoável negar o batismo às crianças.

"Vendo, então, os principais dos sacerdotes e os escribas as maravilhas que fazia, e os meninos clamando no templo: Hosana ao Filho de Davi, indignaram-se; E disseram-lhe: Ouves o que estes dizem? E Jesus lhes disse: Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?" (Mateus 21,15-16).

A Igreja tem batizado as crianças desde o princípio. Possuímos o testemunho dos primeiros cristãos, inclusive Orígenes, que escreveu no ano 244 d.C.: "A Igreja recebeu dos Apóstolos a Tradição de conferir o Batismo também às crianças".
Se fosse - como afirmam alguns protestantes - "antibíblico" batizar as crianças, então seria também "antibíblico" deixá-las sem batismo, pois em nenhuma parte da Bíblia é proibido o batismo das crianças. Tampouco encontramos na Bíblia alguma referência à "idade da razão" ou à "idade de consentimento", a que muitas tradições protestantes aderem quando batizam adolescentes.
Como já mostramos outras vezes, a "Sola Scriptura" é freqüentemente um método que leva a conclusões ambíguas. É necessária a Sagrada Tradição - que é a memória da Igreja - para nos levar às práticas apostólicas. De fato, como é possível perder um costume como o Batismo? Que circunstâncias seriam necessárias para que toda a comunidade universal da Igreja esquecesse ou perdesse uma Tradição tão completa? Imaginar que a prática correta do Batismo foi corrompida simultaneamente em todo o orbe cristão é um pensamento que desafia o senso comum...

Para citar este artigo:
OATIS, Greg. Apostolado Veritatis Splendor: O BATISMO INFANTIL E AS ESCRITURAS. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5247. Desde 9/24/2008.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

VIVER A SEXUALIDADE NA LUZ


VIVER A SEXUALIDADE NA LUZ
A sexualidade é a obra culminante da criação. Por isso, precisamos aprender a administrá-la. Deus é perfeito e fez cada pessoa diferente, pessoas que nunca se repetirão. Nós precisamos estar firmes no Senhor, pois existiu um anjo que não suportou nossa criação por Deus Pai: satanás. Este quer destruir o amor, quer destruir a nossa família.
Ele, que não pôde atacar a sexualidade de Maria e José, então ataca a nossa. Ele ataca na raiz da nossa vida: no amor. Para agredir a vida, o maligno tenta fazer com que entremos em transgressão com tudo aquilo que o amor traz. Dessa forma, o que é mais lindo na vida vira contra o próprio homem.
A mesma coisa acontece com a sexualidade, pois o homem a está reduzindo apenas ao desejo carnal, esvaziando o coração, o sentimento. O resultado são as muitas “mortes” que acontecem, como a pornografia, teoria que leva à prática. Há um comércio abominável de crianças e adolescentes na área sexual. Existe um número expressivo desse público [infanto-juvenil] que morre infectado por várias doenças por ano por conta disso. Não podemos nos calar diante disso!
Só há duas armas para sermos vitoriosos: A castidade e a fidelidade. Em Uganda, baixaram a taxa de contaminação de enfermidades sexualmente transmissíveis, porque a política viu que não havia outro meio ao não ser a castidade.
O autoerotismo, que é a masturbação, quando se torna um hábito e não conseguimos fugir dele, acaba se tornando um tipo de droga, uma obsessão, e faz com que nos fechemos em nós mesmos; e humanamente não conseguimos sair dele. Se você estiver passando por esse problema, sentindo-se escravo, dominado por ele, só Jesus pode curá-lo. Porque, quando pedimos perdão para o Senhor, Ele fica maravilhado com a pureza de nossa alma. Pois, dessa forma, nós mostramos que sofremos com isso, revelando assim que temos um coração puro. Peçamos perdão ao Senhor.
Que Maria nos ajude e que nunca percamos a coragem de tomar essa decisão! Eu conheci homens e mulheres que embora tenham se prostituído durante muitos anos receberam do Senhor a graça de uma “virgindade espiritual” e conseguiram um casamento maravilhoso. A castidade é uma grande liberdade, é o que protege o amor.
Como a estratosfera nos protege contra o sol, e nos protege da luz, é justamente assim que acontece com a castidade, ela permite o aprofundamento do amor tornando-nos jovens. Já a impureza nos torna velhos. Basta olhar para moças que são prostituídas, elas têm o olhar envelhecido.
Vou mostrar para vocês as vantagens da castidade, de preservar a sua pureza para o casamento. Pois o pecado contra essa virtude é como uma flor arrancada, que morre facilmente, porque não teve a chance de ter sua raiz aprofundada. Recusar-se a manter relacionamento sexual com o namorado, antes do casamento, é o maior teste de autenticidade do amor: “Eu quero algo profundo e verdadeiro! Quero que realmente nos conheçamos e esperemos esse momento [relação sexual] até o casamento”.
Se seu(sua) namorado(a) deixá-la(o) é a prova de que ele(a) não a(o) ama. Mas, se ele(a) respeitar essa exigência é porque realmente a(o) ama. Algumas moças também querem ir logo ir para a cama com o namorado para segurá-lo, pois são inseguras. O respeito mútuo protege um ao outro e fortalece a linguagem do amor.
O amor para com o outro deve ser delicado e puro. O casal deve procurar viver a transparência. Para que, dessa forma, no dia casamento, você possa dizer: "Eu trago para você o mais puro dos sentimentos, me guardei só para você. Eu decidi que a minha primeira relação sexual seria com meu cônjuge".
É preciso ter muito cuidado e se proteger, cuidado para não cair em situações de risco, pois caímos muito facilmente. Precisamos, sobretudo, ter cuidado de não cair nas pornografias. E assim você terá muita harmonia em sua casa quando casar. E poderá viver a “liturgia do casamento”, pois, é uma escola de descoberta um do outro, de respeito e amor. Precisamos construir a base do relacionamento.
A união sexual é o telhado, por isso não podemos construir a casa pelo telhado. Ele é a “coroa” do casamento. 99% da alegria no ato sexual é a confiança um no outro e não o ato em si. Esses são uns pequenos conselhos para que os seus futuros filhos não sofram a consequência de uma família desajustada.
Louvado seja Deus. Ele os abençoe!
Padre Daniel Ange
Fundador da Escola "Jeunesse-Lumiére" (Juventude-Luz), um trabalho voltado para a juventude, localizada no sul da França

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

COMENTÁRIO SOBRE A INVEJA

COMENTÁRIO SOBRE A INVEJA

Por Emerson de Oliveira

NA HUMANIDADE há a forte tendência de invejar os que têm destaque, grande êxito ou mais bens materiais. Esta inclinação é tão forte, que a Bíblia diz: "O Espírito que habita em nós cobiça com inveja" — Tia. 4,5 (siríaco peshitta).
Diz o Catecismo:

2539 - A inveja é um vício capital. Designa a tristeza sentida diante do bem do outro e do desejo imoderado de sua apropriação, mesmo indevida. Quando deseja um grave mal ao próximo, é um pecado mortal: Sto. Agostinho via na inveja "o pecado diabólico por excelência". "Da inveja nascem o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria causada pela desgraça do próximo e o desprazer causado por sua prosperidade".

Embora o Espírito, a inclinação ou a disposição de invejar `resida' em todos nós, homens imperfeitos, isto não faz com que a inveja seja algo a ser tolerado à vista de Deus. As invejas são condenadas junto com a fornicação, a conduta desenfreada e as bebedeiras, como práticas aviltantes da carne, que impedem que alguém herde o reino de Deus. (Gál. 5,19-21) Mas, por que expressa Deus uma desaprovação tão forte da inveja?

O Catecismo diz:

2553 - A inveja é a tristeza sentida diante do bem de outrem e o desejo imoderado de dele se apropriar. É um vício capital. Porque a inveja se arraiga no egoísmo e é completamente alheia à personalidade, aos modos e aos tratos do Criador. A qualidade dominante de Deus é o amor, e ele reconhece como seus servos aprovados apenas os que manifestam tal amor.

O invejoso, a quem falta amor, recusa-se a se" alegrar com os que se alegram". (Rom. 12,15) Ele talvez até mesmo recorra à fraude, ao roubo ou a outras práticas desonestas no empenho de se apoderar do que os outros têm. Ou talvez procure rebaixar o abjeto de sua inveja, depreciando as realizações de tal pessoa por meio de indevida crítica ou por questionar sua capacidade e sua motivação.
A inveja dá assim à luz a rixa, a dissensão, as contendas, os ódios e até mesmo conflitos violentos, destruindo o que de outro modo poderiam ter sido boas relações com o próximo. É a isto que se refere Tiago 4,1. 2, onde lemos: "Donde procedem as guerras e donde vêm as lutas entre vós? Não vêm disso, a saber, dos vossos desejos ardentes de prazer sensual, que travam um combate nos vossos membros? Desejais, e ainda assim não tendes. Prosseguis assassinando e cobiçando, contudo, sois incapazes de obter."
Naturalmente, a tendência de invejar não se limita aos que procuram obter destaque e prosperidade por métodos desonestos. Por exemplo, o trabalho árduo e a eficiência são elogiáveis. Mas, alguém talvez dê muita ênfase a estes, por causa duma tendência de invejar. Como? Porque talvez trabalhe arduamente não para realizar algo meritório, mas com o desejo de ultrapassar outros no trabalho, na perícia ou na produtividade. A inveja o impele a procurar alcançar o que os outros alcançaram, e, de fato, a superá-los.
Este aspecto é reconhecido pelo escritor perspicaz de Eclesiastes: "Eu mesmo vi todo o trabalho árduo e toda a proficiência no trabalho, que significa rivalidade de um para com o outro; também isto é vaidade e um esforço para alcançar o vento." — Ecl. 4,4.
Quando a motivação de alguém no trabalho é maculada pela autoglorificação, todo interesse e simpatia da sua parte para com os outros amiúde ficam eclipsados. As limitações físicas e mentais deles recebem pouca ou nenhuma consideração. A competição e a rivalidade substituem o espírito de cooperação amigável. Talvez se use uma norma injusta de critério, de modo que a mera quantidade se torna a norma de comparação, deixando fora a consideração da qualidade ou do empenho sincero e altruísta que houve no trabalho do outro. O valor da pessoa talvez seja julgado principalmente pelo que pode produzir, em vez de pelo que é.
Certos esforços de ultrapassar os outros são prejudiciais, e os que fazem tais empenhos se 'esforçam para alcançar o vento', o mero nada. Quem divulga as suas realizações e se compara com os outros cria competição e inveja. Por tentar impressionar os outros com a sua própria superioridade, recusa-se em inveja a reconhecer as boas qualidades que os outros talvez possuam. Ele protege ciumentamente sua posição, temendo que outros possam tornar-se iguais a ele, e, talvez, até mesmo ultrapassá-lo.
Todas estas ações são contrárias à injunção bíblica dada aos cristãos: "Não fiquemos egotistas, atiçando competição entre uns e outros, invejando-nos uns aos outros." — Gál. 5,26.
Na Igreja, muitos cristãos precisam ter cuidado para que não comecem a pensar demais de si mesmos e de suas consecuções. Isto poderia levá-los a impedir que outros compartilhem de certos privilégios, só porque eles mesmos querem permanecer muito em destaque. Devem sempre lembrar-se de que Deus é Aquele que dá o aumento. A Igreja não pertence a um homem, mas a Deus. — Atos 20,28; 1 Cor. 3,7.
Relutar algum homem ou um grupo de homens que outros compartilhem das responsabilidades significaria agir contrário à orientação do espírito de Deus. O apóstolo Paulo instruiu Timóteo, como superintendente, a transmitir o que havia aprendido a "homens fiéis, os quais, por sua vez, estarão adequadamente habilitados para ensinar outros". (2 Tim. 2,2)
Portanto, o espírito correto é os padres se empenharem para ajudar outros homens na Igreja a alcançar as qualificações necessárias para servir com eles em cuidar das responsabilidades quer subconscientemente, que sua importância diminua na Igreja, agiriam não só contra os seus próprios interesses, mas também contra os interesses da Igreja inteira. É evidente que muitos homens habilitados podem realizar muito mais trabalho do que apenas um ou uns poucos.
Também, quanto mais sacerdotes habilitados a Igreja tiver, tanto maior será a totalidade das boas qualidades que podem ser conjugadas para a promoção de seus interesses espirituais.
A atitude correta para com deixar outros compartilhar os privilégios foi expressa por Moisés, quando ele disse a Josué: "Tens ciúmes em meu lugar? Não; quisera eu que todo o povo de Deus fosse profeta, porque Deus poria seu Espírito sobre eles!" — Núm. 11,29.
Deixar de mostrar esta atitude pode levar a sérias conseqüências. Durante o tempo de seu ministério terrestre, Jesus Cristo tornou isto muito claro aos seus apóstolos. Quando certo homem, evidentemente capacitado pelo Espírito de Deus, expulsou demônios à base do nome de Jesus, o apóstolo João e outros tentaram impedi-lo, porque não os acompanhava. Parece que achavam que este homem não fazia parte de seu grupo exclusivo e que sua realização de milagres, portanto, detraía da atividade deles. Quando Jesus soube disso, corrigiu-os. Depois acrescentou um forte aviso: "Quem fizer tropeçar a um destes pequenos que crêem, melhor lhe seria que se lhe pusesse em volta do pescoço uma mó daquelas que o burro faz girar e que fosse realmente lançado no mar." (Mar. 9,38-42)
Sim, tal atitude egocêntrica, conforme expressa pelos apóstolos, poderia ter levado os novos e humildes a tropeçar. Deus não faria pouco caso de tal proceder prejudicial.
Se desejarmos ter uma condição aprovada perante Deus, deveremos reconhecer a inveja pelo que é — um pecado contra Deus e o próximo, sim, a expressão dum espírito desamoroso. Em vista dos maus frutos que a inveja produz, temos bons motivos para odiá-la. Este ódio pode proteger-nos contra nos tornarmos invejosos e contra criarmos competição e inveja nos outros.
A língua hebraica tem apenas um radical para "ciúme" e "zelo". Referindo-se a humanos pecadores, certas palavras hebraicas com esta derivação podem ser traduzidas "inveja" ou "rivalidade". (Gênesis 26,14; Eclesiastes 4,4) A língua grega, porém, tem mais de uma palavra para "ciúme". A palavra zélos, assim como a sua equivalente hebraica, pode referir-se tanto ao ciúme próprio (zelo pelo que é certo) como ao ciúme impróprio (característica da pecaminosidade). Outra palavra grega, fthónos, tem um sentido puramente negativo. Em algumas versões bíblicas, ela é sempre traduzida "inveja".
Como a palavra fthónos era usada no grego antigo The Anchor Bible Dictionary declara: "Dessemelhante do homem ganancioso, o homem afligido por fthonos não necessariamente quer os bens que uma outra pessoa possui, fato que lhe causa despeito; ele simplesmente não quer que essa pessoa os possua. Ele difere do homem competitivo no sentido de que seu objetivo, dessemelhante daquele do homem competitivo, não é vencer, mas impedir que outros vençam.
"O invejoso muitas vezes nem se dá conta de que sua própria atitude é a causa principal dos seus problemas. "Uma das particularidades de fthonos", explica o mesmo dicionário, "é a falta de conhecimento de si próprio. O homem fthoneros, quando exortado a justificar sua conduta, dirá sempre a si mesmo e aos outros que as pessoas a quem ele ataca merecem isso e que a situação injusta é que o induz a criticar. Quando lhe perguntam como ele consegue falar dum amigo desse jeito, ele diz que sua crítica visa os melhores interesses do amigo".

O erudito bíblico Albert Barnes, do século 19, escreveu a respeito da inveja: "É uma das manifestações mais comuns de iniquidade e mostra claramente a profunda depravação do homem." Disse ainda: "Quem remontasse à origem de todas as guerras, e contendas, e planos do mundo — todas as tramas e objetivos, mesmo de professos cristãos, que contribuem tanto para macular sua religião e dar-lhes uma mentalidade mundana — ficaria surpreso de descobrir quanto a inveja teve parte nisso.
Dói-nos ver pessoas mais prósperas do que nós; queremos ter aquilo que os outros possuem, embora não tenhamos direito de fazer isso; e isso leva a diversas atuações culpáveis, usadas para diminuir o usufruto que eles têm dessas coisas, ou para nós mesmos as obtermos, ou para mostrar que eles não possuem tanto quanto se supõem que tenham. . . . porque assim se agradará o espírito de inveja no nosso íntimo." — Romanos 1,29; Tiago 4,5.
Em contraste, Barnes fez uma declaração interessante a respeito do amor, que "não é invejoso". (1 Coríntios 13,4, Imprensa Bíblica Brasileira) Ele escreveu: "O amor não inveja a felicidade que os outros têm, deleita-se com o bem-estar deles; e, ao passo que a felicidade deles é aumentada . . ., os que são influenciados pelo amor . . . não a diminuiriam; não os embaraçariam por terem essas posses; não minariam essa felicidade; não murmurariam, nem se lamentariam por não ser tão altamente favorecidos. . . . Se amássemos os outros — se nos alegrássemos com a sua felicidade, não os invejaríamos."
Mateus e Marcos, escritores de Evangelhos, usam a palavra grega fthónos para descrever a motivação dos responsáveis pelo assassinato de Jesus. (Mateus 27,18; Marcos 15,10) Sim, estes foram induzidos pela inveja. A mesma emoção prejudicial faz com que os apóstatas se tornem ferrenhos odiadores dos que antes eram seus irmãos. (1 Timóteo 6,3-5)
Não é de admirar que homens invejosos sejam impedidos de entrar no Reino de Deus! Deus decretou que todos os que continuam a estar "cheios de inveja . . . merecem a morte". — Romanos 1,29, 32; Gálatas 5,21.


Para citar este artigo:
OLIVEIRA, Emerson de. Apostolado Veritatis Splendor: COMENTÁRIO SOBRE A INVEJA. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5784. Desde 13/07/2009.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Filhos tornam o casamento mais feliz

FILHOS TORNAM O CASAMENTO MAIS FELIZ


Isso é o que prova uma pesquisa feita por cientistas de Glasgow, no Reino Unido. O que deixa você feliz - pensar no sorriso do seu filho, passar horas brincando com ele ou vendo aquele DVD no sofá pela 10ª vez? Pois uma pesquisa realizada em na Universidade de Glasgow, no Reino Unido, acaba de comprovar: casais que têm filhos são mais felizes.


E quanto maior o número de filhos, maior é a satisfação. O coordenador da pesquisa, Luis Angeles, acredita que o resultado é simples de entender: quando responderam sobre as coisas mais importantes de suas vidas, a maioria das pessoas casadas colocou os filhos no topo da lista. E a influência das crianças na satisfação dos pais está relacionada à maneira com que a família passa as horas de lazer e a satisfação da família com a vida social.


Confirma-se o ensinamento de Deus e da Igreja: "A tarefa fundamental da família é o serviço à vida. É realizar, através da história, a bênção originária do Criador, transmitindo a imagem divina pela geração de homem a homem. Fecundidade é o fruto e o sinal do amor conjugal, o testemunho vivo da plena doação recíproca dos esposos" (Familiaris Consortio, 28).


"O amor conjugal deve ser plenamente humano, exclusivo e aberto à nova vida" (GS, 50; HV, 11; FC, 29).


"Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas. Tais como as flechas nas mãos do guerreiro, assim são os filhos gerados na juventude. Feliz o homem que assim encheu sua aljava: não será confundido quando defender a sua causa contra seus inimigos à porta da cidade". (Sl 126,3-5) "A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais". (Cat.§ 2373).


"Os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais" (§ 2378).


O Papa João Paulo II disse:"Alguns perguntam-se se viver é bom ou se não teria sido melhor nem sequer ter nascido. Duvidam, portanto, da liceidade de chamar outros à vida, que talvez amaldiçoarão a sua existência num mundo cruel, cujos temores nem sequer são previsíveis. Outros pensam que são os únicos destinatários da técnica e excluem os demais, impondo-lhes meios contraceptivos ou técnicas ainda piores. Nasceu assim uma mentalidade contra a vida (anti-life mentality), como emerge de muitas questões atuais: pense-se, por exemplo, num certo pânico derivado dos estudos dos ecólogos e dos futurólogos sobre a demografia, que exageram, às vezes, o perigo do incremento demográfico para a qualidade da vida.


"Mas a Igreja crê firmemente que a vida humana, mesmo se débil e com sofrimento, é sempre um esplêndido dom do Deus da bondade. Contra o pessimismo e o egoísmo que obscurecem o mundo, a Igreja está do lado da vida" (Familiaris Consórtio, 30).


"Não tenham medo da vida". (João Paulo II)


Prof. Felipe AquinoComunidade Canção Nova

Nossa Senhora do Marrom Glacê


FRANCISCO ALMEIDA ARAÚJO, EX-PASTOR PROTESTANTE CONVERTIDO AO CATOLICISMO


O autor do livreto "Em Defesa da Fé", o agora diácono católico Francisco Almeida Araújo, publicou (na mesma obra) o seguinte testemunho, intitulado "Nossa Senhora do Marrom Glacê".
Nossa Senhora possui muitos títulos. Afinal, ela é Rainha por ser a Mãe do Rei dos Reis, Nosso Senhor Jesus Cristo. Como Rainha, é natural que tenha tantos títulos, sendo, no entanto, ela a única e mesma pessoa.
Esse inusitado, e até exótico título: "Nossa Senhora do Marrom Glacê " estou dando para narrar um pouco do muito amor que a Virgem Maria tem demonstrado por mim, pobre pecador. Seria longo contar todo o meu itinerário religioso. Não cabe fazê-lo aqui, nesse artigo. Pretendo contar toda a minha vida num livreto que estou preparando. Há certas passagens desse itinerário que não posso dele orgulhar-me. São tempos de contradição, paradoxais mesmo. Sei, no entanto, que Deus me permitiu tantas experiências para hoje reconhecer sua Misericórdia e poder melhor orientar alguns irmãos.
Na minha ignorância escrevi, ensinei e preguei contra a Igreja, o santo Padre, o Papa, seus Ministros, Eucaristia, a Virgem Maria...Tempos obscuros esses de cegueira espiritual. Nessa caminhada cheguei a ser ordenado Pastor protestante e professor de teologia em algumas Faculdades Protestantes.
Por que deixei de ser protestante e agora sou católico pela graça de Deus? É o que pretendo narrar aqui, mesmo que de forma muito resumida.
Tudo aconteceu por causa de um estudo que fiz sobre a Ceia do Senhor, em (I Coríntios 11,23-32) passagem que já havia pregado tantas vezes, que tinha estudado com seriedade. Ao ler os versículos 23 e 24: "Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o Pão, e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: "Isto é o meu Corpo que é entregue por vós..." Volto a afirmar: quantas vezes havia lido, estudado e pregado esse texto! Mas nesse dia foi diferente. As palavras do Senhor falaram fundo ao meu coração: "Isto é o meu Corpo".
Eu havia aprendido com meus professores de teologia, estudado nos compêndios clássicos da teologia protestante que o texto devia ser entendido com "representa" o meu corpo, "simboliza" o meu corpo. Eu havia aprendido ainda que tudo aquilo era um mero memorial, nem mesmo era sacramento, mas uma simples ordenança...Mas ali estava a Palavra de Deus dizendo claramente; "Isto é o meu Corpo".
Sem deixar transparecer tudo o que se passava em meu coração, sem nada revelar a ninguém, iniciei um estudo mais sério, mais cuidadoso, sobre o assunto. Li e reli várias vezes os Evangelhos e todo o restante do Novo Testamento em busca de uma resposta que acabasse com aquela dúvida em meu coração.
Após algum tempo de estudos, regados de lágrimas e orações, estando um dia de joelhos em meu quarto, a sós, com a Bíblia aberta sobre a cama, estudando no Evangelho de (João 6,25-71), descobri a maravilhosa verdade sobre a Eucaristia. Caí em prantos de alegria incontida. Havia, há poucas horas, me ajoelhado como um Pastor protestante, embora com o coração aflito, cheio de dúvidas, e eis que agora me levanto como Católico Apostólico Romano!
Deus seja bendito para sempre!Eu sabia que somente a Igreja Católica ensinava a verdade sobre a Eucaristia: a presença real do Cristo na Hóstia e no Vinho consagrados. É uma longa história contar como foi minha confissão para minha esposa e filhos... Todos bem integrados no Protestantismo: dois de meus filhos, os mais velhos, como co-pastores em Curitiba. Uma filha estudando teologia e um outro filho trabalhando também no meio protestante. Isso fica para o meu livrete. Também a reação dos meus irmãos Protestantes.
O que devo dizer é que sofri muito... Minha família também. Fui então procurar um Padre e confessar a ele a minha decisão e também dúvidas sobre tantos outros assuntos como: imagens, purgatório, comunhão dos Santos, virgindade perpétua de Nossa Senhora... Deus me guiou ao bom Monsenhor José Lélio Mendes Ferreira, pároco da igreja de São João Batista, em Atibaia, Estado de São Paulo. Ele me recebeu com muito amor e atenção, o que é próprio desse servo do Deus altíssimo. Apresentou-me ao piedoso e culto Bispo, meu grande bom amigo, Dom Antonio Pedro Misiara.
Fiz minha caminhada até reencontrar o Cristo na Eucaristia e ver posteriormente filhos fazendo a Primeira Comunhão. Quando deixei os Protestantes era mês de outubro. Fiquei portanto desempregado... Logo as economias se acabaram. Não conseguia emprego embora professor formado pela Universidade... Tudo porque era final de ano letivo. Sem que Mons. Lélio ou Senhor Bispo soubessem, eu e minha família ficamos sem alimentos... Como morávamos numa chácara, passamos a comer somente mandioca que ali existia. Acabaram-se as boas amigas mandiocas e ficamos dois ou três dias sem alimento algum. Rezávamos intensamente pedindo ajuda de Deus.
Com muito estudo, descobri na Palavra de Deus, a Bíblia, todas as maravilhas verdades sobre a Virgem Maria e sobre as santas doutrinas de nossa Igreja Católica. Tudo obra da graça de Deus.
Num desses dias de jejum forçado, uma de minhas filhas, a Susan (na época tínhamos oito filhos e hoje nove, graças a Deus) me disse: "Papai, estou morrendo de fome, mas sinceramente o meu maior desejo é comer um pedaço de marrom glacê ". É o doce preferido dela. Em resposta e sem pensar, lhe disse: "Pois vá ao seu quarto, dobre seus joelhos e peça à Virgem Maria uma lata de marrom glacê ". Ela respondeu firme: "Pois eu vou pedir agora mesmo, e quero ver se a Virgem Maria ouve mesmo orações" .
Um esclarecimento: já éramos católicos, mas dado ao bloqueio psicológico, devido aos anos de pregações ouvidas e livros lidos contra Nossa Senhora, não éramos capazes de rezar a "Ave Maria" ou outra oração Mariana, com convicção, com o coração. Tinha Nossa Senhora na mente, mas não sabia que faltava vir ao coração.Eu não sei, confesso-o, como transmitir aqui o que se passava comigo nesse sentido. Espero que o leitor me entenda.
Voltando ao momento em que ouvi aquela resposta de minha filha Susan, minha esposa que também a ouviu e o que havia dado como resposta à Susan, disse-me: "Você não devia ter dito isso, pois a Susan pode pedir uma lata de doce marrom glacê e não receber. Quem sabe Deus quer provar mais ainda nossa fé". Ela tinha razão e muito séria, o que contarei no meu livrete. Respondi então à minha esposa: "Vamos, então, para o nosso quarto pedir a Nossa Senhora que não permita a Susan perder sua fé, tão nova e ainda pequena".
Susan já estava fazendo o pedido em seu quarto. Eu e minha esposa nos ajoelhamos em nosso quarto, e rezamos uma "Ave Maria" e uma oração espontânea dirigida à Virgem Maria. Pedimos que guardasse a fé de Susan. É claro que não pedimos o marrom glacê.
No outro dia de manhã, alguém bate palmas lá no portão de entrada de nossa chácara. Pelo vitrô vi que era um jovem de barbas e com um crucifixo bem visível numa corrente ao pescoço. Vi logo que não eram os meus irmãos Protestantes que novamente vinham discutir Bíblia comigo, na vã tentativa de demover-me de ser católico. Meu filho Alden correu e abriu o portão. Ele, o jovem, se fazia acompanhar de também uma jovem senhora. Estavam num carro "Fusca" amarelo.
Eu, esposa e filhos já estávamos na varanda para recebê-los. O jovem então disse: "Pastor Francisco, eu sou o Padre José Carlos Brilha" (o meu bom amigo Padre Brilha!) e essa é a Magui? (apelido carinhoso de Maria Guilhermina Michele). Disse então, do prazer em conhecê-los. Ainda na varanda, Magui me disse que estava trazendo de presente para nós alguns alimentos.
Mal acabando de dizer essas palavras, abriu a porta do seu carro, do lado do motorista, reclinou o banco e de uma das caixas que se encontravam sobre o banco traseiro, retirou uma lata e olhando para minha filha Susan, Disse: "E essa lata de doce foi Nossa Senhora que lhe mandou". Era uma lata de marrom glacê!Nossa Senhora atende orações sim. Ali estava a prova. Ela atendeu o pedido de Susan.
Oito filhos, e abaixo da Susan um filho e uma filhinha. Por que logo para Susan? Sim, eu sei a resposta. Era a Mãe do Céu que queria entrar no meu coração, no coração daquela família. Não bastava tê-la em nossa mente. Aquele momento foi de lágrimas e de louvor ao Altíssimo Deus por nos ter dado tão sublime Mãe. Naquele momento, nosso amor e nossa fé na Virgem Maria cresceu profundamente. Foi como o desabrochar de uma flor.
Desde aquela data, estamos trabalhando no Reino de Deus, falando das glórias da Virgem Maria onde quer que vamos. Muitas e muitas graças eu e minha família temos recebido pelas mãos de Nossa Senhora.
Pelas mãos da Mãe do Céu viemos residir em Anápolis, Goiás, e aqui pelas mãos santas do nosso muito amado Bispo Dom Manoel Pestana Filho, esse culto e inteligente defensor da sã doutrina, nosso orientador espiritual, nosso líder da Fé, recebemos a Ordenação ao Diaconato Permanente. Somos Diácono de Cristo a serviço de Nossa Senhora. Sou Diácono da Virgem Maria. Glória a Deus!
Penso que os leitores entenderam agora a razão do título que dei à Virgem Maria neste artigo. Voltaremos, se Deus nos permitir, a falar das glórias da Virgem Maria.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Os Sacramentos

OS SACRAMENTOS

Por Leandro Martins de Jesus

Fonte: Catecismo da Igreja Católica

Com a manifestação pública da Igreja ao mundo, pela efusão do Espírito Santo no dia de Pentecostes (cf. At 2,1s), inicia-se um "novo tempo" para a humanidade, o tempo da Igreja.

Neste novo tempo, a Igreja por meio de sua liturgia é encarregada de manifestar, tornar presente e comunicar a obra de salvação do Cristo, que vive e age na Igreja, que é o seu corpo.

"No dia de Pentecostes, pela efusão do Espírito Santo, a Igreja é manifestada ao mundo. O dom do Espírito inaugura um tempo novo na "dispensação do mistério": o tempo da Igreja, durante o qual Cristo manifesta, toma presente e comunica sua obra de salvação pela liturgia de sua Igreja, "até que ele venha" (1 Cor 11,26). Durante este tempo da Igreja, Cristo vive e age em sua Igreja e com ela de forma nova, própria deste tempo novo. Age pelos sacramentos" (CIC §1076).

É por meio dos Sacramentos que a Igreja dispensa as graças de Cristo aos fiéis. A Igreja "como que o sacramento" age como sinal e instrumento, é por meio dela que o Espírito Santo dispensa o mistério salvífico de Cristo. A Igreja com suas ações litúrgicas, embora peregrina nesta terra, já participa antecipadamente da liturgia celeste "Sentado à direita do Pai" e derramando o Espírito Santo em seu Corpo que é a Igreja, Cristo age agora pelos sacramentos, instituídos por Ele para comunicar sua graça. Os sacramentos são sinais sensíveis (palavras e ações), acessíveis à nossa humanidade atual. Realizam eficazmente a graça que significam em virtude da ação de Cristo e pelo poder do Espírito Santo (CIC § 1084)

Toda a liturgia da Igreja gira em torno do sacrifício eucarístico e dos sacramentos (1), que são sete, a saber: Batismo, Confirmação ou Crisma, Eucaristia, Penitência ou Confissão, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio.
Cristo enquanto caminhou no mundo antes de sua morte e ressurreição, realizava a obra salvífica de Deus através de todas as suas palavras e ações (cf. Lc 5,17; 6,19; 8,46), atencipando dessa forma o poder do seu mistério pascal. Diz-nos S. Leão Magno, "aquilo que era visível em nosso Salvador passou para os mistérios" (Sermão 74,2 apud CIC § 1116)

Assim como a Igreja iluminada pelo Espírito Santo distinguiu o cânon das Sagradas Escrituras, de forma análoga distinguiu também o tesouro dos sacramentos, os quais são da Igreja num duplo sentido, existindo "por meio dela" e "para ela" (Igreja).

"Os sacramentos são "da Igreja" no duplo sentido de que existem "por meio dela" e "para ela". São "por meio da Igreja", pois esta é o sacramento da ação de Cristo operando em seu seio graças à missão do Espírito Santo E são "para a Igreja", pois são esses "sacramentos que fazem a Igreja"; com efeito, manifestam e comunicam aos homens, sobretudo na Eucaristia, o mistério da comunhão do Deus amor, uno em três pessoas." (cf. CIC § 1118)

Quando se diz que os Sacramentos são "sinais eficazes da graça de Deus" (cf. CIC § 1131), este fato verdadeiramente ocorre, visto agir neles (Sacramentos) o próprio Cristo, por meio de sua obra salvífica. Assim sendo, os Sacramentos atuam "ex opere operato" (pelo próprio fato de ação ser realizada), independente da justiça ou santidade de quem o confere ou de quem o recebe. Entretanto, a frutuosidade do Sacramento validamente recebido, dependerá das disposições de quem o recebe.(2)

"A partir de momento em que um sacramento é celebrado em conformidade com a intenção da Igreja, o poder de Cristo e de seu Espírito agem nele e por ele, independentemente da santidade pessoal do ministro. Contudo, os frutos dos sacramentos dependem também das disposições de quem os recebe". (cf. CIC § 1128)

É importante frisar que os sacramentos são necessários à salvação, visto serem os canais da graça de Cristo a atingir o homem, curando-o, transformando-o, conformando-o à Jesus, unindo-o de forma vital ao Salvador. (cf. CIC 1129)

NOTAS

(1) " 6. Portanto, como Cristo foi enviado pelo Pai, assim também ele enviou os apóstolos, cheios do Espírito Santo, não só porque, pregando o Evangelho a todos os homens anunciassem que o Filho de Deus com a sua morte e ressurreição nos livrou do poder de satanás e da morte e nos transferiu para o reino do Pai, mas também para que levassem a efeito, por meio do sacrifício e dos sacramentos, sobre os quais gira toda a vida litúrgica, a obra de salvação que anunciavam. Assim pelo batismo os homens são inseridos no mistério pascal de Cristo: com ele mortos, sepultados, e ressuscitados; recebem o espírito de adoção de filhos, "no qual clamam: Abba, Pai " (Rm 8,15), e se tornam assim verdadeiros adoradores que o Pai procura. Do mesmo modo, toda vez que come a ceia do Senhor, anunciam a sua morte até que venha. Por esse motivo, no próprio dia de Pentecostes, no qual a Igreja se manifestou ao mundo, "os que receberam a palavra" de Pedro "foram batizados". E "perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comum fração do pão e na oração… louvando a Deus e sendo bem vistos por todo o povo" (At 2,41-47). Desde então, a Igreja jamais deixou de reunir-se para celebrar o mistério pascal: lendo "tudo quanto nas Escrituras a ele se referia" (Lc 24,27), celebrando a eucaristia na qual "se representa a vitória e o triunfo de sua morte" e, ao mesmo tempo, dando graças "a Deus pelo seu dom inefável" (2Cor 9,15) em Cristo Jesus, "para louvor de sua glória" (Ef 1,12) por virtude do Espírito Santo." (cf. Sacrosanctum Concilium n. 6)


(2) "É claro, porém, que a frutuosidade dos sacramentos depende das disposições pessoais de quem os recebe: ninguém é santificado sem que se abra ao dom de Deus, removendo os obstáculos à graça (o apego aos pecados e as más inclinações...)" (D. Estêvão T. Bettencourt, OSB in: Curso de Iniciação Teológica por correspondência, Módulo 30, p.119)



Para citar este artigo:

JESUS, Leandro Martins de. Apostolado Veritatis Splendor: OS SACRAMENTOS.. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5660. Desde 30/03/2009.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Entendendo a doutrina das Indulgências

ENTENDENDO A DOUTRINA DAS INDULGÊNCIAS


Por Leandro Martins de Jesus

"A doutrina e o uso das indulgências vigentes na Igreja Católica há vários séculos encontram sólido apoio na revelação divina, a qual vindo dos Apóstolos "se desenvolve na Igreja sob a assistência do Espírito Santo", enquanto "a Igreja, no decorrer dos séculos, tende continuamente para a plenitude da verdade divina, até que se cumpram nela as palavras de Deus".

Muito se diz acerca da doutrina das Indulgencias, de forma a depreciar a Igreja Católica, com base em sofismas e argumentos desprovidos do real conhecimento do que se trata.

A primeira objeção às indulgências, sobretudo de base protestante, afirma que a mesma seria "perdão dos pecados" ou mesmo a "venda do perdão" [1]. Nada de mais falso e incoerente.
Ensina com exatidão o Catecismo da Igreja Católica (CIC), o que são as indulgencias:

"A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, (remissão) que o fiel bem-disposto obtém, em condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos." (CIC § 1471)

Fica claro a partir dessa definição do Catecismo que a indulgência não é o perdão dos pecados, mas sim, a "a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa". Outro fator de suma importância a ser observado é que a indulgência ocorre "pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos"

É preciso compreender que o pecado gera uma dupla conseqüência para o homem: a pena eterna (culpa) e a pena temporal (pena). A pena eterna caracteriza-se pela privação da comunhão com Deus, que ocorre com a prática do pecado grave ou mortal (também o pecado venial acarretando um "apego prejudicial às criaturas", produz a pena temporal que necessita ser expiada).
A pena eterna (culpa) é remida através do Sacramento da Confissão ou Penitência. A pena temporal caracteriza-se pela violação da ordem natural estabelecida pelo Criador (as conseqüências do pecado cometido, que devem ser reparadas).
Diz S. Tomás de Aquino: "Sendo o pecado um ato desordenado, é evidente que todo o que peca, age contra alguma ordem. E é, portanto decorrência da própria ordem que seja humilhado. E essa humilhação é a pena"
(S. Th. 1-2,q87, a.1; DI, ref.3 apud Aquino Felipe. In: O Purgatório: o que a Igreja ensina, p.44). A pena temporal é expiada através das obras de penitencia e/ou das indulgências ("obras indulgenciadas"). [2]

"As indulgencias não significam venda do perdão de pecados, como se diz freqüentemente, mas são obras que devem ser praticadas com profundo amor à Deus e total repúdio do pecado já absolvido pelo sacramento da penitencia; a fim de que o amor à Deus assim excitado apague os resquícios do pecado que costumam permanecer no cristão mesmo após a absolvição sacramental"
(D. Estêvão Bettencourt,OSB. In: PR nº 555, p.384)

As indulgências surgem na história da Igreja aproximadamente no século IX. Nos primeiros séculos do cristianismo, a absolvição dos pecados ocorria somente após o pecador prestar satisfação do pecado cometido (penitencia pública), para tirar do seu íntimo as raízes do pecado, e para isto, tinha que submeter-se a rigorosa penitência (quaresma de Jejum com o penitente vestido de sacos e silício, auto-flagelação, viver de esmolas, etc).
Havia também neste tempo os "Confessores da Fé", cristãos piedosos que encontrava-se encarcerados pelos perseguidores, aguardando o dia da execução, assim, os penitentes recorriam à intercessão destes futuros mártires da fé, que escreviam uma carta ao Bispo (chamadas de "cartas de paz"), para que a pesada penitencia (pena temporal) fosse remida pelos sofrimentos daquele mártir.

"Com este documento [a "cartas de paz"] entregue ao bispo, o penitente era absolvido da pesada penitencia pública que o confessor lhe impusera (...) a pena temporal que a penitencia satisfazia. Assim, transferia-se para o pecador arrependido, o valor satisfatório dos sofrimentos do mártir". (Aquino Felipe. In: O Purgatório: o que a Igreja ensina, p.41)

Dessa forma, a Igreja, depositária dos méritos de Cristo e dos Santos [3], gradativamente começa a aplicá-los aos penitentes, que muitas vezes não tinham condições físicas para cumprir as pesadas penitencias da época, assim, a partir do século IX começam a surgir as obras indulgenciadas, que eram obras mais brandas (visita a um Santuário, uma peregrinação, orações como o terço, esmolas, etc), às quais a Igreja pela autoridade dada por Deus [4] aplicava o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos.
As indulgências eram calculadas em dias, semanas, meses ou anos, por exemplo, uma indulgência de 40 dias equivalia a 40 dias de alguma penosa penitencia (p.ex. um jejum de 40 dias a pão e água), comutada por uma obra indulgenciada. [5]

Desde o século VI e também com o advento das obras indulgenciadas (século IX), a praxe da Igreja no tocante à absolvição dos pecadores, passa a ocorrer da seguinte forma: o pecador recorria ao Sacramento da Confissão e depois de absolvido da pena eterna (culpa), cumpriria alguma obra indulgenciada para a remissão da pena temporal devida (pena).

É imperativo que se saiba, que as comutações das pesadas penitencias para as obras indulgenciadas tem seu apoio nas Sagradas Escrituras, como se depreende do texto de Levítico 5,7.11, onde se observa comutações de obrigações dos fiéis, quando estes não tinham como cumprir o prescrito: "Se não houver meio de se obter uma ovelha ou uma cabra, oferecerá ao Senhor em expiação pelo seu pecado duas rolas ou dois pombinhos, um em sacrifício pelo pecado e o outro em holocausto.(...) Se não houver meio de se encontrarem duas rolas ou dois pombinhos, trará como oferta, pelo pecado cometido, o décimo de um efá de flor de farinha em sacrifício pelo pecado. Não lhe deitará azeite nem lhe porá incenso, porque é um sacrifício pelo pecado" (Lv 7,5.11)

Outro fator importante a ser observado, é que a obtenção das indulgências não eram (nem são) feitas de forma mecânica ou burocrática, requer-se do penitente absolvido pelo Sacramento da Confissão, total horror ao pecado, e piedoso amor à Deus, de forma a possuir reta intenção de não mais incorrer no pecado, com o auxílio da graça de Deus.

Após o Concílio Vaticano II (1962-1965), o Papa Paulo VI promoveu uma revisão da disciplina das indulgências através da Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina
em 01/01/1967 (tal revisão não invalidou nada de essencial que era aplicado anteriormente). A
s indulgencias deixaram de ser contadas em "dias, meses ou anos", passando a ser somente indulgência parcial ou plenária.

"N. 2. A indulgência é parcial ou plenária, conforme libera parcial ou totalmente da pena devida pelos pecados." (cf. Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina

"(...) "A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberar parcial totalmente da pena devida pelos pecados." Todos os fiéis podem adquirir indulgências (...) para si mesmos ou aplicá-las aos defuntos." (CIC § 1471)

A doutrina das indulgências é uma graça que Deus deu à Sua Igreja, para auxiliar na santificação de seus filhos, visando estimulá-los a uma vida fervorosa, animada pela fé, caridade e configuração ao nosso Salvador Jesus Cristo.
Com efeito, ensinou o Papa Paulo VI: "Para brevemente relembrar os principais benefícios, a usança salutar das indulgências ensina "como é triste e amargo ter abandonado o Senhor Deus". Pois os fiéis, quando se empenham em ganhar as indulgências, compreendem que por suas próprias forças não podem expiar o prejuízo que se infligiram a si mesmos e a toda a comunidade, e por isso são excitados a uma salutar humildade.
Além disso, o uso das indulgências ensina com que íntima união em Cristo estamos ligados uns aos outros e que ajuda a vida sobrenatural de cada um pode trazer aos outros, a fim de mais fácil e estreitamente se unirem ao Pai.
Assim, o uso das indulgências inflama eficazmente a caridade e de modo excelente a exerce quando se leva um auxílio aos irmãos adormecidos em Cristo.
(cf. Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina

Para saber mais acerca da Doutrina das Indulgencias, recomendo a leitura da Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina
http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/apost_constitutions/documents/hf_p-vi_apc_01011967_indulgentiarum-doctrina_po.html do Papa Paulo VI.

Bibliografia:
AQUINO, Felipe. O Purgatório: o que a Igreja ensina. Lorena – SP: Cléofas, 2006.

BETTENCOURT, Estevão. Indulgencias: Que são? In: Pergunte e Responderemos, ano XLIX, setembro de 2008, nº 555.

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA – Edição típica Vaticana. São Paulo: Loyola, 2000.

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Notas
[1] "Deve-se observar também que a Igreja nunca vendeu o perdão dos pecados, nem vendeu indulgencias. Mais: quando a igreja indulgenciava a prática de esmolas, não tencionava dizer que o dinheiro produz efeitos mágicos, mas queria apenas fomentar a caridade ou as disposições íntimas do cristão como fator de purificação interior. Não há duvida, porém, de que pregadores populares e muitos fiéis cristãos dos séculos XV/XVI usaram de linguagem inadequada ou errônea ao falar de indulgências" (D. Estêvão Bettencourt,OSB. In: PR nº 555, p.388)
[2] "Na Idade Média, a Igreja, com a certeza de que ela é a depositária dos méritos de Cristo (...) começou a aplicar isto aos seus filhos pecadores (...) entenderam que podiam aplicar esses méritos em favor dos penitentes que deviam cumprir penitências rigorosas. Assim surgiram as "obras indulgenciadas", que substituíam as pesadas penitências (...) A partir daí, a remissão da pena temporal do pecado, obtida pelas prática dessas "obras indulgenciadas", tomou o nome de "indulgência".
[3] "Em vista da expiação dos pecados, existe na Igreja um tesouro infinito de méritos que Cristo adquiriu mediante a sua Paixão e Morte; esse tesouro frutificou nos méritos da Bem – aventurada Virgem Maria e dos Santos. É o chamado "tesouro da Igreja". (D. Estêvão Bettencourt,OSB. In: PR nº 555, p.385); "Na comunhão dos santos, "existe certamente entre os fiéis já admitidos na posse da pátria celeste, os que expiam as faltas no purgatório e os que ainda peregrinam na terra, um laço de caridade e um amplo intercâmbio de todos os bens". Neste admirável intercâmbio, cada um se beneficia da santidade dos outros, bem para além do prejuízo que o pecado de um possa ter causado aos outros. Assim, o recurso à comunhão dos santos permite ao pecador contrito ser purificado, mais cedo e mais eficazmente, das penas do pecado. Esses bens espirituais da comunhão dos santos também são chamados o tesouro da Igreja, "que não é uma soma de bens comparáveis às riquezas materiais acumuladas no decorrer dos séculos, mas é o valor infinito e inesgotável que têm junto a Deus as expiações e os méritos de Cristo, nosso Senhor, oferecidos para que a humanidade toda seja libertada do pecado e chegue à comunhão com o Pai. É em Cristo, nosso redentor, que se encontram em abundância as satisfações e os méritos de sua redenção". "Pertence, além disso, a esse tesouro o valor verdadeiramente imenso, incomensurável e sempre novo que têm junto a Deus as preces e as boas obras da Bem aventurada Virgem Maria e de todos os santos que, seguindo as pegadas de Cristo Senhor, por sua graça se santificaram e totalmente acabaram a obra que o Pai lhes confiara, de sorte que, operando a própria salvação, também contribuíram para a salvação de seus irmãos na unidade do corpo místico." (CIC § 1475-1477) [destaque nosso]
[4] A indulgência se obtém de Deus mediante a Igreja, que, em virtude do poder de ligar e desligar que Cristo Jesus lhe concedeu, intervém em favor do cristão, abrindo-lhe o tesouro dos méritos de Cristo e dos santos para obter do Pai das misericórdias a remissão das penas temporais devidas a seus pecados. Assim, a Igreja não só vem em auxílio do cristão, mas também o incita a obras de piedade, de penitência e de caridade. (CIC § 1478); "Cristo confiou à sua Igreja as chaves para administrar o tesouro da redenção, como se depreende de textos, como o de Mt 16,16-19; 18,18; Jo 20,22s." (D. Estêvão Bettencourt,OSB. In: PR nº 555, p.385)
[5] "Esta praxe ficou em vigor até os tempos recentes da Igreja. Quando, antes do Concílio Vaticano II (1962-1965), se falava de "indulgencia de 100, 300 dias, um ou mais anos", não se designava um estágio no purgatório, pois neste não há dias nem anos. Com essa contagem, indicava-se o perdão da expiação que outrora alguém prestaria fazendo 100, 300 dias, um ou mais anos de penitencia rigorosa, avaliada segundo a praxe da Igreja antiga." (D. Estêvão Bettencourt,OSB. In: PR nº 555, p.387)

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Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).

Para citar este artigo:

JESUS, Leandro Martins de. Apostolado Veritatis Splendor: ENTENDENDO A DOUTRINA DAS INDULGÊNCIAS. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5663. Desde 27/03/2009.

A Medicina tem seus Limites

A Medicina tem seus Limites


Por Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho

A medicina não é uma ciência exata e tem seus limites e muitas vezes os médicos se esquecem do que está claríssimo na Bíblia, dito pelo próprio Cristo, Médico divino: “Para Deus tudo é possível” (Mt 19,26).

Toda polêmica que o caso da menina que ficou grávida aos 9 anos violentada pelo padrasto em Recife e que por autorização da mãe, teve a gestação interrompida tem como pano de fundo buscar apoio para a aprovação da hedionda e satânica lei do aborto que está para ser votada novamente.

A Folha on line de dois de dezembro de 2006 publicou o seguinte: “Vítima de estupro, menina de nove anos dá à luz no Peru.Uma menina de nove anos deu à luz um menino neste sábado, fruto de um estupro, em um hospital público de Lima, informou o ministro peruano de Saúde, Carlos Vallejos.
O bebê nasceu com 2,520 kg e 47 cm e apresenta dificuldades respiratórias. Por isso, permanece na UTI. A mãe precoce receberá ajuda psicológica, e seu filho terá toda assistência de que precisar, ressaltou o ministro Vallejos, após visitá-la."Ela permanecerá no hospital todo o tempo que for necessário até que seu filho e ela estejam em perfeitas condições”, declarou.
A garota foi vítima de abuso sexual de um primo de 29 anos, em um povoado pobre da província de Pachitea, no departamento centro-andino de Huánuco.

O caso comoveu o Peru, quando sua gestação foi revelada em setembro passado, tornando-a a mãe mais jovem do país”.

Aqui no Brasil o caminho foi assassinar duas pessoas inocentes, indefesas, cometendo-se o aborto!
Confirmando que para Deus nada é impossível este depoimento publicado pela Catolicanet: “Elisabete Arcolino Comparinni casada, quatro filhos, residente em Franca-SP, cujo milagre recebido foi responsável pela canonização de Gianna Beretta Molla, deu seu depoimento com extraordinária convicção e serenidade a CatolicaNet.
Acompanhe:
Catolicanet: Como foi a gravidez de seu quarto bebê?
Elisabete: Grávida de quatro meses, a minha bolsa rompeu e eu perdi todo o líquido amniótico e nesses casos a conduta médica é o aborto, a retirada da criança. Mas com a experiência de fé que havia tido com meu marido, que também foi um milagre da vida, ele que foi um ex-traficante de drogas e que depois recebeu a cura do vírus HIV, nos fundamentamos ‘nesse Deus que não iria nos abandonar’.
Portanto fomos dizendo não a esse aborto dia-a-dia, até um momento especial que recebemos a visita de Dom Diógenes Matthes, Bispo de Franca. Hoje, ele é bispo emérito.
Dom Díógenes então me perguntou: - ‘Você esta disposta a dar a vida por esta criança’? Eu disse que sim, mas temia pelas três crianças que estava deixando, que ficariam sem mãe. Ele então rezou um pouco comigo, foi a sua casa e retornou com o livro da Beata Gianna, ajoelhou-se diante do Santíssimo e pediu: - ‘Beata Gianna Beretta Molla a senhora já teve um milagre para ser beata, esta lhe faltando um milagre para ser santa, por isso eu vos peço, chegou a tua vez, faça esse milagre na vida dessa mãe desta família’.

Nós acreditamos nesta oração dele e começamos a rezar pela beata Gianna todos os dias. E pela graça de Deus no dia 31 de maio de 2000, contradizendo todas as teorias médicas, que afirmavam que a criança nem sobreviveria e, caso viesse a sobreviver, ficaria muito tempo na UTI e, se ainda assim, sobrevivesse ao tratamento intensivo seria uma criança com muitas e muitas sequelas.
No entanto, minha filha nasceu com um choro forte, e contrariando todas as expectativas médicas, nasceu perfeita. Hoje ela tem oito anos é uma criança normal, muito sorridente, vai a escola como qualquer criança. Seu nome é Gianna Maria, em homenagem a Gianna Beretta Mola, hoje Santa” Contra fatos não há argumentos.

Cumpre, porém, desmascarar os profetas da mentira, lutando a favor do bem, para que o mal não se difunda. Recomenda São Paulo: “A noite vai adiantada, e o dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz”. (Rm 13,12). Pensemos nisto!

Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Professor no Seminário de Mariana de 1967 a 2008.




Fonte: Cléofas

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Enquete importante

Importante enquete do Senado Federal

O Senado está querendo saber a opinião dos brasileiros sobre o PLC 122 (que castiga toda opinião contrária ao homossexualismo), perguntando se você é a favor ou contra esse projeto. Para votar, vá à enquete deste link:
http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0

Fonte: Blog do prof Felipe Aquino.

Riquezas do Vaticano

ONDE ESTÃO AS RIQUEZAS DO VATICANO


A crítica contra os templos


Freqüentemente se acusa a Igreja de ser rica por ter numerosos templos.

Os templos são sagrados porque são dedicados ao culto de Deus. Os cristãos desejam refletir na construção do amor e respeito devido a Deus. Nada pode ser mais importante que o culto divino.

Jesus Cristo freqüentava a sinagoga e, quando estava em Jerusalém, assistia ao templo e ensinava nele. Jesus põe como exemplo a uma viúva que oferece ao templo o que necessita para comer (Cf. Mc 12:44). Seu zelo foi tanto para com o Templo que expulsou os vendilhões que ali estavam (Mt 21,12-13).

Os templos não são propriedades do clero. Pertencem a todos. São o único lugar adequado onde os pobres sabem que estão em sua própria casa. Os templos são construídos com o esforço de todos os crentes, ricos e pobres e todos tem acesso igual a eles pois não se cobra a entrada.

Dar culto a Deus não é escapar das realidades do mundo. Ao contrário. Só aquele que se encontra em Deus saberá viver as exigências do amor sobrenatural que Deus nos pede para com os pobres.

Ainda olhando sob este ponto de vista puramente material, o custo de construir templos não empobrece mas enriquece. A construção gera emprego pois requer muita mão-de-obra e as Igrejas são umas das poucas obras que mesmo os pobres podem participar de sua construção e o fazem como se estivessem construindo sua própria casa, pois eles mesmos vão à Igreja com toda a família. Os pobres são os que mais vão a Igreja, afirmando ali sua dignidade e união com Deus que é Pai de todos. Os templos podem durar por séculos, sendo assim, enriquecem a várias gerações. Que seriam de nossas cidades hoje sem as belas igrejas que nossos antepassados construíram?


Os templos são lugar de oração, centro religioso da comunidade, patrimônio cultural da humanidade. Seus frutos não se podem calcular só em termos econômicos. A esperança da humanidade está em seu encontro com Deus, em sua conversão e em seu culto a Deus. É da experiência de fé que surge o novo homem capaz de trabalhar para um mundo mais justo que vença os males, entre eles a pobreza.

Se calcularmos a longevidade dos templos e as centenas e até milhares de quilômetros que durante os anos dão culto a Deus, podemos descobrir que os gastos da construção de um templo são recursos muito bem aporveitados.

Qual então, é a verdadeira razão dessa crítica contra os templos? Não será em muitos casos a mesma queixa de Judas diante do perfume daquela mulher? Jesus respondeu:

“Por que criticais a esta mulher? Pois uma ‘boa coisa’ me fez. Porque tereis sempre pobres convosco mas a mim não tereis sempre.” Mt. 26:10-11.

Jesús olhava com outros olhos e certamente não lhe faltava amor para com os pobres.

Não são os templos que mantêm a pobreza mas a corrupção, os vícios, o egoísmo, a fata de adequada produção, os salários injustos e outros fatores que são frutos do pecado. Só quando colocamos Deus por cima de tudo é que podemos nos liberar disso e muito mais. Os templos servem como lugar de encontro para esta liberação.

As riquezas do Papa


O Papa não é rico nem vive como tal. É um homem de Deus totalmente dedicado a seu minstério em serviço da humanidade. A vida do Papa é austera. Os que o vêem em seu apartamento e escritório sabem a verdade. Começa o dia na capela às 5 da manhã…

Tudo o que faz o faz para a glória de Deus e o bem das almas.

Que vive em um palácio? Vive em um antigo “palácio” no Vaticano pois sua missão não o permite viver em um apartamento da cidade. Pode-se imaginar um Papa tomando um ônibus para ir ao Vaticano todo dia? Os que dizem estas coisas não compreendem como as pessoas amam o Papa. Quando o Papa sai em público entra em cena um grande sistema para que as pessoas não pulem em cima dele.

Que viaja muito? -Sim, porque quer chegar pessoalmente com o Evangelho a todos os seus filhos. São viagens esgotantes. Não é um passeio turístico de milionário. Cada visita custa milhões, mas não é por prazer pessoal. É para o bem de milhões. Quem já esteve presente numa missa ou audiência papal sabe muito bem a graça que isto representa.

Que tem muito dinheiro e riquezas? Não é certo. O Papa é um administrador. Não são riquezas pessoais. Por acaso alguém diz que um piloto comercial é rico porque tem um grande avião em seu controle? Como pastor da Igreja Universal, o Papa é responsável pela administração do Vaticano e isto implica recursos econômicos. Esses recursos são na realidade uma quantidade muito moderada diante das reais necessidades da Igreja a serviço.

Os museus do Vaticano não são propriedades do Papa, mas da Igreja, quer dizer, de todos os batizados. São patrimônio da humanidade. Milhões os visitam a cada ano, sem consideração de religião ou falta dela.

O dinheiro do Vaticano

Como se sustenta economicamente o Vaticano?

Fala o monseñor Sebastiani, prefeito para Assuntos Econômicos da Santa Sé. CIDADE DO VATICANO, 23 julho de 1998. Extraído de Zenit http://www.zenit.org/spanish/.

“Para a Igreja as doações livres tem se revelado mais rentáveis que as taxas. Talvez a razão é psicológica. Mas se a Santa Sé tem saneado, pouco a pouco, suas próprias contas, isto tem sido graças a uma verdadeira solidariedade entre os fiéis, conferências episcopais e ordens religiosas, que começou em 1992 com a reforma do código canônico. Aqui no Vaticano temos aplicado o axioma comum a qualquer empresa bem administrada: conter os gastos e aumentar as entradas. É tudo. Inclusive, ainda este ano, temos aumentado as ajudas familiares a nossos empregados em uns 40%. Mas quem diz que temos só imensas riquezas, tesouros escondidos, cai num erro. Cuidamos muito da manutenção dos nossos imóveis, porque é melhor gastar antes que quando o imóvel fica velho. Vamos cuidando do grande patrimônio herdado do Estado italiano com o Pacto de Latrão”.


O arcebispo italiano Sergio Sebastiani, de 67 anos, 38 dos quais vividos nas nunciaturas apostólicas de meio mundo, sorri persuasivo como só os diplomatas de longa data sabem fazer. Sebastiani é, desde poucos meses, presidente da Prefeitura para Assuntos Econômicos. Em declarações dadas ao “Corriere della Sera”, o maior jornal italiano, explicou em que consiste o trabalho do organismo vaticano que dirige. “Equivale ao Ministério da Economia e Fazenda e, ao mesmo tempo, ao Tribunal de Contas do Estado - explica - mas ao fazer certas comparações não se pode esquecer que a igreja tem uma missão espiritual, não material. Aqui os recursos econômicos são só o meio, não o fim”.

Em seu sóbrio escritório, anexo a colunata de São Pedro, o monsenhor Sebastiani conta como, nos anos 67-68, como jovem secretário do cardeal Giovanni Benelli, colaborou justamente com o nascimento da Prefeitura que hoje preside. Depois, com o trabalho da Cúria, para Sebastiani abriu-se o caminho da diplomacia vaticana. “Aqui estamos todos marcados pela experiência diplomática vivida no exterior. É nosso guia mental. Mas, quem diria que ainda voltaríamos aqui? Encontrei este organismo pós-conciliar estruturado, reforçado e respeitado”.

–Monsenhor Sebastiani, como se tem pago as finanças da Santa Sé?

–Até 92, tínhamos um forte déficit. Este ano marcamos um superavit record de 19.000 milhões de liras: uma situação talvez irrepetível, devido à mudança favorável das divisas. Quer dizer, ao reforço do dólar –a divisa em que recebemos muitas ofertas - respeito a lira, a moeda que usamos nas contas.

–A diferença se deve às doações?

–Hoje recebemos um total de mais de 100 milhões de liras ao ano em doações livres, das quais 34 milhões vem dos bispos. Estes últimos, segundo o canon 1.271 do Código de Direito Canônico, tem a obrigação moral de contribuir as necessidades materiais da Igreja.

No fundo, a Santa Sé está ao serviço das comunidades eclesiais locais da mesma forma como o Estado está ao serviço dos cidadãos. As dioceses individuais, portanto, tem seus próprios assuntos econômicos mas dão uma contribuição voluntária a Roma porque, em troca, recebem um serviço. Pense em nossa atividade diplomática ou nas missões. Seguindo o mesmo princípio, a sua vez as dioceses recebem contribuições dos fiéis.”

–Quais são as conferências episcopais mais generosas para Roma?

–Em primeiro lugar está, desde alguns anos, a Conferência Episcopal Alemã, seguida da americana e italiana. Depois estão as privadas: nos Estados Unidos, criou-se associações que recolhem fundos para a Santa Sé como os Cavaleiros de Colón ou a Fundação Papal. E sabe quem dá mais? Os pobres, não os ricos. A Igreja se sustêm graças ao óbolo da viúva. Além das contribuições dos fiéis e dos bispos, chega as contribuições das congregações religiosas, pouco mais de 2.500 milhões ao ano”.

–E o óbolo de São Pedro?

–Não entra em nosso capital consolidado, mas se trata separadamente para que o Santo Padre faça com esse dinheiro o que ache mais conveniente. Não sabemos o destino exato desta soma, que de todas maneiras vem sendo usadas para obras de caridade, missões e assistência a igrejas pobres”.

–Por que a Igreja não tem uma estrutura financeira centralizada, como se sucede a nível doutrinal?

–Ao contrário do que sucede no campo doutrinal, onde o Papa tem o mandato de conservar através dos séculos o depósito da fé, na gestão dos próprios recursos, a Igreja é uma realidade descentralizada. Quer dizer, deixa a autonomia a cada administração vaticana, ainda que sob o controle da Prefeitura dos Assuntos Econômicos.

ZN980723-7 Zenit
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Para citar este artigo:

Apostolado Veritatis Splendor: ONDE ESTÃO AS RIQUEZAS DO VATICANO?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/814/onde-estao-as-riquezas-do-vaticano

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Finados

Para nós, o que é a morte?

Cardeal Geraldo Majella Agnelo



Foi feita uma pesquisa na França: “Para Você, o que é morte?” Oito pessoas sobre cem declararam-se sem opinião. Trinta e sete por cento disseram que a morte é o fim de tudo, que depois dela não existe nada. Outros trinta e três por cento falaram de uma passagem para qualquer coisa, mas não sabem dizer do que se trata; lá chegando, se verá. Somente vinte e dois por cento, isto é um em cada cinco, soube dar uma resposta cristã: a morte é a entrada na vida eterna.


Nós vamos à Igreja por muitos motivos: um pouco para rezar, um pouco para compreender o que diz a Palavra de Deus sobre este dia de finados. Esperamos ver uma clara luz sobre o mistério da morte e o depois.

Do Antigo Testamento, Jó 19,27: “Verei a Deus. Eu o verei, eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão”. Um sábio de Israel assim descreveu o destino reservado aos justos: “as almas dos justos estão nas mãos de Deus, nenhum tormento os tocará. Aos olhos dos estultos, seu fim foi visto como um desastre, a sua partida uma ruína, mas eles estão em paz”. Isso acontece porque “Deus os provou, e os encontrou dignos de si”.


O Novo Testamento traz luz de pleno conforto para nós. Jesus nos revelou “a vontade do Pai”, isto é “quem vê o Filho e nele crê, tem a vida eterna”. E mais: “Eu o ressuscitarei no último dia” (João 6,40). “Na casa do meu Pai há muitos lugares. Eu vou preparar-vos um lugar. Voltarei e vos tomarei comigo. Assim também vós estareis onde eu estou” (João 14,2-3).


O Apóstolo Paulo é muito claro: “Somos filhos de Deus. E se somos filhos, somos também herdeiros; herdeiros de Deus, co-herdeiros de Cristo”. Daí um motivo de conforto para o hoje: “Os sofrimentos do momento presente não são comparáveis às glórias eternas” (Romanos 8,16-18). Jesus também mostrou quem são os filhos de Deus destinados ao Reino. São os homens das bem-aventuranças (Mateus 5,1-11).


Não todo aquele que diz Senhor, Senhor! entrará no reino dos Céus, e Jesus precisa bem: mas “bem-aventurados os pobres em espírito, os aflitos, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os operadores de paz, os perseguidos por causa da justiça”. Por que bem aventurados? “Porque deles é o reino dos céus”.


Jesus deixou claro que são filhos de Deus os operadores de obras de misericórdia. Assim o disse com a parábola do juízo universal. O Senhor dirá a quem cumpriu as obras de misericórdia: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei em herança o reino preparado para vós desde o começo do mundo”. Por que benditos? “Porque eu tive fome e sede, era forasteiro, nú, doente, encarcerado... e me visitastes” (Mateus 25,31-46).


Para o cristão a morte permanece um mistério, mas plenamente iluminado pela fé. Conhecemos o fato: também Jesus Cristo morreu, Deus Pai o tirou da morte, e nós sabemos, porque Jesus disse, que tirará também a nós da morte. É esta a novidade do discurso cristão sobre a morte: uma novidade inaugurada pela ressurreição de Jesus. Às vezes sentimos nossos defuntos tão longe espiritualmente de nós, mas também a fé nos faz senti-los vizinhos. “Não existe um reino dos vivos e um reino dos mortos, existe o Reino de Deus; e nós, vivos ou mortos, estamos todos dentro dele (Georges Bernanós).


E nós se fossemos entrevistados com a pergunta: “O que é para Você a morte”? Eis como responderam alguns cristãos autênticos: O Papa João XXIII: “A morte é a passagem do andar de baixo para o de cima”. O dominicano Sertillanges: “No fundo, ninguém morre, porque não se sai de Deus”. O compositor Charles Gounod: “Morrer é sair da existência para entrar na vida”.


O teólogo Karl Rahner: “A morte é uma queda, que a fé interpreta como queda nos braços de Deus vivente, nosso Pai”. Santa Teresa de Lisieu: “Eu não morro, entro na vida. Não é a morte que virá buscar-me, é o bom Deus”. Concluímos: a separação de nossos caros provoca em nós tristeza austera, mas nos deixa uma esperança confiante.


Os túmulos dos nossos caros são monumentos colocados nos limites de dois mundos. O pensamento dos mortos nos estimula a rezar por eles e a refletir sobre a vida, sobre o sentido de nossa história e nossa orientação para Deus. Nossos defuntos nos querem corajosos nas provas, fortes na dor, serenos e plenos de esperança


Fonte: CNBB